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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Guia da Eredivisie 2026/27: Willem II

Reserva promissor no Heerenveen, Gürbüz foi emprestado para ter sequência de jogo e ajudar o Willem II, que retorna à primeira divisão (Divulgação/Willem II)

Willem II Tilburg

Cidade: Tilburg     
Estádio: Koning Willem II (capacidade para 14.500 torcedores)
Apelidos: Tilburgers, Tricolores
Títulos: 3 Campeonatos Holandeses
Ranking histórico: 13º
Patrocínio: AVEC (empresa de itens para acampamentos)
Técnico: John Stegeman
Destaque: Devin Haen (meio-campista)
Fique de olho: Eser Gürbüz (atacante) 
Brasileiros no grupo de jogadores: nenhum
Temporada passada: Vencedor da repescagem de acesso/descenso
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento/meio de tabela
Amistosos de pré-temporada:
29 de junho - RKDSV Diessen (amador) 0x11 Willem II
4 de julho - Willem II 1x2 Quick Boys (terceira divisão holandesa)
11 de julho - Willem II 2x2 FC Eindhoven (segunda divisão)
13 a 18 de julho - Viagem para treinos de pré-temporada, em Sint-Michielsgestel (Holanda/Países Baixos)
17 de julho - Willem II 1x4 Beveren-BEL
25 de julho - Willem II 1x0 Mechelen-BEL
1º de agosto - Willem II 2x1 OFI Creta-GRE
Principais chegadas: Hidde ter Avest (D, Oxford United-ING), [Finn Stam (D, AZ)], Kasper Boogaard (M, AZ), Jaden Slory (A, Feyenoord) e Eser Gürbüz (A, Heerenveen)
Principais saídas: Nick Doodeman (D, Volendam), Raffael Behounek (D, Wolfsberger-AUT), Mounir El Allouchi (D, dispensado), [Gijs Besselink (D, Twente)], [Calvin Twigt (M, Go Ahead Eagles)] e Emilio Kehrer (M/A, Winterthur-SUI)
Legenda
Jogador (posição, clube)
[Transferência definitiva após empréstimo]
Empréstimo
[retorno de empréstimo]

Na repescagem de acesso de 2024/25 o Willem II sofreu o amargor do rebaixamento (perdeu para o Telstar), na repescagem de acesso de 2025/26 o Willem II concretizou seu bate-e-volta. Com algum sofrimento: terceiro colocado ao final das 38 rodadas regulares, o time da cidade de Tilburg chegou à decisão da vaga restante na primeira divisão, mas precisou dos chutes da marca do pênalti para superar - e rebaixar - o Volendam. Até aí, tudo bem, tudo ótimo para os Tricolores. O problema é que os resultados na pré-temporada  (só uma vitória) não inspiram lá muita confiança de um retorno tranquilo.

De todo modo, os Tilburgers se preparam. Reforços como o lateral direito Hidde ter Avest, ex-Twente, têm lá sua experiência de Eredivisie. Os jovens emprestados podem qualificar tecnicamente a equipe: Kasper Boogaard no meio-campo, Jaden Slory e Eser Gürbüz no ataque (Gürbüz, que causou impressão até notável no Heerenveen, merece atenção, pela sequência que terá como titular). E há os remanescentes que viveram tudo e que mantêm a importância dentro do Willem II: o goleiro Thomas Didillon-Hödl, os atacantes Dévin Haen e Thomas Verheydt, são alguns exemplos de nomes que podem ajudar a transformar a disputa para não cair de novo em objetivos melhores, ainda que realistas.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Análise da temporada: Willem II

O atacante Kyan Vaesen teve todos os motivos para lamentar: o Willem II, tão seguro no primeiro turno, despencou incrivelmente no returno. Decepcionou justamente na decisão da repescagem. E está rebaixado (Marcel van Dorst / EYE4images/Getty Images)

Colocação final: 16º lugar, com 26 pontos (6 vitórias, 8 empates e 20 derrotas) - rebaixado via repescagem
No turno havia sido: 9º lugar, com 22 pontos (na frente pelo maior número de gols)
Time-base: Didillon-Hödl; Doodeman (Schouten), St. Jago, Behounek, Tirpan e Sigurgeirsson (Nizet); Meerveld, Bosch e Lambert (Sandra); Vaesen (Kehrer) e Bokila
Técnico: Peter Maes (até a 30ª rodada) e Kristof Aelbrecht (a partir da 31ª rodada)
Maior vitória: Willem II 4x1 NEC (17ª rodada)
Maior derrota: Twente 6x2 Willem II (18ª rodada)
Principais jogadores: Jesse Bosch (meio-campista) e Jeremy Bokila (atacante)
Artilheiro: Jesse Bosch (meio-campista), com 4 gols 
Quem deu mais passes para gol: Nick Doodeman (ala direito) e Emilio Kehrer (meio-campo), ambos com 3 passes
Quem mais partidas jogou: Thomas Didillon-Hödl (goleiro), com 36 partidas - as 34 da temporada regular, mais duas da repescagem de acesso/permanência
Copa nacional: eliminado pelo Noordwijk (terceira divisão), na segunda fase
Competições continentais: nenhuma

Este é um texto que, a bem da verdade, ainda nem acabou. E nem deveria ter o jeito que terá. Porque, quando o primeiro turno terminou, o Willem II parecia não só seguro, mas capaz de até sonhar em disputar lugar na repescagem holandesa pela Conference League. Já começou com uma boa surpresa, arrancando empate com o Feyenoord na primeira rodada (1 a 1). Tinha uma defesa firme, com um bom goleiro deste campeonato (o francês Thomas Didillon-Hödl). Tinha um ataque capaz de ser acelerado e aproveitar os contra-ataques. E mostrava segurança suficiente. Mesmo ao cair - perdeu duas partidas seguidas na 14ª e 15ª rodadas da Eredivisie, além da eliminação na Copa da Holanda -, conseguia vencer e logo se manter seguro no meio de tabela. Seria bom se continuasse assim no returno... mas não continuou. No começo, foi uma goleada sofrida para o Twente, logo na 18ª rodada que abriu 2025: 6 a 2, a pior derrota dos Tricolores de Tilburg nesta temporada de Eredivisie. Depois, um empate (outro 1 a 1 com o Feyenoord). Mais duas derrotas - uma delas, para o rebaixado RKC Waalwijk -, um empate com o campeão PSV (1 a 1, 22ª rodada)... 

