Colocação final: 3º lugar, com 59 pontos (16 vitórias, 11 empates e 7 derrotas)
No turno havia sido: 4º lugar, com 29 pontos
Time-base: Gonzalo; Dasa, Kaplan e Sandler; Nejasmic, Sano, Ouaissa e Önal; Chery, Linssen (Koki Ogawa) e Lebreton (El Kachati/Danilo)
Técnico: Dick Schreuder
Maior vitória: NEC 5x0 Excelsior (1ª rodada)
Maior derrota: NEC 3x5 PSV (5ª rodada)
Principais jogadores: Sami Ouaissa (meio-campista) e Bryan Linssen (atacante)
Artilheiro: Bryan Linssen (atacante), com 11 gols
Quem deu mais passes para gol: Kodai Sano (meio-campo) e Bryan Linssen (atacante), ambos com 7 passes
Quem mais partidas jogou: Kodai Sano (meio-campo), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: Vice-campeão
Competições continentais: nenhuma
Antes mesmo que o primeiro turno acabasse, já se sabia: o NEC era a grande surpresa positiva da temporada, pelo menos até ali. Até houvera uma sequência ruim entre a 4ª e a 10ª rodadas - só uma vitória -, mas logo os Nijmegenaren se recompuseram. A torcida logo deu ao estilo ousado em campo o apelido engraçado de "Dick-taka", celebrando que o treinador Dick Schreuder cumprisse exatamente aquilo para que foi contratado: tentar fazer um time mais ofensivo. Era o que possibilitavam nomes como os zagueiros Ahmetcan Kaplan e Philippe Sandler, quase sempre jogando como líberos, avançando para ajudarem na criação das jogadas. Ou mesmo a dupla Basar Önal-Sami Ouaissa, muito criativa e veloz nas subidas para o ataque, vindos do meio-campo. Ou, finalmente, os veteranos redivivos: Tjaronn Chery na ponta-direita, Bryan Linssen no meio do ataque, cada um a seu modo, simbolizando o tamanho da ofensividade do NEC, que teve na dupla dois dos melhores jogadores do campeonato. Como já dito, isso já se vira em jogos das primeiras 17 rodadas, como a derrota por 5 a 3 para o PSV (5ª rodada) ou a vitória por 4 a 2 sobre o Feyenoord, em pleno De Kuip (14ª rodada).
E continuaria se vendo essa ousadia em Nijmegen no restante da temporada. Talvez até maior: a sequência de quatro vitórias com que 2026 começou - e o returno também - impulsionou o time de vez para a terceira posição. Diante das oscilações do Feyenoord, impulsionou até para o sonho do vice-campeonato, e do que seria vaga histórica e inédita na Liga dos Campeões. Também não surpreende que o NEC tenha sido o segundo melhor visitante da Eredivisie, diante de vitórias cheias de reviravoltas fora de casa, como os 4 a 3 no NAC Breda (19ª rodada), ou mesmo os 3 a 2 no campeão PSV, em pleno Philips Stadion (27ª rodada). Por falar em PSV, este chegou até a estar na frente do placar antes de tomar a virada na semifinal da Copa da Holanda. E os Nijmegenaren, impulsionados pela dupla Chery-Linssen, sonhavam, empolgavam a torcida. Mas o sonho começou a acabar no empate com o Feyenoord (1 a 1, na 30ª rodada), dificultando alcançar o vice-campeonato. Depois, a goleada sofrida na final da Copa da Holanda (AZ 5 a 1) impactou bastante. Ainda assim, o NEC conseguiu ser o terceiro melhor clube do returno. Foi o segundo melhor visitante. E com a segunda vitória nas últimas cinco rodadas (2 a 1 no Go Ahead Eagles, na última rodada), está classificado para a Liga dos Campeões pela primeira vez em sua história. Temporada tão impressionante em Nijmegen merecia um prêmio. E ele veio.

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