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sexta-feira, 27 de março de 2026

Um bom teste para começar

O gol de Reijnders - um camisa 14, logo em meio a homenagens a Johan Cruyff - coroou uma atuação digna da Holanda (Países Baixos) na vitória contra a Noruega. Foi um bom começo de ano de Copa (Pim Ras)

Amistosos de começo de ano normalmente são enfadonhos - bem, amistosos de seleções são enfadonhos na maioria das vezes, mesmo que necessários. A menos que sejam em ano de Copa do Mundo, o que já causa mais expectativa sobre as seleções. Eis que as seleções masculinas de Holanda (Países Baixos) e Noruega fizeram um dos melhores jogos destas datas FIFA, com velocidade, boas jogadas e espírito competitivo. E o bom teste que a Laranja teve para começar 2026 foi coroado com uma atuação decente e uma vitória por 2 a 1.

Quando a bola rolou, a intenção da escalação da Holanda (Países Baixos) era fazer Teun Koopmeiners, escalado como "falso ponta", abrir espaços para Denzel Dumfries ser a opção habitual de ataques na direita. Mas foi pela esquerda que a Laranja mais chegou. Primeiro, numa bola parada, aos 6': Tijjani Reijnders cobrou a falta para a área, e Jorgen Strand Larsen desviou acidentalmente para fora. Depois, com bola rolando, principalmente nos pés de Cody Gakpo, que chutou para fora (com desvio) aos 12', após passe de Donyell Malen, sempre veloz em campo. Gakpo ainda fez boa jogada aos 17', quando inverteu a bola, Dumfries ajeitou na segunda trave, e Malen só não completou porque foi impedido por Kristoffer Ajer na pequena área

Contudo, com tantos avanços, a Noruega também começou a atacar. E praticamente na primeira chance que teve, a seleção visitante fez 1 a 0, em grande estilo: Andreas Schjelderup dominou a bola na esquerda da grande área, driblou facilmente Dumfries e concluiu colocado, no cano esquerdo de Bart Verbruggen, com a bola ainda batendo na trave antes de entrar. Mas é justo reconhecer: nem mesmo o gol contrário tirou os Países Baixos de seu prumo. Continuaram atacando. Tiveram ótimas chances de empate aos 29' (chute de Gakpo, e o goleiro Orjan Nyland rebateu) e aos 33' (Gakpo cruzou, Malen desviou na pequena área e Nyland rebateu). Por fim, aos 35', um escanteio rendeu o empate já previsível: Koopmeiners cruzou, Virgil van Dijk cabeceou sem defesa, 1 a 1. E o primeiro tempo terminou animado, com chances das partes dos visitantes de preto (logo após o empate, aos 36', Strand Larsen cruzou, Schjelderup completou, mas Dumfries bloqueou) e dos mandantes laranjas (o estreante Kees Smit arriscou chute aos 43', de fora, e para fora).

Como sempre, Gakpo mostrou qualidades e foi opção constante de ataque - e de perigo para a Noruega (Pieter van der Woude/Marcel ter Bals/DeFodi Images/Getty Images)

Mas se o equilíbrio dava a tônica pouco antes do intervalo, a Holanda voltou muito bem para a etapa final. O gol da virada poderia ter saído já aos 48': Gakpo acelerou contragolpe após Smit lhe passar a bola, passou a Malen, e este chutou rente à trave direita de Nyland. Saiu, afinal, três minutos depois, quando Alexander Sorloth perdeu a bola, Gakpo passou à direita, Dumfries cruzou e Reijnders dominou antes de finalizar. E o terceiro quase veio pouco tempo após, quando Malen passou, Reijnders cruzou esticado demais, e Nyland saiu do gol para defender antes mesmo de Gakpo chegar.

Na reta final, com as alterações, o jogo ficou menos movimentado. O que não quer dizer que as chances escassearam. A Noruega voltou a ter espaços para tentar, e o empate quase chegou aos 81', quando Antonio Nusa, um dos vindos do banco de reservas, cruzou, e Strand Larsen quase fez golaço tocando de letra - Verbruggen pegou meio no susto, com a bola batendo em seu braço antes da defesa firme. A Holanda seguiu tentando aqui e ali. Aos 75', mais um escanteio de Koopmeiners, e Brian Brobbey, outro reserva que entrou, cabeceou para fora, rente à trave direita. 

E no fim das contas, o amistoso foi mais animado do que parecia. E a vitória holandesa trouxe testes mais úteis do que possa parecer para a preparação rumo à Copa. A ver se o bom ritmo de jogo seguirá na próxima terça, em Eindhoven, contra o Equador.


Amistoso

Holanda 2x1 Noruega
Data: 27 de março de 2026
Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã)
Juiz: Lawrence Visser (Bélgica)
Gols: Andreas Schjelderup, aos 24', Virgil van Dijk, aos 35', e Tijjani Reijnders, aos 51'

HOLANDA
Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Jan Paul van Hecke (Stefan de Vrij, aos 82') e Micky van de Ven; Teun Koopmeiners, Ryan Gravenberch (Jerdy Schouten, aos 82') e Tijjani Reijnders (Xavi Simons, aos 70'); Kees Smit (Quinten Timber, aos 70'); Donyell Malen (Brian Brobbey, aos 69') e Cody Gakpo (Wout Weghorst, aos 82'). Técnico: Ronald Koeman

NORUEGA
Orjan Nyland; Julian Ryerson, Kristoffer Vassbakk Ajer, Torbjørn Heggem (Fredrik André Bjørkan, aos 78') e David Möller Wolfe (Leo Skiri Østigård, aos 64'); Oscar Bobb (Kristian Thorstvedt, aos 64'), Sander Berge e Patrick Berg (Felix Horn Myhre, aos 64'); Alexander Sørloth (Jens Petter Hauge, aos 64'), Jorgen Strand Larsen e Andreas Schjelderup (Antonio Nusa, aos 64'). Técnico: Stale Solbakken

terça-feira, 24 de março de 2026

Ainda em manutenção

Nos primeiros jogos de 2026 - e últimos antes da convocação para a Copa -, a Holanda bem que preferia estar pronta. Mas as lesões de vários destaques forçam a manutenção (Wart Brinkerhof/Marcel ter Bals/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)

Como tantas seleções que estão se preparando para a Copa do Mundo, a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) esperava ter todos os seus principais nomes à disposição, para poder chegar o mais perto possível do time titular desejado para a estreia, contra o Japão, em Dallas (Estados Unidos), no dia 14 de junho. Contudo, como tantas seleções que estão se preparando para a Copa do Mundo, a Laranja terá de seguir observando possíveis novidades - e afinar o entrosamento entre os jogadores disponíveis - nos seus primeiros jogos amistosos neste 2026, contra Noruega (próxima sexta-feira, 27, às 16h45 de Brasília, na Johan Cruyff Arena de Amsterdã - prometem-se celebrações pelo homenageado do nome do estádio, na lembrança pelos 10 anos de sua morte, dia 24 passado) e Equador (terça-feira, 31, às 15h45 de Brasília, em Eindhoven).

