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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Garoto, interrompido

Tyton começou a rápida ascensão na carreira por um acidente. E a vê interrompida por outro (EFE)
Em 2010, Bram Castro era tido em altíssima conta no Roda JC. Titular do clube havia cinco anos, o goleiro belga já tivera pelo menos dois momentos históricos com a camisa do time de Kerkrade. Na temporada 2007/08, pela terceira fase da Copa da Holanda, marcou um gol aos 49 minutos do segundo tempo, mandando a partida contra o De Graafschap para a prorrogação - nela, o Roda venceria. E, na Eredivisie 2008/09, quando seu time acabou na Nacompetitie, onde decidiria a permanência na primeira divisão contra o Cambuur Leeuwaarden, Castro defendeu duas cobranças, na decisão por pênaltis, após empate por 2 a 2. E os Limburgers permaneceram na divisão de elite.

Só que, à espreita, logo no banco de reservas, havia um jovem polonês, que havia desembarcado no Parkstad Limburg em 2007, vindo do Gornik Leczna. Era Przemyslaw Tyton. Ele aguardou sua oportunidade - mesmo jogando vez por outra, desde 2008, a titularidade ainda era de Castro. Mas Harm van Veldhoven decidiu que os dois disputariam a vaga, em 2009/10. Numa vitória do PSV sobre o Roda JC (1 a 0, em 19 de janeiro de 2010, pela 18ª rodada da Eredivisie), Castro falhou no gol da vitória dos Boeren. E Tyton assumiu a titularidade, para não mais perder.

Era o início de uma ascensão que foi interrompida neste domingo, com a concussão cerebral que deverá tirá-lo de campo por alguns jogos. Ascensão que foi precipitada justamente no início da atual temporada. Já sem a ameaça de Castro - sem espaço no Roda, ele passou rapidamente pelo PSV, e, depois, foi para o Sint-Truiden -, o polonês era titular absoluto dos Koempels. Jogou bem as duas primeiras rodadas da Eredivisie. E o PSV não teve dúvidas: conseguiu o empréstimo imediato de Tyton, até o final da temporada, com opção de compra em definitivo.

Para se ter uma ideia da moral com que Tyton chegou a De Herdgang, o consenso era de que sua chegada significava que Andreas Isaksson perderia a titularidade. De modo até injusto, já que o sueco não tem falhado constantemente no gol dos Eindhovenaren. Mas não houve jeito: já na rodada passada, contra o VVV-Venlo, Tyton era o arqueiro escolhido por Fred Rutten. Assim continuou na partida contra o Legia Varsóvia, pela Liga Europa. E, finalmente, no jogo contra o Ajax em que teve o azar, na dividida com Timothy Derijck.

Caso Tyton não possa retornar no próximo jogo (na sexta, contra o... Roda JC!) , Isaksson ganhará mais uma chance para poder mostrar que não é digno de ser defenestrado do time tão repentinamente. E o polonês, que ganhou a chance no Roda graças a uma falha, poderá ver sua ascensão interrompida graças a uma infelicidade.

810 minuten: como foi a 6ª rodada

Ajax e PSV fizeram um clássico animado, a despeito da séria lesão de Tyton (Louis van de Vuurst/Ajax.nl)

NEC 1x2 NAC Breda
O gol rapidíssimo de Bram Nuytinck (um minuto e 33 segundos), mais a postura ofensiva dos Nijmegenaren no primeiro tempo, faziam supor que a equipe de John Karelse, novamente, iria se frustrar com mais uma derrota. Só que, na parte final da etapa inicial, algumas investidas de Schilder fizeram a esperança aumentar. O esforço e a pressão ficaram maiores no segundo tempo, e levaram aos gols de Alex Schalk e Önur Bayram. O NEC até buscou o empate, mas os Bredanaren mereceram a primeira vitória na temporada.

Groningen 2x0 Excelsior
Talvez o jogo mais desequilibrado da rodada. O goleiro Van Loo foi mero espectador da partida no Euroborg. Guiado por boas atuações de Bacuna e David Texeira (sob este, recai a esperança de minorar o impacto da saída de Matavz), o Orgulho do Norte criou bem mais chances. O 2 a 0 ficou baratíssimo, e o segundo triunfo na Eredivisie serviu como estímulo para a reação do time de Pieter Huistra. Já o Excelsior demonstrou porque é o último colocado do torneio, por enquanto.