E aí, a pior sequência que um time teve neste Campeonato Holandês: oito derrotas seguidas, entre a 23ª e a 30ª rodadas. Por mais que tentasse, o técnico belga Peter Maes não conseguia melhorar a equipe. E nem os novos jogadores que entravam - Erik Schouten ficando fixo na defesa, Rob Nizet substituindo o islandês Rúnar Tór Sigurgeirsson na lateral esquerda, Emilio Kehrer jogando mais no ataque - exibiam desempenho satisfatório. Claro, sobrou para o técnico: Peter Maes foi demitido, após a 30ª rodada. E se serviu de consolo, sob o interino Kristof Aelbrecht, os Tilburgers conseguiram dois empates que, se não o tiraram da repescagem de acesso, pelo menos impediram que o RKC Waalwijk o tornasse um rebaixado direto. Ainda assim, como pior time do returno, ao contrário do que parecia no fim de 2024, o Willem II jogou sua permanência na Eredivisie, em quatro partidas na repescagem de acesso. Passou da segunda fase, superando o Dordrecht nos pênaltis. Mas a decisão contra o Telstar mostrou o pior lado: após fazer o mais difícil (arrancar empate fora de casa, 2 a 2), o time de Tilburg foi facilmente superado na volta, tomando 3 a 1 e sendo rebaixado em casa. Em meio à depressão, só surgiu a frase sincera do goleiro Didillon-Hödl: "Tivemos seis meses de merda". Difícil discordar.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Parada obrigatória: Willem II

Com Bokila (braços erguidos) ajudando na reta final, junto a um time que já estava entrosado e sabendo como jogar, o Willem II faz campanha mais segura do que se pensava (Rene Nijhuis/MB Media/Getty Images)

Posição: 9º lugar, com 22 pontos (na frente pelo maior número de gols)
Técnico: Peter Maes
Time-base: Didillon-Hödl; Tirpan, Behounek, St. Jago e Sigurgeirsson; Bosch, Meerveld e Lachkar; Doodeman (Nizet), Bokila e Sandra (Vaesen)
Maior vitória: Willem II 4x1 NEC (17ª rodada)
Maior derrota: Utrecht 3x2 Willem II (6ª rodada)
Copa da Holanda: eliminado pelo VV Noordwijk (terceira divisão), na segunda fase
Competição europeia: nenhuma
Artilheiros: Ringo Meerveld (meio-campista), Cisse Sandra (atacante) e Kyan Vaesen (atacante), todos com 4 gols 
Objetivo do início: escapar do rebaixamento/meio de tabela
Avaliação: O surpreendente empate contra o Feyenoord, na estreia, já sinalizava: os Tricolores de Tilburg tinham plenas condições de fazer boa campanha. Até agora, com firmeza tática, conseguem isso

Como dito na avaliação logo acima, o jogo de estreia do Willem II neste Campeonato Holandês sinalizou que o campeão da segunda divisão estava longe de ser presa fácil. O Feyenoord até dominou no primeiro tempo, mas apenas controlou o jogo na etapa final, e foi surpreendido pelo empate dos Tricolores, nos minutos derradeiros. Já naquela primeira partida, se notaram alguns aspectos do jogo do time de Tilburg. O primeiro deles: a firmeza. O técnico belga Peter Maes acertou ao privilegiar primeiro a defesa, colocando cinco jogadores no setor. E logo eles se entrosaram, a tal ponto que rapidamente se decorou que os Tilburgers tinham o goleiro francês Thomas Didillon-Hödl (dos melhores do campeonato até aqui, aliás), continuando com Rob Nizet, Mickaël Tirpan, Raffael Behounek, Thomas "Tommy" St. Jago e Rúnar Tór Sigurgeirsson.

No meio-campo, dois nomes cuidavam da criação de jogadas: Jesse Bosch e Ringo Meerveld, como já haviam feito na vitoriosa temporada na segunda divisão. E na frente, logo a dupla momentânea Kyan Vaesen-Cisse Sandra se estabeleceu como a garantia dos gols necessários. Bastou para que o Willem II, empatando pouco, se mantivesse seguro no meio da tabela. Às vezes, um pouco abaixo, perdendo para Utrecht (3 a 2, 6ª rodada), PSV (2 a 0, 7ª rodada) e Ajax (1 a 0, 10ª rodada). Às vezes, subindo, como na vitória sobre o AZ (2 a 1, 12ª rodada). Aos poucos, os Tricolores puderam ousar mais, passando a jogar com três atacantes (aí entrou Jeremy Bokila, destaque tardio do primeiro turno no time). E se prejudicou perder em sequência para Groningen (2 a 0, 14ª rodada) e Heerenveen (2 a 1, de virada, na 15ª rodada), duas vitórias nas duas últimas rodadas fizeram o time controlar os efeitos da eliminação na Copa da Holanda e se aproximar do Fortuna Sittard - e da zona de repescagem pela vaga na Conference League. Nada mal para um clube vindo da segunda divisão, precisando se reacostumar. O Willem II se reacostumou rapidamente. E faz campanha segura até aqui.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Guia da Eredivisie 2024/25: Willem II

Meerveld (à direita) é o nome que dá a técnica no Willem II, que procurará a estabilidade desde o começo na volta à Eredivisie (Willem II/Divulgação)

Willem II Tilburg

Cidade: Tilburg     
Estádio: Koning Willem II (capacidade para 14.500 torcedores)
Apelidos: Tilburgers, Tricolores
Títulos: 3 Campeonatos Holandeses
Patrocínio: AVEC (empresa de itens para acampamentos)
Técnico: Peter Maes
Destaque: Ringo Meerveld (meio-campista)
Fique de olho: Jeremy Bokila (atacante) 
Brasileiros no grupo de jogadores: nenhum
Temporada passada: Campeão da Eerste Divisie (segunda divisão)
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento/meio de tabela
Amistosos de pré-temporada:
6 de julho - RKDSV (amador) 0x6 Willem II
9 de julho - Willem II 0x1 Quick Boys (amador) - jogo interrompido pelo mau tempo
13 de julho - Dordrecht 4x4 Willem II
20 de julho - Willem II 5x0 Lommel SK-BEL
24 de julho - Willem II 6x2 Patro Eisden-BEL
27 de julho - Willem II 2x4 Sparta Rotterdam
3 de agosto - Bristol City-ING 0x0 Willem II
Principais chegadas: Thomas Didillon-Hödl (G, Cercle Brugge-BEL), Miodrag Pivas (D, Newcastle-ING), Mickaël Tirpan (D, Lierse-BEL), Amar Fatah (D, Troyes-FRA), Boris Lambert (M, Eupen-BEL), Cissé Sandra (M, Club Brugge-BEL), Emilio Kehrer (A, Cercle Brugge-BEL) e Kyan Vaesen (A, Westerlo-BEL)
Principais saídas: Freek Heerkens (D, encerrou a carreira), Jeredy Hilterman (M, Borussia Mönchengladbach-ALE), Michael de Leeuw (A, Cambuur), Thijs Oosting (A, Groningen) e Matthias Verreth (A, Brescia-ITA)
Legenda
Jogador (posição, clube)
Empréstimo
[retorno de empréstimo]

O Willem II foi outro clube que sofreu na segunda divisão passada. Mesmo passando a maior parte das 38 rodadas da Eerste Divisie dentro das posições de acesso direto, chegou a ter o título ameaçado. Porém, conseguiu ganhá-lo, retornando à elite após dois anos. Contudo, o time de Tilburg chega com uma cara ligeiramente indefinida. O que será mais fundamental: as perdas sofridas - o zagueiro Freek Heerkens, os atacantes Thijs Oosting e Michael de Leeuw (mesmo sem ser titular, De Leeuw era opção experiente em termos de Eredivisie) - ou as contratações feitas? Elas foram poucas, mas talvez sirvam para estabilizar os Tricolores. Principalmente na zaga, com a chegada do experiente Mickaël Tirpan, e no meio-campo, em que Cissé Sandra poderá tentar proteger a defesa como fazia no Excelsior.