Também, pudera. Dos quatro nomes considerados fundamentais na escalação de Ronald Koeman, só Denzel Dumfries e Virgil van Dijk estarão em campo - e Dumfries, ainda voltando de cirurgia no tornozelo. Frenkie de Jong? Lesão muscular na coxa, sofrida no final do mês passado, da qual ainda se recupera - e embora deva se recuperar no próximo mês, o meio-campista teria pedido ao Barcelona que a equipe médica o ajude ao máximo a acelerar o processo, para não correr o risco de repetir o drama da Euro passada, quando ficou de fora. Memphis Depay? Deste, se sabe: no último dia antes da viagem aos Países Baixos, o atacante do Corinthians sofreu estiramento muscular de grau 2, ficando sem condições de participar dos amistosos - mas viajando assim mesmo, para que os médicos da comissão ajudem no tratamento. Isso, sem contar outro titular, Jurriën Timber, já sofrendo com problemas leves no Arsenal. E nem contando outros ausentes machucados, como Matthijs de Ligt (suas dores lombares já trazem temores até quanto à participação na Copa), Justin Kluivert, a promessa de ataque Emmanuel Emegha, o terceiro goleiro Robin Roefs...

Com o diretor de seleções Nigel de Jong (à esquerda) e o recém-chegado Van Nistelrooy, mais um auxiliar que terá na Copa, Ronald Koeman até testa - mas menos do que os torcedores queriam (Stefan Koops/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images)

Com relação a alguns jogadores, Koeman fechou a porta para testes. Por exemplo, nada de novos nomes para preencher a lacuna da ausência de Memphis Depay: "Ele até poderia vir para o segundo jogo, talvez. Mas se ele não conseguir, tudo bem, nem precisa. E não chamarei substituto [em caso de corte]. Nem saberia quem chamar”. Postura assim só aumentou as críticas sobre a falta de criatividade do técnico, sem prestar muita atenção a nomes como Zian Flemming, 8 gols pelo Burnley no atual campeonato inglês. O que não quer dizer que o treinador da Laranja esteja totalmente refratário a testes - até porque eles teriam de acontecer, com tantas lesões. 

Um desses testes era até desejo pessoal do técnico: Kees Smit, 20 anos completados em janeiro, meio-campista do AZ, melhor jogador do Europeu sub-19 vencido pelos holandeses no ano passado, chamado pela primeira vez para a seleção principal, fortíssimo candidato a jovem presença na convocação para a Copa (algo comum, no caso neerlandês - basta lembrar Memphis Depay, 20 anos em 2014, e Xavi Simons, 19 anos em 2022). Mesmo tendo até se machucado no decorrer da temporada e sem números impressionantes - são 22 jogos, 3 gols e dois passes para gol pelo AZ no Campeonato Holandês -, Smit de fato tem talento para acelerar jogadas com passes longos, e já era a "menina-dos-olhos" de Koeman desde o ano passado ("Sobre ele, eu nem queria falar muito, porque vão fazer uma confusão. Mas eu vejo nele coisas do Pedri, a quem treinei. O que ele mostra com pouca idade é ótimo", frase de novembro passado à ESPN holandesa). 

Kees Smit: o sorriso típico de um garoto de 20 anos, na primeira convocação para a seleção principal, mostrando boas chances de ir à Copa (ProShots/Divulgação)

Enfim convocado, o novato foi recebido por Denzel Dumfries com cordialidade. Foi cumprimentado por Ruud van Nistelrooy, auxiliar técnico convidado pela federação para a Copa. Recebeu recomendações positivas de Koeman na coletiva ("É o último período em que estaremos juntos antes da convocação definitiva, então, quero vê-lo. Eu já disse para ele ficar de olhos e ouvidos abertos, que tem de estar feliz, e aí brilhar, fazer bem as coisas dele. Quero vê-lo nos jogos"). E, enfim, com alguns minutos de jogo confirmados nos amistosos, Smit disse palavras típicas de um jovem jogador que desponta: "Dá nervoso, mas também dá muita vontade de me mostrar. Já cumprimentei todo mundo. É maluco saber que estou no mesmo vestiário de Van Dijk".

Há outros novatos que ainda têm a porta aberta para a Holanda na reta final, caso do ponta Crysencio Summerville, do West Ham ("Ele ainda pode vir, seria convocado, foi azar estar machucado. Mas se estiver em forma, eu o vejo como um nome para a convocação. Joga pela direita, e não temos tanta gente ali", explicou Ronald Koeman). Há quem esteja redivivo e voltando, como o atacante Brian Brobbey, fazendo gols aqui e ali no Sunderland e retornando à Laranja após exatamente um ano sem jogar por ela ("Comparando com como ele estava no Ajax, que foi a última vez em que foi convocado, ele está em forma muito melhor"). Há gente em boa fase, como Donyell Malen, (muito) provável titular nos amistosos, 7 gols em 10 jogos pela Roma ("Eu já sabia que ele podia jogar bem como 'camisa 9', foi assim que estreou comigo aqui [na seleção]", lembrou Koeman). Há até veteranos que pareciam com o capítulo fechado na Laranja, mas que, em condições especiais, quem sabe... ("Marten de Roon [volante que esteve na Copa de 2022, recentemente se tornou recordista de jogos pela Atalanta] às vezes passa pela minha cabeça. Trata-se de levar o melhor time, e ele não está nisso. Mas nunca digo nunca"). Talvez a Copa só não seja mais assunto para Joey Veerman: o meio-campo do PSV foi assunto de palavras claras e duras de Koeman. "Falei com Joey, disse que ele não é minha primeira nem minha segunda opção. Se todo mundo estiver em forma, ele está fora das opções para a Copa."

Todos esses nomes podem ser considerados dentro de uma lista que "com os machucados, pode chegar a 35 nomes", explicou Ronald Koeman sobre quem está no radar e pode sonhar com uma convocação para a Copa. Alguns dos presentes, praticamente garantidos, como Dumfries, Van Dijk, Ryan Gravenberch, Tijjani Reijnders e Cody Gakpo. Outros disputam vaga, como Noa Lang, que brincou com o gravíssimo corte no polegar sofrido em Liverpool x Galatasaray, pela Liga dos Campeões ("Como sou destro, não estou conseguindo jogar com o PlayStation, e fica difícil ir ao banheiro. Mas o dedo está aqui, conseguiram costurar a parte de cima, e vai ficar tudo bem"). Mas a impressão é de que a Laranja ainda está em manutenção, nos últimos amistosos antes da convocação para a Copa. Só a preparação na reta final poderá indicar se o time tem capacidade de chegar às semifinais, objetivo traçado pela federação e compreendido pelo técnico, que encerrou com otimismo cauteloso: "Acho legal ter metas ambiciosas, mas tudo tem de estar encaixado. A França tem uns oitenta jogadores que poderia convocar, nós não temos essa variedade. Mas se estivermos completos [para a Copa], teremos um time muito forte".

