segunda-feira, 18 de março de 2019

Um jogo, um tuíte, um vídeo: a 26ª rodada da Eredivisie

Fortuna Sittard 3x1 Emmen (sexta-feira, 15 de março)



De Graafschap 3x0 Heerenveen (sábado, 16 de março)



Feyenoord 2x3 Willem II (sábado, 16 de março)



NAC Breda 0x4 Utrecht (sábado, 16 de março)



Heracles Almelo 3x2 Vitesse (sábado, 16 de março)



VVV-Venlo 0x1 PSV (domingo, 17 de março)



AZ 1x0 Ajax (domingo, 17 de março)



Groningen 1x0 ADO Den Haag (domingo, 17 de março)



Excelsior 0x2 Zwolle (domingo, 17 de março)

segunda-feira, 11 de março de 2019

Um jogo, um tuíte, um vídeo: a 25ª rodada da Eredivisie

Utrecht 0x0 Groningen (sexta-feira, 8 de março)


VVV-Venlo 1x0 Excelsior (sábado, 9 de março)


PSV 2x0 NAC Breda (sábado, 9 de março)


ADO Den Haag 2x3 Heerenveen (sábado, 9 de março)


Willem II 3x2 De Graafschap (sábado, 9 de março)


Zwolle 0x0 AZ (domingo, 10 de março)


Vitesse 1x1 Feyenoord (domingo, 10 de março)


Emmen 1x1 Heracles Almelo (domingo, 10 de março)


Ajax 4x0 Fortuna Sittard (domingo, 10 de março)

terça-feira, 5 de março de 2019

Agora é merecido

O Ajax investiu muito nesta temporada. Exatamente para ter momentos inesquecíveis como contra o Real Madrid (@AFCAjax/Twitter)

Este blog sabe: os textos aqui são bem menos frequentes do que deveriam. Ainda mais em dias de participação holandesa nas competições europeias: o Espreme a Laranja só costuma aparecer nelas quando os times do país avançam às fases decisivas - o que tem sido raro. Mas acontece. Basta lembrar que, em 2015/16, o PSV causou certas dificuldades ao Atlético de Madrid, nas oitavas de final da Liga dos Campeões - só foi eliminado pelo Atleti nos pênaltis. Em 2016/17, do nada, o Ajax foi evoluindo, evoluindo... e alcançou a final da Liga Europa. De resto, atuações apagadas são a regra nos clubes holandeses, nos últimos anos. Não é à toa que o país tem caído pelas tabelas na lista de coeficientes da UEFA: atualmente, disputa ponto a ponto com a Áustria a 11ª posição, que dá lugar direto na fase de grupos da Liga dos Campeões. Mas talvez seja a hora de começar a escrever aqui com mais frequência.

Porque só assim a maioria das pessoas saberia que o Ajax se planejou nesta temporada, exatamente para não fazer feio em campeonatos maiores. Por isso, os € 11,4 milhões pagos ao Southampton para levar Dusan Tadic a Amsterdã, tentando fazer do meio-campista sérvio a base para um time que mesclaria melhor experiência e juventude. Por isso, também, os € 16 milhões gastos para repatriar Daley Blind, mais um jogador calejado a acalmar os novatos talentosos. Por isso, o esforço para manter tais novatos: Matthijs de Ligt, Frenkie de Jong, Donny van de Beek, David Neres. O clube da estação Bijlmer Arena já estava havia muito tempo sem títulos. Depois da turbulenta temporada passada, que teve vários problemas, do ataque cardíaco que deixou Abdelhak "Appie" Nouri em estado vegetativo à perda do Campeonato Holandês justamente num clássico para o PSV, os Ajacieden tinham de apostar tudo.

Apostaram. De lá para cá, a temporada veio irregular. O Ajax até começou bem no Campeonato Holandês, mas viu o PSV começar melhor ainda. Na Copa da Holanda, foi seguindo meio despreocupadamente - afinal, é um torneio pequeno para um clube grande. De certa forma, a atenção estava toda na Liga dos Campeões. E nela, os Ajacieden foram bem. Superaram as fases preliminares (Standard Liège, Sturm Graz e Dynamo Kiev) com facilidade. E na fase de grupos, já mereciam mais atenção. Das fáceis vitórias sobre o AEK, do valor provado contra o Benfica (o 1 a 1 em Lisboa, decisivo para a classificação às oitavas de final, foi um momento de experimentação para o grupo), das atuações corajosas contra o Bayern de Munique. Aí, talvez, o blog já devesse ter escrito.

Mas não. Não escreveu nem mesmo no difícil começo de ano que o Ajax teve em 2019. As atuações inconstantes na Florida Cup mostraram que havia diferença preocupante entre o nível técnico dos titulares e dos reservas. E tal diferença ficou clara no ponto mais baixo do clube na temporada: o 6 a 2 que o Feyenoord lhe impôs, no Klassieker de 27 de janeiro. Parecia que tudo estava perdido, e que o Real Madrid, em crescimento àquela altura, imporia uma previsível eliminação na Liga dos Campeões. A derrota para o Heracles Almelo (1 a 0, na 21ª rodada, justamente antes do jogo de ida das oitavas de final) aumentava essa sensação.

