domingo, 24 de maio de 2026

Análise da temporada: Utrecht

O Utrecht oscilou perigosamente no meio da temporada, mas guiado pela velocidade de Zechiël, reagiu e quase conseguiu vaga na Conference (Gabriel Calvino Alonso/BSR Agency/Getty Images)

Colocação final: 6º lugar, com 53 pontos (15 vitórias, 8 empates e 11 derrotas)
No turno havia sido: 8º lugar, com 23 pontos
Time-base: Barkas; Horemans (Vesterlund), Didden (Viergever), Van der Hoorn e El Karouani; Engwanda, De Wit e Zechiël; Karlsson (Alarcón/Blake), Stepanov (Min/Haller) e Cathline
Técnico: Ron Jans
Maior vitória: Utrecht 4x0 Heracles Almelo (1ª rodada)
Maior derrota: Excelsior 5x0 Utrecht (31ª rodada)
Principais jogadores: Gjivai Zechiël (meio-campista) e Artem Stepanov (atacante) 
Artilheiro: Gjivai Zechiël (meio-campista), com 8 gols  
Quem deu mais passes para gol: Souffian El Karouani (defensor), com 11 passes
Quem mais partidas jogou: Gjivai Zechiël (meio-campista), com 36 partidas - as 34 da temporada regular, mais as duas da repescagem pela Conference League
Copa nacional: eliminado pelo Twente, nas oitavas de final
Competições continentais: Liga Europa (eliminado na fase de liga)

Mesmo na primeira metade da temporada, o Utrecht já causava motivos para a preocupação de sua torcida. Tivera bons momentos, é verdade, só que já no começo (quatro partidas sem vencer, entre a 5ª e a 8ª rodadas) oscilara. Na Liga Europa, a boa atuação das fases preliminares fora prejudicada pela péssima campanha na fase de liga. Na reta final do primeiro turno, três empates e uma derrota entre a 13ª e a 17ª rodadas. Logo após a pausa de inverno, o técnico Ron Jans anunciou: não só deixaria os Utregs ao fim da temporada, como o clube seria o último trabalho de sua carreira de 35 anos como treinador. E o Utrecht despencou de vez, na fase do meio do Campeonato Holandês: a má sequência do fim de 2025 foi piorada com mais três derrotas e um empate, sem contar a eliminação na Copa da Holanda. Chegando a cair para 9ª/10ª posições, com contratações decepcionantes - como o ídolo Sébastien Haller, que foi para a reserva -, o time estava ameaçado até de ficar fora da repescagem por um lugar holandês na Conference League. Para uma equipe que, enfim, chegara onde queria, com o quarto lugar da temporada passada, seria uma decepção.

Foi aí que houve a ação. Na vinda de nomes emprestados que chegaram para serem titulares, e que de fato colaboraram em campo, como o ponta-esquerda espanhol Ángel Alarcón e o atacante ucraniano Artem Stepanov, rapidamente apelidado "Haaland" (não só pela semelhança fisionômica com o atacante norueguês, mas pelo bom desempenho no ataque). No crescimento de produção do meio-campo Gjivai Zechiël, emprestado pelo Feyenoord, verdadeiro "motor" do time, muito veloz, ajudando no ataque. Na afirmação de outro meio-campo, Dani de Wit, enfim livre de lesões. Com tudo isso, o Utrecht enfim deixou a má fase para trás, a partir da vitória sobre o NEC (3 a 1, jogo atrasado da 18ª rodada). Perdendo apenas três vezes, melhorou a ponto de ser o quarto melhor time do returno da Eredivisie, empatado em pontos com o NEC, bem mais badalado. Conseguiu garantir lugar nos play-offs pelo lugar na Conference. E mesmo derrotado, nos pênaltis, conseguiu terminar a temporada com uma melhor impressão. O técnico Anthony Correia, vindo do Telstar para suceder Ron Jans, terá um ambiente mais pacificado para começar o trabalho. Já é algo.

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