Os 26 convocados da Holanda (Países Baixos) para as datas FIFA

GOLEIROS
Bart Verbruggen (Brighton-ING), Mark Flekken (Bayer Leverkusen-ALE) e Justin Bijlow (Genoa-ITA)

DEFENSORES
Denzel Dumfries (Internazionale-ITA), Jeremie Frimpong (Liverpool-ING), Virgil van Dijk (Liverpool-ING), Jan Paul van Hecke (Brighton-ING), Lutsharel Geertruida (Sunderland-ING), Stefan de Vrij (Internazionale-ITA), Micky van de Ven (Tottenham Hotspur-ING), Nathan Aké (Manchester City-ING) e Jorrel Hato (Chelsea-ING)

MEIO-CAMPISTAS
Tijjani Reijnders (Manchester City-ING), Ryan Gravenberch (Liverpool-ING), Xavi Simons (Tottenham Hotspur-ING), Luciano Valente (Feyenoord), Teun Koopmeiners (Juventus-ITA), Jerdy Schouten (PSV), Quinten Timber (Olympique de Marselha-FRA) e Kees Smit (AZ)

ATACANTES
Donyell Malen (Roma-ITA), Cody Gakpo (Liverpool-ING), Brian Brobbey (Sunderland-ING), Noa Lang (Galatasaray-TUR) e Wout Weghorst (Ajax)

terça-feira, 16 de julho de 2024

Ela voltou

Pela falta de eficiência no ataque, a Holanda garantiu a duras penas a vaga na Euro feminina. Mas pôde contar com a melhor de suas atacantes, Miedema, na hora necessária (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images)

Foi com emoção que a seleção feminina da Holanda (Países Baixos) garantiu a sua vaga na Eurocopa feminina, a ser disputada na Suíça, em 2025. Nem tanto por ter jogado mal nas duas últimas rodadas das eliminatórias para o torneio continental de seleção: criou chances, foi ofensiva, foi até mais intensa do que Itália e Noruega. Ainda assim, perdeu todas as oportunidades de gol que criava, e esteve muito arriscada de precisar disputar a repescagem. A rigor, só assegurou o lugar direto na Euro por causa da novidade mais agradável que as Leoas Laranjas tiveram nestas datas FIFA: Vivianne Miedema parece ter voltado definitivamente. E com ela, a equipe nacional neerlandesa fica melhor.

Isso já foi visível no jogo da sexta passada, em Sittard, contra a Itália. Para começo de conversa, o ataque holandês se mostrou um pouco mais intenso, após as semanas de treino. As trocas de passes levaram a chances - como aos 7', na triangulação entre Esmee Brugts, Daniëlle van de Donk e Lineth Beerensteyn (que só não fez o gol porque a zagueira Martina Lenzini bloqueou seu chute). Ou aos 25', quando Brugts cruzou, a goleira Laura Giuliani rebateu, e Miedema ficou em boas condições para o chute, mas perdeu o tempo da bola. Contudo, quando as italianas tinham a bola, traziam mais perigo, se aproveitando da lentidão do trio de defensoras holandesas. Como aos 20', quando Sherida Spitse bloqueou na hora exata o arremate de Arianna Caruso. Ou aos 29', quando Caruso voltou a tentar, superando Dominique Janssen, mas a goleira Lize Kop rebateu - e voltou a pegar, firmemente, o chute de Valentina Giacinti.

E foi até curioso que Miedema começasse a se destacar num lance de... defesa: aos 42', quando Lisa Boattin cobrou escanteio, Barbara Bonansea cabeceou, e a camisa 9 evitou o gol italiano em cima da linha, afastando a bola de cabeça. No segundo tempo, uma alteração melhorou a defesa dos Países Baixos - Lynn Wilms veio para o lugar de Kerstin Casparij, estabilizando mais o trio de zagueiras. E o ataque ficou mais fluido, sem tantas preocupações com a marcação. Foi a hora de Miedema aparecer. Primeiro, aos 49', cabeceando para fora o cruzamento de Chasity Grant (das novatas que melhor aproveitaram as datas FIFA). Depois, aos 55', quando "Viv" bateu de fora da área e Giuliani defendeu. E finalmente, aos 65', na chance mais perigosa que o jogo da sexta passada teve, quando Miedema arriscou e mandou a bola ao travessão. Era o símbolo de que, pelo menos, a Holanda tentava bem mais o gol do que a Itália. E tentou com Wieke Kaptein (cabeceio para fora, aos 79'), com as entradas de Katja Snoeijs e Romée Leuchter... mas faltou o gol. O 0 a 0 decretava: as Leoas Laranjas teriam de conquistar a vaga na Eurocopa de mulheres contra a Noruega - decepcionante, mas difícil -, fora de casa. Ainda assim, ficava um lado doce: notar que Miedema aguentara os 90 minutos em campo. E bem.

Lize Kop teve mais uma partida no gol, com a lesão de Van Domselaar - e fez defesas importantes nestas datas FIFA (Joris Verwijst/BSR Agency/Getty Images)

E de fato, no começo do jogo em Bergen, o ataque norueguês se fez sentir. Lize Kop - digna substituta da machucada Daphne van Domselaar no gol - já pegou a bola aos 5', em chute de Karina Saevik. Aos 15', Kop trabalhou bem de novo, espalmando chute de Caroline Graham Hansen. E aos 19', Frida Maanum (aniversariante deste 16 de julho) só não comemorou o gol que fez porque estava impedida. Só depois é que a Holanda se aprumou em campo. Novamente rápida e intensa no ataque, mas novamente pecando na hora de "tirar o dez" com as finalizações: Van de Donk chutou mal aos 35', após triangulação, Jackie Groenen arriscou de fora - e para fora - aos 42', Casparij também errou sua tentativa aos 44'. De tanto perder gols, a Holanda corria risco de tomá-los, ainda que terminasse o primeiro tempo classificada para a Eurocopa - junto da Itália, que goleou a Finlândia (4 a 0).

E a Noruega "alertou" sobre esses perigos logo que o segundo tempo começou, aos 47', em dois chutes em sequência: primeiro Guro Reiten (dentro da área), depois Frida Maanum (fora da área), ambos impedidos por Lize Kop. Contudo, aos 61', não houve jeito: num escanteio cobrado por Vilde Boe Risa, Casparij rebateu apenas parcialmente, e Graham Hansen fez o gol do 1 a 0 que colocaria a Noruega na Eurocopa - e os Países Baixos, tendo de disputar a repescagem por uma vaga. Só restou ao time laranja - jogando de azul - tentar atacar. Primeiro, com a entrada de Katja Snoeijs. Depois, cercando a seleção norueguesa pelas pontas. Mas faltava... acertar o gol. Quem o acertou? A única jogadora neerlandesa diferenciada da atualidade: Miedema, aos 80', completou cruzamento de Chasity Grant, de cabeça, para fazer seu primeiro gol pelas Leoas Laranjas desde 2022.

E deixar claro: está de volta, pronta para deixar para trás a difícil recuperação da lesão no ligamento cruzado anterior. Uma notícia que talvez seja melhor para a Holanda até do que a própria vaga na Euro.

Eliminatórias da Euro feminina 2025 - Grupo 1 - Liga A

Holanda 0x0 Itália
Data: 12 de julho de 2024
Local: Fortuna Sittard Stadion (Sittard)
Árbitra: Tess Olofsson (Suécia)

HOLANDA
Lize Kop; Kerstin Casparij (Lynn Wilms, aos 46'), Sherida Spitse e Dominique Janssen; Chasity Grant, Jackie Groenen, Daniëlle van de Donk (Damaris Egurrola Wienke, aos 90' + 7), Wieke Kaptein e Esmee Brugts (Romée Leuchter, aos 90' + 1); Lineth Beerensteyn (Katja Snoeijs, aos 86') e Vivianne Miedema. Técnico: Andries Jonker

ITÁLIA
Laura Giuliani; Lucia di Guglielmo, Martina Lenzini, Elena Linari e Lisa Boattin; Arianna Caruso e Giada Greggi (Giulia Dragoni, aos 62'); Sofia Cantore (Michela Cambiagi, aos 62'), Manuela Giugliano (Emma Severini, aos 84') e Barbara Bonansea (Cecilia Salvai, aos 71'); Valentina Giacinti (Agnese Bonfantini, aos 72'). Técnico: Andrea Soncin


Noruega 1x1 Holanda
Data: 16 de julho de 2024
Local: Brann Stadium (Bergen)
Árbitra: Alina Pesu (Romênia)
Gols: Caroline Graham Hansen, aos 61', e Vivianne Miedema, aos 80'

NORUEGA
Cecilie Fiskerstrand; Thea Bjelde (Maria Thorisdóttir, aos 75'), Guro Bergsvand, Mathilde Harivken e Tuva Hansen (Marit Lund, aos 85'); Frida Maanum, Lisa Naalsand e Vilde Boe Risa (Sophie Haug, aos 86'); Caroline Graham Hansen, Karina Saevik e Guro Reiten. Técnica: Gemma Grainger

HOLANDA
Lize Kop; Kerstin Casparij (Lynn Wilms, aos 71'), Sherida Spitse e Dominique Janssen; Chasity Grant, Jackie Groenen, Daniëlle van de Donk (Damaris Egurrola Wienke, aos 86'), Wieke Kaptein e Esmee Brugts (Katja Snoeijs, aos 71'); Lineth Beerensteyn e Vivianne Miedema (Romée Leuchter, aos 86'). Técnico: Andries Jonker

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Com emoção ou sem emoção?

A Euro masculina acabou para a Holanda (Países Baixos). Para a feminina, a vaga pode chegar - e as jogadoras esperam que seja o quanto antes... (Soccrates Images)

Se a Eurocopa acabou para os homens (com uma razoável campanha), para as mulheres da Holanda (Países Baixos) ela pode chegar nestas datas FIFA de julho, que trazem as últimas rodadas das eliminatórias do torneio continental de seleções da Europa, contra a Itália (nesta sexta, às 15h45 de Brasília, em Sittard) e a Noruega (na próxima terça, na cidade norueguesa de Bergen, às 14h de Brasília). E as Leoas Laranjas podem chegar de dois modos: com emoção ou sem emoção. Se ganharem da Itália, já estarão na Euro feminina - na Suíça, no ano que vem -, garantindo um dos dois primeiros lugares do grupo 1. Se houver empate ou derrota, contudo, será necessário vencer as norueguesas.

Independente do resultado, a preparação para os jogos foi longa. E irritada. Com um motivo decorrente do outro. O primeiro, mais um drama de lesão no ligamento cruzado anterior do joelho: agora, foi Victoria Pelova a machucada que ficará por longo tempo distante da seleção. Para muitos, dentro e fora do ambiente da seleção de mulheres, foi mais uma vítima do calendário quase incessante do futebol delas. Tão incessante que terá as últimas rodadas em... julho, em meio às férias das jogadoras. Crítico habitual do comportamento da FIFA e da UEFA no assunto, o técnico Andries Jonker foi irônico, à revista Voetbal International: "Jogaremos entre a semifinal e a final da Eurocopa masculina. Bacana...". Antes, tinha sido raivoso ao diário De Telegraaf: "Nos planos da UEFA, eles definiram que teríamos quatro semanas de férias após 4 de junho, em 8 de julho nos apresentaríamos, e quatro dias depois jogaríamos uma partida dura. Mas isso é tão impossível quanto irresponsável! Eu me preocupo com a saúde das jogadoras". Uma delas, por sinal, se uniu às reclamações: Jackie Groenen. "Houve poucas paradas para todas. A gente se lembra disso. Se interfere no mental? Sim, talvez. Nós sabemos bem que ainda temos partidas importantes".

De todo modo, Andries Jonker fez o que podia. Em dois períodos de junho (dias 19 a 21, e 24 a 28), convocou um grande grupo de jogadoras, entre titulares e novatas, para se aclimatarem e se habituarem, em um período de treinos. Na hora da convocação definitiva, algumas estreantes ficaram para os jogos. Na zaga, Veerle Buurman, do PSV; e no ataque, tanto Chanté-Mary Dompig, bem no Milan pelo Campeonato Italiano, quanto Chimera Ripa, ponta do PSV, um dos destaques da seleção sub-21 dos Países Baixos. Tudo isso, sem contar nomes já convocados - algumas das quais, até com partidas jogadas -, mas ainda com ar de novidades: a goleira Daniëlle de Jong, a zagueira Gwyneth Hendriks, a meio-campista Nina Nijstad...

Já nas mais conhecidas jogadoras, as novidades ficam por conta dos novos clubes. Começa por Dominique Janssen, de volta à Inglaterra após a passagem pelo Wolfsburg alemão, chegando ao Manchester United. No meio-campo, a jovem Wieke Kaptein está chegando ao Chelsea-ING, após o começo no Twente ("Estou pronta, como jogadora e como pessoa", prometeu Kaptein à Voetbal International), enquanto Jill Baijings será mais uma holandesa no Aston Villa inglês - talvez a única, com a provável transferência da goleira Daphne van Domselaar para o Arsenal. Mas a surpresa maior vem no ataque: após nove anos, Renate Jansen deixou o Twente, esperava-se que ela tivesse uma experiência no exterior... mas a veterana avante é um reforço do PSV. Sem esquecer Lineth Beerensteyn, de volta ao Bayern de Munique após um tempo na Juventus.

Clube novo: Vivianne Miedema ainda começará seu caminho no Manchester City. E na seleção, vida nova, após tanto sofrimento nos últimos dois anos? (BSR Agency)

Mas é óbvio que a transferência mais comentada viria da jogadora mais conhecida que a Holanda tem. Após uma saída comentada do Arsenal, Vivianne Miedema terá espaço no Manchester City para "encontrar o prazer, e também a forma, de volta", após o joelho perturbá-la nos últimos dois anos, desde o rompimento do ligamento cruzado, em dezembro de 2022. Com Lieke Martens sendo capítulo encerrado nas Leoas Laranjas - e outras experientes, como Jill Roord, machucadas -, Miedema se converteu numa autêntica líder nos treinamentos. Se ela poderá jogar noventa minutos, no mínimo, contra a Itália? O técnico Andries Jonker deixou em aberto: "Faz muito tempo que ela não joga noventa minutos. Mas ela já passou da fase de jogar só dez, ou vinte minutos. Agora é diferente". Quem não jogará nada são dois desfalques: a supracitada Van Domselaar e Caitlin Dijkstra (esta, também mudando de clube, chegando ao Wolfsburg). Bem, talvez "DVD" ainda possa voltar contra a Noruega, se estiver em melhores condições - a cirurgia lombar por que passou ainda inspira cuidados. "Ainda é incerto, mas nesta sexta, ela realmente não pode", esclareceu Andries Jonker.

De um jeito ou de outro, a Holanda tentou minimizar os problemas que o calendário do futebol feminino lhe causa. E deseja garantir seu lugar na Eurocopa de mulheres sem emoção...

As 26 convocadas da Holanda (Países Baixos) para as datas FIFA

Goleiras: Lize Kop (Leicester City-ING), Jacintha Weimar (Feyenoord) e Daniëlle de Jong (Twente)

Defensoras: Kerstin Casparij (Manchester City-ING), Lynn Wilms (Wolfsburg-ALE), Sherida Spitse (Ajax), Dominique Janssen (Manchester United-ING), Gwyneth Hendriks (PSV), Veerle Buurman (PSV), Ilse van der Zanden (Utrecht) e Merel van Dongen (Rayadas de Monterrey-MEX) 

Meio-campistas: Daniëlle van de Donk (Lyon-FRA), Jackie Groenen (Paris Saint Germain-FRA), Damaris Egurrola Wienke (Lyon-FRA), Nina Nijstad (PSV), Jill Baijings (Aston Villa-ING) e Wieke Kaptein (Chelsea-ING) 

Atacantes: Romée Leuchter (Paris Saint Germain-FRA), Lineth Beerensteyn (Juventus-ITA), Vivianne Miedema (Manchester City-ING), Esmee Brugts (Barcelona-ESP), Chanté-Mary Dompig (Milan-ITA), Renate Jansen (PSV), Katja Snoeijs (Everton-ING), Chimera Ripa (PSV) e Chasity Grant (Ajax)

terça-feira, 9 de abril de 2024

Por enquanto, elas ficam

O gol da vitória da Holanda (Países Baixos) contra a Noruega saiu de uma velha conhecida, Beerensteyn. E a pressão sobre as veteranas foi amenizada (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images)

Impossível dizer que houve alguém, individualmente, que saiu perdendo, nestas datas FIFA da seleção feminina da Holanda (Países Baixos). Todavia, é possível dizer que houve uma perda num grupo. Para imprensa e torcida, muitas veteranas entraram na mira das críticas, principalmente após a péssima atuação das Leoas Laranjas na derrota por 2 a 0 para a Itália, na sexta-feira passada, pelas eliminatórias da Eurocopa feminina (que será no ano que vem, na Suíça). Pelo menos, a vitória por 1 a 0 contra a Noruega, nesta terça, amenizou as críticas e indicou que, por enquanto, elas ainda ficarão entre as titulares. Dentro destas, nenhuma das veteranas ocupou papel tão central nas críticas quanto Sherida Spitse - até porque Lieke Martens, outra criticada há algum tempo, estava ausente desta vez. 

Isso aconteceu porque a zagueira (e capitã da seleção) cometeu um erro logo aos quatro minutos da etapa inicial, contra a Itália - jogo em que a grande aposta foi a estreia de Chasity Grant na equipe laranja. Voltando ao momento, foi quando Manuela Giugliano lançou a bola do meio-campo, em profundidade, e Spitse foi superada com facilidade por Valentina Giacinti, que chutou cruzado para já fazer 1 a 0. Era só o começo de uma atuação defensivamente desastrosa dos Países Baixos. Sem muito espaço para atacar (só houve uma chance aos 42' - Grant cruzou, Daniëlle van de Donk chutou, e uma defensora italiana bloqueou a bola), a Holanda trocava passes no campo de defesa. Às vezes, errava. E a Itália aproveitava para criar chances, como aos 32': Dominique Janssen errou a saída de bola, Giugliano - talvez a melhor do jogo - dominou, avançou à área e chutou, para a defesa de Lize Kop. Tudo isso, sem contar a bola parada: aos 21', Giugliano já tinha cobrado escanteio, e Elena Linari errou o cabeceio.

No segundo tempo, o erro foi de Lize Kop. Mesmo sem ser tão exigida assim, a goleira titular (Daphne van Domselaar estava machucada) falhou no lance do segundo gol italiano, aos 59': o cruzamento de Michela Cambiaghi, que acabara de entrar, foi alto demais, Kop errou o tempo e soltou a bola nos pés de Agnese Bonfantini, que ampliou. Bem que alterações tentaram melhorar a Holanda, mas nada de êxito nisso. No ataque, só Van de Donk e Esmee Brugts (que tentou em chute, aos 62') tinham alguma velocidade para tentar superar a forte marcação da Itália; na defesa, o espaço cedido pela Holanda e os erros eram tantos que, aos 84', as Azzurre tiveram duas chances em sequência. De novo Janssen errou na saída de bola, Giugliano dominou a sobra, exigindo boa defesa de Kop, que segundos depois espalmaria por cima o arremate de Aurora Galli.

Na estreia pelas eliminatórias, a Itália comemorou, a Holanda amargou péssima atuação, e Spitse entrou na mira das críticas (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images)

Até houve críticas e reconhecimento de má atuação por parte das mais jovens. Wieke Kaptein, por exemplo, reconheceu sua timidez em campo contra a Itália: "Preciso ter mais autoconfiança, e tenta acertar meus passes. E continuar jogando. É algo em que tenho de melhorar". No entanto, a crítica recaiu mais nas veteranas. Assim como nas derrotas pela Liga das Nações, a queda para a Itália trouxe comentários sobre ser o momento para uma renovação definitiva nas Leoas Laranjas. Aí, Sherida Spitse tomou a palavra para reagir. Já no pós-jogo contra a Itália, ainda na cidade de Cosenza, a capitã amenizou, falando à emissora NOS: "Acho que não tem nada demais acontecendo. Sempre falam isso, mas discordo". E de volta aos treinos no centro da federação neerlandesa, na cidade de Zeist, Spitse foi mais crítica: "E nos treinos na cidade de Zeist, de volta ao território neerlandês, a capitã foi até mais crítica, apregoando: "Vocês [jornalistas] acharam a mesma coisa na Liga das Nações: perdemos o primeiro jogo, mas no fim vencemos o grupo. Por quê já somos péssimas ao perdermos só um jogo? Sei que faz parte do trabalho de vocês, mas não consigo aguentar".

O técnico Andries Jonker até concordou indiretamente com as opiniões de Spitse, mas por via das dúvidas, preferiu um novo esquema tático contra a Noruega: voltaram as três atacantes, com Kerstin Casparij e Romée Leuchter sendo titulares na direita (Casparij na defesa, Leuchter no ataque). E se o começo contra a Itália foi desastroso, foi bom contra as norueguesa, na cidade holandesa de Breda. Numa jogada de veteranas, saiu o que seria o único gol do jogo: em avanço rápido, Van de Donk passou, e Lineth Beerensteyn (bem melhor jogando no meio do ataque) chutou colocado para fazer um belo gol. E se não brilhou, a Holanda também passou longe de sofrer no primeiro tempo contra a Noruega.

Na etapa final, os problemas já foram maiores. Mesmo fragilizada pelas ausências (as machucadas Caroline Graham Hansen e Ada Hegerberg), a Noruega ficou mais ofensiva com as alterações no intervalo. Aí Lize Kop mostrou seu valor: aos 48', defendeu um chute de Celin Bizet Ildhusoy à queima-roupa, evitando o empate. Aos 78', voltaria a aparecer, pegando firme um chute de Elisabeth Terland. E a Holanda, mais nos contra-ataques, só teve grande chance com Katja Snoeijs, aos 80'. O último susto norueguês veio aos 89': Guro Reiten completou cruzamento na área, mas a bola desviou em Dominique Janssen e saiu para escanteio.

