sábado, 18 de abril de 2026

Testadas e aprovadas

Com um time jovem, a seleção feminina da Holanda (Países Baixos) se saiu muito bem contra a França, nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Até melhor do que as expectativas. Está na frente, na disputa pela vaga direta (Tobias Kleuver/ANP/Getty Images)

Com jogadoras tão jovens, tendo de substituir nomes de experiência indiscutível, seria até esperado ver a seleção feminina da Holanda (Países Baixos) fraquejando nas duas partidas contra a França, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo Feminina. Só que a nova geração deu a impressão de que já está pronta. Deu ao técnico Arjan Veurink uma daquelas "dores-de-cabeça" de que todo treinador gosta. Porque várias jogadoras jovens aproveitaram a chance para se afirmar: de Veerle Buurman, na defesa, a Esmee Brugts, no ataque, passando por Wieke Kaptein e Damaris Egurrola Wienke, no meio. E tanto a vitória por 2 a 1, em casa, quanto o empate por 1 a 1 contra as francesas, fora, deixaram grande satisfação em quem acompanha o futebol de mulheres nos Países Baixos.

No primeiro jogo, em Breda, o começo deu a impressão de que as desatenções decisivas seguiriam: um erro de Veerle Buurman, e Marie-Antoinette Katoto ficou livre - perdeu o gol, mas de qualquer forma, estava impedida. Porém, aos poucos a Holanda ousou mais. Como num chute de Victoria Pelova, por cima do gol, aos 7'. Ou como no minuto seguinte, quando Esmee Brugts já deu o sinal do destaque ofensivo que teria, arriscando o gol chutando antes do meio-campo - a bola foi para fora. E finalmente, aos 11', uma jogada de bola parada foi aproveitada, consolidando um "conto de fadas": Lynn Wilms mandou a bola para a área, em falta, e Renée van Asten - justamente ela, justamente a estreante em convocações, justamente a titular pela primeira vez - completou para fazer 1 a 0 para as Leoas Laranjas. Os abraços de todas as companheiras de time, celebrando o gol de Van Asten, poderia ter sido um final feliz. Mas havia muito jogo pela frente.

Van Asten (de frente): a estreante viveu um conto de fadas no primeiro jogo contra as francesas, ao começar como titular e marcar o primeiro gol (Marcel van Dorst/EYE4IMAGES/NurPhoto/Getty Images)

E neste jogo, aos poucos, a França ficou com a bola, como até esperado para um time tão ofensivo, com atacantes experientes. Porém, também se viu uma Holanda organizada defensivamente, como poucas vezes. Além das quatro defensoras escaladas, as meio-campistas retornavam frequentemente, com Damaris Egurrola sendo muito elogiada pela atenção e precisão nos desarmes. Era organização... mas também era risco. Por mais que a equipe dos Países Baixos resistisse, por mais que a França só houvesse criado uma chance de gol em todo o primeiro tempo (aos 26', Kadidiatou Diani cruzou e Katoto cabeceou para fora), era necessário ter uma saída para contra-atacar - até porque Wieke Kaptein, atenta no meio-campo, poderia acelerar a jogada para Brugts ou mesmo Lineth Beerensteyn. Ela não surgiu, e depois do intervalo, um azar de Daphne van Domselaar - de volta ao gol das Leoas Laranjas - abriu o caminho do empate francês, aos 54': Sandy Baltimore passou por Lynn Wilms na direita da área, chutou quase sem ângulo, mas a bola bateu na perna esquerda da goleira holandesa e entrou.

Noutros tempos, o empate teria aberto o caminho para a França crescer. Não abriu no primeiro jogo, porque Van Domselaar se recuperou da falha no gol, do melhor jeito possível: duas excelentes defesas, aos 61' (bloqueando chute de Diani à queima-roupa, após cruzamento de Anaële Le Moguedec) e aos 66' (Baltimore arriscou de fora da área, no ângulo). As Leoas Laranjas seguiam concentradas defensivamente. E num lance que uniu três das melhores holandesas em campo, veio o gol da vitória: Van Asten dominou e tocou, Kaptein lançou em profundidade, Brugts dominou, correu livre até a área e chutou cruzado para fazer 2 a 1. Com espaço aberto, os Países Baixos até poderiam ter feito o terceiro gol (aos 82', Wilms lançou, Chasity Grant completou, mas Griedge Mbock-Bathy conseguiu bloquear na pequena área). Ainda assim, conseguiram bloquear todo e qualquer espaço das francesas para chute. E após onze anos, festejaram em Breda a primeira vitória sobre as Azuis. Já era muita coisa. Poderia ser mais.

Para que fosse mais, a vitória seria necessária em Auxerre. Só que a França, novamente, começou pressionando desde o começo. A Holanda se ancorava demais em Brugts para acelerar suas (raras) tentativas de ataque - Lineth Beerensteyn só tentou algo aos 8', num cruzamento para fora. Pelo menos, houve uma boa chance das Leoas Laranjas, aos 11': Wieke Kaptein cruzou, Brugts finalizou de primeira (da entrada da área), e a goleira Pauline Peyraud-Magnin espalmou para fora. 

De todo modo, as francesas seguiam pressionando mais. Tiveram uma boa chance aos 16', quando Clara Matéo arriscou chute da entrada da área, e a bola só saiu após desvio em Brugts, para escanteio. Contudo, não só a defesa holandesa seguia bem postada, como aos poucos, havia espaço para Wieke Kaptein aparecer e tentar acelerar as saídas de bola para Brugts, ou Beerensteyn, ou mesmo para Romée Leuchter (das três atacantes, a que menos se destacou). Só aí a França decidiu voltar a usar uma de suas principais qualidades ofensivas: as bolas paradas. Assim conseguiu fazer 1 a 0, nos acréscimos do 1º tempo: após escanteio ensaiado, Sandy Baltimore - novamente com boa atuação - cruzou, e Marie-Antoinette Katoto cabeceou para as redes.

Pelo menos no começo do segundo tempo, a pressão francesa foi a mesma. Só que, na hora da finalização, na hora de acertar o gol, as Azuis perdiam chances. Foi assim com Grace Geyoro, logo aos 49'; com Sandy Baltimore, aos 61'; e com Sakina Karchaoui (fazendo 100 jogos pela seleção francesa), aos 74'. Por mais que a saída da Holanda para os contra-ataques tivesse sérias dificuldades - Beerensteyn caiu de produção no segundo tempo -, a França perdia suas chances de resolver a partida. Teve a punição.

Crescendo no decorrer do jogo, muito segura no meio-campo, capitã por alguns minutos (aos 20 anos de idade!): Wieke Kaptein se credenciou como líder das Leoas Laranjas (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images)

Porque, aos 76', Élisa de Almeida transformou uma jogada que seria tiro de meta (a bola sairia pela linha de fundo após Brugts cruzar) em sequência. Brugts correu, dominou pela esquerda, cruzou, e Wieke Kaptein coroou um dia marcante em sua carreira - capitã das Leoas Laranjas aos 20 anos, após a substituição de Beerensteyn -, cabeceando ("Acho que foi meu primeiro gol de cabeça, sou ruim nisso", brincou com a ESPN holandesa) para empatar o jogo. O valioso ponto poderia ser posto a perder logo após o gol, aos 78', após a própria Kaptein errar na saída de bola, mas Geyoro mandou a bola no travessão. Cada vez mais nervosas, as francesas erraram a maioria dos ataques. E só tiveram chance numa jogada polêmica, já nos acréscimos, em que Renée van Asten puxou Mélvine Malard, que a pisou na área... e o suposto pênalti de Van Asten foi ignorado pela juíza italiana Maria Caputi.

Nada mais perturbaria os dois ótimos resultados, que deixaram a Holanda no controle de sua condição para ir à Copa do Mundo Feminina, em 2027, líder isolada que agora é de seu grupo. A impressão final era indiscutível: as jovens tinham sido testadas e aprovadas. Estão prontas para as partidas decisivas de junho, contra Irlanda (dia 5, fora de casa) e Polônia (dia 9, em casa), que valem a vaga no Mundial.