VVV-Venlo 0x3 Heerenveen
Até os 29 minutos do segundo tempo, a partida no De Koel pôde muito bem ser considerada das piores até agora, na Eredivisie: equipes pouco inspiradas, até buscando o ataque, mas sem criar chances. E, quando as criavam, tinham a pontaria pouco calibrada. Principalmente no caso do VVV. Até que, no minuto supracitado, Narsingh colocou os frísios na frente. E, a partir daí, a melhor organização ofensiva dos visitantes levou à vitória por margem confortável. Nem foi tão merecida assim, mas foi compreensível.

Vitesse 5x0 Roda JC
No primeiro tempo, as duas equipes intercalaram momentos mais ativos. Só que o time de Kerkrade trouxe mais perigo ao gol, tanto em chutes de longe, como em cruzamentos para a pequena área - nos quais Velthuizen apareceu com segurança. Mas, na etapa final, os Arnhemmers se valeram de um gol de Marco van Ginkel (bonito toque de calcanhar) para abrirem o placar e se motivarem. Mais tarde, num curto espaço de tempo, os gols de Guram Kashia e Giorgy Chanturia (também bonitos), aos 26 e 28 minutos, derrubaram de vez o Roda. A goleada final serviu para animar os aurinegros de Arnhem, que andavam abatidos após as derrotas duras para Ajax e AZ. Agora, é tentar justificar as altas expectativas dentro do clube.

Feyenoord 4x0 De Graafschap
Desde o primeiro tempo, o time de Ronald Koeman já se apresentava melhor. Criava mais chances, valendo-se do que tem sido sua tônica nestas primeiras rodadas: jogadas constantes pelas pontas, contando com a rapidez de Jerson Cabral e Karim El Ahmadi, e velocidade na criação de jogadas. Por mais que os visitantes tenham assustado vez por outra no De Kuip, só faltava o gol para o Stadionclub sacramentar sua vantagem. Ele veio logo no início do segundo tempo, numa falha da defesa que Ruben Schaken aproveitou. Depois, John Guidetti sofreu pênalti de Ted van de Pavert, que foi expulso. Guidetti converteu o penal (seu segundo gol em sua segunda partida pelo Feyenoord) e o time deslanchou. Os gols de Kelvin Leerdam e Guyon Fernandez serviram apenas para prolongar a invencibilidade. O Feyenoord não sabe até quando ela durará, mas está aproveitando.

PSV 2x2 Ajax
O primeiro clássico do Campeonato Holandês ficou marcado pela assustadora jogada em que Tyton foi atingido, saindo do gramado direto para a ambulância. Injustiça. Foi uma ótima partida. Nem tanto pelo nível técnico, mas pela variedade de situações que apresentou. Favorecido até pela abertura rápida do placar, graças a uma rápida jogada aproveitada por Matavz, o PSV aproveitou a fragilidade que Boilesen e Van der Wiel tinham na marcação pelas laterais para criar várias chances - com Mertens se destacando, como de hábito nestas primeiras rodadas. Só que, ai, Boilesen lesionou o joelho. Frank de Boer colocou Enoh em campo, e recuou Anita para a lateral esquerda.  Com uma só mudança, o técnico Ajacied fortaleceu a marcação no meio e na lateral canhota. E os Godenzonen começaram a criar mais chances para o empate - que, afinal, veio, com Sigthórsson.

Com os anfitriões impactados pelo acidente com Tyton, os visitantes terminaram em melhores condições. No início do segundo tempo, as duas equipes tiveram chances de passar à frente. Só que, novamente, as laterais deram novo rumo ao PSV: Van der Wiel cometeu pênalti em Mertens, e Wijnaldum colocou os Boeren na frente. Em vantagem, a equipe da casa teve oportunidades de ampliar. Foi a hora de Frank de Boer mudar bem de novo: com Boerrigter e Sigthórsson inativos na frente, ele usou Bulykin, um típico finalizador. E foi numa jogada de oportunismo que o russo justificou sua contratação, garantindo o empate e salvando a invencibilidade do Ajax, num jogo divertido.