E ficou no placar o 1 a 0. Que mantém a necessidade da Holanda melhorar, é verdade: mesmo com todas as seleções do grupo A tendo três pontos, as Leoas Laranjas estão em terceiro lugar, pelo menor saldo de gols. Ainda assim, há perspectivas de melhora para os próximos jogos - dupla contra a Finlândia, o primeiro em casa (31 de maio), o segundo fora (4 de junho). E Sherida Spitse pôde se aliviar, à NOS: "O sentimento não acabou. Tanto nas veteranas, quanto nas jovens. Estamos nisso juntas". As veteranas estão em paz. Pelo menos, por enquanto...

Eliminatórias da Euro feminina 2025 - Grupo A

Itália 2x0 Holanda
Data: 5 de abril de 2023
Local: San Vito (Cosenza)
Árbitra: Ivana Martinicic (Croácia)
Gols: Valentina Giacinti, aos 4', e Agnese Bonfantini, aos 59'

ITÁLIA
Laura Giuliani; Elisa Bartoli (Cecilia Salvai, aos 68'), Martina Lenzini, Elena Linari e Lisa Boattin; Agnese Bonfantini (Valentina Bergamaschi, aos 68'), Arianna Caruso, Manuela Giugliano e Giada Greggi (Aurora Galli, aos 57'); Valentina Giacinti (Chiara Beccari, aos 81') e Barbara Bonansea (Michela Cambiaghi, aos 57'). Técnico: Andrea Soncin

HOLANDA
Lize Kop; Caitlin Dijkstra, Sherida Spitse e Dominique Janssen; Victoria Pelova (Katja Snoeijs, aos 74'), Damaris Egurrola Wienke (Kerstin Casparij, aos 81'), Daniëlle van de Donk (Romée Leuchter, aos 63'), Wieke Kaptein e Esmee Brugts; Chasity Grant (Renate Jansen, aos 74') e Lineth Beerensteyn. Técnico: Andries Jonker


Holanda 1x0 Noruega
Data: 9 de abril de 2023
Local: Rat Verlegh (Breda)
Árbitra: Cheryl Foster (País de Gales)
Gol: Lineth Beerensteyn, aos 6'

HOLANDA
Lize Kop; Kerstin Casparij, Sherida Spitse, Caitlin Dijkstra e Dominique Janssen; Victoria Pelova, Daniëlle van de Donk e Damaris Egurrola Wienke; Romée Leuchter (Katja Snoeijs, aos 63'), Lineth Beerensteyn (Renate Jansen, aos 90' + 4) e Esmee Brugts (Chasity Grant, aos 63'). Técnico: Andries Jonker

NORUEGA
Cecilie Fiskerstrand; Thea Bjelde, Guro Bergsvand, Mathilde Harivken e Tuva Hansen; Lisa Naalsand, Ingrid Engen e Karina Saevik (Emilie Haavi, aos 69'); Celin Bizet Ildhusoy (Elisabeth Terland, aos 69'), Sophie Haug (Cathinka Tandberg, aos 88') e Guro Reiten. Técnica: Gemma Grainger


terça-feira, 16 de novembro de 2021

A volta! Por baixo...

Final feliz: a decisão contra a Noruega foi tensa durante a maior parte dos 90 minutos, mas afinal a Holanda fez os gols, fez o que precisava, e voltará à Copa do Mundo (Pim Ras)

Era para De Kuip estar lotado nesta terça-feira, quando a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) enfrentasse a Noruega, na última rodada das eliminatórias da Copa de 2022. O bloqueio parcial imposto pelo governo do país, para conter a nova onda de infecções pelo coronavírus, fez com que o estádio ficasse sem público. Cenário até mais apropriado para uma partida com mais tensão do que brilho. Partida na qual a Holanda foi só um pouco melhor do que no infeliz 2 a 2 contra Montenegro. Pelo menos, foi o suficiente para a Laranja conseguir o que precisava e desejava: vitória, e garantia do retorno a um Mundial, após oito anos de ausência.

Desde o princípio de jogo, ficou claro que o ritmo seria o habitual num jogo da Oranje: posse de bola massiva do time da casa, diante de uma Noruega retraída. Por um lado, havia melhoras inegáveis. A intensidade era maior, o ritmo do time era mais acelerado. Além do mais, nos raríssimos espaços que os visitantes cediam na defesa, os pontas escalados tentavam criar jogadas. Arnaut Danjuma buscava dribles na esquerda - e teve até uma finalização, aos 26', chutando colocado para fora. Mas principalmente, Steven Bergwijn era veloz na direita. E cruzava bolas: como aos 13' e aos 28', ambos completados pela cabeça de Memphis Depay, ambos defendidos pelo goleiro Orjan Nyland. Aliás, a direita era o lugar preferencial para as tentativas da Holanda: além de Bergwijn, Denzel Dumfries e Davy Klaassen também apareciam bastante por ali. Sem contar Memphis Depay: além dos cabeceios supracitados, houve ainda um belo voleio do camisa 10, aos 40', também defendido por Nyland. 

Porém, mesmo com essas melhoras, mesmo com as ameaças nulas da Noruega (nenhum chute a gol no primeiro tempo), a Holanda também não impressionava. Era só um pouco mais segura do que fora contra Montenegro. Apenas cuidava de manter o empate. Era compreensível: afinal, mesmo com a vitória sobre os montenegrinos (2 a 1), a Turquia precisaria vencer por 13 ou mais gols de diferença se quisesse o primeiro lugar do grupo.  Mas também era muito arriscado: por mais que a igualdade fosse um placar seguro para a Laranja, qualquer erro poderia colocar os visitantes na frente em De Kuip. Erro que poderia surgir numa jogada exageradamente previsível: a troca de passes entre Virgil van Dijk, Matthijs de Ligt (substituto do lesionado Stefan de Vrij) e Jasper Cillessen (o goleiro escolhido para substituir o também machucado Justin Bijlow). Era para manter a posse de bola. Dava certo. Mas qualquer erro...

À frente, Bergwijn sai para comemorar o gol que coroou ótima atuação. Atrás, desfocado, Daley Blind ajoelhava: era o fim da tensão (Pro Shots)

Erro que certamente a Noruega tentaria forçar. Não só com quem já estava em campo (Martin Odegaard, Mohamed Elyounoussi, Alexander Sorloth), mas com quem entrou no intervalo, como Jens Petter Hauge e Kristian Thorstvedt - que tentou um chute aos 55'. Ainda assim, no fio da navalha, a Holanda mantinha o controle. Na tribuna em que estava sentado, numa cadeira de rodas (após o acidente ciclístico sofrido no domingo), Louis van Gaal gostava do que via - "Já no intervalo, eu os parabenizei por estarem seguindo o plano de jogo", revelou o técnico na coletiva de imprensa. Mas ficava a tensão, num jogo ruim: e se algo desse errado?