Eliminatórias da Copa do Mundo Feminina da FIFA - Europa - Grupo A2

Holanda 2x1 França
Data: 14 de abril de 2025
Local: Rat Verlegh (Breda)
Árbitra: Marta Huerta de Aza (Espanha)
Gols: Renée van Asten, aos 11', Sandy Baltimore, aos 54', e Esmee Brugts, aos 67'

HOLANDA
Daphne van Domselaar; Lynn Wilms, Veerle Buurman, Renée van Asten e Marisa Olislagers (Janou Levels, aos 60'); Victoria Pelova (Ella Peddemors, aos 69'), Damaris Egurrola Wienke e Wieke Kaptein; Lineth Beerensteyn, Romée Leuchter (Chasity Grant, aos 60') e Esmee Brugts (Lotte Keukelaar, aos 90' + 1). Técnico: Arjan Veurink 

FRANÇA
Pauline Peyraud-Magnin; Melween N'Dongala (Kelly Gago, aos 87'), Griedge Mbock-Bathy, Maëlle Lakrar e Mélvine Malard (Clara Matéo, aos 78'); Sandy Baltimore, Anaële Le Moguedec e Oriane Jean-François (Grace Geyoro, aos 61'); Marie-Antoinette Katoto, Sakina Karchaoui (Naomie Feller, aos 87') e Kadidiatou Diani. Técnico: Laurent Bonadei


França 1x1 Holanda
Data: 18 de abril de 2025
Local: Abbé-Deschamps (Auxerre)
Árbitra: Maria Caputi (Itália)
Gols: Marie-Antoinette Katoto, aos 45' + 1, e Wieke Kaptein, aos 76'

FRANÇA
Pauline Peyraud-Magnin; Alice Sombath (Laurina Fazer, aos 85'), Élisa de Almeida, Griedge Mbock-Bathy e Sandy Baltimore; Grace Geyoro, Oriane Jean-François (Kelly Gago, aos 85') e Sakina Karchaoui; Clara Matéo (Delphine Cascarino, aos 61'), Marie-Antoinette Katoto (Mélvine Malard, aos 71') e Kadidiatou Diani (Thiniba Samoura, aos 61'). Técnico: Laurent Bonadei

HOLANDA
Daphne van Domselaar; Lynn Wilms, Veerle Buurman, Renée van Asten e Janou Levels; Wieke Kaptein, Damaris Egurrola Wienke e Victoria Pelova; Esmee Brugts (Ella Peddemors, aos 90' + 2), Romée Leuchter (Chasity Grant, aos 46') e Lineth Beerensteyn (Lotte Keukelaar, aos 64'). Técnico: Arjan Veurink 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Fichário: os jogos e os vídeos da 30ª rodada da Eredivisie 2025/26

Twente 2x1 Volendam (sexta-feira, 10 de abril de 2026)

Local: De Grolsch Veste (Enschede)
Árbitro: Robin Hensgens
Gols: Ruud Nijstad, aos 2', Kristian Hlynsson, aos 34', e Nordin Bukala, aos 74' 
Jogo resumido: O rápido gol de Nijstad ajudou o Twente a controlar a partida, fazendo sua parte para obter a terceira vitória seguida e continuar com a perspectiva de alcançar a segunda posição da liga - algo plenamente possível, por restarem jogos diretos contra NEC, AZ e PSV. Os Tukkers crescem

TWENTE
Lars Unnerstall; Bart van Rooij (Max Bruns, aos 75'), Stav Lemkin, Ruud Nijstad e Mats Rots; Ramiz Zerrouki (Mathias Kjølø, aos 63') e Thomas van den Belt; Ricky van Wolfswinkel (Taylor Booth, aos 75'), Kristian Hlynsson (Robin Pröpper, aos 89') e Sondre Ørjasæter (Marko Pjaca, aos 63'); Sam Lammers. Técnico: John van den Brom

VOLENDAM
Kayne van Oevelen; Precious Ugwu, Mawouna Kodjo Amevor, Luca Blondeau e Yannick Leliendal; Robin van Cruijsen (Nordin Bukala, aos 72') e Gibson Yah (Aurelio Oehlers, aos 46'); Leandro Bacuna, Anthony Descotte (Henk Veerman, aos 72') e Joel Ideho (Benjamin Pauwels, aos 75'); Brandley Kuwas (Robert Mühren, aos 62'). Técnico: Rick Kruys


Utrecht 4x1 Telstar (sábado, 11 de abril de 2026)

Local: De Galgenwaard (Utrecht)
Árbitro: Danny Makkelie
Gols: Matisse Didden, aos 13', Danny Bakker, aos 58', Gjivai Zechiël, aos 61', Dani de Wit, aos 72', e Jesper Karlsson, aos 90' + 1
Jogo resumido: O Utrecht teve um leve susto com o empate do esforçado Telstar, mas logo retomou o controle da partida, conseguiu a goleada e vai se firmando na zona de repescagem por vaga na Conference League

UTRECHT
Vassilis Barkas; Niklas Vesterlund, Matisse Didden, Mike van der Hoorn e Souffian El Karouani (Emeka Adiele, aos 90'); Alonzo Engwanda, Dani de Wit e Gjivai Zechiël (Siebe Horemans, aos 87'); Ángel Alarcón (Jesper Karlsson, aos 76'), Artem Stepanov (Sébastien Haller, aos 90') e Yoann Cathline. Técnico: Ron Jans

TELSTAR
Ronald Koeman Jr.; Neville Ogidi Nwankwo,  Guus Offerhaus e Danny Bakker; Tyrese Noslin (Soufiane Hetli, aos 75'), Cédric Hatenboer (Kay Tejan, aos 84'), Tyrone Owusu e Jeff Hardeveld; Jochem Ritmeester van de Kamp (Nils Rossen, aos 63'), Sem van Duijn (Rojendro Oudsten, aos 75') e Patrick Brouwer (Jelani Seedorf, aos 84'). Técnico: Anthony Correia


Sparta Rotterdam 0x2 PSV (sábado, 11 de abril de 2026)

Local: Het Kasteel (Roterdã)
Árbitro: Alex Bos
Gols: Ricardo Pepi, aos 45' + 4, e Ismael Saibari, aos 80'
Jogo resumido: Nem mesmo o tricampeonato já garantido na rodada passada tirou a competitividade do PSV. O time de Eindhoven teve gol anulado antes mesmo dos cinco minutos de bola rolando, dominou os Spartanen e cumpriu tabela com mais uma vitória, dando motivos para a festa seguir

SPARTA ROTTERDAM
Joël Drommel; Shurandy Sambo (Saïd Bakari, aos 81'), Marvin Young, Mike Kleijn (Giannino Vianello, aos 64') e Teo Quintero; Ayoni Santos (Pelle Clement, aos 81'), Julian Baas, Joshua Kitolano e Shunsuke Mito (Casper Terho, aos 58'); Vito van Crooij; Tobias Lauritsen (Milan Zonneveld, aos 82'). Técnico: Maurice Steijn

PSV
Matej Kovar; Kiliann Sildillia, Ryan Flamingo (Fabian Merién, aos 87'), Yarek Gasiorowski e Mauro Júnior; Paul Wanner, Guus Til e Ismael Saibari (Esmir Bajraktarevic, aos 81'); Noah Fernandez (Joël van den Berg, aos 70'), Ricardo Pepi (Myron Boadu, aos 81') e Ivan Perisic (Couhaib Driouech, aos 70'). Técnico: Peter Bosz


Groningen 0x0 Go Ahead Eagles (sábado, 11 de abril de 2026)

Local: Euroborg (Groningen)
Árbitro: Joey Kooij
Jogo resumido: O Groningen chegou mais ao ataque no primeiro tempo, parando nas defesas do goleiro De Busser. Com algumas alterações, o Go Ahead Eagles cresceu na etapa final. Porém, nenhum dos dois times conseguiu trazer perigo real ao ataque. O Go Ahead se deu melhor com o empate

GRONINGEN
Etienne Vaessen; Marco Rente, Thijmen Blokzijl, Dies Janse e Marvin Peersman; Tika de Jonge e Tygo Land (Mats Seuntjens, aos 74'); Younes Taha (Travis Hernes, aos 52'), David van der Werff (Brynjólfur Willumsson, aos 74') e Jorg Schreuders; Thom van Bergen. Técnico: Dick Lukkien

GO AHEAD EAGLES
Jari de Busser; Alfons Sampsted (Dean James, aos 69'), Julius Dirksen (Evert Linthorst, aos 80'), Joris Kramer e Aske Adelgaard; Soren Tengstedt (Jaden Slory, aos 60'), Melle Meulensteen, Jakob Breum e Mathis Suray (Thibo Baeten, aos 80'); Oliver Edvardsen e Stefán Sigurdarson (Finn Stokkers, aos 69'). Técnico: Melvin Boel


Heracles Almelo 0x3 Ajax (sábado, 11 de abril de 2026)

Local: Polman/Asito Stadion (Almelo)
Árbitro: Martin van den Kerkhof
Gols: Mika Godts, aos 16', e Steven Berghuis, aos 17' e aos 47'
Jogo resumido: O Ajax dominou o Heracles, como se esperava, construindo a vantagem ainda no início do jogo. Enquanto os Ajacieden ainda tentam fazer sua parte em busca de uma vaga na Liga dos Campeões, os Heraclieden amargam um rebaixamento cada vez mais próximo

