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| Saibari (à esquerda) e Veerman foram os principais símbolos técnicos de um PSV que dominou rodada a rodada, até o tricampeonato - e mesmo depois dele (Tobias Kleuver/ANP/Getty Images) |
Colocação final: Campeão, com 84 pontos (27 vitórias, 3 empates e 4 derrotas)
No turno havia sido: 1º lugar, com 46 pontos
Time-base: Kovar; Dest (Sildillia), Schouten (Flamingo), Yarek e Mauro Júnior (Salah-Eddine); Veerman, Saibari e Wanner; Bajraktarevic (Man), Til (Pepi) e Perisic
Técnico: Peter Bosz
Maiores vitórias: PSV 6x1 Sparta Rotterdam (1ª rodada) e PSV 6x1 Zwolle (31ª rodada)
Maior derrota: Telstar 3x1 PSV (28ª rodada)
Principal jogador: Ismael Saibari (meio-campo)
Artilheiro: Ricardo Pepi (atacante), com 16 gols
Quem deu mais passes para gol: Joey Veerman (meio-campista), com 14 passes
Quem mais partidas jogou: Ryan Flamingo (defensor), com 33 partidas
Copa nacional: eliminado pelo NEC, na semifinal
Competições continentais: Liga dos Campeões (eliminado na fase de liga)
Quando o primeiro turno terminou, uma das únicas preocupações do PSV - já então líder absoluto do Campeonato Holandês - se resumia numa pergunta: havia perigo de uma queda brusca, como a que chegou a deixar a equipe longe do título na temporada passada antes da arrancada para ganhá-lo? Até ali, não havia motivos para temores. Afinal de contas, a história praticamente se repetia: em que pesasse pelo menos um vexame (a derrota para o Telstar, na 4ª rodada, em casa), o time de Eindhoven já abria 11 pontos de vantagem na liderança, tinha o melhor ataque e a melhor defesa, vários destaques apareciam para o campeonato (de Sergiño Dest a Ivan Perisic, passando por Mauro Júnior, Ismael Saibari, Joey Veerman e Ricardo Pepi)... enfim, prontos para seguir sem solavancos rumo ao título, os Boeren estavam. Seguiriam assim? Bastou o returno começar para que a torcida dos Eindhovenaren pudesse comemorar a resposta positiva: 2026 já começou com uma goleada por 5 a 1 sobre o Excelsior. Até mesmo em partidas nas quais o time ia mal, se dedicava e insistia até pontuar. Dois exemplos já vieram logo no começo do returno: os 2 a 1 no Fortuna Sittard (19ª rodada) e o empate em 2 a 2 com o NAC Breda (20ª rodada - Armando Obispo empatou nos acréscimos).
Quando veio o 3 a 0 no clássico contra o Feyenoord, na 21ª rodada, já eram 17 pontos de vantagem na primeira posição - e desde então, o PSV entrou em contagem regressiva para o título. Houve momentos ruins, sim: a queda decepcionante na Liga dos Campeões, cair para o NEC (3 a 2 sofridos em casa, na 27ª rodada, sem contar a derrota na semifinal da Copa da Holanda), outra vez perder para o Telstar (3 a 2, na rodada seguinte). Chegou até a parecer que o PSV fracassaria na tentativa de bater o recorde de título mais precoce da história do Campeonato Holandês. Aí, entrou a qualidade: na 29ª rodada, contra o Utrecht, o time saiu atrás, mas Saibari - talvez o craque do campeonato - insistiu, Couhaib Driouech marcou o gol da vitória por 4 a 3 no minuto final dos acréscimos... e no dia seguinte, com o 0 a 0 entre Volendam e Feyenoord, a festa do tri pôde começar cedo, como nunca antes ocorrera em 70 anos de Eredivisie, a seis rodadas do fim. E o mais incrível foi notar: nem a ausência de Jerdy Schouten, machucado justamente na vitória contra o Utrecht, nem uma viagem "de festa" ao balneário espanhol de Ibiza, nem o título garantido tiraram o PSV do foco na reta final da temporada. Tanto que veio mais uma goleada na 31ª rodada (6 a 1 no Zwolle). Tanto que veio mais um recorde: com 19 pontos de vantagem, nunca um campeão ficou tão distante para o segundo colocado na história da Eredivisie. E o que já se tinha no fim do turno foi mantido: melhor mandante, melhor visitante, melhor ataque... também foi mantida a certeza: sim, o PSV continua sendo o melhor da Holanda (Países Baixos).

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