Colocação final: 2º lugar, com 65 pontos (19 vitórias, 7 empates e 8 derrotas)
No turno havia sido: 2º lugar, com 35 pontos
Time-base: Wellenreuther; Deijl (Nieuwkoop/Read), Watanabe, Ahmedhodzic e Lotomba; Kraaijeveld (Móder), Valente e Targhalline (Steijn); Hadj-Moussa, Ueda e Bos (Sauer)
Técnico: Robin van Persie
Maior vitória: Heracles Almelo 0x7 Feyenoord (9ª rodada)
Maior derrota: PSV 3x0 Feyenoord (21ª rodada)
Principal jogador: Ayase Ueda (atacante)
Artilheiro: Ayase Ueda (atacante), com 25 gols
Quem deu mais passes para gol: Jordan Bos (atacante), com 7 passes
Quem mais partidas jogou: Timon Wellenreuther (goleiro), com 33 partidas
Copa nacional: eliminado pelo Heerenveen (segunda fase)
Competições continentais: Liga Europa (eliminado na fase de liga)
O Feyenoord até começara bem a temporada. Mas a queda vivida a partir dos últimos meses de 2025 já deixara a torcida com a impressão incômoda de que o PSV estava escapando irremediavelmente na liderança, e que o Stadionclub de Roterdã não teria estofo para conseguir alcançá-lo e sonhar com o título. Assim terminou o ano passado, com eliminação precoce na Copa da Holanda e já 11 pontos atrás do rival de Eindhoven. E assim começou 2026: com muitos machucados que faziam falta - na defesa, Givairo Read e Gernot Trauner; no meio-campo, Hwang In-beom e Sem Steijn; e até Ayase Ueda, o goleador do Campeonato Holandês, andou sem chances de jogar por lesão. Com pelo menos uma saída antecipada: Quinten Timber, que provavelmente já deixaria o Feyenoord rumo a um centro mais competitivo, começou a ser colocado no banco de reservas pelo técnico Robin van Persie (estava sendo considerado sem foco após perder a braçadeira de capitão), reclamou após uma derrota no clássico municipal - Sparta Rotterdam 4 a 3, na 19ª rodada -... e antes que a coisa ficasse pior, Quinten rumou ao Olympique de Marselha.
Para o Feyenoord, a coisa ficou pior mesmo. Só uma vitória nas quatro primeiras rodadas do returno, o PSV se distanciando mais e mais... e quando, no jogo direto da 21ª rodada, os Boeren pespegaram 3 a 0 já no primeiro tempo, ficou claro que os Rotterdammers teriam de esquecer o título. E se preocupar em manter a segunda posição - e a consequente vaga na Liga dos Campeões -, até porque ela corria risco com a ascensão do NEC e a leve reação do Ajax. Podia piorar? Claro: mais lesões (como a do jovem atacante Shaqueel van Persie, filho de Robin), a eliminação desnecessária na Liga Europa. Sob altíssima pressão, a diretoria impôs ao técnico a vinda de Dick Advocaat - então fora da seleção de Curaçao -, como um "conselheiro" para Robin van Persie. Coincidência ou não, o Feyenoord se aprumou, deixando de ter atuações tão preocupantes, como nos 2 a 0 sofridos para o Twente (25ª rodada). Ficou defensivamente mais firme. Claro, os problemas seguiram - contra o Volendam, na 29ª rodada, mesmo ainda com chances de título, o Stadionclub pareceu nunca ser capaz de fugir do 0 a 0 que fez do PSV campeão. Entretanto, mesmo com tantos empates, mesmo sendo apenas o quinto time do returno... o Feyenoord conseguiu impedir a passagem do NEC. Conseguiu uma virada importante (2 a 1 no Fortuna Sittard, na 32ª rodada). E ao empatar com o AZ na penúltima rodada, conseguiu garantir o vice-campeonato e a vaga direta na Liga dos Campeões. Há muita coisa a mudar para 2026/27 - já começará fora de campo, com a saída do diretor geral Dennis te Kloese -. E o fato de ser o "pior" vice-campeão da história da Eredivisie desde 1994/95, quando começou a contagem de três pontos por vitória, constrange. Mas... podia ter sido pior.

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