Sensação que se dissipou, com o que se viu no dia 13 de fevereiro, na Johan Cruyff Arena. Sim, a vitória ficou com o Real Madrid, por 2 a 1. Mas os Ajacieden impressionaram, jogando no "modo Champions" - ou seja, com Tadic no meio do ataque e David Neres sendo titular, na ponta direita. Criou chances, pressionou a saída de bola do time espanhol, não deixou o tricampeão da Champions League respirar. Deixou a melhor das impressões. Mesmo que a eliminação viesse, um espírito positivo foi readquirido pelos Amsterdammers. E o "modo Champions" foi assumido definitivamente, com os dois atacantes de ofício, Kasper Dolberg e Klaas-Jan Huntelaar, indo para o banco de reservas.

Bastou para a reação no Campeonato Holandês: de seis pontos, a desvantagem para o líder PSV caiu para dois - e dá para pensar que o Ajax pode chegar à liderança, pelo jogo atrasado da 24ª rodada (contra o Zwolle, no próximo dia 13) e pelo jogo direto (no próximo dia 31) ser em Amsterdã. Na Copa da Holanda, uma oportunidade se abriu para dar uma satisfação à torcida: o sorteio reservou outro Klassieker contra o Feyenoord, exatamente um mês após o 6 a 2 pela Eredivisie, e os Godenzonen conseguiram a vaga na decisão da KNVB Beker, com 3 a 0 em pleno De Kuip. Mas faltava o blog escrever mais sobre o estado de coisas no Ajax.

Quem sabe assim, mais gente soubesse que o time de Amsterdã voltara a ter técnica e espírito de luta capazes de sobrepujarem o Real Madrid. Mais gente soubesse que o Ajax teria frieza e eficiência para aproveitar as primeiras chances e abrir 2 a 0, graças à estupenda atuação de Tadic, sendo um "falso 9" por excelência: voltando ao meio-campo para ajudar, e também indo ao ataque. Mais gente soubesse o meio-campista primoroso que Hakim Ziyech se revela, cada vez mais. Mais gente conhecesse Frenkie de Jong, que justifica mais e mais a badalação, controlando o jogo a seu bel-prazer como volante. Mais gente visse a mescla perfeita na zaga do Ajax, com a experiência e a precisão de Daley Blind se aliando à garra e à liderança de De Ligt. Mais gente visse um Nicolás Tagliafico que parte da lateral esquerda para estar em todas as jogadas importantes. Mais gente visse um Van de Beek muito capacitado para ser o "homem-surpresa" nas chegadas ao ataque. Mais gente visse um David Neres que tenta reagir na temporada, jogando na sua - e sendo premiado com um dos gols.

Enfim, quem sabe assim, escrevendo mais aqui, mais gente respeitasse o Ajax. Mais gente respeitasse o futebol holandês, de um modo geral. Mas o 4 a 1 primoroso no Santiago Bernabéu, que devolveu os Ajacieden às quartas de final de uma Liga dos Campeões após 16 anos (em que pese a bola duvidosamente tirada da lateral por Noussair Mazraoui no terceiro gol), fará o blog mudar o comportamento. E escrever sobre toda e qualquer participação holandesa em torneios europeus, ainda que seja para descrever vexames. Porque dias como este 5 de março de 2019, em que todo o futebol holandês comemorou (bem, talvez não os torcedores de Feyenoord e PSV), valem o sacrifício.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Um jogo, um tuíte, um vídeo: a 24ª rodada da Eredivisie

De Graafschap 1x1 ADO Den Haag (sexta-feira, 1º de março)



Heracles Almelo 1x5 Utrecht (sábado, 2 de março)



Excelsior 0x2 PSV (sábado, 2 de março)



Vitesse 4x1 NAC Breda (sábado, 2 de março)


Groningen 3x2 VVV-Venlo (domingo, 3 de março)



Heerenveen 4x2 Willem II (domingo, 3 de março)



Feyenoord 4x0 Emmen (domingo, 3 de março)



AZ 4x2 Fortuna Sittard (domingo, 3 de março)



Ajax 2x1 Zwolle (quarta-feira, 13 de março - previsto originalmente para sábado, 2 de março)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Um jogo, um tuíte, um vídeo: a 23ª rodada da Eredivisie

VVV-Venlo 0x1 Heracles Almelo (sexta-feira, 22 de fevereiro)



Utrecht 0x0 Excelsior (sábado, 23 de fevereiro)



Zwolle 0x3 De Graafschap (sábado, 23 de fevereiro)




Fortuna Sittard 2x4 Heerenveen (domingo, 24 de fevereiro)



NAC Breda 0x0 Groningen (sábado, 23 de fevereiro)



ADO Den Haag 1x5 Ajax (domingo, 24 de fevereiro)



