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| Weimar ganhou a vaga de terceira goleira na seleção feminina da Holanda para a Copa - e isso indica que ela é alternativa para o futuro, já experiente nas seleções de base (KNVB Media) |
Ficha técnica
Nome: Jacintha Anouchka Weimar
Posição: Goleira
Data e local de nascimento: 11 de junho de 1998, em Eindhoven (Holanda)
Posição: Goleira
Data e local de nascimento: 11 de junho de 1998, em Eindhoven (Holanda)
Clubes na carreira: Bayern de Munique-ALE (2016 a 2020), Sand-ALE (2020 a 2021) e Feyenoord (desde 2021)
Desempenho na seleção: não jogou
Torneios pela seleção: Euro 2022 (não jogou)
Jacintha Weimar penou para ser confirmada como uma das três goleiras da Holanda (Países Baixos) convocadas para a Copa do Mundo feminina. Em primeiro lugar, porque é a única das 23 jogadoras que não atuou pela seleção em partidas oficiais - ou seja, ainda não foi vista atuando para valer debaixo das três traves. Em segundo lugar, porque teve de disputar o posto de terceira goleira com um nome mais experiente (e que até atuou pela seleção em uma partida): Barbara Lorsheyd, do ADO Den Haag. Enfim, Weimar conseguiu. Ficou na convocação definitiva para seu segundo torneio importante pela Holanda - a primeira na qual está desde o começo, já que só entrou na segunda às pressas. Será o ápice de uma carreira construída, até aqui, com fatos pitorescos.
Em primeiro lugar, mesmo nascida em Eindhoven, Weimar nunca passou nem pelo conhecido PSV nem pelo FC Eindhoven em sua trajetória. A filha de um holandês com uma surinamesa começou mesmo foi num clube amador: o Best Vooruit, em 2005, no qual ela começou a jogar ainda criança. Até aí, tudo bem. Todavia, quando foi para assumir a valer a sua carreira no futebol, na adolescência (mais precisamente em 2013), a goleira partiu para um destino até comum em jogadoras, mas não para nomes prestes a se profissionalizarem: o CTO de Eindhoven.
Foi no CTO (centro bancado pelo governo dos Países Baixos, para candidatos a esportistas de alto nível estudarem e se aprimorarem) de Eindhoven que Weimar se preparou rumo ao profissionalismo no futebol feminino. Foi ali, também, que ela começou a frequentar as seleções femininas holandesas de base: já em 2014, passou pelas equipes sub-16 e sub-17. Mas ao invés de tomar o caminho de um dos supracitados clubes da terra natal, a goleira começou a carreira fora até da Holanda. Num gigante europeu: o Bayern de Munique. Então bicampeão alemão de mulheres (2015 e 2016), o clube vermelho da Baviera recebeu Weimar, preferencialmente, para ser a goleira do time B, que joga na Frauen-Bundesliga 2 (a segunda divisão alemã para mulheres).
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| Weimar nasceu em Eindhoven, cidade de clubes conhecidos na Holanda (Países Baixos). Mas na hora de começar a carreira, aproveitou a experiência no Bayern de Munique (bayern.de) |
Mesmo no time B, Weimar estava mais como uma aprendiz. Tanto que fez apenas quatro jogos pelo Bayern II em 2016/17, e mais três em 2017/18. Contudo, a situação começou a mudar em 2018. Para começo de conversa, Weimar foi uma das três goleiras convocadas para a Holanda que disputou o Mundial sub-20 - junto às duas companheiras de agora na Copa, Van Domselaar e Lize Kop. Quando a temporada 2018/19 começou, Weimar foi escolhida para ser a goleira do time principal na Copa da Alemanha feminina, fez um jogo pela liga alemã de mulheres, e figurou no banco de reservas, nos jogos do Bayern pela Liga dos Campeões feminina. Era um avanço. Que não passou disso. Porque, em 2019/20, a temporada atrapalhada pela pandemia (mesmo concluída) na Alemanha, a goleira fez só seis jogos pelo time B. E sua experiência em Munique acabou assim. Porque, quando o futebol pôde ser retomado, Weimar decidiu ir para outro clube da Frauen Bundesliga: o SC Sand, ao qual chegou na metade de 2020.
