Colocação final: 5º lugar, com 56 pontos (14 vitórias, 14 empates e 6 derrotas)
No turno havia sido: 3º lugar, com 30 pontos
Time-base: Paes (Jaros); Gaaei, Sutalo, Baas e Lucas Rosa (Wijndal); Gloukh (Itakura/Fitz-Jim), Klaassen e Regeer (Mokio/Steur); Bounida (Berghuis/Edvardsen), Weghorst (Dolberg) e Godts
Técnico: John Heitinga (até a 13ª rodada), Fred Grim (interino, da 14ª à 26ª rodadas) e Óscar Garcia (a partir da 27ª rodada)
Maior vitória: Ajax 4x0 Sparta Rotterdam (27ª rodada)
Maior derrota: Groningen 3x1 Ajax (26ª rodada)
Principal jogador: Mika Godts (atacante)
Artilheiro: Mika Godts (atacante), com 17 gols
Quem deu mais passes para gol: Mika Godts (atacante), com 12 passes
Quem mais partidas jogou: Mika Godts (atacante), com 35 partidas - 33 pela temporada regular, mais as duas da repescagem pela Conference League
Copa nacional: eliminado pelo AZ, nas oitavas de final
Competições continentais: Liga dos Campeões (eliminado na fase de liga)
Terminar a primeira metade da temporada vencendo o arquirrival Feyenoord (2 a 0, na 16ª rodada) e segurando o NEC (2 a 2, 17ª rodada, última de 2025) deixava no Ajax, já com um difícil turno no Campeonato Holandês, a impressão de que, quem sabe, dias melhores viriam na segunda metade da temporada, com o ano novo que chegava. Meses depois, a impressão é pesarosa: ainda há muito, muito a melhorar pelos lados de Amsterdã. Como se os Ajacieden tivessem voltado algumas casas, no longo caminho da superação da crise que o clube vive há alguns anos. Na Liga dos Campeões, uma leve esperança de classificação à segunda fase após o pior começo de campanha que o clube fez em sua história na competição europeia foi frustrada pela derrota para o Olympiacos em casa (2 a 1), na última rodada, confirmando a eliminação. Na Copa da Holanda, a chance de uma revanche contra o AZ, que o eliminara exatamente nas oitavas de final em que se encontraram novamente... resultou em um vexame dos Amsterdammers, despachados com goleada por 6 a 0.
Na Eredivisie, o time tentava se reformular. Fora de casa, vitórias na base da superação, como os 3 a 2 no Telstar (18ª rodada) e os 4 a 1 no Fortuna Sittard (23ª rodada). Algumas contratações, como a do goleiro Maarten Paes e do zagueiro Takehiro Tomiyasu - sem contar a simbólica, e até nostálgica, chegada de Jordi Cruyff, o filho mais velho de Johan, para ser o diretor esportivo e comandar uma reformulação. Que se provou necessária, diante da brusca queda com o decorrer do returno. Culminando na derrota por 3 a 1 para o Groningen (26ª rodada), que causou a saída do técnico Fred Grim, retornando às categorias de base. Amigo da família Cruyff e técnico do time B, não necessariamente nesta ordem de importância, o espanhol Óscar García virou interino. Até fez um time mais ofensivo. Mas ainda sofrendo demais com a queda técnica de nomes como Oscar Gloukh e Kasper Dolberg, e com as lesões dos veteranos Wout Weghorst e Steven Berghuis. Motivos para sorrir, no Ajax, vindos do campo, só quando o belga Mika Godts pegava na bola. Principalmente na reta final da temporada, quando Godts se destacou nos 3 a 0 sobre o Heracles Almelo (30ª rodada) e nos 2 a 0 no NAC Breda (31ª rodada - aqui, Godts fez, talvez, o gol mais bonito desta Eredivisie). Só que um empate contra o PSV, uma derrota para o Utrecht e um empate com o Heerenveen condenaram: o Ajax teria de disputar os play-offs por uma vaga na Conference League. Ganhou-os. Pelo menos, seguirá disputando competições europeias. Só que ficou claro: o caminho para tentar voltar ao topo ainda é muito, muito longo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário