segunda-feira, 6 de abril de 2026

Fichário das mulheres: os jogos e os vídeos da 18ª rodada da Eredivisie feminina 2025/26

PSV 1x1 Ajax (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Philips Stadion (Eindhoven) 
Árbitro: Nick Tunnissen
Gols: Renate Jansen, aos 63', e Renée van Asten, aos 80'
Jogo resumido: No primeiro clássico da reta final a interferir na disputa do título, o Ajax foi mais constante no ataque. Só que o PSV, mais seguro, abriu o placar aproveitando falha da goleira Van Eijk. Depois os visitantes de Amsterdã empataram, mas o empate foi lamentado. Pelo menos, o Twente caiu

PSV
Nicky Evrard; Sisca Folkertsma, Janice Cayman e Melanie Bross; Sara Thrige (Emma Frijns, aos 52'), Lore Jacobs (Chimera Ripa, aos 62'), Nina Nijstad e Laura Strik (Robine Lacroix, aos 76'); Riola Xhemaili (Renate Jansen, aos 62'), Fenna Kalma e Liz Rijsbergen (Shanice van de Sanden, aos 83'). Técnico: Roeland ten Berge

AJAX
Regina van Eijk; Jonna van de Velde, Jade van Hensbergen, Daniëlle Noordermeer (Nurija van Schoonhoven, aos 79') e Amber Visscher; Sherida Spitse e Renée van Asten; Elisa van Dijk (Daliyah de Klonia, aos 56'), Danique Noordman (Ranneke Derks, aos 90') e Xanne Kip; Joëlle Smits. Técnica: Anouk Bruil 


Twente 0x1 ADO Den Haag (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Het Sportpark Schreurserve (Enschede)  
Árbitro: Dave Steenis
Gol: Victoria Boerboom, aos 54'
Jogo resumido: Após vencer jogo importante contra o rebaixamento na rodada passada, superando o Excelsior, o Den Haag deu a prova definitiva de sua reação na temporada, vencendo fora de casa e frustrando a tentativa do Twente voltar à ponta após o empate do PSV

TWENTE
Diede Lemey; Imre van der Vegt, Anna Knol, Danique van Ginkel e Alieke Tuin (Anne Gelevert, aos 62'); Sophie te Brake e Lynn Groenewegen (Suus Verdaasdonk, aos 75'); Katelyn Hendriks (Sophie Proost, aos 46'), Eva Oude Elberink e Rose Ivens (Liv Pennock, aos 62'); Jaimy Ravensbergen. Técnica: Corina Dekker

ADO DEN HAAG
Barbara Lorsheyd; Bo Vonk (Lieve Vroegdeindeweij, aos 65'), Dania Boussatta, Senna Koeleman, Jet van Mierlo e Jill van den Ende (Robin Blom, aos 65'); Yuna Sonoda, Isa van Schaik e Quinty Dupon (Deau den Turk, aos 46'); Femke Prins (Joëlle de Bondt, aos 75') e Victoria Boerboom (Gina Viehoff, aos 65'). Técnica: Sandra van Tol


Feyenoord 3x3 AZ (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Varkenoord (Roterdã) 
Árbitro: Giovanni Verhoeve
Gols: Kealyn Thomas, aos 29', Eshly Bakker, aos 33', Zera Hulswit, aos 35', Kirsten van de Westeringh, aos 64' e aos 72', Ayah Eloualidi, aos 74'
Jogo resumido: Mesmo saindo atrás, o Feyenoord ainda teve forças para conseguir ficar na frente do placar, contando com Van de Westeringh, de volta ao time titular. Porém, uma desatenção após o terceiro gol, e o AZ conseguiu o empate que atrapalhou o Stadionclub para se aproximar da ponta

FEYENOORD
Claire Dinkla; Noëlle van der Sluijs, Akari Takeshige, Celainy Obispo e Justine Brandau; Kirsten van de Westeringh, Kokona Iwasaki (Dechamaily Lont, aos 86') e Talia DellaPeruta (Tess van Bentem, aos 63'); Zera Hulswit (Fleur Stoit, aos 77'), Tori DellaPeruta e Esmee de Graaf. Técnica: Jessica Torny