Caberá ao técnico belga Peter Maes - fortemente responsável por ajudar o Willem II a embalar para o acesso - indicar o que pesará mais no time. Pelo menos, em campo, Maes continua com nomes que nortearam a campanha do título. Principalmente na dupla Ringo Meerveld, bem no meio-campo, e Jeremy Bokila, veloz no ataque. Ainda contará com a segurança de Joshua Smits no gol, e a possibilidade de Max de Waal desenvolver ali a técnica que não teve espaço nem tempo de desenvolver no Ajax. Enfim, o Willem II está de volta, ainda um pouco incerto, mas pode fazer temporada segura se não demorar para se estabilizar.

domingo, 19 de junho de 2022

Análise da temporada: Willem II

O Willem II começou sonhando na Eredivisie. A dura realidade se impôs, com uma terrível sequência de resultados. E mesmo com o esforço, o time de Tilburg foi rebaixado (Pro Shots)

Colocação final: 17º colocado, com 33 pontos - rebaixado diretamente
No turno havia sido: 13º colocado, com 18 pontos 
Time-base: Wellenreuther; Owusu, Dammers (Bergström), Heerkens e Köhn; Saddiki, Pol Llonch (Crowley) e Köhlert; Nunnely, Hornkamp (Wriedt) e Svensson
Técnico: Fred Grim (até a 25ª rodada), Denny Landzaat (interino, na 26ª rodada) e Kevin Hofland (a partir da 27ª rodada)
Maior vitória: Vitesse 0x3 Willem II (2ª rodada) e Willem II 3x0 Utrecht (34ª rodada) 
Maior derrota: Utrecht 5x1 Willem II (11ª rodada)
Principal jogador: Ché Nunnely (atacante)
Artilheiro: Ché Nunnely (atacante), com 6 gols
Quem deu mais passes para gol: Max Svensson (atacante), com 4 passes
Quem mais partidas jogou: Max Svensson (atacante), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado pelo RKC Waalwijk, na primeira fase
Competições continentais: nenhuma

E pensar que, numa sequência invicta entre a 2ª e a 8ª rodadas (seis vitórias e dois empates, encerrada com um 2 a 1 no PSV, em casa), o Willem II chegou a ocupar a terceira posição na tabela... como doeu essa ilusão para a torcida dos Tricolores! Porque, dali por diante, a queda foi célere. Da 8ª à 20ª rodada, foram dois empates e doze derrotas (onze em sequência), jogando o time de Tilburg na mesma incômoda posição ocupada na temporada passada: tentar fugir do rebaixamento, do jeito que desse. Para piorar, nomes importantes saíam, como o atacante Kwasi Wriedt, teuto-ganês que foi jogar na Alemanha. E até mesmo partidas em que a atuação do Willem II era digna - por exemplo, recebendo o Ajax, na 15ª rodada - terminavam com o time capitulando, mesmo com todo o esforço (no caso, o Ajax venceu por 1 a 0). Só restava confiar em nomes como o atacante Ché Nunnely, com velocidade e alguma habilidade.

Enquanto havia a dúvida sobre prestigiar ou não o técnico Fred Grim, a temporada escorria. Quando afinal se decidiu pela demissão de Grim, sua saída representou também a saída do diretor de futebol Joris Mathijsen e do diretor geral Martin van Geel, ambos contrários à demissão. Mais um capítulo na via-crúcis do Willem II. Que, mesmo com o esforço de chegados no meio da temporada - o atacante Jizz Hornkamp foi um caso -, tinha até azar nos resultados: basta citar a estreia do técnico Kevin Hofland, na 27ª rodada, quando os Tilburgers venciam o AZ em casa, até tomarem o empate de Zakaria Aboukhlal nos acréscimos (2 a 2). E dentro de uma disputa equilibrada para a fuga das últimas posições, se o Willem II vencia, os adversários diretos também venciam. O que rendeu um dos mais dolorosos tipos de rebaixamento: cair para a segunda divisão mesmo vencendo - o time ficou invicto nas últimas três rodadas (duas vitórias e um empate), e o triunfo sobre o Utrecht na rodada derradeira (3 a 0) de nada serviu, para as lágrimas da torcida. Uma mostra de que não era só por aquilo que o Willem II era rebaixado, mas sim pela péssima sequência no meio da temporada - e a demora em reagir a ele. Falta de aviso, não foi. Ainda mais após o susto do campeonato anterior.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Parada obrigatória: Willem II

Alguns jogadores fazem o possível, mas uma terrível sequência na reta final de 2021 trouxe de volta ao Willem II o temor de precisar brigar para não cair (Pro Shots)

Posição: 14ª colocação, com 18 pontos (atrás pelo pior saldo de gols)
Técnico: Fred Grim
Time-base: Wellenreuther; Owusu, Michelis (Bergström), Jenssen e Köhn; Saglam, Llonch e Saddiki; Nunnely, Wriedt (Svensson) e Köhlert
Maior vitória: Vitesse 0x3 Willem II (2ª rodada)
Maior derrota: Ajax 5x0 Willem II (15ª rodada)
Copa da Holanda: eliminado pelo RKC Waalwijk, na primeira fase
Competição europeia: nenhuma
Artilheiro: Ché Nunnely (atacante) e Kwasi Wriedt (atacante), ambos com 4 gols
Objetivo do início: meio da tabela/escapar do rebaixamento
Avaliação: O começo deu alguns motivos para esperança, mas ela logo acabou. Terminando 2021 com péssima sequência sem vitórias no campeonato, os Tricolores de Tilburg já começam a temer que o desespero da temporada passada se repita nesta

O Willem II começou esta Eredivisie ainda assustado com o sufoco passado na temporada anterior, quando só garantiu a manutenção na primeira divisão na última rodada. Teve o ambiente renovado com um novo técnico, Fred Grim. E o começo dos Tricolores foi dos mais auspiciosos: em que pese tomar 4 a 0 do Feyenoord em casa na primeira rodada, depois veio uma ótima sequência. Foram seis jogos de invencibilidade, com cinco vitórias - uma das quais, sobre o líder PSV (2 a 1, na 7ª rodada). Com o trio de ataque (Ché Nunnely, Kwasi Wriedt, Mats Köhlert) se destacando e a defesa estabilizada - principalmente no gol, com Timon Wellenreuther emprestado às pressas para ser titular -, a equipe de Tilburg chegou a ocupar a terceira colocação na liga neerlandesa.