PSV 1x1 Feyenoord (domingo, 24 de fevereiro)



Emmen 0x3 Vitesse (domingo, 24 de fevereiro)



Willem II 2x1 AZ (domingo, 24 de fevereiro)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Citricultura: camisas de clubes

"Camisa 'raiz' é aquela do Ajax do meio dos anos 1990, com o patrocínio do ABN-Amro." "Ainda é difícil ver a camisa do PSV sem a Philips como patrocínio." "Ué, o Feyenoord já teve camisa reserva verde e branca?" Pois bem: há muitos colecionadores de camisas de times de futebol por aí. E se ouvem várias frases assim sobre as camisas holandesas, de vários colecionadores. Para nem falar da incrível coincidência de tantos clubes com as cores vermelha e branca em seus uniformes principais (os três grandes, AZ, Twente, Utrecht, Sparta Rotterdam...).

Pois bem: exatamente para trazer algumas curiosidades de que o leitor talvez já saiba - e outras que talvez não lhe fizessem a menor falta - é que a seção "Citricultura" reaparece, mostrando o histórico de alguns clubes holandeses por meio de suas camisetas. Que têm algumas similaridades com o histórico brasileiro - por exemplo, o fato de patrocínios nelas só terem sido aceitos a partir de 1982. E algumas diferenças. Ah, sim: de quebra, cada clube terá um modelo pitoresco mostrado aqui. E olha que muito time ficou de fora na lista...

Eis a versão do Ajax para a "camisa vinagrete" que a Portuguesa tornou famosa no começo dos anos 1990, aqui no Brasil. Esta era a camisa reserva dos Godenzonen na temporada 1989/90 (oldfootballshirts.com)
AJAX

Patrocinador:
1982-1991 - TDK (fábrica de eletroeletrônicos e materiais de reprodução - fitas K7, por exemplo)
1991-2008 - ABN-Amro (banco)
2008-2013 - AEGON (seguradora)
Desde 2013 - Ziggo (operadora de telefonia móvel, contrato até 2020)

Material esportivo:
1973-1977 - Le Coq Sportif
1977-1979 - Puma
1979-1980 - Cor du Buy
1980-1984 - Puma
1985-1989 - Kappa
1989-2000 - Umbro
Desde 2000 - Adidas (contrato atual até 2020)

Curiosidade: pela óbvia importância de Johan Cruyff na história do clube, a camisa 14 foi aposentada pelo Ajax em 2007. O último a vesti-la foi o meio-campista espanhol Roger García Junyent.

Esta foi a camiseta reserva na temporada 1987/88, quando o PSV conquistou a Tríplice Coroa. De quebra, foi vestida na final da Copa dos Campeões. Para homenagear os 30 anos, a Umbro copiou o desenho, na terceira camisa do PSV para a temporada 2018/19 (oldfootballshirts.com)
PSV

Patrocinador:
1984-2016 - Philips (fábrica de eletroeletrônicos e eletrodomésticos)
(2011-2015 - nas mangas, houve o patrocínio do banco Freo)
Desde 2016 - Energie Direct (empresa desenvolvedora de energia sustentável, contrato até o fim da temporada 2018/19. Atrás da camisa, há o patrocínio da GoodHabitz, empresa fabricante de comida natural)

Material esportivo:
1970-1974 - Le Coq Sportif
1974-1995 - Adidas
1995-2015 - Nike
Desde 2015 - Umbro

Curiosidade: Você, leitor deste texto que só alimenta sua cultura (in)útil sobre futebol, sente saudades da Philips na camiseta do PSV? Ora, não sinta. Como empresa que fez o clube nascer, ela nunca deixou o PSV de lado. Internamente, segue como investidora minoritária. De mais a mais, o logotipo da conhecida multinacional segue na camisa - agora, nas mangas...

Por que esta camisa alviverde foi a reserva do Feyenoord em 2008/09? Por que, aliás, às vezes se veem bandeiras alviverdes na torcida do Feyenoord? Simplesmente porque assim é a bandeira da cidade de Roterdã: verde e branca (oldfootballshirts.com)
FEYENOORD

Patrocinador:
1982-1984 - Gouden Gids (lista telefônica holandesa - literalmente, em holandês, o "guia dourado")
1984-1989 - Opel (fábrica automotiva)
1989-1990 - HCS (empresa de informática)
1990-2004 - Stad Rotterdam Verzekeringen (seguradora estatal de Roterdã)
2004-2008 - Fortis (banco)
2008-2009 - Fortis/ASR (fusão entre o Fortis e o ASR, outra instituição financeira holandesa)
2009-2013 - ASR (banco/seguradora holandesa)
2013 - Diergaarde Blijdorp (zoológico holandês)
2013-2017 - Opel
Desde 2016 - Qurrent (empresa de energia sustentável - contrato até 2021)

Material esportivo:
1963-1970 - Bukta/Jansen & Tilanus
1970-1978 - Le Coq Sportif
1978-1983 - Adidas
1983-1987 - Puma
1987-1990 - Hummel
1990-2000 - Adidas
2000-2009 - Kappa
2009-2013 - Puma
Desde 2013 - Adidas (contrato até 2023)

Curiosidade: na segunda metade da temporada 2012/13 - ou seja, já em 2013 -, o contrato do Feyenoord com a ASR já tinha se encerrado. Então, o clube decidiu fazer um contrato temporário com o Diergaarde Blijdorp, zoológico de Roterdã, até o fim da temporada. Houve até comercial, com direito a Van Bronckhorst (então ainda auxiliar técnico) com um elefante... 