HERACLES ALMELO
Remko Pasveer; Jannes Wieckhoff (Djevencio van der Kust, aos 55'), Damon Mirani, Alec van Hoorenbeeck e Ivan Mesík (Walid Ould-Chikh, aos 65'); Sem Scheperman e Thomas Bruns (Sava Cestic, aos 46'); Tristan van Gilst (Erik Ahlstrand, aos 55'), Mario Engels e Naci Ünüvar (Luka Kulenovic, aos 54'); Lequincio Zeefuik. Técnico: Ernest Faber

AJAX
Maarten Paes; Anton Gaaei, Josip Sutalo, Youri Baas e Lucas Rosa; Jorthy Mokio, Ko Itakura (Takehiro Tomiyasu, aos 66') e Oscar Gloukh (Sean Steur, aos 83'); Steven Berghuis (Oliver Edvardsen, aos 84'), Wout Weghorst e Mika Godts (Aaron Bouwman, aos 87'). Técnico: Óscar García 


Fortuna Sittard 1x1 NAC Breda (domingo, 12 de abril de 2026)

Local: Fortuna Sittard Stadion (Sittard)
Árbitro: Jeroen Manschot
Gols: Kristoffer Peterson, aos 56', e Mohamed Nassoh, aos 90' + 2
Jogo resumido: As emoções foram surgindo aos poucos. Após um primeiro tempo bastante monótono, o Fortuna Sittard se empolgou mais ao abrir o placar. Mas o NAC Breda fez alterações, começou a chutar a gol... e teve o prêmio por isso: um empate valioso para tentar sair da penúltima posição

FORTUNA SITTARD
Luuk Koopmans; Neraysho Kasanwirjo, Shawn Adewoye, Justin Hubner e Jasper Dahlhaus; Phillip Brittijn e Syb van Ottele (Iván Márquez, aos 86'); Dimitris Limnios (Mohamed Ihattaren, aos 68'), Lance Duijvestijn (Owen Johnson, aos 86') e Kristoffer Peterson (Yassin Oukili, aos 68'); Kaj Sierhuis (Paul Gladon, aos 69'). Técnico: Danny Buijs

NAC BREDA
Daniel Bielica; Denis Odoi, Leo Greiml, Clint Leemans e Boy Kemper; Fredrik Oldrup Jensen (Amine Salama, aos 65') e Kamal Sowah (Pepijn Reulen, aos 78'); Juho Talvitie (Brahim Ghalidi, aos 65'), Lewis Holtby (Mohamed Nassoh, aos 37') e Raul Paula; André Ayew (Moussa Soumano, aos 78'). Técnico: Carl Hoefkens


NEC 1x1 Feyenoord (domingo, 12 de abril de 2026)

Local: De Goffert (Nijmegen)
Árbitro: Serdar Gözübüyük
Gols: Ayase Ueda, aos 18', e Danilo, aos 90' + 7
Jogo resumido: Em jogo decisivo pelo segundo lugar (e pela vaga na Liga dos Campeões a que ele dá direito), o Feyenoord foi eficiente, abriu o placar. E sua defesa foi quase perfeita, com o NEC atacando, mas parando no goleiro, na própria falta de pontaria... até Danilo arrancar o empate nos acréscimos

NEC
Gonzalo Crettaz; Eli Dasa (Koki Ogawa, aos 77'), Philippe Sandler (Deveron Fonville, aos 62') e Ahmetcan Kaplan (Bram Nuytinck, aos 69'); Sami Ouaissa, Darko Nejasmic, Kodai Sano e Basar Önal; Tjaronn Chery, Bryan Linssen (Danilo, aos 77') e Noé Lebreton (Youssef El Kachati, aos 69'). Técnico: Dick Schreuder

FEYENOORD
Timon Wellenreuther; Mats Deijl, Tsuyoshi Watanabe, Thijs Kraaijeveld (Jeremiah St. Juste, aos 87') e Jordan Lotomba; Oussama Targhalline, Luciano Valente (Gernot Trauner, aos 90' + 2) e Jakub Móder; Anis Hadj-Moussa (Gonçalo Borges, aos 90' + 3'), Ayase Ueda (Casper Tengstedt, aos 87') e Tobias van den Elshout (Aymen Sliti, aos 80'). Técnico: Robin van Persie


Zwolle 2x2 Excelsior (domingo, 12 de abril de 2026)

Local: MAC³Park Stadion (Zwolle)
Árbitro: Rob Dieperink
Gols: Thijs Oosting, aos 3', Derensili Sanches Fernandes, aos 16', Odysseus Velanas, aos 60', e Szymon Wlodarczyk, aos 80'
Jogo resumido: Tentando mostrar recuperação após a goleada sofrida contra o Go Ahead Eagles, o Zwolle foi bem melhor e mais ativo em campo. Mas o Excelsior se valeu das bolas cruzadas, e empatou um jogo movimentado. O ponto ganho alivia ambos contra o rebaixamento - principalmente o Zwolle

ZWOLLE
Tom de Graaff; Olivier Aertssen, Simon Graves, Anselmo García MacNulty e Sherel Floranus; Zico Buurmeester e Ryan Thomas (Tristan Gooijer, aos 61'); Younes Namli, Thijs Oosting e Odysseus Velanas (Kaj de Rooij, aos 61'); Koen Kostons (Thomas Buitink, aos 74'). Técnico: Henry van der Vegt

EXCELSIOR
Stijn van Gassel; Ilias Bronkhorst, Rick Meissen (Szymon Wlodarczyk, aos 79'), Casper Widell e Arthur Zagré; Lennard Hartjes e Lewis Schouten (Emil Hansson, aos 61'); Derensili Sanches Fernandes, Irakli Yegoian (Mike van Duinen, aos 79') e Gyan de Regt; Noah Naujoks. Técnico: Ruben den Uil


AZ 2x0 Heerenveen (domingo, 12 de abril de 2026)

Local: AFAS Stadion (Alkmaar)
Árbitro: Marc Nagtegaal
Gols: Sven Mijnans, aos 7' e aos 8', e Troy Parrott, aos 71'
Jogo resumido: Com o começo fulgurante que teve, fazendo dois gols antes mesmo dos dez minutos, o AZ ensaiou uma goleada. Não chegou a tanto, mas a imposição dos Alkmaarders sobre o Fean foi o que a torcida quer ver na próxima quinta, pela Conference League, e na final da Copa da Holanda

AZ
Rome-Jayden Owusu-Oduro; Elijah Dijkstra, Wouter Goes, Alexandre Penetra e Mees de Wit (Mateo Chávez, aos 76'); Jordy Clasie (Kasper Boogaard, aos 46'), Sven Mijnans e Kees Smit (Matej Sín, aos 83'); Isak Jensen, Troy Parrott (Mexx Meerdink, aos 83') e Ro-Zangelo Daal (Weslley Patati, aos 75'). Técnico: Leeroy Echteld

HEERENVEEN
Bernt Klaverboer; Oliver Braude, Sam Kersten, Maas Willemsen (Hristiyan Petrov, aos 80') e Vasilis Zagaritis (Mats Egbring, aos 76'); Joris van Overeem e Marcus Linday; Jacob Trenskow, Ringo Meerveld (Luuk Brouwers, aos 76') e Maxence Rivera (Luca Oyen, aos 80'); Lasse Nordås (Dylan Vente, aos 46'). Técnico: Robin Veldman

sexta-feira, 10 de abril de 2026

A hora da provação

Com a maioria das jogadoras veteranas fora da convocação por estarem machucadas, as jovens serão provadas nos difíceis jogos da Holanda (Países Baixos) contra a França, nas Eliminatórias da Copa Feminina (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images)

Dominique Janssen, escolhida como capitã? Está fora, machucada. Daniëlle van de Donk, de volta? Nada: também lesionada. Vivianne Miedema? Novamente e lamentavelmente, com problemas físicos. Assim como Jackie Groenen e Jill Roord, também veteranas. Dias depois da apresentação das convocadas no centro de treinamentos da federação, na cidade de Zeist, Caitlin Dijkstra também foi cortada. E a seleção feminina da Holanda (Países Baixos) terá várias jogadoras jovens - não necessariamente inexperientes, mas jovens - para se provarem justamente nos dois momentos mais cruciais de seu grupo nas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo Feminina de 2027: os jogos contra a França, considerada favorita à vaga direta, em casa (na próxima terça, 14, às 15h45 de Brasília, em Breda) e fora (no sábado, 18, às 16h10 de Brasília, na cidade francesa de Auxerre).