Mas o sonho de uma temporada diferente da passada começou a ser encerrado logo na rodada seguinte ao triunfo contra os de Eindhoven: derrota por 3 a 2 para o Heracles Almelo, em 2 de outubro. Começava ali a sequência que aflige o Willem II até agora. Desde então, o time não venceu mais pelo Campeonato Holandês. Pior ainda: após dois empates que renderam alguns pontos (ambos por 1 a 1, com o Twente na 9ª rodada, contra o Fortuna Sittard na 10ª), só derrotas entre a 11ª e a 18ª rodadas. Tal espiral negativa resultou obviamente em queda livre: de terceiros, os Tilburgers despencaram para o 14º lugar. De quebra, a queda na Copa da Holanda piorou mais as coisas. Fred Grim tentou mudar aqui e ali - Nikos Michelis passou a ser titular na zaga, por exemplo -, o ataque tem capacidade, mas é inegável: só um bom começo de ano nas primeiras rodadas de 2022 minorará o medo que a torcida já tem de que, outra vez, a queda será uma ameaça grande.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Guia da Eredivisie 2021/22: Willem II

O Willem II viveu de altos e baixos bem definidos na temporada passada. Para evitar os sofrimentos, o técnico Fred Grim (à direita) tenta acelerar o entrosamento de um time em reforma (Pro Shots)

 Willem II Tilburg

Cidade: Tilburg     
Estádio: Koning Willem II (capacidade para 14.500 torcedores)
Apelidos: Tilburgers, Tricolores
Títulos: 3 Campeonatos Holandeses
Patrocínio: Destil (loja de equipamentos para empresas)
Técnico: Fred Grim
Destaque: Kwasi Wriedt (atacante)
Fique de olho: Elton Kabangu (atacante) 
Brasileiros no grupo de jogadores: nenhum
Temporada passada: 14º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: meio da tabela/escapar do rebaixamento
Amistosos de pré-temporada:
3 de julho - Willem II 20x0 Willem II (equipe amadora)
6 de julho - RKDSV (amador) 0x11 Willem II
10 de julho - Willem II 5x2 Quick Boys (amador)
17 de julho - Willem II 2x0 Excelsior
24 de julho - Willem II 4x1 Lommel-BEL
31 de julho - Go Ahead Eagles x Willem II - CANCELADO
7 de agosto - Willem II x Sparta Rotterdam - CANCELADO
10 de agosto - Willem II 2x1 Excelsior Virton-BEL
Principais chegadas: Timon Wellenreuther (G, Anderlecht-BEL)Emil Bergström (D, Utrecht), Ulrik Jenssen (D, Nordsjaelland-NOR), Nikos Michelis (D, Milan-ITA), Godfried Roemeratoe (M, Twente)[Dylan Ryan (D, Melbourne Victory-AUS)] e [John Yeboah (A, Almere City)] 
Principais saídas: [Sven van Beek (D, Feyenoord)], Sebastian Holmén (D, Rizespor-TUR), Jan-Arie van der Heijden (D, dispensado), Jordens Peters (D, encerrou a carreira), Lindon Selahi (M, HNK Rijeka-CRO), Mike Trésor (M, Racing Genk-BEL) e Vangelis Pavlidis (A, AZ)
Legenda
Jogador (posição, clube)
Empréstimo
[retorno de empréstimo]

O Willem II começou esperançoso a temporada passada, participando das fases preliminares da Liga Europa. Terminou tomando uma tremenda ducha de água fria: só se salvou da repescagem de acesso/descenso na última rodada da Eredivisie passada. Ficou com a impressão de que algumas mudanças precisavam ser feitas, para recolocar os Tricolores num caminho mais estável. Elas vieram no banco e em campo. No banco, o técnico Zeljko Petrovic viera para tentar salvar o time de Tilburg na queda. Conseguiu - e se demitiu. E a dupla de diretores que esteve na ótima temporada 2019/20 (e no sofrimento de 2020/21), Martin van Geel e Joris Mathijsen, apostou que Fred Grim poderia dar o salto em sua carreira de treinador no Willem II. Tendo feito trabalho elogiável ao manter o RKC Waalwijk na primeira divisão, o ex-goleiro Grim - que até foi interino na seleção masculina da Holanda, por um jogo, em 2017 - terá como tarefa formar um time mais regular.

Em campo, o grande destaque a ter ajudado o time tricolor a permanecer na Eredivisie já não está mais lá: afinal, Vangelis Pavlidis aceitou a proposta do AZ. Mas o ataque do Willem II tem opções para se refazer: Ché Nunnely, Kwasi Wriedt, Mats Köhlert, Elton Kabangu (que foi bem nos jogos de pré-temporada). Na defesa, a necessidade de reformulação foi maior: afinal, de uma tacada só, saíram Sebastian Holmén e Jan-Arie van der Heijden, além de Jordens Peters, verdadeiro estandarte do Willem II, ter encerrado a carreira. Então, vieram muitos zagueiros - quase todos por empréstimo. Deles, Emil Bergström e Ulrik Jenssen são os maiores candidatos a formarem a dupla no miolo da defesa. No meio-campo, com a saída de Mike Trésor, Nikos Michelis chega com a função de ajudar na criação de jogadas. E no gol, um velho conhecido voltou: Timon Wellenreuther retornou a Tilburg, com a temporada já em andamento, para ser o titular debaixo das três traves. Defesa e meio-campo ainda em construção, para um ataque já pronto: o Willem II só espera que a conclusão da obra não demore.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Análise da temporada: Willem II

O Willem II teve uma temporada sofrida. Mas na reta final, nomes como Pavlidis assumiram a responsabilidade, e o time se salvou (Geert van Erven/BSR Agency/Getty Images)

Colocação final: 14º lugar, com 31 pontos
No turno havia sido: 15º colocado, com 9 pontos (na frente do VVV-Venlo pelo melhor saldo de gols)
Time-base: Muric (Brondeel/Ruiter); Owusu, Van Beek (Peters/Van der Heijden), Holmén e Köhn; Spieringhs (Saddiki), Llonch e Trésor; Nunnely, Wriedt e Pavlidis
Técnicos: Adrie Koster (até a 18ª rodada), Gery Vink (interino, apenas na 19ª rodada) e Zeljko Petrovic (a partir da 20ª rodada)
Maior vitória: Willem II 4x0 Heracles Almelo (2ª rodada)
Maior derrota: Willem II 0x6 Utrecht (23ª rodada)
Principais jogadores: Vangelis Pavlidis (atacante) e Kwasi Wriedt (atacante)
Artilheiro: Vangelis Pavlidis (atacante), com 12 gols
Quem deu mais passes para gol: Mike Trésor (meio-campista), com 11 passes para gol
Quem mais partidas jogou: Mike Trésor (meio-campista), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo Vitesse
Competições continentais: Liga Europa (eliminado pelo Rangers-ESC, na terceira fase preliminar)

Como é fácil ir do céu ao inferno no futebol. E como o Willem II exemplificou isso, nesta temporada. A temporada primorosa em 2019/20 rendeu um prêmio aos Tricolores quando ela foi interrompida: a vaga direta na Liga Europa, já que não haveria repescagem pela disputa dela. Mesmo com a queda previsível antes dos grupos, com um grupo muito semelhante, havia a expectativa de outra boa campanha do time de Tilburg. Pois é: não foi o que aconteceu. Por mais que o ataque se esforçasse, a fragilidade defensiva do Willem II o deixou próximo do rebaixamento desde o começo da liga. Na metade, inclusive, entrou nela, chegando a ficar na penúltima colocação. Foi demais: mesmo simbolizando um trabalho que levara o clube até mesmo à final da Copa da Holanda (2018/19), o técnico Adrie Koster foi demitido.