Não só não deu, como aos poucos os espaços apareceram para a Holanda. De novo, nos cruzamentos de Bergwijn. Primeiro, aos 65', Danjuma completou para fora; aos 77', Memphis Depay tentou duas vezes - a primeira foi rebatida, a segunda também saiu. Curiosamente, só numa jogada de troca de passes é que veio o gol indicador do alívio. Daley Blind (bem melhor nesta terça) passou a Memphis, este deu a bola a Danjuma, que ajeitou para Bergwijn bater como todo atacante gosta: chute forte, seco, para estufar a rede e fazer 1 a 0. Não bastasse isso, Bergwijn ainda coroou sua atuação como melhor do jogo puxando o contra-ataque do último gol, já nos acréscimos, apenas servindo Memphis Depay para que ele se tornasse um dos goleadores das eliminatórias europeias, marcando seu 12º gol na campanha.

Foi uma atuação apenas protocolar da Holanda. Se houve volta à Copa, foi uma volta por baixo, não por cima. Pela porta dos fundos. Mas isso não importava muito, como o capitão Van Dijk lembrou após o jogo, à emissora NOS: "O que importava era o resultado". Então, era o típico caso de "tudo bem quando acaba bem". E acabou bem. Com a vaga no Mundial.

Eliminatórias para a Copa de 2022 - Europa
Holanda 2x0 Noruega
Data: 16 de novembro de 2021
Local: De Kuip (Roterdã)
Juiz: Clément Turpin (França)
Gols: Steven Bergwijn, aos 84', e Memphis Depay, aos 90' + 1

Holanda
Jasper Cillessen; Denzel Dumfries, Matthijs de Ligt, Virgil van Dijk e Daley Blind; Georginio Wijnaldum, Frenkie de Jong e Davy Klaassen (Marten de Roon); Steven Bergwijn, Memphis Depay e Arnaut Danjuma (Nathan Aké). Técnico: Louis van Gaal

Noruega
Orjan Nyland; Marcus Pedersen (Thomas Olsen), Stefan Strandbergh, Andreas Hanche-Olsen e Birger Meling; Martin Odegaard, Mathias Normann (Stian Gregersen), Morten Thorsby (Kristian Thorstvedt) e Ola Solbakken (Jens Petter Hauge) (Joshua King); Alexander Sorloth e Mohamed Elyounoussi. Técnico: Stale Solbakken

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Pressão tranquila

A Holanda precisa ganhar os dois últimos jogos das eliminatórias, se quiser ir à Copa do Mundo sem drama. No grupo de convocados, a tranquilidade da confiança de que o time é capaz disso (KNVB Media)

Pressão. É o que define, um pouco, a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) para os dois últimos jogos das eliminatórias europeias da Copa de 2022. Mesmo liderando o grupo G da qualificação, a Laranja sabe: se quiser a vaga no Mundial sem sobressaltos, tem de ganhar as partidas derradeiras, contra Montenegro (sábado, às 16h45 de Brasília, em Podgorica) e Noruega (terça-feira, também às 16h45 de Brasília, em Roterdã). Porém, vale repetir o escrito acima: é só "um pouco" de pressão, nada que perturbe o ambiente entre os 24 convocados pelo técnico Louis van Gaal. 

Ao mesmo tempo em que os resultados positivos são obrigatórios, há a confiança: a seleção dos homens tem total capacidade de consegui-los. Além do mais, a situação neerlandesa no grupo ainda é tranquila. São só dois pontos de vantagem para a vice-líder Noruega, é verdade: 19, contra 17. Mas vencendo os montenegrinos, a Holanda irá para a partida direta não só com a vitória como alternativa, mas também contando com um empate: primeiro critério de desempate nos grupos, o saldo de gols lhe é francamente favorável (+23, contra +9 dos noruegueses). Aliás, a situação pode se resolver antecipadamente neste sábado: em caso de vitória da Holanda, se a Noruega tropeçar contra a Letônia (também no sábado), a Laranja está na Copa. 

O que, obviamente, não quer dizer que os trabalhos no centro da federação, na cidade de Zeist, estão sendo feitos sob sombra e água fresca. Van Gaal, inclusive, foi o primeiro a alertar sobre a primeira casca de banana que pode estar no caminho dos holandeses, na entrevista coletiva da terça-feira passada: "Montenegro tem jogadores de grande qualidade individual. Só começamos a jogar bem [na vitória por 4 a 0 sobre os montenegrinos] quando nossos pontas se colocaram na posição certa". Por falar em pontas, eis aí, talvez, o único problema da escalação para os próximos jogos - até porque Van Gaal ainda não testará o esquema com três zagueiros, que já disse ter como alternativa ("Não conseguiria colocar esse esquema em dois ou três dias").

Voltando às pontas: habitual titular na esquerda do ataque, Cody Gakpo sequer foi convocado, por um problema muscular. Na direita, Steven Berghuis, que jogou bem nas partidas contra Letônia e Gibraltar, foi cortado da convocação na segunda passada, em razão de outro problema físico (que já o tirara do Ajax, na rodada passada do Campeonato Holandês). Aí, sim, Van Gaal lamentou: "Eu tenho mais opções na esquerda do que na direita". Opções resumidas, no caso, em Steven Bergwijn (de volta às convocações, no lugar de Berghuis) e Donyell Malen, ambos destros.

O treinador acrescentou que prefere Noa Lang e Arnaut Danjuma, os outros ponteiros, jogando na esquerda. Pelo menos, há uma perspectiva de volta de Berghuis à convocação, para pegar a Noruega, mesmo que o treinador não acredite muito nisso: "Os médicos é que dirão se isso é possível, não eu. Se ele [Berghuis] tiver uma recuperação formidável em uma semana, pode se integrar. Mas não espero por isso”. Pelo menos, Danjuma, a boa novidade na goleada contra Gibraltar, mostrou estar recuperado da lesão sofrida pelo Villarreal, na rodada passada do Campeonato Espanhol. E o jovem mostrou entusiasmo, em entrevista à revista Voetbal International: "A Holanda ainda não viu o melhor Danjuma".

Após um ano turbulento, Cillessen está de volta às convocações da seleção masculina (Marcel van Dorst/Pro Shots)

No mais, de novidades notáveis, apenas outro retorno: reagindo no Valencia, Jasper Cillessen voltou a ser um dos goleiros convocados, entrando no lugar de Joël Drommel, outro cortado. Por mais que Van Gaal já tenha antecipado que Cillessen volta como terceiro goleiro no grupo (Justin Bijlow seguirá titular, Mark Flekken é o reserva e Tim Krul pediu para se ausentar nestas datas FIFA), o experiente arqueiro celebrou a chamada, após várias turbulências na carreira, das lesões ao polêmico corte na Euro: "Fechei um período confuso. Não quero mais olhar para trás".

No mais, nenhum problema na Holanda. De Frenkie de Jong a Memphis Depay, passando por Stefan de Vrij, Georginio Wijnaldum (só não treinou na quarta) e Virgil van Dijk, os destaques estão por lá. Van Dijk, inclusive, mostrou tremenda motivação para ir à Copa nas declarações à Voetbal International: "Sou o capitão, já estou na seleção há seis anos, mas nunca joguei um grande torneio. Além da lesão [no joelho], também lamentei não ir à Euro por isso". No banco de reservas, Van Gaal também acredita que a ofensividade holandesa pode fazer a diferença: "Vimos que todo time acaba se fechando contra nós. Seja Turquia, Gibraltar ou Montenegro: todos eles jogaram fechados na defesa”.