Ter tantas jogadoras importantes e experientes machucadas foi um fator obviamente lamentado pelo técnico Arjan Veurink, na entrevista coletiva da quarta-feira passada: "Toda vez que a médica da comissão me telefonava, eu me arrependia de atender. O fato de perdermos nomes experientes e precisarmos de novas convocações fala por si. Mas tento seguir calmo, e manter o foco nas jogadoras que estão aqui, porque isso abre espaço para elas". E Veurink repetiu uma queixa feita muitas vezes por seu antecessor, Andries Jonker: o perigo de lesões a que o suposto excesso de jogos leva. "Há jogadoras que, a estas alturas, já jogaram mais minutos do que na temporada passada inteira. O calendário está se desenvolvendo muito rápido (..) Temos pouca influência nisso. Precisamos ser ouvidos, porque é pelo bem estar das jogadoras. Não que não nos ouçam, mas podemos ser mais ouvidos".

De todo modo, antes mesmo das ausências (ou até por causa delas), Veurink abre caminho para mais jovens nas convocações. Como duas estreantes nelas, a defensora Renée van Asten, do Ajax - joga como zagueira, mas pode ser colocada na lateral esquerda - e a atacante Liz Rijsbergen, do PSV (ainda estreia a zagueira Linde Veefkind, do OH Leuven belga, chamada com o corte de Dijkstra). Van Asten mostrou o tamanho de sua alegria com uma frase na chegada: "É realmente uma sensação maravilhosa. Quando recebi a ligação do técnico, atendi com a mão tremendo. Foi incrível. Ainda é difícil acreditar, mas estou muito grata". Já Rijsbergen, um pouco mais experiente, vinda de passagem pelo Twente para o PSV líder da liga holandesa feminina, foi mais serena em sua celebração: "Claro que é um sonho realizado. Ao ver que estou indo bem, só me dá mais autoconfiança".

Porém, se há jogadoras jovens estreantes, há outras que, mesmo ainda com tempo pela frente, já começam a ocupar lugar de destaque por força das lesões. Será o caso de Veerle Buurman: cada vez mais elogiada por suas atuações no Chelsea, a zagueira deve ter papel importante nos jogos contra as francesas. Aliás, segundo Buurman opinou à ESPN holandesa, o peso está nas próprias partidas em si: "Acho que são os jogos mais importantes sob o novo técnico, até agora. A França é uma das principais seleções que se tem". Outra jovem que já tem grande experiência pelas Leoas Laranjas, Esmee Brugts, ainda mantém reservas quanto a ser uma líder: "Não sou muito de falar, prefiro deixar que meus pés falem por mim". Mas reconheceu que sua importância e suas condições cresceram, com a boa fase que vive no Barcelona: "Fui escalada três vezes, e nas três joguei os noventa minutos [em sequência de três jogos do Barcelona contra o Real Madrid, por Liga dos Campeões e Campeonato Espanhol feminino]. É pesado. Mas estou um pouco mais forte para isso".

Em boa fase no Barcelona, Esmee Brugts pode ser uma das líderes, muito embora se defina como de poucas palavras (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images)

É com Brugts e com outras "jovens experientes" em ótima fase, como a goleira Daphne van Domselaar (ficou um dia sem treinar, adoentada, mas já voltou aos treinos e já está em ritmo de jogo no Arsenal), a lateral direita Lynn Wilms (em grande momento no Aston Villa) e a atacante Romée Leuchter (ainda no Paris Saint-Germain, mas já cogitada em outros clubes competitivos), que as Leoas Laranjas contam para tentarem superar as más memórias de jogos recentes contra a França, como Brugts reconheceu, lembrando os 5 a 2 pespegados pelas francesas que selaram a eliminação na fase de grupos da Euro feminina passada. Até porque Arjan Veurink sinalizou confiança: "Quero mostrar a essas jogadoras que também podemos desafiar a França com este grupo". Pois bem: é a hora da provação para todas elas.

As 24 convocadas da Holanda (Países Baixos) para as datas FIFA

GOLEIRAS: Lize Kop (Tottenham Hotspur-ING), Daphne van Domselaar (Arsenal-ING) e Daniëlle de Jong (Juventus-ITA)

DEFENSORAS: Lynn Wilms (Aston Villa-ING), Veerle Buurman (Chelsea), Linde Veefkind (OH Leuven-BEL), Ilse van der Zanden (Fiorentina-ITA), Marisa Olislagers (Brighton-ING), Janou Levels (Wolfsburg-ALE) e Renée van Asten (Ajax)

MEIO-CAMPISTAS: Damaris Egurrola Wienke (OL Lyonnes-FRA), Wieke Kaptein (Chelsea-ING), Victoria Pelova (Arsenal-ING), Ella Peddemors (Wolfsburg-ALE), Lotte Keukelaar (Real Madrid-ESP), Lynn Groenewegen (Twente), Kayleigh van Dooren (Milan-ITA) e Nina Nijstad (PSV)

ATACANTES: Lineth Beerensteyn (Wolfsburg-ALE), Romée Leuchter (Paris Saint Germain-FRA), Esmee Brugts (Barcelona-ESP), Chasity Grant (Aston Villa-ING) e Liz Rijsbergen (PSV)

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Fichário das mulheres: os jogos e os vídeos da 18ª rodada da Eredivisie feminina 2025/26

PSV 1x1 Ajax (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Philips Stadion (Eindhoven) 
Árbitro: Nick Tunnissen
Gols: Renate Jansen, aos 63', e Renée van Asten, aos 80'
Jogo resumido: No primeiro clássico da reta final a interferir na disputa do título, o Ajax foi mais constante no ataque. Só que o PSV, mais seguro, abriu o placar aproveitando falha da goleira Van Eijk. Depois os visitantes de Amsterdã empataram, mas o empate foi lamentado. Pelo menos, o Twente caiu

PSV
Nicky Evrard; Sisca Folkertsma, Janice Cayman e Melanie Bross; Sara Thrige (Emma Frijns, aos 52'), Lore Jacobs (Chimera Ripa, aos 62'), Nina Nijstad e Laura Strik (Robine Lacroix, aos 76'); Riola Xhemaili (Renate Jansen, aos 62'), Fenna Kalma e Liz Rijsbergen (Shanice van de Sanden, aos 83'). Técnico: Roeland ten Berge

AJAX
Regina van Eijk; Jonna van de Velde, Jade van Hensbergen, Daniëlle Noordermeer (Nurija van Schoonhoven, aos 79') e Amber Visscher; Sherida Spitse e Renée van Asten; Elisa van Dijk (Daliyah de Klonia, aos 56'), Danique Noordman (Ranneke Derks, aos 90') e Xanne Kip; Joëlle Smits. Técnica: Anouk Bruil 


Twente 0x1 ADO Den Haag (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Het Sportpark Schreurserve (Enschede)  
Árbitro: Dave Steenis
Gol: Victoria Boerboom, aos 54'
Jogo resumido: Após vencer jogo importante contra o rebaixamento na rodada passada, superando o Excelsior, o Den Haag deu a prova definitiva de sua reação na temporada, vencendo fora de casa e frustrando a tentativa do Twente voltar à ponta após o empate do PSV

TWENTE
Diede Lemey; Imre van der Vegt, Anna Knol, Danique van Ginkel e Alieke Tuin (Anne Gelevert, aos 62'); Sophie te Brake e Lynn Groenewegen (Suus Verdaasdonk, aos 75'); Katelyn Hendriks (Sophie Proost, aos 46'), Eva Oude Elberink e Rose Ivens (Liv Pennock, aos 62'); Jaimy Ravensbergen. Técnica: Corina Dekker

ADO DEN HAAG
Barbara Lorsheyd; Bo Vonk (Lieve Vroegdeindeweij, aos 65'), Dania Boussatta, Senna Koeleman, Jet van Mierlo e Jill van den Ende (Robin Blom, aos 65'); Yuna Sonoda, Isa van Schaik e Quinty Dupon (Deau den Turk, aos 46'); Femke Prins (Joëlle de Bondt, aos 75') e Victoria Boerboom (Gina Viehoff, aos 65'). Técnica: Sandra van Tol


Feyenoord 3x3 AZ (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Varkenoord (Roterdã) 
Árbitro: Giovanni Verhoeve
Gols: Kealyn Thomas, aos 29', Eshly Bakker, aos 33', Zera Hulswit, aos 35', Kirsten van de Westeringh, aos 64' e aos 72', Ayah Eloualidi, aos 74'
Jogo resumido: Mesmo saindo atrás, o Feyenoord ainda teve forças para conseguir ficar na frente do placar, contando com Van de Westeringh, de volta ao time titular. Porém, uma desatenção após o terceiro gol, e o AZ conseguiu o empate que atrapalhou o Stadionclub para se aproximar da ponta