Ainda assim, resultados como o 1 a 1 com o Ajax, na 14ª rodada, deixavam claro: havia alguma capacidade no Willem II. Só faltava explorá-la melhor: na capacidade do atacante Kwasi Wriedt, nos gols de Vangelis Pavlidis, na velocidade de Ché Nunnely, nos passes de Mike Trésor. Zeljko Petrovic, que vinha sendo auxiliar de Dick Advocaat no Feyenoord, aceitou o desafio. No começo, teve seríssimas dificuldades: basta citar os 6 a 0 levados em casa para o Utrecht, na 23ª rodada. Mas aos poucos, aos trancos e barrancos, o Willem II foi reagindo. E teve uma arrancada relativa, nas últimas rodadas. Sim, teve derrotas. Mas o 1 a 0 no RKC Waalwijk, na 30ª rodada, com a presença de torcida vibrando em Tilburg, sinalizou: a salvação era possível. E ela veio, com duas vitórias nas duas últimas rodadas. Na hora do aperto, os destaques salvaram o Willem II.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Parada obrigatória: Willem II

O Willem II sonhou antes da temporada começar. Caiu duramente na realidade. Mas a boa atuação contra o Ajax, com Wriedt (foto) como destaque, acendeu uma luz no fim do túnel (Pro Shots/VI Images)

Posição: 15ª colocação, com 9 pontos (na frente do VVV-Venlo pelo melhor saldo de gols)
Técnico: Adrie Koster
Time-base: Ruiter; Owusu, Peters, Holmén e Köhn; Saglam, Van der Heijden (Pol Llonch) e Trésor; Nunnely, Pavlidis e Köhlert
Maior vitória: Willem II 4x0 Heracles Almelo (2ª rodada)
Maior derrota: AZ 5x3 Willem II (13ª rodada)
Copa da Holanda: eliminado pelo Vitesse, na segunda fase
Competição europeia: Liga Europa (eliminado pelo Rangers-ESC, na terceira fase preliminar)
Artilheiro: Vangelis Pavlidis (atacante), com 5 gols
Objetivo do início: meio da tabela/vaga nos play-offs pela Liga das Conferências
Avaliação: Eis, talvez, a maior decepção de todo o campeonato. Com praticamente a mesma equipe que teve vaga na fase preliminar da Liga Europa, os Tricolores penam com uma defesa frágil, um ataque muito inofensivo... e uma inesperada ameaça de rebaixamento

Antes mesmo do Campeonato Holandês começar, o Willem II tinha muito ânimo para a temporada 2020/21. Afinal, a vaga na segunda fase preliminar da Liga Europa caíra no colo dos Tricolores, pela interrupção da Eredivisie anterior, impedindo os "play-offs" por tal vaga. E superar o Progrès Niederkorn luxemburguês aumentou o sonho de uma surpresa. Sonho impedido duramente pelo Rangers, que se aproveitou da ineficiência ofensiva da equipe de Tilburg para impor 4 a 0 a ela. De certa forma, foi um sinal dos dois principais problemas que tornaram o Willem II uma das decepções da temporada: a fraqueza da defesa e a falta de perigo no ataque. Até incrível, para um time praticamente inalterado entre a temporada passada e esta, de começo razoável, com goleada no Heracles Almelo (4 a 0, na 2ª rodada). 

Porém, resultados como o 4 a 1 do Feyenoord, em plena Tilburg, na 4ª rodada, deixaram claro como o meio-campo era ofensivo demais - e tudo acabava estourando na defesa. Além do mais, mesmo que os atacantes seguissem rápidos nas pontas, Vangelis Pavlidis não vinha tendo o mesmo desempenho goleador de 2019/20. Resultado: mais fracassos. Adrie Koster tentou proteger mais o time, fazendo do veterano Jan-Arie van der Heijden titular, alternando-o entre a zaga (aí, num esquema com cinco jogadores) e o meio-campo. Não deu certo: uma sequência de cinco derrotas jogou o Willem II nas últimas posições - incluindo aí uma derrota para o AZ, na 13ª rodada, que foi até risível (o time chegou a abrir 2 a 0, mas permitiu que os de Alkmaar virassem para 5 a 3). E a situação difícil segue. Mas, ora bolas, o time conseguiu empatar com o líder Ajax, na partida derradeira de 2020 - 1 a 1, 14ª rodada -, com boas atuações de nomes como o atacante Kwasi Wriedt. Quem sabe não seja a reação chegando...

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Guia da Eredivisie 2020/21: Willem II

Com um time agradável de se ver jogar, o Willem II teve a vaga na Liga Europa "jogada" em seu colo pela pandemia. Caberá a nomes como Pavlidis manter os Tricolores em alta (BSR Agency)

 Willem II Tilburg

Cidade: Tilburg 
Estádio: Koning Willem II (capacidade para 14.500 torcedores)
Apelidos: Tilburgers, Tricolores
Títulos: 3 Campeonatos Holandeses
Patrocínio: Destil (loja de equipamentos para empresas)
Técnico: Adrie Koster
Destaque: Vangelis Pavlidis (atacante)
Fique de olho: Kwasi Wriedt (atacante)
Brasileiros no grupo de jogadores: nenhum
Quando a temporada passada foi interrompida, estava na... 6ª colocação
Copas europeias: Liga Europa (enfrentará o Progrès Niederkorn-LUX, na segunda fase preliminar)
Objetivo: meio da tabela/vaga nos play-offs pela Liga das Conferências
Amistosos de pré-temporada:
8 de agosto - Willem II x Ijsselmeervogels - CANCELADO
14 de agosto - Willem II 2x1 VVV-Venlo
21 de agosto - Willem II 1x1 PSV
25 de agosto - Willem II 1x1 Gent-BEL
29 de agosto - Willem II 2x2 Team VVCS
4 de setembro - Racing Genk-BEL x Willem II - CANCELADO
Principais chegadas: Robbin Ruiter (G, PSV), Jorn Brondeel (G, Twente), Jan-Arie van der Heijden (D, Feyenoord), Leeroy Owusu (D, De Graafschap), Derrick Kohn (D, Bayern de Munique II-ALE) e Kwasi Wriedt (A, Bayern de Munique II -ALE)
Principais saídas: Timon Wellenreuther (G, Anderlecht-BEL), Michael Woud (G, Almere City), Damil Dankerlui (D, Groningen), [Bart Nieuwkoop (D, Feyenoord)], Fernando Lewis (D, Quick Boys) e [Marios Vrousai (A, Olympiacos-GRE)]
Grupo de jogadores
Valor de mercado:
19,75 milhões de euros (via Transfermarkt)

Legenda
Jogador (posição, clube)
Transferência definitiva
[Transferência definitiva após empréstimo]
Empréstimo
[retorno de empréstimo]

Muitos clubes do Campeonato Holandês foram "salvos pelo gongo" com a pandemia: faziam temporadas terríveis, corriam sérios riscos de rebaixamento, mas acabaram ficando na Eredivisie pela polêmica decisão da federação em encerrar a temporada 2019/20. Outros clubes - bem, na verdade só um, o Utrecht - faziam ótima temporada, tinham chances de alcançarem vagas em competições continentais, mas o encerramento da liga acabou abruptamente com o sonho. E o Willem II, por sua vez, mostrava um ótimo desempenho no torneio, ganhara de PSV e Ajax (aqui, em plena Johan Cruyff Arena), estava na zona da repescagem por uma vaga na Liga Europa... e esta acabou caindo no colo dos Tricolores, com o fim da temporada.

