domingo, 24 de maio de 2026

Análise da temporada: Telstar

Ronald Koeman Jr. (verde) fez as defesas. Ritmeester van de Kamp, Hardeveld e tantos outros criaram as jogadas e fizeram os gols. E o esforço do Telstar rendeu a permanência na primeira divisão (Marcel van Plateringen/BSR Agency/Getty Images)

Colocação final: 14º lugar, com 37 pontos (9 vitórias, 10 empates e 15 derrotas - na frente pelo melhor saldo de gols)
No turno havia sido: 15º lugar, com 15 pontos
Time-base: Koeman Jr.; Neville Ogidi, Offerhaus e Bakker; Noslin, Rossen, Owusu (Hatenboer) e Hardeveld; Van de Kamp (Tejan), Hetli (Van Duijn) e Brouwer
Técnico: Anthony Correia
Maiores vitórias: Fortuna Sittard 1x4 Telstar (26ª rodada) e Telstar 4x1 Sparta Rotterdam (31ª rodada) 
Maior derrota: Zwolle 4x1 Telstar (21ª rodada) e Utrecht 4x1 Telstar (30ª rodada)
Principais jogadores: Ronald Koeman Jr. (goleiro) e Jochem Ritmeester van de Kamp (meio-campista/atacante)
Artilheiros: Patrick Brouwer (atacante) e Jochem Ritmeester van de Kamp (atacante), ambos com 7 gols 
Quem deu mais passes para gol: Jeff Hardeveld (defensor/meio-campista), com 7 passes
Quem mais partidas jogou: Tyrese Noslin (defensor/atacante) e Jeff Hardeveld (defensor/meio-campista), que jogaram todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado pelo AZ, na semifinal
Competições continentais: nenhuma

Qualquer dúvida de que o Telstar seria um time que se esforçaria demais para ficar na primeira divisão, à qual voltara após 47 anos, se acabou logo na quarta rodada, quando os "Leões Brancos" conseguiram, talvez, a maior surpresa da temporada, vencendo o PSV (2 a 0) em pleno Philips Stadion. Nem mesmo uma má sequência de empates tirou o ânimo do Telstar - que, além do esforço, se baseava no (raro) talento de nomes como o meio-campo Jochem Ritmeester van de Kamp e o ala esquerdo Jeff Hardeveld. Terminando o turno na primeira posição fora da zona de repescagem/rebaixamento, com vitória sobre rival direto contra ela - 1 a 0 no NAC Breda, fora de casa -, era um tremendo ânimo, ainda mais tendo em vista que o clube andava discretamente na Copa da Holanda, avançando fase a fase. Para tentar escapar, vieram mais nomes para dar leve evolução técnica, como o meio-campo Cédric Hatenboer e o atacante Sem van Duijn. Até que ajudavam, em campo. Com um time esforçado, até mesmo as derrotas eram "vendidas caro" - que o diga a queda por 3 a 2 para o Ajax, na 18ª rodada (primeira de 2026), quando o Telstar tomava 3 a 0 mas buscou dois gols. 

Porém, ainda afundado na disputa para evitar o rebaixamento direto, contra NAC Breda e Heracles Almelo, o Telstar precisava de vitórias que comprovassem os elogios ao trabalho do técnico Anthony Correia. Elas começaram a aparecer na 25ª rodada - por sinal, contra um adversário direto (3 a 0 no NAC Breda). Na rodada seguinte, goleada: 4 a 1 no Fortuna Sittard. De quebra, uma campanha digna na Copa da Holanda: a eliminação só veio nas semifinais, para o campeão AZ. Dali por diante, o estádio BUKO virou um "aliado": se não chegava a ser um caldeirão, ali cairam o campeão PSV (3 a 1, 28ª rodada - pois é, o PSV não ganhou do Telstar na temporada) e o Sparta Rotterdam (4 a 1, 31ª rodada). Além dos nomes supracitados, crescia de produção o seguro goleiro Ronald Koeman Jr. E na reta final, coroando a arrancada que fez da equipe branca a nona melhor do returno, um empate com o NEC (1 a 1, só sofrido no fim), uma vitória por 3 a 0 sobre o rebaixado Heracles Almelo na penúltima rodada... e o clímax, no jogo direto contra o Volendam pela última rodada, em que o Telstar saiu atrás, evoluiu, empatou, e teve Koeman Jr. ousando cobrar um pênalti - nunca experimentara - para garantir a virada e a permanência na Eredivisie. Anthony Correia, de saída já anunciada para o Utrecht, podia ir em paz. A torcida celebrava com direito. Afinal, o esforço do Telstar tinha sido premiado

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