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| Robert Mühren se despediu dos campos - e o Volendam se despediu da primeira divisão, perdendo as chances que teve de permanecer (Ron Baltus/Soccrates/Getty Images) |
Colocação final: 16º lugar, com 32 pontos (8 vitórias, 8 empates e 17 derrotas)
No turno havia sido: 16º lugar, com 14 pontos
Time-base: Van Oevelen; Ugwu, Amevor, Verschuren e Leliendal; Bukala e Yah; Oehlers, Kökcü (Mühren) e Kuwas; Veerman
Técnico: Rick Kruys
Maior vitória: Volendam 3x0 Heracles Almelo (10ª rodada)
Maior derrota: Go Ahead Eagles 3x0 Volendam (5ª rodada), PSV 3x0 Volendam (14ª rodada) e NEC 3x0 Volendam (26ª rodada)
Principal jogador: Robert Mühren (atacante)
Artilheiro: Robert Mühren (atacante), com 6 gols
Quem deu mais passes para gol: Brandley Kuwas (atacante), com 4 passes
Quem mais partidas jogou: Aurelio Oehlers (atacante), com 33 partidas
Copa nacional: eliminado pelo NEC, nas quartas de final
Competições continentais: nenhuma
Talvez só dois dados expliquem o Volendam precisar jogar sua permanência na primeira divisão: ter feito poucos gols. Pouco? Então, vale lembrar: o time começou a temporada com quatro empates. Depois, duas derrotas (Go Ahead Eagles 3 a 0, na 5ª rodada; Excelsior 2 a 1, na 6ª rodada). E ao longo das 34 rodadas, foi um dos times com menos gols feitos neste Campeonato Holandês: só 35 gols, ao lado de dois outros - talvez não por acaso, os rebaixados NAC Breda e Heracles Almelo. De quebra, foi o segundo clube com mais derrotas na temporada (18). Tudo isso, mesmo tendo sido um dos raros times a ter vencido o tricampeão PSV - 2 a 1, na 23ª rodada. E tendo sido um time que se esforçou, inegavelmente, para ter destino diferente. Afinal, as condições para a equipe eram distantes de um cenário de crise. Para começo de conversa, havia um técnico que teve tempo e prestígio para trabalhar (Rick Kruys), o esquema de jogo era bem conhecido.
Entre os jogadores, havia regularidade. E até nomes promissores, como o lateral direito Precious Ugwu, campeão europeu sub-19 com a Holanda (Países Baixos) no ano passado. Outros eram um pouco mais experientes, e conheciam o clube, como o goleiro Kayne van Oevelen - sua saída nas últimas rodadas, por lesão, fez falta - Brandley Kuwas e Juninho Bacuna - esses dois irão à Copa do Mundo com Curaçao. Outros, ainda, eram veteranos e confiáveis, como Henk Veerman, a referência ofensiva, e Robert Mühren, que anunciou o fim da carreira ainda durante a temporada, não sem antes ser o goleador da "Outra Laranja" nesta edição da liga. E até seria possível para o Volendam mudar seu destino: afinal, os dois adversários nas duas últimas rodadas eram Excelsior e Telstar, justamente os dois contendentes para escapar da repescagem de acesso/permanência/descenso. E os Volendammers não se ajudaram. Contra o primeiro, na penúltima rodada, empate em 1 a 1; contra o Telstar, jogando em casa, mesmo saindo na frente do placar, o time tomou a virada por 2 a 1. Teve de jogar a repescagem contra o rebaixamento. E o roteiro foi até parecido: na decisão contra o Willem II, ganhou o jogo de ida, fora de casa, mas perdeu chances demais. Castigo: no segundo jogo, o Willem II reverteu a vantagem, levou a decisão às cobranças da marca do pênalti... e nelas rebaixou o Volendam. Que aprendeu a lição, do jeito mais duro.

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