De certa forma, um prêmio merecido para um time veloz e ofensivo: fosse pelas laterais ou com as triangulações de Ché Nunnely, Vangelis Pavlidis e Mats Köhlert no ataque, os Tilburgers foram uma surpresa positiva na Eredivisie passada, num bom trabalho do experiente Adrie Koster como técnico. Pois bem, todos os citados seguem na cidade de Tilburg. Mais: as raras contratações necessárias foram feitas. O gol é um bom exemplo disso: se Timon Wellenreuther se foi para o Anderlecht, o experiente Robbin Ruiter foi uma vinda que manteve a qualidade na posição. Atrair dois nomes do time B do Bayern de Munique também é um sinal de como a consistência do Willem II ainda continua lhe trazendo dividendos, entre uma temporada e outra. Para continuar nessa boa fase, só depende do time. Ou da pandemia...

domingo, 12 de janeiro de 2020

Parada obrigatória: Willem II

Foi com a rapidez de gente como Ndayishimiye (braço erguido) e um time firme que o Willem II se constituiu como a grande surpresa desta Eredivisie (Pro Shots)

Posição: 4º colocado, com 33 pontos
Técnico: Adrie Koster
Time-base: Wellenreuther; Heerkens, Holmén, Peters e Nelom (Nieuwkoop); Llonch, Ndayishimiye e Saddiki; Nunnely (Vrousai), Pavlidis e Köhlert
Maior vitória: Willem II 4x0 Sparta Rotterdam (15ª rodada)
Maior derrota: Heracles Almelo 4x1 Willem II (6ª rodada)
Copa da Holanda: classificado para as oitavas de final, nas quais enfrentará o Heerenveen em 22 de janeiro
Competição europeia: nenhuma
Artilheiro: Vangelis Pavlidis (atacante), com 9 gols
Objetivo do início: meio da tabela
Avaliação: O ótimo trabalho de Adrie Koster teve continuidade, os reforços para o ataque deram certo, e o resultado é este: os Tricolores são a mais agradável surpresa da temporada na Holanda, até aqui
Fazendo os treinos da pausa de inverno em... Marbella, balneário na Espanha, de 4 a 11 de janeiro
E amistosos? Perdeu para o Hibernian-ESC, por 2 a 1

Mesmo que a campanha no Campeonato Holandês passado tenha se encerrado num simples 10º lugar, o Willem II ficou muito em alta com a torcida na temporada 2018/19, graças à campanha na Copa da Holanda, concluída com a vaga na final. Ser goleado pelo Ajax na decisão passou quase em branco: para a torcida, poder sonhar com um troféu e ter um time ofensivo já valera a pena. Se o desempenho pudesse ser repetido na atual temporada, nem era necessário que os Tricolores ganhassem nada para que ela se satisfizesse. Melhor: o técnico Adrie Koster continuaria tendo à disposição boa parte dos destaques em campo - Marios Vrousai, Vangelis Pavlidis, Dries Saddiki... era um sinal da consistência do trabalho da dupla de diretores fora de campo: o diretor geral Martin van Geel (experiente nome do futebol holandês nos bastidores), e o diretor técnico Joris Mathijsen (sim, o ex-zagueiro, titular da Laranja nas Copas de 2006 e 2010).

Somados a eles, vieram novos nomes: só no ataque, tanto Ché Nunnely quanto Mats Köhlert poderiam dar grande velocidade nas jogadas ofensivas pelos lados. Na defesa, o reforço do sueco Sebastian Holmén auxiliaria os experientes Freek Heerkens e Jordens Peters - além do goleiro Timon Wellenreuther voltar a demonstrar firmeza sob as traves. O começo de Eredivisie foi mediano: quatro vitórias e quatro derrotas. Mas Pavlidis despontava como um dos goleadores do campeonato, os reforços se entrosavam aos poucos... a torcida acreditou no trabalho: talvez fosse só questão de paciência, que o sonhado embalo viria, levando o clube de Tilburg a melhores posições na tabela. Dito e feito: a partir da nona rodada, a ascensão dos Tilburgers foi irresistível. Houve uma derrota, sim (para o Groningen, 2 a 0, na 12ª rodada). Mas enfim, o time criou casca para se tornar a grande surpresa da temporada na Eredivisie.

Um time firme fora de casa (o terceiro melhor visitante da liga, só atrás de Ajax e AZ). Velocidade ofensiva que deixava o adversário tonto - foi o que se viu contra o PSV, na 13ª rodada, quando os ataques rápidos levaram à vitória por 2 a 1, num grande dia de Nunnely. Mais importante: velocidade aliada à precisão no aproveitamento das chances - foi o que aconteceu na 16ª rodada, quando a equipe assombrou ao vencer o Ajax em plena Johan Cruyff Arena (2 a 0), eficiente nos contra-ataques, com Mike Trésor Ndayishimiye como grande destaque. Na rodada, inclusive, a equipe superaria o PSV e assumiria a terceira posição do campeonato. É certo que na 18ª rodada, a derradeira de 2019, houve um tropeço: empate sem gols com o Fortuna Sittard, permitindo que o PSV reassumisse o 3º lugar. Porém, os Tricolores seguem dando à torcida a otimista impressão de que têm força para ficarem na zona dos play-offs por vaga na Liga Europa. No mínimo. Sem contar que já estão nas oitavas de final da Copa da Holanda... 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Guia da Eredivisie 2019/20: Willem II

O Willem II tem agradado pela qualidade e eficiência de seu ataque. Boa chance para o jovem Ché Nunnely despontar (Geert van Erwen/Soccrates/Getty Images)
Willem II Tilburg

Cidade: Tilburg 
Estádio: Koning Willem II (capacidade para 14.500 torcedores)
Apelidos: Tilburgers, Tricolores
Títulos: 3 Campeonatos Holandeses
Patrocínio: Destil (loja de equipamentos para empresas)
Técnico: Adrie Koster
Destaque: Marios Vrousai (atacante)
Fique de olho: Ché Nunnely (atacante
Brasileiros no grupo de jogadores: nenhum
Temporada passada: 10º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: meio da tabela
Amistosos de pré-temporada:
29 de junho - RKDSV 0x4 Willem II
6 de julho - Willem II 2x1 KV Oostende-BEL
13 de julho - Willem II 2x0 TOP Oss
17 de julho - Willem II 0x3 Sparta Rotterdam
20 de julho - Zulte Waregem-BEL 1x1 Willem II
27 de julho - Willem II 2x1 OFI Creta-GRE
Principais chegadas: Bart Nieuwkoop (D, Feyenoord), Sebastian Holmén (D, Dinamo Moscou-RUS), Mats Köhlert (M, Hamburgo-ALE), Paul Gladon (A, Groningen), Elton Kabangu (A, Gent-BEL), Ché Nunnely (A, Ajax) e [Vangelis Pavlidis (A, Bochum-ALE)]
Principais saídas: [Mattijs Branderhorst (G, NEC], Thomas Meissner (D, Puskás Akadémia-HUN), [Diego Palacios (D, Aucas-EQU)], [Renato Tapia (M, Feyenoord)], Daniel Crowley (M, Birmingham City-ING), [Vurnon Anita (M, Leeds United-ING)], Atakan Akkaynak (M/A, Rizespor-TUR) e [Alexander Isak (A, Borussia Dortmund-ALE)]
Valor de mercado: 13,8 milhões de euros (via Transfer Markt)
Orçamento: 12,5 milhões de euros (via Voetbal International)