FEYENOORD
Claire Dinkla; Noëlle van der Sluijs, Akari Takeshige, Celainy Obispo e Justine Brandau; Kirsten van de Westeringh, Kokona Iwasaki (Dechamaily Lont, aos 86') e Talia DellaPeruta (Tess van Bentem, aos 63'); Zera Hulswit (Fleur Stoit, aos 77'), Tori DellaPeruta e Esmee de Graaf. Técnica: Jessica Torny

AZ
Febe Copier; Camie Mol (Pleun Groot, aos 78'), Karlijn Woons, Maudy Stoop e Esme de Vries (Shanique Dessing, aos 69'); Manique de Vette; Kealyn Thomas (Fieke Kroese, aos 86'), Jet van Beijeren (Sabrine Ellouzi, aos 78') e Jasmijn van Uden; Desirée van Lunteren e Eshly Bakker (Ayah Eloualidi, aos 69'). Técnico: Wouter de Vogel


Utrecht 3x0 Zwolle (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Het Sportpark Zoudenbalch (Utrecht) 
Árbitra: Sterre Bijlsma
Gols: Joni Paliama, aos 6', Rochelity Dap, aos 59', e Nikita Tromp, aos 80'
Jogo resumido: Após o empate contra o AZ, o Utrecht conseguiu a vitória de que precisava: mesmo ainda atrás do Zwolle em critérios, já igualou a pontuação do adversário vencido neste domingo

UTRECHT
Femke Bastiaen; Kyra Koopman, Felice Hermans, Merel Bormans e Carmen Werkhoven (Soraya Verhoeve, aos 46'); Rosalie Renfurm; Sam de Jong, Joni Paliama e Tami Groenendijk; Nikita Tromp e Rochelity Dap (Lena Mahieu, aos 78'). Técnica: Linda Helbling

ZWOLLE
Oliwia Szymczak; Madelief Horst (Maureen van Drogen, aos 46'), Maud Rutgers, Mayke Lindner, Jasmijn Dijsselhof e Ilse Kemper (Britt Udink, aos 78'); Kely Pruim (Senne van der Velde, aos 75'), Chihiro Ishida e Sophie van Vugt (Lyanne Iedema, aos 78'); Ragnhéidur Jonsdóttir (Jeva Walk, aos 46') e Hanna Huizenga. Técnico: Gert Peter van de Gunst


HERA United 2x1 Heerenveen (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Sportpark Goed Genoeg (Amsterdã) 
Árbitro: Bjorn Kuipers
Gols: Aymée Altena, aos 31', Mila Lagcher, aos 71', e Fenna Meijer (contra), aos 82'
Jogo resumido: De virada, o HERA United conseguiu uma vitória mais significativa do que possa parecer. Afinal, garantiu ao estreante da primeira divisão mais uma rodada na elite

HERA UNITED
Kelly Steen; Suus de Bakker, Nicole Stoop, Hitomi Yama e Esmée Daalman; Yasmin Kleef e Dominique Bruinenberg; Eline Oudejans (Mila Lagcher, aos 60'), Inessa Kaagman (Chinatsu Kira, aos 75') e Yesmine Khanchouch (Corina Luijks, aos 79'); Samya Hassani (Jannette van Belen, aos 60'). Técnico: Ed Engelkes

HEERENVEEN
Jasmijn Resink; Lisanne Venema (Marjolein Smit, aos 79'), Indy Appelmann, Fenna Meijer e Elize van Vilsteren; Elfi Maass, Ana Nassette (Roos de Haas, aos 69'), Bente Vermeer (Floorke de Boer, aos 87') e Aymée Altena; Sterre Kroezen (Hester Algra, aos 46') e Evi Maatman (Romaïssa Boukakar, aos 79'). Técnico: Niklas Tarvajärvi


Excelsior x NAC Breda (quarta-feira, 22 de abril de 2026)

Fichário: os jogos e os vídeos da 29ª rodada da Eredivisie 2025/26

PSV 4x3 Utrecht (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: Philips Stadion (Eindhoven)
Árbitro: Serdar Gözübüyük
Gols: Artem Stepanov, aos 3', Gjivai Zechiël, aos 13', Ismael Saibari, aos 21' e aos 48', Guus Til, aos 52', Jesper Karlsson, aos 82', e Couhaib Driouech, aos 90' + 4
Jogo resumido: O Utrecht bem que tentou frustrar o PSV, abrindo 2 a 0 antes mesmo dos vinte minutos do primeiro tempo. Mas a força do ataque do líder do campeonato, empurrado por ótimas atuações de Saibari e Mauro Júnior, levou os Boeren a fazerem a sua parte. E o destino garantiu o tricampeonato

PSV
Matej Kovar; Kiliann Sildillia, Jerdy Schouten (Ryan Flamingo, aos 65'), Yarek Gasiorowski e Mauro Júnior; Joey Veerman, Paul Wanner e Ismael Saibari; Dennis Man (Esmir Bajraktarevic, aos 73'), Guus Til (Ricardo Pepi, aos 86') e Ivan Perisic (Couhaib Driouech, aos 74'). Técnico: Peter Bosz

UTRECHT
Vassilis Barkas; Siebe Horemans (Jesper Karlsson, aos 58'), Matisse Didden e Mike van der Hoorn; Niklas Vesterlund, Alonzo Engwanda, Gjivai Zechiël e Souffian El Karouani; Ángel Alarcón (Sébastien Haller, aos 77'), Artem Stepanov (David Min, aos 77') e Yoann Cathline. Técnico: Ron Jans


Telstar 0x2 Groningen (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: BUKO Stadion (Velsen-Zuid)
Árbitro: Jannick van der Laan
Gols: Dies Janse, aos 32', e Jorg Schreuders, aos 90' + 5
Jogo resumido: Mesmo com relativo equilíbrio em boa parte do primeiro tempo, abrir o placar fez bem para o Groningen, que impôs seu ritmo e conseguiu vitória importante para se manter na zona da repescagem pela Conference

TELSTAR
Ronald Koeman Jr.; Neville Ogidi Nwankwo, Guus Offerhaus e Danny Bakker; Devon Koswal (Tyrese Noslin, aos 46'), Cédric Hatenboer (Kay Tejan, aos 73'), Tyrone Owusu (Jochem Ritmeester van de Kamp, aos 73') e Jeff Hardeveld; Sem van Duijn (Jelani Seedorf, aos 87'), Nökkvi Thórisson (Soufiane Hetli, aos 28') e Patrick Brouwer. Técnico: Anthony Correia

GRONINGEN
Etienne Vaessen; Marco Rente, Thijmen Blokzijl, Dies Janse e Marvin Peersman; Tika de Jonge e Tygo Land; Younes Taha, David van der Werff (Brynjólfur Willumsson, aos 70') e Jorg Schreuders; Thom van Bergen. Técnico: Dick Lukkien


AZ 2x0 Fortuna Sittard (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: AFAS Stadion (Alkmaar)
Árbitro: Richard Martens 
Gols: Mexx Meerdink, aos 11', e Sven Mijnans, aos 15'
Jogo resumido: Os dois gols antes mesmo dos vinte minutos de bola rolando deixaram o AZ tranquilo para controlar o jogo. O Fortuna Sittard até melhorou na etapa final, tendo inclusive um gol anulado, mas foi insuficiente para tirar a vitória dos Alkmaarders

AZ
Jeroen Zoet; Billy van Duijl, Wouter Goes e Alexandre Penetra; Denso Kasius (Seiya Maikuma, aos 84'), Sven Mijnans, Kees Smit e Elijah Dijkstra (Mees de Wit, aos 77'); Weslley Patati (Jordy Clasie, aos 72'), Mexx Meerdink (Troy Parrott, aos 71') e Isak Jensen (Ayoub Oufkir, aos 77'). Técnico: Leeroy Echteld

FORTUNA SITTARD
Luuk Koopmans; Neraysho Kasanwirjo, Shawn Adewoye, Iván Márquez (Syb van Ottele, aos 46') e Jasper Dahlhaus; Philip Brittijn (Owen Johnson, aos 84') e Yassin Oukili; Dimitris Limnios (Luka Tunjic, aos 75'), Kaj Sierhuis (Kristoffer Peterson, aos 46') e Lance Duijvestijn (Samuel Bastien, aos 77'); Paul Gladon. Técnico: Danny Buijs


Ajax 1x2 Twente (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã)
Árbitro: Sander van der Eijk
Gols: Ramiz Zerrouki, aos 18', Wout Weghorst, aos 32', e Bart van Rooij, aos 79'
Jogo resumido: Mais ofensivo em campo, o Twente abriu o placar. Suportou o empate e a pressão do Ajax. E numa chance na reta final, conseguiu o gol que tanto queria, para um triunfo duplo: a vitória em si, dentro de Amsterdã, e tomar justamente do Ajax a quarta posição na tabela. E podendo ir além...