AZ
Febe Copier; Camie Mol (Pleun Groot, aos 78'), Karlijn Woons, Maudy Stoop e Esme de Vries (Shanique Dessing, aos 69'); Manique de Vette; Kealyn Thomas (Fieke Kroese, aos 86'), Jet van Beijeren (Sabrine Ellouzi, aos 78') e Jasmijn van Uden; Desirée van Lunteren e Eshly Bakker (Ayah Eloualidi, aos 69'). Técnico: Wouter de Vogel


Utrecht 3x0 Zwolle (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Het Sportpark Zoudenbalch (Utrecht) 
Árbitra: Sterre Bijlsma
Gols: Joni Paliama, aos 6', Rochelity Dap, aos 59', e Nikita Tromp, aos 80'
Jogo resumido: Após o empate contra o AZ, o Utrecht conseguiu a vitória de que precisava: mesmo ainda atrás do Zwolle em critérios, já igualou a pontuação do adversário vencido neste domingo

UTRECHT
Femke Bastiaen; Kyra Koopman, Felice Hermans, Merel Bormans e Carmen Werkhoven (Soraya Verhoeve, aos 46'); Rosalie Renfurm; Sam de Jong, Joni Paliama e Tami Groenendijk; Nikita Tromp e Rochelity Dap (Lena Mahieu, aos 78'). Técnica: Linda Helbling

ZWOLLE
Oliwia Szymczak; Madelief Horst (Maureen van Drogen, aos 46'), Maud Rutgers, Mayke Lindner, Jasmijn Dijsselhof e Ilse Kemper (Britt Udink, aos 78'); Kely Pruim (Senne van der Velde, aos 75'), Chihiro Ishida e Sophie van Vugt (Lyanne Iedema, aos 78'); Ragnhéidur Jonsdóttir (Jeva Walk, aos 46') e Hanna Huizenga. Técnico: Gert Peter van de Gunst


HERA United 2x1 Heerenveen (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Sportpark Goed Genoeg (Amsterdã) 
Árbitro: Bjorn Kuipers
Gols: Aymée Altena, aos 31', Mila Lagcher, aos 71', e Fenna Meijer (contra), aos 82'
Jogo resumido: De virada, o HERA United conseguiu uma vitória mais significativa do que possa parecer. Afinal, garantiu ao estreante da primeira divisão mais uma rodada na elite

HERA UNITED
Kelly Steen; Suus de Bakker, Nicole Stoop, Hitomi Yama e Esmée Daalman; Yasmin Kleef e Dominique Bruinenberg; Eline Oudejans (Mila Lagcher, aos 60'), Inessa Kaagman (Chinatsu Kira, aos 75') e Yesmine Khanchouch (Corina Luijks, aos 79'); Samya Hassani (Jannette van Belen, aos 60'). Técnico: Ed Engelkes

HEERENVEEN
Jasmijn Resink; Lisanne Venema (Marjolein Smit, aos 79'), Indy Appelmann, Fenna Meijer e Elize van Vilsteren; Elfi Maass, Ana Nassette (Roos de Haas, aos 69'), Bente Vermeer (Floorke de Boer, aos 87') e Aymée Altena; Sterre Kroezen (Hester Algra, aos 46') e Evi Maatman (Romaïssa Boukakar, aos 79'). Técnico: Niklas Tarvajärvi


Excelsior x NAC Breda (quarta-feira, 22 de abril de 2026)

Fichário: os jogos e os vídeos da 29ª rodada da Eredivisie 2025/26

PSV 4x3 Utrecht (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: Philips Stadion (Eindhoven)
Árbitro: Serdar Gözübüyük
Gols: Artem Stepanov, aos 3', Gjivai Zechiël, aos 13', Ismael Saibari, aos 21' e aos 48', Guus Til, aos 52', Jesper Karlsson, aos 82', e Couhaib Driouech, aos 90' + 4
Jogo resumido: O Utrecht bem que tentou frustrar o PSV, abrindo 2 a 0 antes mesmo dos vinte minutos do primeiro tempo. Mas a força do ataque do líder do campeonato, empurrado por ótimas atuações de Saibari e Mauro Júnior, levou os Boeren a fazerem a sua parte. E o destino garantiu o tricampeonato