O torcedor do AZ sempre terá gratidão por esta camisa: era a reserva na campanha do título holandês, em 2008/09 (oldfootballshirts.com)
AZ

Patrocinador:
1982-1986 - Sony (empresa de eletroeletrônicos)
1986-1988 - Electrolux (empresa de eletrodomésticos)
1988-1989 - Swingbo (empresa desenvolvedora de softwares)
1989-1990 - Reebok (empresa de material esportivo)
1990-2002 - Frisia (primeiro nome do banco dirigido por Dirk Scheringa, mecenas do AZ entre 1993 e 2009)
2002-2004 - Actus Notarissen (tabelião)
2004-2005 - Frisia
2005-2009 - DSB (segundo nome do banco dirigido por Dirk Scheringa, mecenas do AZ entre 1993 e 2009)
2010 - BUKO (transportadora)
Desde 2010 - AFAS (empresa desenvolvedora de softwares - contrato até 2022)

Material esportivo:
1977-1986 - Adidas
1986-1989 - Lotto
1989-1990 - Reebok
1990-1993 - Hi-Tec
1993-1998 - Hummel
1998-1999 - Kappa
1999-2001 - produção doméstica
2001-2006 - Umbro
2006-2008 - Quick
2008-2009 - Canterbury
2009-2011 - Quick
2011-2015 - Macron
Desde 2015 - Under Armour

Curiosidade: Com a falência do banco DSB que o mecenas Dirk Scheringa dirigia, em 2009, o AZ se viu obrigado obviamente a trocar de patrocínio. E ficou meia temporada, em 2010, com a transportadora BUKO ocupando a camisa. A coisa só se resolveu com a chegada da AFAS, a partir da temporada 2010/11. E não só para patrocinar a camisa, mas também para dar nome ao estádio do clube de Alkmaar.

Esta camisa dos anos 1980 marcou tanto a torcida do Utrecht que até versão retrô dela foi feita, nos dias atuais (oldfootballshirts.com)
UTRECHT

Patrocinador:
1982-1992 - Nissan (empresa automotiva)
1992-2005 - AMEV (banco)
2005-2011 - Phanos (imobiliária)
2011 - Bank of Scotland
2011-2012 - Simpel.nl (desenvolvedora de softwares para telefones celulares)
2012-2015 - HealthCity (rede de academias)
Desde 2015 - Zorg van de Zaak (empresa de auxílio profissional)

Material esportivo:
1970-1972 - Sparta
1972-1976 - Le Coq Sportif
1976-1979 - Puma
1979-1981 - Pony
1981-1983 - Admiral
1983-1989 - Puma
1989-1995 - Lotto
1995-2001 - Reebok
2001-2009 - Puma
2009-2012 - Kappa
Desde 2012 - Hummel

Curiosidade: o Utrecht é outro time que tem números aposentados em sua camisa. E não é por razão feliz: ninguém joga com o número 4 dos Utregs, em celebração à memória do zagueiro francês David Di Tommaso, falecido por um ataque cardíaco enquanto dormia, em 2005, aos 26 anos. "DiTo" usava justamente a 4...

Este modelo do Vitesse ficou bem conhecido na Holanda, no final dos anos 1990 (oldfootballshirts.com)
VITESSE

Patrocinador:
1992-2001 - Nuon (empresa de energia)
2001-2003 - sem patrocínio
2003 - Sunweb (agência de viagens)
2003-2004 - sem patrocínio
2004-2010 - AFAB (banco)
2010-2011 - Zuka.nl (empresa de webdesign)
2011-2012 - Simpel.nl (desenvolvedora de softwares para telefones celulares) e Spieren voor Spieren (empresa beneficente para auxílio de crianças com doenças motoras)
2012-2014 - Youfone (operadora de telefonia celular)
2014-2017 - Truphone (operadora de telefonia celular)
2017-2018 - Swoop (revendedora de equipamentos eletrônicos usados)
2018-2019 - Droomparken (agência de viagens)

Material esportivo:
1998-1999 - Lotto
1999-2005 - Uhlsport
2005-2006 - Quick
2006-2009 - Legea
2009-2012 - Klupp
2012-2014 - Nike
Desde 2014 - Macron

Modelo do Groningen na temporada 1999/2000: com uma dessas, Arjen Robben começou sua carreira (oldfootballshirts.com)
GRONINGEN