AJAX
Maarten Paes; Anton Gaaei (Kasper Dolberg, aos 90'), Josip Sutalo, Youri Baas e Lucas Rosa; Steven Berghuis (Maher Carrizo, aos 71'), Jorthy Mokio e Sean Steur; Oliver Edvardsen (Oscar Gloukh, aos 57'), Wout Weghorst (Don-Angelo Konadu, aos 71') e Mika Godts. Técnico: Óscar García (interino)

TWENTE
Lars Unnerstall; Bart van Rooij, Stav Lemkin, Ruud Nijstad e Mats Rots; Ramiz Zerrouki e Thomas van den Belt (Mathias  Kjølø, aos 84'); Daan Rots (Marko Pjaca, aos 63'), Kristian Hlynsson (Arno Verschueren, aos 90') e Sondre Ørjasæter (Ricky van Wolfswinkel, aos 84'); Sam Lammers (Robin Pröpper, aos 90'). Técnico: John van den Brom


Excelsior 0x2 NEC (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: Woudestein (Roterdã)
Árbitro: Alex Bos
Gols: Bryan Linssen, aos 30', e Basar Önal, aos 71'
Jogo resumido: Nem mesmo jogar fora de casa inibiu o NEC. Quando foi necessário, a defesa colaborou. E quando o ataque avançou, fez dois gols para retomar a terceira posição da Eredivisie. Importante, na rodada imediatamente anterior ao jogo decisivo contra o Feyenoord

EXCELSIOR
Stijn van Gassel; Ilias Bronkhorst (Adam Carlén, aos 90' + 1), Rick Meissen, Casper Widell e Arthur Zagré (Simon Janssen, aos 76'); Lennard Hartjes (Mike van Duinen, aos 76'), Noah Naujoks e Lewis Schouten; Derensili Sanches Fernandes (Szymon Wlodarczyk, aos 90' + 1), Gyan de Regt e Emil Hansson (Irakli Yegoian, aos 60'). Técnico: Ruben den Uil

NEC
Gonzalo Crettaz; Eli Dasa (Brayann Pereira, aos 81'), Philippe Sandler e Deveron Fonville (Ahmetcan Kaplan, aos 81'); Sami Ouaissa, Darko Nejasmic, Kodai Sano e Basar Önal (Dirk Proper, aos 80'); Tjaronn Chery, Bryan Linssen (Danilo, aos 81') e Noé Lebreton. Técnico: Dick Schreuder


Go Ahead Eagles 5x0 Zwolle (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: De Adelaarshorst (Deventer)
Árbitro: Danny Makkelie
Gols: Stefán Sigurdarson, aos 4', Soren Tengstedt, aos 7', Victor Edvardsen, aos 15', Aske Adelgaard, aos 56', e Jakob Breum, aos 63'
Jogo resumido: O início foi adiado em cerca de 1h30min, por desconfiança da segurança do que fariam alguns torcedores do Zwolle encapuzados no setor visitante. Talvez não tivessem feito isso, se soubessem que, aos 15', o Go Ahead já teria 3 a 0 no clássico, rumando para a goleada

GO AHEAD EAGLES
Jari de Busser; Alfons Sampsted, Julius Dirksen (Giovanni van Zwam, aos 73'), Joris Kramer e Aske Adelgaard; Melle Meulensteen e Jakob Breum; Søren Tengstedt (Jaden Slory, aos 62'), Victor Edvardsen (Ofosu Boakye, aos 82') e Mathis Suray (Thibo Baeten, aos 73'); Stefán Sigurdarson (Evert Linthorst, aos 62'). Técnico: Melvin Boel

ZWOLLE
Tom de Graaff; Tristan Gooijer (Olivier Aertssen, aos 46'), Tijs Velthuis (Simon Graves, aos 74'), Anselmo García MacNulty e Sherel Floranus; Younes Namli e Zico Buurmeester; Kaj de Rooij, Thijs Oosting (Gabriel Reiziger, aos 67') e Odysseus Velanas; Koen Kostons (Nick Fichtinger, aos 46'). Técnico: Henry van der Vegt


Volendam 0x0 Feyenoord (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: KRAS Stadion (Volendam)
Árbitro: Allard Lindhout
Jogo resumido: Mesmo precisando da vitória para manter as suas chances de título, o Feyenoord foi pouco ofensivo, sofrendo com alguns desfalques. De quebra, o goleiro Wellenreuther até precisou trabalhar vez por outra para evitar boas chances do Volendam. Só resta amargar a festa do PSV tri

VOLENDAM
Kayne van Oevelen; Precious Ugwu, Mawouna Kodjo Amevor, Nick Verschuren e Yannick Leliendal; Robin van Cruijsen, Anthony Descotte (Henk Veerman, aos 79') e Gibson Yah (Alex Plat, aos 61'); Joel Ideho (Leandro Bacuna, aos 74'), Brandley Kuwas (Robert Mühren, aos 74') e Aurelio Oehlers (Benjamin Pauwels, aos 61'). Técnico: Rick Kruys

FEYENOORD
Timon Wellenreuther; Mats Deijl, Thijs Kraaijeveld, Tsuyoshi Watanabe e Jordan Bos; Oussama Targhalline (Casper Tengstedt, aos 83'), Luciano Valente e Jakub Móder; Gonçalo Borges (Aymen Sliti, aos 77'), Ayase Ueda e Raheem Sterling (Jivayo Zinhagel, aos 77'). Técnico: Robin van Persie


Heerenveen 4x1 Heracles Almelo (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Abe Lenstra (Heerenveen)
Árbitro: Ingmar Oostrom
Gols: Mario Engels, aos 21', Jacob Trenskow, aos 35', Lasse Nordås, aos 45' + 5, e Remko Pasveer (contra), aos 47', e Maxence Rivera, aos 51'
Jogo resumido: O Heracles Almelo se animou com o gol que abriu o placar, num rápido ataque. Mas o Heerenveen conseguiu virar, ainda antes do intervalo, e afundou ainda mais a situação dos Heraclieden, desesperados na última posição. Já o Fean está firme em busca de estar na repescagem pela Conference

HEERENVEEN
Bernt Klaverboer; Oliver Braude, Sam Kersten, Maas Willemsen (Hristiyan Petrov, aos 77') e Vasilis Zagaritis (Mats Egbring, aos 77'); Joris van Overeem (Luuk Brouwers, aos 63') e Marcus Linday; Jacob Trenskow (Eser Gürbüz, aos 85'), Ringo Meerveld e Maxence Rivera; Lasse Nordås (Luca Oyen, aos 85'). Técnico: Robin Veldman

HERACLES ALMELO
Remko Pasveer; Mimeirhel Benita, Damon Mirani, Alec van Hoorenbeeck e Ivan Mesik (Djevencio van der Kust, aos 58'); Sem Scheperman e Thomas Bruns (Luka Kulenovic, aos 77'); Erik Ahlstrand, Walid Ould-Chikh (Jannes Wieckhoff, aos 58') e Mario Engels (Sava Cestic, aos 58'); Lequincio Zeefuik (Tristan van Gilst, aos 46'). Técnico: Ernest Faber


NAC Breda 0x0 Sparta Rotterdam (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Rat Verlegh (Breda)
Árbitro: Robin Hensgens
Jogo resumido: Numa partida tensa, o NAC Breda até cresceu no ataque com as alterações, criando um pouco mais de chances. Mas o empate sem gols ficou no placar. O Sparta saiu mais aliviado: afinal, segue na zona da repescagem pela Conference. Já o NAC Breda ainda sofre na penúltima posição

NAC BREDA
Daniel Bielica; Denis Odoi, Fredrik Oldrup Jensen, Rio Hillen (Lewis Holtby, aos 61') e Boy Kemper; Max Balard (Kamal Sowah, aos 55') e Clint Leemans; Charles-Andreas Brym (Juho Talvitie, aos 55'), Raul Paula e Mohamed Nassoh (Pepijn Reulen, aos 77'); Amine Salama (André Ayew, aos 55'). Técnico: Carl Hoefkens