PSV
Matej Kovar; Kiliann Sildillia, Jerdy Schouten (Ryan Flamingo, aos 65'), Yarek Gasiorowski e Mauro Júnior; Joey Veerman, Paul Wanner e Ismael Saibari; Dennis Man (Esmir Bajraktarevic, aos 73'), Guus Til (Ricardo Pepi, aos 86') e Ivan Perisic (Couhaib Driouech, aos 74'). Técnico: Peter Bosz

UTRECHT
Vassilis Barkas; Siebe Horemans (Jesper Karlsson, aos 58'), Matisse Didden e Mike van der Hoorn; Niklas Vesterlund, Alonzo Engwanda, Gjivai Zechiël e Souffian El Karouani; Ángel Alarcón (Sébastien Haller, aos 77'), Artem Stepanov (David Min, aos 77') e Yoann Cathline. Técnico: Ron Jans


Telstar 0x2 Groningen (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: BUKO Stadion (Velsen-Zuid)
Árbitro: Jannick van der Laan
Gols: Dies Janse, aos 32', e Jorg Schreuders, aos 90' + 5
Jogo resumido: Mesmo com relativo equilíbrio em boa parte do primeiro tempo, abrir o placar fez bem para o Groningen, que impôs seu ritmo e conseguiu vitória importante para se manter na zona da repescagem pela Conference

TELSTAR
Ronald Koeman Jr.; Neville Ogidi Nwankwo, Guus Offerhaus e Danny Bakker; Devon Koswal (Tyrese Noslin, aos 46'), Cédric Hatenboer (Kay Tejan, aos 73'), Tyrone Owusu (Jochem Ritmeester van de Kamp, aos 73') e Jeff Hardeveld; Sem van Duijn (Jelani Seedorf, aos 87'), Nökkvi Thórisson (Soufiane Hetli, aos 28') e Patrick Brouwer. Técnico: Anthony Correia

GRONINGEN
Etienne Vaessen; Marco Rente, Thijmen Blokzijl, Dies Janse e Marvin Peersman; Tika de Jonge e Tygo Land; Younes Taha, David van der Werff (Brynjólfur Willumsson, aos 70') e Jorg Schreuders; Thom van Bergen. Técnico: Dick Lukkien


AZ 2x0 Fortuna Sittard (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: AFAS Stadion (Alkmaar)
Árbitro: Richard Martens 
Gols: Mexx Meerdink, aos 11', e Sven Mijnans, aos 15'
Jogo resumido: Os dois gols antes mesmo dos vinte minutos de bola rolando deixaram o AZ tranquilo para controlar o jogo. O Fortuna Sittard até melhorou na etapa final, tendo inclusive um gol anulado, mas foi insuficiente para tirar a vitória dos Alkmaarders

AZ
Jeroen Zoet; Billy van Duijl, Wouter Goes e Alexandre Penetra; Denso Kasius (Seiya Maikuma, aos 84'), Sven Mijnans, Kees Smit e Elijah Dijkstra (Mees de Wit, aos 77'); Weslley Patati (Jordy Clasie, aos 72'), Mexx Meerdink (Troy Parrott, aos 71') e Isak Jensen (Ayoub Oufkir, aos 77'). Técnico: Leeroy Echteld

FORTUNA SITTARD
Luuk Koopmans; Neraysho Kasanwirjo, Shawn Adewoye, Iván Márquez (Syb van Ottele, aos 46') e Jasper Dahlhaus; Philip Brittijn (Owen Johnson, aos 84') e Yassin Oukili; Dimitris Limnios (Luka Tunjic, aos 75'), Kaj Sierhuis (Kristoffer Peterson, aos 46') e Lance Duijvestijn (Samuel Bastien, aos 77'); Paul Gladon. Técnico: Danny Buijs