Como a seleção masculina tem mostrado intensidade no ataque e atenção nas finalizações, aumentou a confiança de torcida e imprensa. É certo que a torcida fará falta: os ingressos estavam esgotados, mas o bloqueio parcial anunciado pelo governo dos Países Baixos provavelmente fará com que o jogo contra a Noruega seja disputado com portões fechados. Mesmo assim, segue a confiança de que a seleção masculina holandesa tem tudo para comemorar a volta a uma Copa do Mundo. Há pressão, é claro. Mas é uma pressão tranquila. E mesmo se tudo isso der errado e vierem duas derrotas para a Oranje, pelo menos há a repescagem, em março de 2022...

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

A Holanda errou, a sorte consertou

A Holanda passou algum sufoco contra a Noruega, mas conseguiu o empate. E as circunstâncias a ajudaram a manter condição razoável nas eliminatórias da Copa. Mas nem sempre se pode contar com isso (Pro Shots)

A seleção masculina da Holanda (Países Baixos) sabia: tinha de fazer a sua parte para respirar um pouco, nas eliminatórias europeias da Copa de 2022. Ainda mais pegando a Noruega, uma das adversárias na disputa pela vaga, fora de casa, Novamente, a Laranja fraquejou: entre um ataque com bons momentos e a lentidão preocupante na zaga, saiu com empate por 1 a 1. Seria um erro, ao qual ela não poderia se dar o direito. Mas o ponto ganho ajudava a manter, pelo menos, a segunda posição do grupo G. E a notícia do empate da Turquia (líder do grupo) com Montenegro, em casa, ampliou a sensação: novamente, o destino ajudou a Oranje a seguir muito viva na disputa.

Falando em estar vivo, a vivacidade do ataque dos Países Baixos impressionou positivamente nos primeiros minutos. Van Gaal optou por um meio-campo ofensivo, com Davy Klaassen começando ao lado de Georginio Wijnaldum. Mas nem foi isso o que deu razões para otimismo: foi a velocidade do trio de atacantes. Principalmente de Cody Gakpo: em sua segunda partida pela seleção, a primeira como titular, o atacante teve boas chances aos 5', num cabeceio, e aos 9'. Tudo isso contribuía para encurralar a Noruega em seu campo de defesa. Se bem que fazia parte da estratégia do time da casa: apostar nos contra-ataques. Afinal, para finalizá-los, havia um dos melhores atacantes do mundo: Erling Haaland.

Diante de uma defesa que se revelou lenta, Haaland deu sinal de que poderia aproveitar isso. Teve o trabalho ainda mais facilitado pelos espaços na esquerda: titular na lateral direita neerlandesa, Jurriën Timber deixava espaços demais atrás de si, nos quais Jens Petter Hauge jogava bem. O destaque da Noruega quase aproveitou isso aos 16': superou Virgil van Dijk (ainda um pouco fora de ritmo) na corrida, chutou, e só o goleiro estreante Justin Bijlow evitou o gol. Mas aos 20', pouco depois de um escanteio, seu bom posicionamento o colocou em condições. Com a linha de impedimento desorganizada, Van Dijk, Gakpo e Stefan de Vrij foram devagar para tentar evitar o chute de Haaland. E ele fez o que se espera dele: 1 a 0. Iniciava-se uma boa fase da Noruega no jogo. 

Ah, a Noruega só jogava na base dos contra-ataques? Ela pode: afinal, ela tem Erling Haaland. Nem três defensores impediram que o atacante abrisse o placar em Oslo (EPA)

A Laranja ficou acuada. Talvez um pouco nervosa. Nem Frenkie de Jong nem Wijnaldum conseguiam retomar o ritmo do jogo. Os espaços do começo da partida haviam desaparecido. E do nada, quando até parecia mais próximo o segundo gol norueguês (com boas atuações de Hauge e Mohamed Elyounoussi), veio o empate que tranquilizou. Numa triangulação rápida, como devia ser: Steven Berghuis ajeitou, Wijnaldum cruzou, Klaassen marcou o 100º gol de uma seleção holandesa com Van Gaal como treinador. Ainda antes do intervalo, fazer isso era o melhor dos sinais.

Até porque, com Donyell Malen vindo para o ataque após o intervalo, a rapidez no ataque voltou a ser vista quando o segundo tempo começou em Oslo. Com posse de bola, de novo os visitantes encurralavam a Noruega. Tanto em cabeceios (Van Dijk, aos 53') quanto em chutes (Memphis Depay, aos 52', e Malen, aos 61'), os Países Baixos mantinham a posse de bola com consistência, pareciam perto da virada. Mas Haaland apareceu de novo para lembrar que aquilo era estratégia da Noruega, não medo: num contra-ataque, aos 65', o atacante da camisa 23 tirou De Vrij da jogada com uma finta, e acertou a trave de Bijlow. 

Para sorte da Holanda, a nova ofensiva norueguesa também não durou muito. Para sorte ainda maior, em outro jogo do grupo G entre competidores por vaga na Copa, a Turquia tomou o empate de Montenegro, em casa, no último lance do jogo (2 a 2). De quebra, Denzel Dumfries - vindo a campo nos últimos minutos, numa rara alteração de Van Gaal (só duas) - quase virou o jogo, também no momento derradeiro em Oslo. E ao fim e ao cabo, a situação terminou como tinha começado: a Holanda na segunda posição da chave na qualificação, pelo melhor saldo de gols, tendo duas partidas em casa pela frente, contra adversários diretos - Montenegro no sábado, Turquia na terça-feira.

A sorte ajudou. Mas a Holanda continuou errando: na lentidão de sua defesa contra o respeitável Haaland, na inconstância do ataque (se Malen e Gakpo foram razoáveis, Memphis Depay foi discreto), na falta de alterações de Van Gaal. Pelo menos, vêm dias de treino para o técnico conhecer mais o grupo. O erro permitido foi nesta quarta. Daqui por diante, se quiser ficar bem na disputa pelo primeiro lugar e a vaga direta na Copa, a Holanda precisa vencer. Nem sempre se pode contar com a sorte.

Eliminatórias para a Copa de 2022 - Europa
Noruega 1x1 Holanda
Data: 1º de setembro de 2021
Local: Ullevaal (Oslo)
Juiz: Szymon Marciniak (Polônia)
Gols: Erling Haaland, aos 20', Davy Klaassen, aos 36'

Noruega
André Hansen; Marcus Holmgren Pedersen (Julian Ryerson, aos 59'), Stefan Strandberg, Andreas Hanche-Olsen e Birger Meling; Morgen Thorsby e Mathias Normann (Patrick Berg, aos 68'); Martin Odegaard, Mohamed Elyonoussi e Jens Petter Hauge (Mats Moller Daehli, aos 59'); Erling Haaland. Técnico: Stale Solbakken

Holanda
Justin Bijlow; Jurriën Timber (Denzel Dumfries, aos 90' + 2), Stefan de Vrij, Virgil van Dijk e Daley Blind; Georginio Wijnaldum, Frenkie de Jong e Davy Klaassen; Steven Berghuis (Donyell Malen, depois do intervalo), Memphis Depay e Cody Gakpo. Técnico: Louis van Gaal