SPARTA ROTTERDAM
Joël Drommel; Lushendry Martes (Shurandy Sambo, aos 46'), Marvin Young, Bruno Martins Indi (Giannino Vianello, aos 46') e Teo Quintero; Julian Baas (Ayoni Santos, aos 46') e Joshua Kitolano; Mitchell van Bergen, Vito van Crooij e Shunsuke Mito (Casper Terho, aos 75'); Tobias Lauritsen. Técnico: Maurice Steijn

domingo, 5 de abril de 2026

A análise do campeão: melhoria contínua

Antes mesmo de poder erguer a taça em campo, o PSV já é o campeão holandês. Ou melhor: tricampeão. Dando toda a impressão de que está pronto para mais (Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

Exagero falar que o PSV é o "campeão da pobreza", apelido pejorativo dado no futebol da Holanda (Países Baixos) a um time que seja campeão nacional com a concorrência em má fase. Desde a chegada de Peter Bosz, há quase três anos, o clube da "Cidade das Luzes" voltou a dominar o Campeonato Holandês, e ser o clube com mais títulos da Eredivisie neste século - o 13º foi confirmado com cinco rodadas de antecipação, como se sabe, neste domingo, 5 de abril - só mostra a constância maior que os Eindhovenaren têm até agora. E tendo em vista que o clube já teve um tetracampeonato neste século, de 2005 a 2008, é muito plausível pensar que isso pode acontecer de novo. 

Basta ter em vista todo o seu ambiente interno, com a dupla Marcel Brands (diretor geral) e Earnie Stewart (diretor de futebol) dando respaldo e condições de trabalho ao técnico Peter Bosz - que tem pleno respeito do grupo, ainda mais com contrato renovado até 2028. Além do mais, o ambiente do PSV costuma ser, e está, bem menos turbulento do que os dos arquirrivais Ajax (preso ao velho dilema do "DNA Ajax", tentando se reconstruir sob o novo diretor geral, Jordi Cruyff) e Feyenoord (com as escolhas cada vez mais criticadas de Dennis te Kloese, acumulando as direções gerais e de futebol, e do técnico Robin van Persie - a permanência de ambas será muito bem avaliada no fim da temporada).

Earnie Stewart (diretor de futebol) e Marcel Brands (diretor geral) deixam o caminho plano, o técnico Peter Bosz sabe o que fazer, os jogadores têm clareza... e o PSV segue no rumo certo (Joris Verwijst/BSR Agency/Getty Images)

Contudo, se o título de 2023/24 teve uma dominância até maior do que agora (vale lembrar do melhor primeiro turno dos 69 anos de profissionalismo do futebol neerlandês, 17 vitórias em 17 jogos) e o bicampeonato de 2024/25 teve a grande emoção como seu trunfo (o PSV chegou a abrir nove pontos de vantagem na liderança, despencou e ficou nove pontos atrás do Ajax, mas arrancou e viu o Ajax cair para confirmar a conquista na última rodada), inegavelmente o 27º título holandês chega à sala de troféus do Philips Stadion com sorrisos amarelos e a sensação de que falta alguma coisa.  Talvez, o que falte seja uma ocasião que mostre esse domínio fora do nicho que acompanha o futebol holandês. Afinal, o PSV até chegou às semifinais da Copa da Holanda, mas caiu para o NEC, já considerado a surpresa mais agradável da temporada holandesa de futebol antes mesmo do fim dela. E na Liga dos Campeões, mostrando fragilidades defensivas e inconstância, ficou na fase de liga - queda decepcionante, para um clube que conseguira ir às oitavas de final na temporada passada. Se é tão dominante na liga, fica a impressão de que poderia tentar a "dupla coroa" que não consegue desde a temporada 2024/25. E se é tão dominante no futebol holandês, falta ao PSV uma campanha marcante em torneio europeu.

Porque, se o bicampeonato teve uma dose de drama tão tormentoso quanto gostoso a qualquer torcedor, o tricampeonato chegou ao natural. Mesmo que a pré-temporada tenha trazido saídas esperadas - Malik Tillman, Noa Lang, Johan Bakayoko, o ídolo Luuk de Jong -, as reposições trouxeram jogadores de qualidade inquestionável para o nível técnico do futebol holandês, como o atacante marfinense Alassane Pléa e o ponta-direita romeno Dennis Man (este, vindo por empréstimo). E de quebra, nomes fundamentais permaneceram em Eindhoven, como a dupla Joey Veerman-Jerdy Schouten, Mauro Júnior, Sergiño Dest (este, de contrato renovado mesmo após séria lesão no joelho), Guus Til, Ismael Saibari. Foi o suficiente para já abrir a temporada vencendo a Supercopa da Holanda, fazendo 2 a 1 no Go Ahead Eagles. Foi o suficiente para estrear no Campeonato Holandês já pespegando 6 a 1 no Sparta Rotterdam. Foi o suficiente para vencer três jogos nas três primeiras rodadas. Nem mesmo o sério problema de perder o recém-contratado Pléa logo na segunda rodada - no 2 a 0 no Twente, fora de casa, o marfinense sofreu grave lesão na cartilagem do joelho - tirou o PSV do prumo.

Entretanto, a primeira derrota da temporada já deixou claro o principal problema do PSV dentro de campo: suas desatenções defensivas, e a dificuldade para encarar equipes boas no contra-ataque. O Telstar, que não jogava a Eredivisie desde 1978, deixou tudo isso a nu em pleno Philips Stadion, na quarta rodada, fazendo 2 a 0 em 30 de agosto de 2025, no que foi considerado o jogo mais surpreendente da temporada atual. Pelo menos, o PSV contrabalançou sobrepujando, fora de casa, o supracitado NEC: em jogo muito ofensivo, digno dos dois melhores ataques do campeonato, os visitantes de Eindhoven fizeram 5 a 3 em Nijmegen, controlando o tranco na quinta rodada da Eredivisie, em 13 de setembro. Contudo, o começo na fase de liga da Champions exemplificou até melhor este PSV inconstante: o mesmo time que estreava tomando 3 a 1 do Union Saint-Gilloise belga em casa impunha 6 a 2 ao Napoli, também em Eindhoven.

Momentos como as duas derrotas para o Telstar deixam claro que o PSV ainda tem problemas a melhorar. Isso, sem contar a eliminação precoce na Liga dos Campeões... (ProShots/Getty Images)

Pelo menos no Campeonato Holandês, o PSV logo deixou esse problema para trás no decorrer da campanha. Se permitiu o empate do Ajax na 6ª rodada - 2 a 2, em 21 de setembro de 2025 -, fazer 3 a 2 no Feyenoord, outro clássico, na 10ª rodada, em 26 de outubro, já indicou a abertura de vantagem na liderança. Assim como já fora na temporada passada, golear de novo o AZ em Alkmaar - 5 a 1, na 12ª rodada, em 9 de novembro - deixou claro que o Campeonato Holandês tinha um favorito ao título. E mesmo em jogos com atuações inferiores, o PSV fazia o que um time campeão precisa fazer: vencer, compensar dias ruins com o resultado. Exemplos assim sobraram: na 13ª rodada, na única chance fora de casa contra o NAC Breda, 1 a 0, e assim o placar ficou. Nas duas últimas partidas de 2025 pela Eredivisie, o PSV também superou suas dificuldades (fez 2 a 0 no Heracles Almelo, tomou o empate e ainda fez 4 a 3, na 16ª rodada, em 13 de dezembro; e virou para 2 a 1 no Utrecht, fora de casa, na 17ª rodada, fechando o turno).

2025 terminou, 2026 começou, e ficava a dúvida lembrando de 2025: se o PSV despencara na virada de temporada passada ao perder muitos jogadores machucados, como seria agora, vendo nomes como Ricardo Pepi novamente fora de combate (vítima de fratura no braço)? Simples: seria melhor. A primeira rodada do returno começou com 5 a 1 no Excelsior, fora de casa, em 10 de janeiro. Em 17 de janeiro, fora de casa, um jogo mais difícil do que se pensava contra o Fortuna Sittard teve vitória (2 a 1). Mesmo quando a vitória não vinha, pelo menos um ponto acontecia - contra o NAC Breda, em casa, na 20ª rodada, o zagueiro Armando Obispo foi buscar o gol do empate em 2 a 2 nos acréscimos.