Patrocinador:
1983-1984 - AGO
1985-1987 - AEGON (seguradora)
1987-1996 - Pioneer (fabricante de eletroeletrônicos)
1996-2000 - ANOZ (seguradora)
2000-2002 - Idee voor Vakwerk (empresa de auxílio profissional)
2002-2003 - Beaufort (lojas de material de construção)
2003-2007 - Centric (empresa de teconolgia da informação)
2007-2011 - Noordlease (locadora de carros)
2011-2017 - Essent (empresa energética)
Desde 2017 - Payt (empresa de informática bancária)

Material esportivo:
1985-1996 - Puma
1996-2008 - Umbro
2008-2014 - Klupp
2014-2017 - Masita
Desde 2017 - Puma

Acha esta camisa do Heerenveen feia? Respeite-a assim mesmo: foi com este modelo, na temporada 2006/07, que Afonso Alves fez história (oldfootballshirts.com)
HEERENVEEN

Patrocinador:
Data não encontrada - AA Drink
Data não encontrada - Telekabel/UPC Nederland
1988-1993 - Unibind (empresa identificadora de documentos)
1993-2001 - Batavus (fabricante de bicicletas)
2001-2016 - Univé (seguradora holandesa)
Desde 2016 - GroenLeven (empresa desenvolvedora de painéis de energia solar - a Univé segue nas mangas da camisa)

Material esportivo:
Data não encontrada-1990 - Adidas
1990-1991 - Fila
1991-1993 - Adidas
1993-1994 - ABE
1994-1998 - Adidas
1998-2000 - Fila
2000-2002 - ABE
2002-2008 - Umbro
Desde 2008 - Jako

Curiosidade: muita gente já sabe - se não sabe, ficará sabendo agora - que a camisa do Heerenveen reproduz o desenho da bandeira da província da Frísia (onde a cidade de Heerenveen fica), e que os desenhos em vermelho não são corações, e sim folhas de lírio, flor comum na região - em holandês, "pomperbladen". Fica, então, uma informação simpática: na temporada 2016/17, o clube fez algumas partidas tendo "KiKa" no espaço do patrocínio. Homenagem a uma mulher? Não: simplesmente as iniciais da campanha "Kinderen Kankervrij", iniciativa beneficente para apoiar crianças com câncer - iniciativa que o Heerenveen apoia até hoje, aliás.

Muita gente ficou conhecendo o Twente com esta camiseta - na temporada 2007/08, quando o clube conquistou uma vaga nas fases preliminares da Liga dos Campeões, após eliminar o Ajax numa repescagem em plena Amsterdam Arena (oldfootballshirts.com)
TWENTE

Patrocinador:
1986-1989 - NCR (fabricante de caixas registradoras)
1989-1991 - Laser Computer (loja de informática)
1991-1992 - sem patrocínio
1992-1997 - SNS Bank (banco)
1997-1998 - On (predecessora da Amicon)
1998-1999 - Amicon (seguradora na área da saúde)
1999-2000 - Essent/CasTel (empresa de telefonia que se fundira na época com a Essent)
2000-2002 - Essent (empresa energética)
2002-2005 - Zwanenberg (fabricante de alimentos em conserva)
2005-2013 - Arke (agência de viagens)
2013-2015 - XXImo (empresa de cartões)
2015-2016 - Web Print (empresa impressora)
2016-2021 - Pure Energie (empresa de energia renovável)

Material esportivo:
1982-1984 - Adidas
1984-1985 - Admiral
1985-1990 - Adidas
1990-1995 - Hummel
1995-1998 - Adidas
1998-2001 - Fila
2001-2008 - Umbro
2008-2011 - Diadora
2011-2012 - Burrda
2012-2016 - Nike
Desde 2016 - Sondico (contrato até 2021)

Grandes laranjas: Van Hanegem, o segundo ídolo

Quando fez 70 anos, em 2014, Van Hanegem viu o Feyenoord dar seu nome a uma tribuna do estádio, além de organizar uma festa. Cinco anos depois, segue vendo homenagens (ANP)
Certo, Johan Cruyff sempre foi e sempre será o símbolo maior da seleção holandesa que impressionou o mundo na Copa de 1974. Entretanto, também é verdade que Cruyff viveu uma relação de amor e ódio com seu país natal, enquanto viveu: cada passo dele era visto sob uma lupa, cada opinião sua era aplaudida por afetos e achincalhada por desafetos. E JC fazia questão de deixar claro: não estava ali para agradar a Holanda só por ser holandês. Tanto que fez de Barcelona sua morada definitiva.

Caso diferente de outro destaque da Laranja de 1974. Um meio-campista extremamente técnico (naquela equipe, talvez só Cruyff o superasse). Que tinha seus períodos de temperamento forte, é verdade. Mas que sempre pareceu mais acessível do que o grande símbolo daquela seleção. Sempre teve um vínculo mais forte com a Holanda. E que nesta quarta-feira, pode testemunhar as homenagens pelo seu aniversário de 75 anos: Willem van Hanegem.

