domingo, 24 de maio de 2026

Análise da temporada: AZ

Se ficou abaixo das expectativas na Eredivisie, pelo menos o AZ controlou isso rendendo bem e levando o título da Copa da Holanda. Os gols de Troy Parrott ajudaram bastante nisso (Tobias Kleuver/ANP/Getty Images)

Colocação final: 6º lugar, com 52 pontos (14 vitórias, 10 empates e 10 derrotas)
No turno havia sido:  7º lugar, com 25 pontos 
Time-base: Owusu-Oduro (Zoet); Dijkstra (Chávez/Kasius), Goes, Penetra e De Wit; Koopmeiners e Smit; Weslley Patati (Daal/Sadiq), Parrott e Jensen
Técnico: Maarten Martens (até a 19ª rodada) e Leeroy Echteld
Maior vitória: AZ 4x0 Heracles Almelo (27ª rodada)
Maior derrota: AZ 1x5 PSV (12ª rodada)
Principal jogador: Troy Parrott (atacante)
Artilheiros: Troy Parrott (atacante), com 16 gols
Quem deu mais passes para gol: Sven Mijnans (meio-campo), com 6 passes
Quem mais partidas jogou: Wouter Goes (defensor), Alexandre Penetra (defensor) e Isak Jensen (atacante), todos com 33 partidas 
Copa nacional: Campeão
Competições continentais: Conference League (eliminado pelo Shakhtar Donetsk-UCR, nas quartas de final) 

Dos times da parte de cima da tabela, talvez nenhum tenha feito temporada tão oscilante quanto a do AZ. Começou, aliás, já nos dois primeiros jogos: tomar 4 a 3 do Ilves Tampere-FIN, na ida da segunda fase preliminar da Conference League, para fazer 5 a 0 no jogo de volta. E continuou ao longo de todos os campeonatos. O Holandês, claro, seguiu a regra. No fim do turno, quatro vitórias seguidas (entre a 8ª e a 11ª rodadas), seguidas de cinco partidas seguidas sem vitória - quatro derrotas e um empate. Alguns jogadores oscilando. Fosse na defesa, como o goleiro Rome-Jayden Owusu-Oduro, falhando às vezes, contestado aqui e ali. Fosse no ataque, como o brasileiro Weslley Patati, vindo para o returno, começando como titular... mas logo caindo de produção e passando a ser pressionado pela torcida. Mas Patati não foi o único. Ro-Zangelo Daal, Isak Jensen, Ibrahim Sadiq: todos eles alternados pelas pontas, sem jamais conseguirem se estabelecer na direita, ou na esquerda. Toda essa inconstância, sintetizada num fato em janeiro deste ano. Nas oitavas de final da Copa da Holanda, em 14 de janeiro, 6 a 0 no Ajax; só três dias depois, derrota para o Zwolle na Eredivisie (3 a 1, 19ª rodada), e o técnico Maarten Martens demitido dias depois.

Mas, claro, houve quem ajudasse o time de Alkmaar a passar por essas tormentas. Principalmente, o irlandês Troy Parrott e seus 16 gols, sempre referência ofensiva confiável nos Alkmaarders nesta temporada. Mais atrás, no meio, Peer Koopmeiners, Kees Smit e Sven Mijnans foram confiáveis. Na zaga, Wouter Goes e Alexandre Penetra mantiveram o entrosamento e a segurança. Bastou para uma campanha digna na Conference League, indo às quartas de final. Bastou para evitar que a inconstância rendesse coisa pior: bem ou mal, mesmo com a queda ligeira no returno, o AZ se manteve sempre na zona que lhe valeria lugar na repescagem por vaga na Conference League. Nem precisou dela: avançou na Copa da Holanda, que conhece bem. Voltou à final, que perdera em 2024/25. E nela, se aproveitou do ofensivismo extremo do NEC para, nos contra-ataques, voltar a ganhar a KNVB Beker, após 13 anos. Com goleada: 5 a 1. E pôde terminar o Campeonato Holandês despreocupado, com vaga garantida na Liga Europa da próxima temporada. A montanha-russa - simbolizada num 3 a 3 com o NAC Breda, na última rodada - terminou em paz.

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