A goleira só passaria aquela temporada 2020/21 no SC Sand - e ainda assim, na reserva da austríaca Jasmin Pal. Weimar só fez nove partidas pela Frauen Bundesliga. Todavia, quando a liga acabou, surgiu a grande perspectiva no seu país natal. O Feyenoord já contratava para alinhar, enfim, o time feminino com que estrearia no Campeonato Holandês em 2021/22. E a experiência obtida na Alemanha serviu para Weimar ser a escolha do Stadionclub: em julho de 2021, Weimar chegava a Roterdã. Seria, enfim, a goleira titular numa equipe adulta. Mais do que isso: foi contratada pelo Feyenoord para também prestar um serviço social, como professora de futebol para meninas. E ela celebrou essa dupla jornada, na chegada ao clube: "É algo que levo no coração: inspirar garotas a se exercitarem mais, a estarem no esporte. É bacana poder significar algo para o clube, além de jogar no time principal". De quebra, Weimar é professora de futebol até mesmo em escolas de Roterdã.
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| O Feyenoord ofereceu a chance para Weimar ser, enfim, titular absoluta numa equipe, após o começo na Alemanha. Ela aproveitou (Herman Dingler/BSR Agency/Getty Images) |
E Jacintha se estabeleceu logo como um símbolo do Feyenoord neste início de história no futebol feminino. Com seu estilo arrojado nas saídas de gol - ela até mesmo antecipa saídas para evitar a finalização adversária -, a goleira foi um dos pontos fortes de uma razoável campanha de estreia do clube na Vrouwen Eredivisie, com a quinta posição. Serviu para que Mark Parsons, então técnico da Holanda, já a convocasse pela primeira vez para a seleção, nas datas FIFA em abril de 2022 (jogo contra o Chipre, pelas eliminatórias da Copa, e um amistoso contra a África do Sul). E Weimar foi convincente: foi relacionada na lista preliminar de preparação para a Euro do ano passado. Contudo, Weimar ficou fora da relação final de 23 convocadas: Sari van Veenendaal, Daphne van Domselaar e Barbara Lorsheyd foram as goleiras que viajaram à Inglaterra para o torneio continental. Pelo menos, a princípio.
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| Originalmente, Weimar ficou fora da convocação da Holanda para a Euro 2022. Mas acabou indo a ela, para preencher a lacuna aberta pelo corte de Van Veenendaal (Barrington Coombs/ UEFA/Getty Images) |
Porque a fratura na clavícula sofrida já na estreia, contra a Suécia, causou o corte da titular Van Veenendaal. A UEFA ainda autorizava que goleiras fossem convocadas para a Euro em substituição a nomes cortados, até 48 horas após a estreia de cada seleção. Como a "quarta opção" da lista preliminar, Weimar foi "promovida" para ocupar a lacuna deixada pelo corte, herdando a camisa 1 de Van Veenendaal. Assim, às pressas, a goleira foi para o seu primeiro torneio para a seleção. Claro, era a terceira opção para o gol - e ficou somente no banco, nas três partidas para que foi relacionada. Bem ou mal, foi uma experiência que a aproximou um pouco mais da seleção.
Depois da Euro 2022, Weimar seguiu como titular absoluta do Feyenoord na temporada 2022/23. Mais ainda: mesmo com a mudança de técnicos na seleção feminina, continuou sendo costumeiramente lembrada nas convocações de Andries Jonker como uma das três goleiras. E essa continuidade a fez estar na frente de Lorsheyd, ganhando a vaga na Copa. Quem sabe a chance de, enfim, jogar pela seleção esteja próxima...
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| (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images) |