RKC Waalwijk 1x2 AZ
Voltar a perder, após três vitórias seguidas, não significa que os Católicos jogaram mal contra o AZ. Longe disso. Por mais que os Alkmaarders tenham aberto o placar - Rasmus Elm, de pênalti -, a equipe de Ruud Brood se impunha em casa. Criava chances, principalmente com Geoffrey Castillion. E foi ele, afinal, o autor do gol de empate. Sem ver Altidore, destaque das últimas rodadas, exibir uma boa atuação, Gertjan Verbeek colocou Charlison Benschop na ponta de lança do ataque - que até criava jogadas, mas parava em Jeroen Zoet, outro destaque do RKC. Mas foi o substituto Benschop que recolocou os visitantes na frente, após se antecipar à marcação de Guy Ramos. No entanto, o time de Alkmaar continuou sofrendo na defesa. Chegou à quarta vitória consecutiva, confirmando a boa fase, e tem a mesma pontuação do Twente. Mas o RKC também teve motivos para manter a cabeça erguida.

Twente 5x2 ADO Den Haag
Podia ser que o pênalti convertido por Lex Immers, que colocou o ADO Den Haag na frente, deixasse novamente o Twente em dificuldades. Não foi o que aconteceu. Rapidamente, Marc Janko empatou. Daí por diante, o que se viu foi uma atuação fácil dos Tukkers, que jogaram quase sempre em maioria no ataque, criando várias chances. Uma delas envolveu os dois melhores jogadores da equipe no dia: Rosales cruzou, e Douglas, de cabeça, virou o placar. Depois, Luuk de Jong apareceu para ampliar. John Verhoek, concluindo de maneira esquisita, até deu esperanças aos Hagenaren. Só que, na saída de bola, novamente atacando em massa, Bajrami marcou o quarto gol. Em novo cruzamento de Rosales, De Jong fechou o placar. E o Twente mostrou que a derrota para o Roda JC pareceu-se mais com um acidente de percurso. Capacidade para continuar na liderança da Eredivisie, o time já mostrou que tem.

Utrecht 2x2 Heracles Almelo
O empate refletiu bem o que foi a partida: um jogo igual. As duas equipes ancoraram-se em trios para atacarem. Os Almelöers sairam atrás, mas conseguiram virar o jogo graças às triangulações formadas por Glynor Plet, Willie Overtoom e Lerin Duarte. Já os Utregs abriram o placar - e conseguiram o placar final - pelas boas atuações de Alexander Gerndt, Nana Asare e Jacob Mulenga. Com tal igualdade até no número de destaques, não dava para um time se sobressair, mesmo, no De Galgenwaard.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A facilidade, a altivez e a tensão

Tendo Altidore (à direita) como destaque, AZ foi o melhor holandês no início da fase de grupos da Liga Europa (Reuters)

Se sonhar com a Liga Europa já é uma realidade um pouco mais plausível - bem pouco - aos clubes holandeses, a primeira rodada da fase de grupos deu aos três batavos que participam da LE sensações diferentes dessa realidade. O AZ teve uma prova da boa fase que vive, o Twente comportou-se seguramente e deu a certeza de que pode avançar à segunda fase. E o PSV, mesmo com a vitória, continua tendo calafrios com a irregularidade apresentada até aqui na temporada.

Quando fez o relato sobre o 4 a 1 que os Alkmaarders aplicaram no Malmö, da Suécia, o site da revista Voetbal International foi sucinto: "O árbitro Ivan Bebek poderia ter apitado o final do jogo no intervalo". Claro que há exagero (a Copa Mercosul de 2000 exemplifica), mas, quando um time abre 3 a 0 nos primeiros 45 minutos, a virada fica bem dificultada. Foi o que o AZ fez. O resultado comprova que o time tem condições de avançar de fase.

Algo que seria natural, vendo-se o time que Gertjan Verbeek tem em mãos. Há muito habituado a fazer bons trabalhos em clubes médios (Heerenveen, na temporada 2007/08, e Heracles, em 2009/10), o treinador consegue, por ora, satisfazer a intenção com que foi trazido: evitar que o clube sofresse com o impacto da quebra do banco DSB, e com as saídas de gente que há muito era a base da equipe, como El Hamdaoui e Schaars. Contando com alguns jogadores que mantêm o nível razoável (Elm, Wernbloom e Gudmundsson), boas revelações (o goleiro Esteban Alvarado) e contratações pontuais (como a de Altidore), o AZ conta com um time mais afeito à sua realidade. Pela vice-liderança que ocupa atualmente na Eredivisie, pelo 4º lugar no campeonato passado e pela boa estreia na Liga Europa, é a medida mais acertada.

