domingo, 24 de maio de 2026

Análise da temporada: Heerenveen

O Heerenveen voltou a ser estável na parte de cima da tabela - e Trenskow foi um dos destaques responsáveis por isso em campo (Andre Weening / BSR Agency/Getty Images)


Colocação final: 8º lugar, com 51 pontos (14 vitórias, 9 empates e 11 derrotas - atrás pelo pior saldo de gols)
No turno havia sido: 9º lugar, com 23 pontos
Time-base: Klaverboer; Braude, Kersten, Willemsen (Petrov) e Zagaritis; Linday e Van Overeem; Trenskow, Meerveld (Brouwers) e Rivera; Vente (Nordås)
Técnico: Robin Veldman
Maior vitória: Heerenveen 4x1 Heracles Almelo (29ª rodada)
Maior derrota: Twente 5x0 Heerenveen (22ª rodada)
Principais jogadores: Jacob Trenskow (meio-campista/atacante) e Ringo Meerveld (meio-campo)
Artilheiro: Jacob Trenskow (meio-campista/atacante), com 12 gols  
Quem deu mais passes para gol: Joris van Overeem (meio-campista), com 9 passes
Quem mais partidas jogou: Vasilis Zagaritis (defensor), com 35 partidas - as 34 da temporada regular, mais uma da repescagem pela Conference League
Copa nacional: eliminado pelo PSV, nas quartas de final
Competições continentais: nenhuma

O começo do Heerenveen foi péssimo, vale lembrar: vitória no Campeonato Holandês, só na sexta rodada. Ainda assim, já no primeiro turno também ficou a impressão de que o time da Frísia começava a encontrar a sua escalação preferencial. Mais do que isso: começava a encontrar os destaques que o ajudariam a melhorar. No meio-campo, o experiente Joris van Overeem, agora como um volante que sabia iniciar bem as jogadas. Mais à frente, Ringo Meerveld, seguramente um dos melhores armadores da Eredivisie, tendo ao lado direito Jacob Trenskow, constante ameaça aos adversários, ponta bom nas finalizações. Já foi o suficiente para se estabilizar no turno. Às vezes subindo ao oitavo lugar, às vezes caindo ao décimo lugar, mas sempre rondando a zona de repescagem por um lugar na Conference League. Era, até, a mesma coisa das temporadas recentes, algo que confirma o trabalho regular do técnico Robin Veldman no Fean. E isso só melhoraria no returno.

Porque o jovem Bernt Klaverboer, feito titular no gol após má fase de Andries Noppert (titular da Holanda/Países Baixos na Copa de 2022, sempre vale lembrar), evoluiu na segunda metade da temporada, a ponto de ser considerado o melhor da posição no campeonato. Porque até posições que estavam ainda sem titulares claros ficaram firmes: por exemplo, na ponta-esquerda, o francês Maxence Rivera foi outro a crescer de produção no returno. Porque algumas contratações se saíram bem, como o norueguês Lasse Nordås, com razoável marca - seis gols em 15 jogos. Tudo isso rendeu, em campo, um time que sabia sair de situações adversas (como na 29ª rodada, quando o Heerenveen saiu atrás do Heracles Almelo, mas conseguiu não só virar, como também golear - 4 a 1). E que fez por merecer chegar aos play-offs por vaga na Conference League. Neles, até pressionou vez por outra o Utrecht, até sucumbir pela maior ofensividade dos Utregs. Ainda assim, o Fean se acostuma a ficar onde prefere e pode na tabela: a metade de cima. Já é alguma coisa, após alguns anos de dificuldades.

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