Legenda
Jogador (posição, clube)
Transferência definitiva
[Transferência definitiva após empréstimo]
Empréstimo
[retorno de empréstimo]

A temporada passada foi muito melhor do que a encomenda para o Willem II. O time de Tilburg ficou bem entrosado com o decorrer da temporada. Mostrou bons jogadores no meio-campo: Renato Tapia justificou o empréstimo junto ao Feyenoord com boa marcação, enquanto Daniel "Dan" Crowley foi criativo nas jogadas de ataque. Aliás, este foi um capítulo à parte: muito se perguntou quem faria os gols para os Tricolores quando Fran Sol se foi para o Dynamo Kiev, mas o sueco Alexander Isak chegou por empréstimo para o returno... e fez quase tantos gols quanto o antecessor - de quebra, Isak ainda foi bem ajudado pela dupla de gregos Marios Vrousai e Vangelis Pavlidis. Com tudo isso, o Willem II fez campanha segura no Campeonato Holandês. Mais importante ainda: chegou a uma final histórica na Copa da Holanda. Foi impossível segurar o Ajax na decisão, mas saiu de cabeça erguida.

Dificilmente será assim em 2019/20. Muitos nomes certos na escalação de Adrie Koster saíram, vendidos (o zagueiro Thomas Meissner, Dan Crowley) ou retornando a seus clubes após empréstimo (o ala esquerdo Diego Palacios, Tapia, Vurnon Anita, Isak). Se serve de consolo, Pavlidis ficou em definitivo, comprado junto ao Bochum alemão. Outros nomes podem ajudar, como o goleiro Timon Wellenreuther e o ala direito Damil Dankerlui. De quebra, um promissor nome chega para o ataque: Ché Nunnely, que foi muito bem nos times de base do Ajax, ganhando uma chance para florescer definitivamente. Pode dar errado, claro. Como Isak também podia - mas deu certo. É a principal aposta do Willem II para continuar seguro, e até agradável de ser visto, na primeira divisão.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Análise da temporada: Willem II

Alexander Isak chegou e apagou qualquer temor de que o Willem II perdesse um homem-gol. Faltou ao time acompanhar o ritmo do ataque (VI Images) 

Colocação final: 10º colocado, com 44 pontos
No turno havia sido: 12º colocado, com 19 pontos
Time-base: Wellenreuther; Dankerlui (Lewis), Heerkens, Meissner e Palacios; Llonch (Anita), Tapia e Crowley; Vrousai, Isak e Pavlidis
Técnico: Adrie Koster
Maior vitória: Willem II 5x0 Heracles Almelo (3ª rodada)
Maior derrota: PSV 6x1 Willem II (4ª rodada)
Principais jogadores: Alexander Isak (atacante)
Artilheiro: Alexander Isak (atacante), com 13 gols - Fran Sol (atacante, que deixou o clube em janeiro), também fizera 13 gols pelo Campeonato Holandês
Quem deu mais passes para gol: Damil Dankerlui (lateral direito) e Daniel Crowley (meio-campista), ambos com 7 passes para gol
Quem mais partidas jogou: Daniel Crowley (meio-campista), que jogou todas as 34 partidas
Copa nacional: vice-campeão
Competição continental: nenhuma

Quando o primeiro turno do Campeonato Holandês terminou, o Willem II foi para os treinamentos da pausa de inverno com uma sensação incômoda: tinha um poderoso ataque, um desempenho ofensivo respeitável, um meio-campo razoável... e ainda assim, não decolava no campeonato. A má sensação ficou pior durante a pausa da Eredivisie: afinal, o espanhol Fran Sol, que vinha sendo a garantia de gols nos Tricolores até então, se foi para o Dynamo de Kiev. Aí houve a dúvida: quem poderia continuar balançando as redes pelo time de Tilburg, mantendo a campanha regular - que vinha evoluindo na Copa da Holanda? Foi então que o sueco Alexander Isak chegou por empréstimo, vindo do Borussia Dortmund. E disse: "Eu!".

O jovem de 19 anos e ascendência da Eritreia se encaixou como luva no meio do ataque. Vieram mais dois gregos, Marios Vrousai e Vangelis Pavlidis. E coube a esses três formarem o "ataque VIP", que manteve o ótimo rendimento do Willem II na frente. Principalmente Isak, claro: bastaram 16 jogos para o atacante fazer 13 gols, justificando os adjetivos promissores com que era qualificado nos tempos de Borussia Dortmund - e até rendendo um prêmio pessoal, com a transferência do sueco para a Real Sociedad. Mas de nada adiantaria ter um ataque hábil e entrosado se não fosse outra boa contratação na pausa de inverno: o volante peruano Renato Tapia, emprestado pelo Feyenoord, que fortaleceu o poder de marcação. E os Tricolores fizeram um returno até melhor do que o primeiro turno, com atuações notáveis fora de casa: foram o terceiro melhor time do campeonato fora de seu estádio, só abaixo de PSV e Ajax - com destaque para o 3 a 2 no Feyenoord, em pleno De Kuip.

Só que a inconstância na Eredivisie (três derrotas seguidas, entre a 19ª e a 21ª rodadas, e quatro vitórias em sequência, entre a 25º e a 28ª rodadas) fez com que o time se mirasse na Copa da Holanda, na qual vinha avançando. E os Tilburgers foram, foram, passaram pelo AZ nas semifinais via decisão de chutes da marca do pênalti, e conseguiram ir à decisão da KNVB Beker, sonhando com o que seria o título mais importante da história do clube na era moderna do futebol holandês. O Ajax acabou com o sonho, com a goleada inapelável na final da copa. E o Willem II ficou sem gás para a reta final da temporada: três derrotas nos últimos três jogos da liga. Num meio de tabela equilibrado, acabou-se o sonho de ir à repescagem por vaga na Liga Europa. Restou aos torcedores tricolores se contentarem com uma temporada elogiável - que poderia ter sido ainda melhor se o time acompanhasse o ritmo do ataque...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Parada obrigatória: Willem II