O Twente, por sua vez, poderia ter sentido algum temor quando o Fulham saiu na frente. Até porque jogava pior no Craven Cottage - o gol do time inglês saiu de um recuo curto demais de Tiendalli, que Andrew Johnson aproveitou, dominando a bola e batendo Mihaylov. Só que os Tukkers mantiveram a calma. Um minuto depois de perder gol em jogada semelhante, Luuk de Jong recebeu cruzamento de Rosales e completou para o gol de Schwarzer. Não significou que os comandados de Co Adriaanse controlaram a partida depois disso. Inclusive, o Fulham é que teve mais chances para marcar, com Clint Dempsey e Johnson. Só que a equipe de Enschede se controlou. E deu mostras de que o time é seguro e altivo o bastante para sonhar com a classificação.

Se o Twente tem razões para se animar, mesmo com um empate, o PSV ainda continua se preocupando. Conseguiu vencer o Legia Varsóvia, com um gol de Dries Mertens - o oitavo do belga, em seis jogos pela temporada -, e criou mais chances no primeiro tempo. Só que, sem conseguir aumentar a vantagem, sofreu alguns ataques do Legia. E, com um ataque renovado (Matavz foi escalado como ponta de lança, tendo a titularidade pela primeira vez), não conseguiu aproveitar as chances. Tendo em vista que Mertens, mais uma vez, foi o destaque, começa a se notar uma dependência excessiva de um jogador neste começo de temporada. E a impressão de irregularidade continua. O que traz tensão ao PSV. O único holandês que não deu razões para confiança na Liga Europa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E ficou ainda mais duro

Ajax se esforçou e criou chances. Não foi suficiente para superar o Lyon. (Ajax.nl)

Há um ditado chinês que diz: "Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida". Pois bem, a chance de o Ajax ter mais esperança de sobreviver na Liga dos Campeões diminuiu um pouco mais. Porque, mesmo tendo criado chances, sem sofrer tanto na defesa, os Godenzonen não conseguiram fazer o preciso para ter mais esperança: gol.

Quanto ao esquema, não houve surpresas: um 4-3-3, com Frank de Boer escolhendo Boilesen para a lateral esquerda, na vaga de Anita (que até entrou, no final). Ao invés do costumeiro, Siem de Jong jogou menos centralizado, enquanto Theo Janssen, enfim, ganhou a posição que dele esperava-se: no meio, distribuindo as jogadas. E, no primeiro tempo, até deu certo: o Ajax atacou mais, e o Lyon ficou mais conservador no gramado da Amsterdam ArenA.

As chances surgiram, principalmente, com as jogadas de bola parada. A primeira, com Boerrigter. Depois, Vertonghen. E, finalmente, a melhor oportunidade: aos 37 minutos, após bola cruzada por Sigthórsson, Sulejmani cabeceou. Livre, o sérvio mandou ao lado do gol de Lloris. E tudo, com o Lyon só chegando com perigo num toque de Gomis que passou por cima do gol, após cruzamento de Michel Bastos.

No segundo tempo, a pressão dos Ajacieden continuou, de modo mais forte. Primeiramente, com Eriksen, aos 15 minutos, arriscando chute e forçando Lloris a fazer boa defesa. O goleiro dos lioneses teve de agir bem também numa cabeçada de Sigthórsson. Como o gol não vinha, restou a Frank de Boer fortalecer mais o ataque, nos últimos minutos: Sulejmani e Sigthórsson deram lugar, respectivamente, a Ebecilio e Bulykin, mais descansados e capazes de fazer papel semelhante. Janssen, por sua vez, deu lugar a Anita, que ia fortalecer o ataque pela direita.

Não só não deu certo, como a última chance foi do Lyon: aos 42 minutos, Van der Wiel falhou na marcação, e Grenier cruzou a Michel Bastos. O brasileiro tentou chutar, mas Vermeer saiu rapidamente. E salvou o Ajax de sofrer um gol nada desejável.

