quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Começando a cumprir a promessa

Xavi cumprimenta alguns jogadores da Holanda (Países Baixos): de fato, a Laranja mereceu cumprimentos no empate com a Alemanha (Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

Ao ser apresentado em entrevista(s) coletiva(s) como novo técnico da seleção masculina da Holanda (Países Baixos), Xavi Hernández já avisara: ganhando ou perdendo, queria ver uma seleção intensa, gostando de jogar com a bola, buscando o ataque, se movimentando. E mesmo com erros aqui e ali, mesmo ainda ineficiente nas finalizações, até que a Laranja começou a cumprir a promessa. Na estreia pela Liga das Nações - e estreia do próprio técnico espanhol -, o time holandês foi ofensivo, criou chances, diminuiu a má impressão com que terminou a Copa do Mundo, e ajudou o empate em 1 a 1 com a Alemanha a ser uma partida entre seleções atraente.

E até que os holandeses demoraram para se assentar diante da Alemanha, também com uma badalada estreia de técnico (Jürgen Klopp), que teve a primeira chance logo aos 2' (um chute de Karim Adeyemi, para fora) e começou tendo mais a bola. A partir do momento em que a Laranja segurou mais a bola - começando aos 7', num pivô de Brian Brobbey, completado por cruzamento de Crysencio Summerville que Marc ter Stegen pegou -, aí ela também passou a ser mais perigosa. Aos 10', Brobbey só não fez o gol por ter chutado fraco; aos 12', o arremate de Tijjani Reijnders foi bloqueado, saiu para escanteio... e na cobrança, aos 13', Virgil van Dijk até fez gol, de cabeça, mas ele foi anulado pela alegação do VAR (Brobbey teria bloqueado Ter Stegen de se movimentar na pequena área). O bom começo seguia, em lances como arremate de Quinten Timber - titular, até inesperadamente - para fora, aos 30'

Só que, se a Holanda vinha bem, a Alemanha também tinha espaços - só não tinha mais Kai Havertz, machucado. Coube a seu substituto, Younes Ebnoutalib, fazer Bart Verbruggen trabalhar, rebatendo uma bola aos 31'. No minuto seguinte, um azar holandês - Brobbey caiu em campo, machucado na parte posterior da coxa -, uma hesitação do juiz espanhol Alejandro Hernández (que não parou o jogo), e a Alemanha seguiu o jogo até fazer 1 a 0, com Felix Nmecha aproveitando o rebote dado por Jan Paul van Hecke, após chute de Adeyemi. A falta de, digamos, delicadeza alemã - talvez pela falta em Havertz ter vindo de Quinten Timber - causou muita irritação de Denzel Dumfries e Van Dijk em campo. Talvez tenha desconcentrado os holandeses, porque quase a Alemanha fez o segundo aos 38', não perdesse Adeyemi uma chance com o gol vazio, após Nadien Amiri cruzar. Faltou concentração também nas sucessivas falhas de Ter Stegen. Aos 42', Micky van de Ven chutou, e ele pegou em dois tempos. Ato contínuo, cobrou o tiro de meta errado, Cody Gakpo dominou a bola, chutou... mas Ter Stegen pegou.

Ruben van Bommel teve suas tentativas, na pressão holandesa no segundo tempo. E foi decisivo no lance do empate (Maurice van Steen/ANP/Getty Images)

Se tinha errado algumas vezes no primeiro tempo, o goleiro da Alemanha consertou no segundo. Já nos primeiros segundos, ele pegou a bola, após tentativa de Summerville finalizar; aos 59', após tabelar com Mexx Meerdink, Dumfries chutou e Ter Stegen fez ótima defesa. Tais finalizações eram sinais de que a Holanda iria insistir. Ainda mais após a entrada de Joey Veerman, que tornou os ataques mais rápidos, com passes longos e precisos. Só faltava alguma calma, como numa falta de Van Dijk em Kimmich que causou algumas escaramuças, aos 62'. E faltava, principalmente, eficiência nas finalizações. Como aos 66', quando Dumfries cruzou e Meerdink, na pequena área, com o gol vazio, "retribuiu" Adeyemi e errou a mira do carrinho. De quebra, aos 72', o camisa 9 chutou e Ter Stegen fez nova defesa. De quebra, a Alemanha, até então acanhada na etapa final, voltou a trazer perigo, aos 70', num chute de Philipp Treu (estreante na Mannschaft, na lateral direita), para fora. Ou até num cabeceio de Ebnoutalib, aos 83', para fora.

Àquela altura, já tinham entrado na Holanda Guus Til - que poderia ajudar no meio-campo, e até quebrar galho na frente, como já faz no PSV de vez em quando - e Ruben van Bommel. A insistência seguia, num cabeceio de Van Hecke aos 86' (Ter Stegen, de novo) e num arremate colocado de Van Bommel, aos 88', espalmado pelo goleiro alemão para escanteio. Só no segundo minuto dos acréscimos, enfim, a resistência alemã caiu, num belo cruzamento de trivela e de pé trocado de Van Bommel, mandando assim a bola para Gakpo completar de primeira e empatar.

No fim, Til ainda cabeceou para fora, aos 90' + 4. Mas o empate já tinha mostrado: a Holanda, mesmo sem vencer, começou a cumprir a promessa. É continuar melhorando no próximo domingo, contra a Sérvia.


Liga das Nações da UEFA - Liga A - Grupo 2

Holanda 1x1 Alemanha

Data: 24 de setembro de 2026
Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã)
Árbitro: Alejandro Hernández Hernández (Espanha)
Gols: Felix Nmecha, aos 32', e Cody Gakpo, aos 90' + 2

HOLANDA
Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Jan Paul van Hecke e Micky van de Ven; Tijjani Reijnders (Guus Til, aos 83'), Ryan Gravenberch e Quinten Timber (Joey Veerman, aos 57'); Crysencio Summerville (Ruben van Bommel, aos 83'), Brian Brobbey (Mexx Meerdink, aos 35') e Cody Gakpo. Técnico: Xavi Hernández

ALEMANHA
Marc ter Stegen; Philipp Treu, Nico Schlottebeck, Jonathan Tah e Nathaniel Brown; Joshua Kimmich, Nadien Amiri (Yannik Engelhardt, aos 80') e Felix Nmecha (Anton Stach, aos 64'); Karim Adeyemi (Serge Gnabry, aos 80'), Kai Havertz (Younes Ebnoutalib, aos 30') e Kevin Schade (Chris Führich, aos 64'). Técnico: Jürgen Klopp

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