terça-feira, 7 de agosto de 2018

Guia da Eredivisie 2018/19: Feyenoord

O Feyenoord não recebe muitas apostas para título da Eredivisie. Mas, discretamente, ganhou a Supercopa da Holanda. E tem time capaz de fazer a torcida mais feliz (feyenoord.nl)
Feyenoord Rotterdam

Cidade: Roterdã
Estádio: De Kuip (capacidade para 51.137 torcedores)
Apelidos: Stadionclub (em holandês, "o clube do estádio" - referência a De Kuip, considerado o mais tradicional estádio do país); Feyenoorders; Rotterdammers
Títulos: 15 Campeonatos Holandeses (merecem citação um título mundial, uma Copa dos Campeões, duas Copas da UEFA e 12 Copas da Holanda)
Patrocínio: Qurrent (empresa de energia renovável)
Técnico: Giovanni van Bronckhorst
Destaque: Robin van Persie (atacante)
Fique de olho: Jordy Clasie (meio-campista), Justin Bijlow (goleiro) e Dylan Vente (atacante)
Brasileiros no elenco: Eric Botteghin (zagueiro)
Copas europeias: Liga Europa - enfrentará o Trencín-ESQ, na terceira fase preliminar
Objetivo: Título/vaga nas competições europeias
Amistosos de pré-temporada:
30 de junho - SDC Putten 1x8 Feyenoord
7 de julho - Time da região de Zeeuw 0x2 Feyenoord
11 de julho - Young Boys-SUI 3x0 Feyenoord
13 de julho  - Basel-SUI 0x5 Feyenoord
21 de julho - Fenerbahçe-TUR 3x3 Feyenoord
29 de julho - Feyenoord 2x1 Levante-ESP
Principais chegadas: Joris Delle (G, NEC), [Kenneth Vermeer (G, Club Brugge-BEL)], [Calvin Verdonk (D, NEC)], [Mohamed "Mo" El Hankouri (M, Willem II)], Jordy Clasie (M, Southampton-ING), Yassin Ayoub (M/A, Utrecht) e Luis Sinisterra (A, Once Caldas-COL)
Principais saídas: Brad Jones (G, Al Nassr-SAU), [Kevin Diks (D, Fiorentina-ITA)], Miquel Nelom (D, não renovou contrato), Karim El Ahmadi (G, Al Ittihad-SAU), Simon Gustafson (M, Utrecht), [Marko Vejinovic (M, AZ)] e Bilal Basaçikoglu (A, Kayserispor-TUR)
Valor de mercado: 106,75 milhões de euros (via Transfer Markt)


Legenda
Jogador (posição, clube)
Transferência definitiva
[Transferência definitiva após empréstimo]
Empréstimo
[retorno de empréstimo]

É engraçado: não se sabe bem o que pensar a respeito das perspectivas do Feyenoord. Durante boa parte da temporada passada, a torcida se irritou com a estagnação vista nas atuações pela Eredivisie. Em pleno De Kuip, no turno, viu-se derrota para NAC Breda e empate com VVV-Venlo (que também venceram os jogos do returno). E o Stadionclub foi derrotado por PSV e Ajax em todos os clássicos, em casa e fora. Sem contar a campanha melancólica na Liga dos Campeões, que nunca deu esperanças nem de vaga na Liga Europa. Cenário que seria imperdoável para Het Legioen, a torcida sempre temperamental. Só  que, na reta final, o clube se recompôs, e conseguiu salvar um pouco da honra com o título da Copa da Holanda. Tal conquista serviu para minorar um pouco a pressão sobre o início dos trabalhos na pré-temporada. E pode ter sido aí que o Feyenoord ganhou um respiro fundamental. Porque as mudanças no grupo de jogadores foram feitas sem atropelos.

A saída de El Ahmadi será sentida - quando nada, porque foi o capitão, um dos símbolos do título inesquecível em 2016/17. Porém, a reposição foi muito bem feita: nada melhor do que trazer de volta Jordy Clasie, nascido futebolisticamente no centro de treinamentos de Varkenoord, um Feyenoorder autêntico. Na defesa, o melhor nem foi a contratação de alguém, mas a cura de muitos lesionados - enfim, o técnico Giovanni van Bronckhorst pode escalar Eric Botteghin e Jan-Arie van der Heijden, sua zaga preferida. No ataque, se Basaçikoglu era uma importante alternativa e já não estará mais disponível, a chegada de Yassin Ayoub tem condições de acelerar a transição meio-campo/ataque (coisa que Jens Toornstra e Tonny Vilhena fazem bem). Além do mais, convém não esquecer que Robin van Persie estará em campo, naquela que provavelmente será sua última temporada profissional, com experiência suficiente para aguentar a pressão - e para dar mais segurança a Steven Berghuis, Jean-Paul Boëtius e Sam Larsson. De quebra, as atuações discretas na Copa permitem pensar na permanência de Nicolai Jorgensen. E Dylan Vente, com mais experiência, terá mais chances.

No gol, Brad Jones foi embora - mas suas atuações irregulares na temporada passada tiram um pouco da saudade que ficará pela importância que o australiano já teve. E a transferência de Jones abriu caminho para a grande aposta em um jovem goleiro: Justin Bijlow, 20 anos, constantemente convocado para a seleção sub-21. Por mais que Kenneth Vermeer proteste, Bijlow já começou a justificar a aposta, na decisão da Supercopa da Holanda. Que representou mais um título para o Feyenoord. Não é nada, não é nada, já serve para diminuir a pressão - e, quem sabe, até para fazer o Stadionclub acreditar que pode perturbar PSV e Ajax ao longo das 34 rodadas. Se mantiver a pegada, quem sabe possa sonhar mais.

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