De qualquer modo, embora tenha conseguido se mostrar capaz de atacar, o Ajax não aproveitou a oportunidade doméstica para passar à frente dos Gones, na disputa por vaga nas oitavas de final - supondo que o Real Madrid é favorito a uma delas. Sabendo-se que o próximo jogo é justamente contra os madridistas, no Santiago Bernabéu, dá para pensar que os lioneses passarão à frente. Agora, é tentar fazer a parte cabível no Gerland.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

810 minuten: como foi a 5ª rodada

Apesar do 3 a 2 contra o Heracles, o Ajax teve menos dificuldades do que se pensa (Ajax.nl)

Cinco rodadas passadas na Eredivisie, já se consegue notar uma certa força do Trio de Ferro, mais os dois que normalmente têm conseguido furar esse bloqueio nos últimos anos - claro, AZ e Twente. Só que, dentre os três principais clubes holandeses, nota-se que o Ajax tem conseguido manter o status de favorito. E, principalmente, que o começo do Feyenoord tem algo de animador: o time de Ronald Koeman está invicto (três vitórias e dois empates).

Entre o resto, o destaque supremo vai para o RKC. Para um time ainda considerado alvo favorito para o rebaixamento, os Católicos estão tendo um começo ótimo: ocupam a sexta posição, com 10 pontos, mesma quantidade do PSV. Só não estão à frente dos Eindhovenaren pelo menor número de gols marcados. Clubes que tinham tudo para fazer campanha melhor, como Groningen e NAC Breda, sofrem com o péssimo começo. Vamos à avaliação dos jogos da quinta rodada:

Roda JC 2x1 Twente
O time de Kerkrade se valeu de uma atuação bastante calma para, enfim, impor a primeira derrota na temporada aos Tukkers. Estes até começaram melhor: em detrimento do pouco espaço que a defesa dava, Willem Janssen conseguia achar lacunas. Numa dessas é que ele conseguiu chutar, para o rebote do goleiro Kieszek (emprestado pelo Porto), aproveitado por Janko.

Só que os contragolpes do Roda foram certeiros. No minuto seguinte, Vormer empatou. E, no primeiro minuto da segunda etapa, o próprio Vormer fez belo passe para Mitchell Donald virar o jogo. Houve certa pressão do time de Co Adriaanse, mas o Roda se segurou. Pôde até fazer 3 a 1, no final do jogo. De qualquer modo, já podia se vangloriar por ter derrubado o único time a haver conseguido só vitórias na Eredivisie, até a quinta rodada.

AZ 4x0 Vitesse
Mesmo tendo perdido Sigthórsson, o ataque dos Alkmaarders continua com vários jogadores que, se estão num bom dia, são até imparáveis. Foi o caso diante do Vitesse. Bastaram dois gols rápidos para encaminhar a vitória. Ambos, surgidos de cruzamentos mal marcados pela defesa dos Arnhemmers (e nos quais Velthuizen, finalmente de volta ao gol dos aurinegros após a passagem ruim pelo Hércules), e aproveitados por Wernbloom e, depois, por Gudmundsson. O belo gol de Maher - após passe de Beerens, o meia tocou por cobertura - e o pênalti convertido por Elm trataram de apagar qualquer possibilidade de reação dos visitantes. Tudo antes do intervalo.

ADO Den Haag 0x1 RKC Waalwijk
Até que, pelo começo, os Hagenaren davam a ideia de que conseguiriam vencer. Tendo os irmãos John e Wesley Verhoek à frente, os comandados de Maurice Steijn iam frequentemente ao ataque. Mas bastou um contra-ataque bem encaixado dos Católicos para Rick ten Voorde, com um belo voleio na segunda trave, fazer o gol da vitória. Depois, o RKC só segurou o jogo. E nem teve tantas dificuldades para alcançar um ótimo resultado.

De Graafschap 1x0 NEC
No primeiro tempo em Doetinchem, as duas equipes criaram poucas jogadas de ataque. Nas que criaram, as defesas agiram bem. A não ser numa rápida triangulação em que Soufiane El Hassnaoui abriu o placar para o time anfitrião. Depois de ficarem atrás, os Nijmegenaren começaram a chegar mais ao ataque. Essa medida ficava mais frequente à medida que o fim do jogo se aproximava. Só que os jogadores falhavam nas finalizações e chutes de fora da área. Com tantas oportunidades perdidas, não houve como evitar a primeira vitória dos Superboeren na temporada.