Van Hanegem começou no Velox. E nem com a carreira desenvolvida esqueceria o trauma familiar (Wikipedia)
Um começo vitimado pela guerra

Antes mesmo de entrar no futebol, Van Hanegem já tinha algo a ligá-lo fortemente à Holanda. Aliás, antes mesmo de ser adulto. Filho de Lo van Hanegem, pescador, e de Anna van Grol, uma holandesa nascida em Nova Iorque (a família migrara para lá antes de retornar), ele nasceu em 20 de fevereiro de 1944, na cidade de Breskens. A Segunda Guerra Mundial já se encaminhava para a reta final, mas muitas coisas aconteceriam até o ano seguinte. E uma dessas coisas teve impacto inegável na família Van Hanegem: em 11 de setembro de 1944, um bombardeio aéreo sobre Breskens, feito pela parte alemã das tropas do Eixo, matou o patriarca Lo e três irmãos de Willem, mesmo escondidos num abrigo.

Ele podia até ser um bebê de colo quando tudo aconteceu, mas mesmo na fase adulta, ainda transpareciam as mágoas que Willem tinha da Alemanha - e dos alemães. Em 1974, quando mais brilhou em campo, comentou o que se passou logo após a Holanda fazer 1 a 0 na final da Copa do Mundo, quando a Laranja trocava passes infrutíferos ainda no primeiro tempo, só para colocar a Alemanha na roda: "Enquanto nós os humilhássemos, eu não ligava. Eles mataram meu pai, minha irmã e dois irmãos. Estou cheio de raiva. Eu os odeio". Tal mágoa se via tanto nas partidas contra a seleção alemã, quanto contra clubes alemães: onde houvesse um adversário do vizinho poderoso, Van Hanegem tinha a raiva como "doping pessoal". O tempo passou, e os sentimentos negativos diminuíram de intensidade. Mas quando jogador, Van Hanegem pegou pesado, conforme reconheceu em 2000, ao seminal livro "Brilliant Orange", do jornalista inglês David Winner: "Toda vez que eu jogava contra alemães, eu tinha um problema, por causa da guerra".

Mas é melhor voltar ao começo. Em 1946, a matriarca Anna e os filhos sobreviventes se mudaram de Breskens para Utrecht, tentando recomeçar a vida num país que também tentava recomeçar. E foi em Utrecht que Van Hanegem cresceu, tendo o futebol como diversão principal. Nas ruas da cidade apurou suas principais qualidades: a técnica impressionante, o chute forte e, acima de todas elas, os lançamentos sinuosos. Era seu destino, e o jovem Willem foi atrás dele logo que virou adolescente. Assim que entrou nas categorias inferiores do Velox (um dos clubes da cidade, que participou da fusão que gerou o atual Utrecht), Van Hanegem já se fez notar. Em 1962, vendo o alto aproveitamento daquele jovem relativamente dentuço nos chutes a gol, o técnico Daan van Beek pediu que ele voltasse ao clube no dia seguinte. Voltou. Em meio ano, estava promovido ao time adulto do Velox. E assim começava sua carreira.

Van Hanegem chegou novo ao Feyenoord. Mas logo virou ídolo eterno (ANP)
Van Hanegem foi ser "kromme" no Feyenoord

O meio-campista se desenvolveu até bem no Velox: ficou quatro anos em Utrecht, entre 1962 e 1966, com 109 partidas e 39 gols marcados. Mas sua carreira tomou rumo ascendente mesmo quando ele se transferiu para o Xerxes, clube de Roterdã que se mantinha, a duras penas, no profissionalismo, e jogaria sua primeira temporada no Campeonato Holandês. Lá, além de titular absoluto, Van Hanegem foi o grande responsável por campanhas honrosas em campo: 10º lugar em 1966/67 e 7º lugar em 1967/68. As atuações eram tão elogiáveis que o passo seguinte foi natural: a estreia na seleção holandesa, acontecida num empate sem gols com a Escócia, em 30 de maio de 1968. Mas já era a reta final do Xerxes: o clube jogou aquela Eredivisie já em fusão com outro clube amador, o DHC'66. E ao final de 1967/68, completamente sem dinheiro, a falência foi inevitável.

Pelo menos para Van Hanegem, os problemas passaram longe. Já havia outro clube de Roterdã que o via com carinho. Aliás, o mais conhecido da cidade - e um dos mais conhecidos do país: claro, o Feyenoord. E o meio-campista tomou o caminho do Stadionclub a partir da segunda metade de 1968. Começava ali uma das mais bonitas histórias de amor entre um jogador e um clube que a Holanda já viu. Não que Van Hanegem tenha passado o resto da vida em De Kuip. Mas a torcida se apaixonou rapidamente por aquele meio-campista cada vez mais notável na técnica e mais ousado nos lançamentos. Aliás, foi por causa dos caminhos sinuosos que a bola fazia ao vir de seu pé esquerdo ("Só uso o pé direito para entrar no carro", dizia) que Van Hanegem ganhou o apelido que sempre estará junto dele: "De Kromme" - em holandês, "o torto".