Ajax 1x2 Twente (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã)
Árbitro: Sander van der Eijk
Gols: Ramiz Zerrouki, aos 18', Wout Weghorst, aos 32', e Bart van Rooij, aos 79'
Jogo resumido: Mais ofensivo em campo, o Twente abriu o placar. Suportou o empate e a pressão do Ajax. E numa chance na reta final, conseguiu o gol que tanto queria, para um triunfo duplo: a vitória em si, dentro de Amsterdã, e tomar justamente do Ajax a quarta posição na tabela. E podendo ir além...

AJAX
Maarten Paes; Anton Gaaei (Kasper Dolberg, aos 90'), Josip Sutalo, Youri Baas e Lucas Rosa; Steven Berghuis (Maher Carrizo, aos 71'), Jorthy Mokio e Sean Steur; Oliver Edvardsen (Oscar Gloukh, aos 57'), Wout Weghorst (Don-Angelo Konadu, aos 71') e Mika Godts. Técnico: Óscar García (interino)

TWENTE
Lars Unnerstall; Bart van Rooij, Stav Lemkin, Ruud Nijstad e Mats Rots; Ramiz Zerrouki e Thomas van den Belt (Mathias  Kjølø, aos 84'); Daan Rots (Marko Pjaca, aos 63'), Kristian Hlynsson (Arno Verschueren, aos 90') e Sondre Ørjasæter (Ricky van Wolfswinkel, aos 84'); Sam Lammers (Robin Pröpper, aos 90'). Técnico: John van den Brom


Excelsior 0x2 NEC (sábado, 4 de abril de 2026)

Local: Woudestein (Roterdã)
Árbitro: Alex Bos
Gols: Bryan Linssen, aos 30', e Basar Önal, aos 71'
Jogo resumido: Nem mesmo jogar fora de casa inibiu o NEC. Quando foi necessário, a defesa colaborou. E quando o ataque avançou, fez dois gols para retomar a terceira posição da Eredivisie. Importante, na rodada imediatamente anterior ao jogo decisivo contra o Feyenoord

EXCELSIOR
Stijn van Gassel; Ilias Bronkhorst (Adam Carlén, aos 90' + 1), Rick Meissen, Casper Widell e Arthur Zagré (Simon Janssen, aos 76'); Lennard Hartjes (Mike van Duinen, aos 76'), Noah Naujoks e Lewis Schouten; Derensili Sanches Fernandes (Szymon Wlodarczyk, aos 90' + 1), Gyan de Regt e Emil Hansson (Irakli Yegoian, aos 60'). Técnico: Ruben den Uil

NEC
Gonzalo Crettaz; Eli Dasa (Brayann Pereira, aos 81'), Philippe Sandler e Deveron Fonville (Ahmetcan Kaplan, aos 81'); Sami Ouaissa, Darko Nejasmic, Kodai Sano e Basar Önal (Dirk Proper, aos 80'); Tjaronn Chery, Bryan Linssen (Danilo, aos 81') e Noé Lebreton. Técnico: Dick Schreuder


Go Ahead Eagles 5x0 Zwolle (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: De Adelaarshorst (Deventer)
Árbitro: Danny Makkelie
Gols: Stefán Sigurdarson, aos 4', Soren Tengstedt, aos 7', Victor Edvardsen, aos 15', Aske Adelgaard, aos 56', e Jakob Breum, aos 63'
Jogo resumido: O início foi adiado em cerca de 1h30min, por desconfiança da segurança do que fariam alguns torcedores do Zwolle encapuzados no setor visitante. Talvez não tivessem feito isso, se soubessem que, aos 15', o Go Ahead já teria 3 a 0 no clássico, rumando para a goleada