Heracles Almelo 2x3 Ajax
O gol de Willie Overtoom que colocou os Almelöers na frente até deu a impressão de que os Ajacieden também poderiam ser surpreendidos. Só que Siem de Jong não deixou. Menos valorizado do que deveria, o camisa 10 dos Amsterdammers recolocou o atual campeão no jogo, com o empate. E, no segundo tempo, sacramentou a virada - que até demorava, tal o número de chances criadas, mas defendidas por Remko Pasveer. Que, diga-se de passagem, falhou nos dois primeiros gols.

Um rápido contra-ataque e um passe de Eriksen para Sulejmani concluir com um leve toque fecharam a questão para o Ajax voltar a ser líder do campeonato. Nem mesmo o gol de Glynor Plet, no final do jogo, assim como a expulsão de Lorenzo Ebecilio, apagaram a sensação de que o placar foi mais apertado do que o jogo em si. Vitória categórica, importante para dar moral rumo à sequência indigesta de jogos (Lyon na quarta, pela Liga dos Campeões; depois, pela Eredivisie, "só" PSV, Twente, Groningen e AZ).

Heerenveen 3x0 Groningen
O Dérbi do Norte se resumiu quase a um time. As únicas vezes em que o Groningen chegou ao ataque foram pelo esforço de Leandro Bacuna. De resto, o Heerenveen foi francamente superior. Tanto é que nem precisou se esforçar muito para fazer 3 a 0, num jogo que teve poucas emoções.

VVV-Venlo 3x3 PSV
Não adianta: o PSV não consegue decolar nesta temporada. Prova disso foi o tropeço quase imperdoável contra o VVV. Com algumas alterações feitas por Fred Rutten (a mais notável delas sendo a colocação do recém-contratado Tyton no gol, deixando Isaksson no banco de reservas), a vantagem de 2 a 0 fora construída facilmente, com destaque para o belo gol de Toivonen. Mais do que isso: com seu tento, Dries Mertens igualou Piet van der Kuil (temporada 1961/62) e Mateja Kezman (temporada 2003/04) como um dos três únicos "PSV'ers" a terem marcado gols em todos os primeiros cinco jogos de uma temporada.

Só que não adiantou. Porque bastaram quatro minutos para os Venlonaren conseguirem virar o jogo de modo espetacular. Duas vezes, contando com falhas de marcação dos Eindhovenaren no jogo aéreo. E, uma vez, graças a um belíssimo gol, talvez o mais bonito da rodada, feito pelo nigeriano Uche Nwofor, contratação recente. Somente aos 30 minutos do segundo tempo os visitantes escaparam da derrota, com o empate feito por Wilfred Bouma. Ainda assim, o tom de derrota foi indisfarçável para o PSV.

NAC Breda 1x3 Feyenoord
O gol de Robbert Schilder, com cinco minutos de jogo, não era um bom auspício na tentativa do Stadionclub em manter a invencibilidade na Eredivisie. Era preciso que os novos reforços aparecessem. E eles o fizeram. Primeiro, foi Otman Bakkal, que empatou o jogo ao desviar escanteio de Jerson Cabral. Mas foi no segundo tempo que o esforço empregado pelos Rotterdammers, enfim, deu frutos.

E contando, mais uma vez, com uma novidade no elenco. El Ahmadi virou o jogo, com um belo gol de fora da área, e o sueco John Guidetti, que entrou na vaga de Guyon Fernandez, converteu pênalti, a três minutos do fim. Pelo esforço que o NAC também empregou no jogo, que foi até animado, uma vitória animadora.

Excelsior 2x3 Utrecht
Outro jogo que poderia ter sido mais fácil. Mesmo após ter saído atrás no placar, o Utrecht atacava mais. Virou ainda no primeiro tempo, fez 3 a 1 na etapa final, e parecia ter a vitória bem encaminhada. Só que, mesmo com um jogador a mais (Samuel Scheimann foi expulso antes ainda de Nana Asare fazer o terceiro dos Utregs), os visitantes deixaram o Excelsior fazer o segundo, com o zagueiro Broerse. Então, tiveram de se esforçar para conter o oponente de ânimo redivivo. Conseguiram evitar a surpresa de ver o lanterna da Eredivisie chegar ao empate, mas têm de se cuidar.