O Feyenoord já tinha nomes marcantes em seu time da época: o goleiro Eddy Pieters Graafland, os zagueiros Rinus Israël e Theo Laseroms, os atacantes Coen Moulijn e Ove Kindvall. Mas o que Van Hanegem jogou tão logo vestiu aquela camisa já serviu para transformá-lo no destaque supremo daquele time. Talvez fosse o jogador que faltava para iniciar a fase mais vitoriosa da história do clube de Roterdã. Já começou em 1968/69, com a conquista da dupla coroa holandesa (campeonato e copa nacionais). E na temporada seguinte, atingiu o ápice: em 1969/70, o Feyenoord foi o primeiro clube do país a se tornar campeão europeu - e depois, campeão mundial. Em 1970/71, mais um título holandês. O Ajax podia até estar tomando a Europa de assalto, mas na Holanda tinha no Feyenoord um arquirrival em fase respeitável. E Van Hanegem simbolizava aquele Feyenoord vencedor.

Van Hanegem esteve perto de apagar o trauma familiar na Copa de 1974. Faltou pouco

A vingança frustrada

Se era destaque no Feyenoord, claro que Van Hanegem era destaque na seleção. Por mais que Johan Cruyff fosse o primus inter pares, o craque entre craques, ambos coexistiam pacificamente naquela seleção, por mais diferentes que os temperamentos fossem. Não eram tanto, mas Van Hanegem sabia tourear mais as coisas do que o sempre indômito Cruyff - e seu espírito de liderança era semelhante (chegou a ser capitão da seleção, duas vezes). E nessa coexistência pacífica, ambos foram os pilares de uma Holanda que já dava sinais do que logo faria. Demorou um pouco: as campanhas nas eliminatórias da Copa de 1970 e da Euro 1972 foram medianas, ainda. Mas a partir de 1972, a Holanda estava pronta. Conseguiu superar o duelo com a Bélgica na qualificação, e chegou à Copa de 1974.

Se Cruyff, aos 27 anos, estava no auge da forma, no auge do brilho, pronto para explodir intensamente na Alemanha, o que dizer de Van Hanegem? Aos 30 anos, era o líder do Feyenoord. De quebra, justamente em 1973/74, temporada anterior à Copa do Mundo, tinha ganho mais dois títulos: a Eredivisie e a Copa da UEFA. E se lhe faltava a velocidade de outros colegas de seleção (a lentidão era seu ponto fraco em campo), a precisão nos lançamentos o fez inquestionável nos sete jogos que tornaram aquela Laranja eterna. Agora dá para lembrar o começo do texto: a final, contra a Alemanha, era a chance de uma vitória dupla de Van Hanegem, no futebol e na vida. E ele sabia disso: nos vestiários do Estádio Olímpico de Munique, pedia para que os alemães fossem "transformados em coisinhas". Estava tão pilhado que até cartão amarelo levou.

Não deu, pela enorme qualidade do time alemão que virou aquela final para 2 a 1. E Van Hanegem foi o jogador que mais sentiu aquela derrota. Todos os holandeses saíram tristes do gramado. Mas ele foi o único a sair chorando. Talvez por saber o que tinha perdido: a chance de uma vingança pessoal.

A "Laranja Mecânica" de 1974 se vestiu de azul na festa para encerrar a carreira de Van Hanegem, em 1983
Outros caminhos

Van Hanegem seguiu no Feyenoord por mais dois anos. A partir de 1976, porém, começaram os sinais de queda. Na Euro daquele ano, já era reserva - mas entrou ainda no primeiro tempo da semifinal, contra a Tchecoslováquia. Porém, na prorrogação disputada após 1 a 1 nos 90 minutos, após os tchecos fazerem 2 a 1 com Zdenek Nehoda aos 114', ele se mostrou algo irascível: negava-se a voltar ao campo de defesa, para que o jogo pudesse recomeçar. O árbitro galês Clive Thomas o ameaçou duas vezes. Na terceira, sem chances: cartão vermelho. E a Tchecoslováquia ainda fez 3 a 1.

Naquele ano, ainda, finalmente veio a mudança de ares em clubes. Não foi para fora da Holanda, como vários colegas de geração. Houve chances: em 1972, ele viajou à praia para avaliar uma proposta do Olympique de Marselha, junto do amigo e colega de Feyenoord Wim Jansen, mais as respectivas esposas. Sem que nenhum dos quatro chegasse a uma conclusão, o meio-campista olhou para seu cachorro e disse que, se ele latisse, iria para a França. Não latiu, e ele ficou. Só em 1976 vestiria camisa diferente: Van Hanegem se transferiu para o AZ, após 247 jogos e 88 gols como Feyenoorder. Ficou em Alkmaar até 1979, e até ganhou um troféu: a Copa da Holanda, em 1976/77. 