Fran Sol é um dos melhores atacantes da temporada na Holanda. O Willem II ainda pode melhorar um pouco (Pro Shots)
Posição: 12º lugar, com 19 pontos
Técnico: Adrie Koster
Time-base: Wellenreuther; Lewis, Heerkens, Meissner (Dankerlui) e Palacios Espinoza; Pol Llonch, Daniel Crowley e Anita; Özbiliz, Fran Sol e Avdijaj
Maior vitória: Willem II 5x0 Heracles Almelo (3ª rodada)
Maior derrota: PSV 6x1 Willem II (4ª rodada)
Copa da Holanda: classificado para as quartas de final, nas quais enfrentará o Twente
Competição europeia: nenhuma
Artilheiro: Fran Sol (atacante), com 13 gols
Destaque: Fran Sol (atacante)
Objetivo do início: escapar do rebaixamento
Avaliação: Dá para resumir a temporada dos Tricolores em uma frase: se a defesa estivesse vivendo uma fase esplendorosa como a que o ataque viveu neste primeiro turno, o Willem II poderia estar surpreendendo na Eredivisie. Mas ainda não decolou definitivamente
Fará intertemporada em... Portugal, proximamente ao balneário de Faro, no Algarve

O sol já tinha brilhado no Willem II, na temporada passada. Pelo menos, Fran Sol: o atacante espanhol tivera um tumor testicular quando já balançava as redes, entrara em recuperação, voltara a campo... e quase fora goleador do Campeonato Holandês, com 16 gols. A Eredivisie atual começou, e Fran Sol continuou brilhando: demorou duas rodadas para marcar, mas quando voltou a balançar as redes, fez três gols nos 5 a 0 diante do Heracles Almelo, na terceira rodada. E quem marcou o gol da honra que restou na goleada do PSV - 6 a 1, na 4ª rodada? Quem marcou o gol do empate em 1 a 1 contra o Feyenoord, na oitava rodada? Quem fez os dois gols da ótima vitória sobre o AZ - 2 a 0, na 14ª rodada? Pois é: estes foram apenas alguns dos 13 gols do atacante espanhol pelos Tricolores nesta temporada, que o levaram a disputar a artilharia do campeonato de igual para igual com a dupla do PSV, Luuk de Jong e Hirving Lozano. Além do mais, já é o estrangeiro a ter feito mais gols num só ano com a camisa do clube de Tilburg.

Para melhorar a situação, Fran Sol tem a seu lado alguns nomes que melhoraram o nível técnico do time na temporada. Como o meio-campista Dan Crowley, bem na criação de jogadas. Ou como o alemão Donis Avdijaj, acertada contratação, que se movimenta para abrir espaços ao colega - isso, quando o próprio Avdijaj não faz os gols. Tal volúpia ofensiva ajuda o Willem II a fazer campanha promissora: quarto melhor time nos jogos fora de casa, rondando o meio da tabela, sempre ensaiando decolar rumo à disputa da repescagem por vaga na Liga Europa. Então, por quê a "decolagem" ainda não aconteceu?

Porque o Willem II ainda tem algumas fragilidades na defesa - a começar pela lateral esquerda, na qual falta uma opção a Diego Palacios (experiente, Vurnon Anita já é mais um meia-esquerda). De quebra, na última rodada, quatro jogadores (o goleiro Timon Wellenreuther, o zagueiro Thomas Meissner, o meio-campo Atakan Akkaynak e o citado Avdijaj) foram suspensos por alguns dias, após má conduta. Voltarão para a intertemporada após o "castigo". E a partir daí, o Willem II buscará fazer no resto do time o que Fran Sol já faz no ataque.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Guia da Eredivisie 2018/19: Willem II

Fran Sol teve garra para se recuperar de um tumor testicular e ser o destaque do Willem II em 2017/18. Precisará ser assim de novo para evitar sofrimentos à torcida (Ronald Bonestroo/VI Images)
Willem II 

Cidade: Tilburg 
Estádio: Koning Willem II (capacidade para 14.500 torcedores)
Apelidos: Tilburgers, Tricolores
Títulos: 3 Campeonatos Holandeses
Patrocínio: Destil (loja de equipamentos para empresas)
Técnico: Adrie Koster
Destaque: Fran Sol (atacante)
Fique de olho: Atakan Akkaynak (meio-campista)
Brasileiros no grupo de jogadores: nenhum
Temporada passada: 13º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: escapar do rebaixamento
Amistosos de pré-temporada:
7 de julho - Seleção de Diessen 0x10 Willem II
11 de julho - Dongen 0x9 Willem II
14 de julho - Willem II 1x1 Gent-BEL
21 de julho - Willem II 0x0 Al Khor-CAT
25 de julho - Willem II 0x2 Sparta Rotterdam
4 de agosto - Willem II 0x2 Aris-GRE
Principais chegadas: Thomas Meissner (D, ADO Den Haag), Diego Palacios (D, Aucas-EQU), James McGarry (D, Wellington Phoenix-NZE), Vurnon Anita (D/M, Leeds United-ING)Dimitris Kolovos (M, Mechelen-BEL), Pol Llonch (M, Wisla Krakow-POL), Dries Saddiki (M, Fortuna Sittard), Atakan Akkaynak (M, Bayer Leverkusen-ALE) e Aras Özbiliz (A, Besiktas-TUR)
Principais saídas: Darryl Lachman (D, Zwolle), [Konstantinos Tsimikas (D, Olympiacos-GRE)], [Jop van der Linden (D, AZ)], Ben Rienstra (M, AZ), [Pedro Chirivella (M, Liverpool-ING)], Thom Haye (M, Lecce-ITA), [Ismail Azzaoui (A, Wolfsburg-ALE)] e Bartholomew Ogbeche (A, não renovou contrato)
Valor de mercado: 11,75 milhões de euros (via Transfer Markt)

Legenda
Jogador (posição, clube)
Transferência definitiva
[Transferência definitiva após empréstimo]
Empréstimo
[retorno de empréstimo]

Ao mesmo tempo em que tudo mudou no clube de Tilburg, nada mudou. A aposta para tirar a equipe tricolor de situações difíceis seguirá sendo a mesma: Fran Sol, o atacante em quem a torcida mais confia - auxiliado por Jordy Croux. Na defesa, o goleiro alemão Timon Wellenreuther recuperou a vaga perdida no meio da temporada passada, mas Mattijs Branderhorst estará a postos para qualquer imprevisto. Além disso, nomes como Freek Heerkens e Fernando Lewis continuaram em Tilburg para este campeonato que se inicia. Fora isso, tudo mudou. A começar pelo técnico: o experiente Adrie Koster (com passagens pelo Ajax e pela seleção holandesa sub-21).

Koster viu muitos jogadores importantes deixarem o clube nesta janela - fossem retornando a seus clubes após empréstimos (casos do lateral esquerdo Tsimikas e do atacante Azzaoui) ou sendo vendidos (casos do lateral direito Lachman e, principalmente, do meio-campista Thom Haye). Restou sair às compras. E alguns dos reforços já estão dando pinta de titulares para o novo treinador - casos de Dries Saddiki, Atakan Akkaynak e do espanhol Pol Llonch, todos no meio-campo. Porém, os resultados têm sido ruins na pré-temporada. E as novas caras precisam se entrosar com as antigas. Para que uma coisa importante mude no Willem II: o resultado. As dificuldades de 2017/18, só resolvidas no final da temporada, não podem se repetir.