domingo, 24 de maio de 2026

Análise da temporada: Sparta Rotterdam

O Sparta Rotterdam (com os destaques Drommel e Lauritsen, terceiro e quarto da esquerda para a direita) viveu inconstante, e até por isso, não conseguiu ir muito além. Mudanças vêm aí em Roterdã (Iris van den Broek/ANP/Getty Images)

Colocação final: 10º lugar, com 43 pontos (12 vitórias, 7 empates e 15 derrotas)
No turno havia sido: 10º lugar, com 23 pontos
Time-base: Drommel; Martes (Sambo), Young, Martins Indi e Quintero; Kitolano, Santos e Clement (Baas); Van Bergen, Lauritsen e Mito
Técnico: Maurice Steijn
Maior vitória: Feyenoord 3x4 Sparta Rotterdam (19ª rodada)
Maior derrota: PSV 6x1 Sparta Rotterdam (1ª rodada)
Principais jogadores: Joël Drommel (goleiro) e Tobias Lauritsen (atacante) 
Artilheiro: Tobias Lauritsen (atacante), com 12 gols  
Quem deu mais passes para gol: Tobias Lauritsen (atacante), com 5 passes
Quem mais partidas jogou: Joël Drommel (goleiro) e Tobias Lauritsen (atacante), que jogaram todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado pelo Volendam, nas oitavas de final
Competições continentais: nenhuma

O Sparta Rotterdam passou boa parte do campeonato sofrendo com a inconstância. Principalmente no primeiro turno: era o quinto melhor mandante e o terceiro pior visitante, por exemplo. Contudo, nada como uma boa sequência de resultados para minimizar problemas: na retomada após a pausa de inverno, foram quatro vitórias (entre a 18ª e a 21ª rodadas) que devolveram a equipe à zona de repescagem por vaga na Conference League, em que pesasse a eliminação na Copa da Holanda. Entre essas vitórias, aliás, houve um triunfo no clássico citadino sobre o Feyenoord - 4 a 3, na 19ª rodada -, algo que sempre alegrava a torcida. Contudo, a reação parou por aí: desde então, só mais uma vitória até o fim das 34 rodadas regulamentares. Além disso, as atuações em casa foram inesperadamente decepcionantes: o Sparta foi o quinto pior mandante do campeonato. Então, por quê o clube não despencou na tabela? Simplesmente porque outros clubes foram piores e perderam as chances de superá-lo.

Com isso, mesmo com resultados decepcionantes, um empate aqui, outro ali, e os Spartanen conseguiam se manter na zona de repescagem por vaga na Conference League. Bem ou mal, mantinham alguns bons jogadores - Joël Drommel, confiável como de costume no gol; o jovem cabo-verdiano Ayoni Santos tomou a posição no meio-campo e se tornou protagonista a ponto de já poder ir à Copa do Mundo que vêm aí; e Tobias Lauritsen, mesmo há muito desejando uma transferência, ficou em Roterdã, e seguiu garantindo gols para o clube de Het Kasteel. Entretanto, a campanha seguia sem embalar, a tal ponto que o técnico Maurice Steijn preferiu anunciar, por antecipação, a sua saída ao fim da temporada. Nem isso resolveu: o Sparta seguiu oscilando. E a reta final não foi nem de oscilação: foi de queda, mesmo. Derrota para o campeão PSV (2 a 0, na 30ª rodada); duas goleadas sofridas (na 31ª rodada, Telstar 4 a 1; na 33ª e penúltima, Twente 4 a 0). Com isso, mesmo chegando até a última rodada com chances de retornar à repescagem por vaga na Conference League, o Sparta terminou perdendo a vaga. Nem teve tanta segurança defensiva (quarta pior defesa), nem compensou no ataque (quarto pior ataque). De certa forma, provas de que as coisas precisam mudar em Het Kasteel para 2026/27.

Nenhum comentário:

Postar um comentário