Paralelamente, tentativas do técnico Peter Bosz tinham mais sucesso. Se os atacantes "de ofício" (Alassane Pléa, Ricardo Pepi, Myron Boadu) estavam machucados, Guus Til era improvisado no meio da área... e chegava a 11 gols. Se o miolo de defesa sofria, Jerdy Schouten era recuado para ele - e dava certo. Assim como dava certo contar com os avanços de Ismael Saibari, forte candidato a melhor jogador do Campeonato Holandês. E se dava certo, era pela segurança habitual que traziam nomes como Mauro Júnior (o brasileiro com mais partidas na história do PSV, um ídolo do clube) e Perisic. Enquanto o NEC oscilava, enquanto Feyenoord e Ajax mergulhavam na crise, o PSV seguia. E quando fez 3 a 0 ainda no primeiro tempo do clássico contra o Feyenoord, na 21ª rodada, em 1º de fevereiro, abrindo dezessete pontos de vantagem na liderança, o título virou questão de tempo. E pouco tempo: começou a se falar da possibilidade de quebrar o recorde de maior precocidade na conquista do título holandês, coisa que o PSV mesmo fizera, em abril de 1978.

Ismael Saibari - talvez o melhor do campeonato - brilhou nos 3 a 0 contra o Feyenoord, na 21ª rodada. E o tricampeonato virou questão de pouco tempo (Marcel ter Bals/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)

Se as eliminações na Liga dos Campeões e na Copa da Holanda decepcionavam, também deixavam mais tempo para o PSV se concentrar no título que viria. Se havia mais derrotas no caminho - 2 a 1 tomados do Volendam, na 23ª rodada; 3 a 2 do NEC, na 27ª rodada, em outro jogo altamente equilibrado; e os 3 a 1 do Telstar, na 28ª rodada, que já poderia ter terminado com o título -, elas pareciam apenas adiar um pouco a conquista.

Mas o PSV fez sua parte para que ela viesse com o recorde. Contra o Utrecht, ficou com 2 a 0 atrás, buscou a virada, e ainda tomou mais um empate antes de que Couhaib Driouech - coadjuvante útil sempre - fizesse o gol do 4 a 3. No dia seguinte, o Feyenoord fracassou contra o Volendam (0 a 0). E o título veio. Como provavelmente viria, tamanha era a confiança interna no PSV. Em campo, segundo disse Jerdy Schouten - ausência nesta reta final e nos próximos meses, com lesão ligamentar no joelho: "Em nenhum momento pensei que não seríamos campeões". Fora dele também, com o diretor de futebol Earnie Stewart apregoando: "Trabalho todos os dias é para isso mesmo".

Vêm aí mais desafios: as prováveis saídas de Schouten, de Veerman, de Saibari. Mas o PSV parece estar pronto para elas. Típico de um campeão em melhoria contínua, em que todo mundo - diretoria, técnico, jogadores - parece saber exatamente o que fazer. Para fazer o que sempre dá prazer: erguer a taça.

terça-feira, 31 de março de 2026

Como em 2022

As intenções da Holanda (Países Baixos) no amistoso contra o Equador foram atrapalhadas pela expulsão precoce de Dumfries. Se houve teste, foi apenas para segurar o empate por 1 a 1 (Maurice van Steen/ANP/Getty Images)

Não era bem a intenção do técnico Ronald Koeman que a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) tivesse um teste tão duro. Ao trocar sete jogadores da escalação contra a Noruega para a escalação contra o Equador, nesta terça, o desejo era "só" observá-los, no último amistoso antes da convocação para a Copa do Mundo de 2026. Contudo, o destino se impôs, na forma de uma expulsão precoce de Denzel Dumfries. E a Laranja "lembrou" o encontro contra La Tri, na Copa de 2022: um adversário muito mais intenso, uma atuação difícil, o empate por 1 a 1. E um teste forçosamente jogado no lixo.

Parecia que seria útil, ainda mais depois de um rápido gol para começar. Acelerando contragolpe, Donyell Malen (desta vez, jogando na ponta direita) passou a Xavi Simons, que ajeitou para Cody Gakpo bater cruzado - e nem foi ele quem fez 1 a 0, mas sim Willian Pacho, em quem a bola desviou antes de entrar. Só que um cruzamento de Enner Valencia, chutado por Gonzalo Plata na trave, já aos 8', sinalizou que o Equador seria adversário respeitável, ainda que o segundo gol holandês quase tenha saído no momento seguinte, quando Malen aproveitou falha do goleiro Gonzalo Valle na saída de bola e tentou, quase do meio-campo, encobri-lo - Valle voltou a tempo de espalmar a bola para fora.

Mas qualquer aspiração ofensiva que a Laranja tivesse no amistoso em Eindhoven se acabou aos doze minutos. Stefan de Vrij falhou ao tentar cabecear a bola para a frente, ela voltou para o campo de defesa, Gonzalo Plata (boa atuação do atacante do Flamengo) ganharia a corrida de Denzel Dumfries, um dos quatro titulares absolutos escolhidos... e Dumfries puxou Plata pelas pernas. Como último homem da defesa antes do goleiro em chance clara e manifesta de gol, o lateral direito holandês foi expulso. Se haveria teste, seria de como a Laranja poderia se defender com um homem a menos. De ataque, nada mais.

O começo da Laranja foi altamente promissor, com o rápido gol. Mas a expulsão inviabilizou tudo isso (Robin van Lonkhuijsen/ANP/Getty Images)

E o Equador logo se impôs, lembrando o que fez no 1 a 1 entre ambas na Copa de 2022. Com Pervis Estupiñán muito bem na esquerda, com um ataque intenso, bloqueando todas as tentativas holandesas de saída de bola... o empate ficou maduro. E foi "colhido" aos 24', quando Plata recebeu a bola em lançamento de Moisés Caicedo em profundidade, e foi derrubado por Mark Flekken, titular holandês do gol (houve quem achasse Flekken precipitado). Pênalti marcado, Enner Valencia cobrou, gol dele no 1 a 1 - como há quatro anos, por sinal. Se servia de consolo, a Laranja seguia firme na defesa, só possibilitando chutes equatorianos de fora da área (Enner Valencia, aos 30', e Pedro Vite, aos 34'). Chance real de gol, La Tri só teve aos 43', quando Caicedo cruzou, Nathan Aké falhou no rebote, e John Yeboah bateu. Mas aí, Flekken se recompôs, fechando bem o gol e rebatendo a bola com o peito.

No segundo tempo, tentando dar mais velocidade à saída para o ataque, Koeman colocou Micky van de Ven e Jeremie Frimpong. Mas não só o Equador chegou mais rápido, com ligação direta (só a boa saída de gol de Flekken impediu a chegada de Enner Valencia, aos 50'), como tal tentativa foi frustrada com a saída de Frimpong, com apenas treze minutos de bola rolando no segundo tempo. Pelo menos, os toques equatorianos eram bloqueados: a única oportunidade de gol foi aos 63', quando Estupiñán lançou, Caicedo chutou e De Vrij bloqueou. Ainda assim, nas divididas, só dava Equador. O único espaço holandês para sair ao ataque foi aos 66': Quinten Timber manteve a bola, lançou Brian Brobbey, mas o atacante demorou a dominar, demorou a finalizar... e quando o fez, Anthony Valencia o bloqueou.

E o empate ficou no placar, sem muitas chances mais. Pela Holanda, teria sido diferente. Mas a expulsão de Dumfries propiciou o teste de suportar pressão - que até foi suportada. Todavia, foi outro resultado ruim, contra uma seleção entre as primeiras 25 do ranking da FIFA. Outra virá, na estreia na Copa, em 14 de junho: o Japão, cada vez mais embalado. A Laranja estará pronta?


Amistoso

Holanda 1x1 Equador
Data: 31 de março de 2026
Local: Philips Stadion (Eindhoven)
Juiz: Sascha Stegemann (Alemanha)
Gols: Willian Pacho (contra), aos 3', e Enner Valencia, aos 17'

HOLANDA
Mark Flekken; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk (Micky van de Ven, aos 46'), Stefan de Vrij e Nathan Aké (Jorrel Hato, aos 76'); Jerdy Schouten, Xavi Simons (Luciano Valente, aos 77') e Quinten Timber (Teun Koopmeiners, aos 76'); Donyell Malen (Lutsharel Geertruida, aos 17'), Brian Brobbey (Wout Weghorst, aos 77') e Cody Gakpo (Jeremie Frimpong, aos 46') (Jan Paul van Hecke, aos 59'). Técnico: Ronald Koeman

EQUADOR
Gonzalo Valle (David Cabezas, aos 58'); Joel Ordóñez, William Pacho, Félix Torres (Ángelo Preciado, aos 74') e Pervis Estupiñán; Moisés Caicedo, Gonzalo Plata, Pedro Vite (Jordy Alcívar, aos 89') e Alan Franco (Anthony Valencia, aos 46'); John Yeboah (Jeremy Arévalo, aos 89') e Enner Valencia (Jordy Caicedo, aos 89'). Técnico: Sebastián Beccacece