Todavia, seu fim na seleção logo veio, e ele foi traumático. Mesmo após participação periférica nas Eliminatórias da Copa de 1978, ele foi um dos 22 convocados. Porém, pedia garantias de que seria titular ao técnico Ernst Happel, que chegou só para treinar a equipe na Argentina. Não as teve. Resultado: a duas semanas do início da Copa, Van Hanegem desistiu da convocação. Não quis retornar nem mesmo após a lesão que impedia Hugo Hovenkamp de ser escalado naquele torneio. Ainda houve mais uma única partida - amistoso contra a Bélgica -, mas na prática se terminou assim, melancolicamente, após 52 jogos e seis gols, a participação de Van Hanegem na seleção da Holanda.

Também em 1979, enfim o "Torto" seguiu o exemplo de colegas de Holanda: foi mais um a ter a experiência lucrativa na NASL, a liga norte-americana de futebol, passando alguns meses no Chicago Sting. 27 jogos e 6 gols depois, ele voltou à Holanda, ainda em 1979. E de certa forma, deu o fecho adequado para a história: passou dois anos no Utrecht - clube surgido a partir de uma fusão que incluiu o Velox em que começara. Mas o melhor era terminar no grande amor: em 1981, aos 37 anos, Van Hanegem voltou ao Feyenoord. Acumulando os papéis de jogador e membro da comissão técnica, ficou lá até 1983, quando encerrou a carreira. E a encerrou em estilo engraçado: numa festa em De Kuip, com amistoso entre o Feyenoord e a seleção holandesa de 1974, o jogo terminou com um cartão vermelho dado a Van Hanegem, justamente por Clive Thomas, o juiz da expulsão na Euro 1976. Era a senha para as homenagens começarem: erguê-lo nos ombros, volta olímpica, essas coisas.

Van Hanegem já era campeão holandês pelo Feyenoord como jogador. Pois foi como técnico também. Como se precisasse disso para a torcida o idolatrar mais... (Arquivo ANP)
A carreira terminou. A idolatria no Feyenoord, não

Van Hanegem continuou firme no futebol, fora de campo. Em 1984, de mero membro da comissão técnica, virou auxiliar técnico do Feyenoord. Ficou assim até 1990, quando iniciou a carreira de treinador, no amador USV Holland. No ano seguinte, mais uma vez foi auxiliar, no hoje extinto Wageningen. Pareciam apenas preparativos para sua grande chance: em 1992, ele voltou ao Feyenoord, para ser treinador. E se já sobravam motivos para a fanática torcida o idolatrar dentro de campo, ele os deu fora também: em sua primeira temporada no comando do time, 1992/93, Van Hanegem comandou um Feyenoord campeão holandês após nove anos de jejum, com destaques como Ed de Goey, John de Wolf e Gaston Taument. Ainda veio o bicampeonato da Copa da Holanda (1993/94 e 1994/95).

Van Hanegem só deixou o Feyenoord em 1995. Passou pouco tempo no Al-Hilal saudita e logo voltou à Holanda. Treinando o AZ entre 1997 e 1999, teve o último título na carreira: a segunda divisão holandesa, em 1997/98. Desde então, aos poucos foi diminuindo a intensidade de seu papel. Voltou a ser auxiliar - no caso, da seleção holandesa, sendo o braço-direito de Dick Advocaat na segunda passagem deste pela Laranja, entre 2002 e 2004, culminada na Euro disputada em Portugal. Teve ainda uma derradeira passagem pelo Utrecht, entre 2007 e 2008.

Mas depois disso, preferiu ficar como o observador ácido que é, colunista do jornal Algemeen Dagblad e comentarista esporádico da emissora de tevê a cabo Ziggo Sport. Às vezes, Van Hanegem dá mostras de sua irritação sem rodeios - em 2015, quando a Holanda ficou fora da Euro, criticou duramente o comportamento de Memphis Depay, para ele mais preocupado com vestuário do que com o futebol.

Tudo bem: a torcida não se importa. Continua o amando. Principalmente a do Feyenoord, que transformou De Kuip num salão de festas para seus 70 anos, em 2014, dando de presente o seu nome a uma das tribunas do estádio. Houve um susto de saúde - um tumor testicular, no ano retrasado, já superado. E a Holanda comemora, neste 20 de fevereiro de 2019, o fato de ainda ter o segundo ídolo da "geração 1974" vivo para poder ver como os torcedores o respeitam. Mesmo que ele brinque com esses festejos todos: "Tudo besteira. Agora, devem achar que eu não tenho mais nada para fazer...".

Willem van Hanegem
Nascimento: 20 de fevereiro de 1944, em Breskens, Holanda
Carreira: Velox (1962 a 1966), Xerxes/Xerxes-DHC (1966 a 1968), Feyenoord (1968 a 1976 e 1981 a 1983), AZ (1976 a 1979), Chicago Sting-EUA (1979) e Utrecht (1979 a 1981)
Seleção: 52 jogos, 6 gols