GO AHEAD EAGLES
Jari de Busser; Alfons Sampsted, Julius Dirksen (Giovanni van Zwam, aos 73'), Joris Kramer e Aske Adelgaard; Melle Meulensteen e Jakob Breum; Søren Tengstedt (Jaden Slory, aos 62'), Victor Edvardsen (Ofosu Boakye, aos 82') e Mathis Suray (Thibo Baeten, aos 73'); Stefán Sigurdarson (Evert Linthorst, aos 62'). Técnico: Melvin Boel

ZWOLLE
Tom de Graaff; Tristan Gooijer (Olivier Aertssen, aos 46'), Tijs Velthuis (Simon Graves, aos 74'), Anselmo García MacNulty e Sherel Floranus; Younes Namli e Zico Buurmeester; Kaj de Rooij, Thijs Oosting (Gabriel Reiziger, aos 67') e Odysseus Velanas; Koen Kostons (Nick Fichtinger, aos 46'). Técnico: Henry van der Vegt


Volendam 0x0 Feyenoord (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: KRAS Stadion (Volendam)
Árbitro: Allard Lindhout
Jogo resumido: Mesmo precisando da vitória para manter as suas chances de título, o Feyenoord foi pouco ofensivo, sofrendo com alguns desfalques. De quebra, o goleiro Wellenreuther até precisou trabalhar vez por outra para evitar boas chances do Volendam. Só resta amargar a festa do PSV tri

VOLENDAM
Kayne van Oevelen; Precious Ugwu, Mawouna Kodjo Amevor, Nick Verschuren e Yannick Leliendal; Robin van Cruijsen, Anthony Descotte (Henk Veerman, aos 79') e Gibson Yah (Alex Plat, aos 61'); Joel Ideho (Leandro Bacuna, aos 74'), Brandley Kuwas (Robert Mühren, aos 74') e Aurelio Oehlers (Benjamin Pauwels, aos 61'). Técnico: Rick Kruys

FEYENOORD
Timon Wellenreuther; Mats Deijl, Thijs Kraaijeveld, Tsuyoshi Watanabe e Jordan Bos; Oussama Targhalline (Casper Tengstedt, aos 83'), Luciano Valente e Jakub Móder; Gonçalo Borges (Aymen Sliti, aos 77'), Ayase Ueda e Raheem Sterling (Jivayo Zinhagel, aos 77'). Técnico: Robin van Persie

Heerenveen 4x1 Heracles Almelo (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Abe Lenstra (Heerenveen)
Árbitro: Ingmar Oostrom
Gols: Mario Engels, aos 21', Jacob Trenskow, aos 35', Lasse Nordås, aos 45' + 5, e Remko Pasveer (contra), aos 47', e Maxence Rivera, aos 51'
Jogo resumido: O Heracles Almelo se animou com o gol que abriu o placar, num rápido ataque. Mas o Heerenveen conseguiu virar, ainda antes do intervalo, e afundou ainda mais a situação dos Heraclieden, desesperados na última posição. Já o Fean está firme em busca de estar na repescagem pela Conference

HEERENVEEN
Bernt Klaverboer; Oliver Braude, Sam Kersten, Maas Willemsen (Hristiyan Petrov, aos 77') e Vasilis Zagaritis (Mats Egbring, aos 77'); Joris van Overeem (Luuk Brouwers, aos 63') e Marcus Linday; Jacob Trenskow (Eser Gürbüz, aos 85'), Ringo Meerveld e Maxence Rivera; Lasse Nordås (Luca Oyen, aos 85'). Técnico: Robin Veldman

HERACLES ALMELO
Remko Pasveer; Mimeirhel Benita, Damon Mirani, Alec van Hoorenbeeck e Ivan Mesik (Djevencio van der Kust, aos 58'); Sem Scheperman e Thomas Bruns (Luka Kulenovic, aos 77'); Erik Ahlstrand, Walid Ould-Chikh (Jannes Wieckhoff, aos 58') e Mario Engels (Sava Cestic, aos 58'); Lequincio Zeefuik (Tristan van Gilst, aos 46'). Técnico: Ernest Faber


NAC Breda 0x0 Sparta Rotterdam (domingo, 5 de abril de 2026)

Local: Rat Verlegh (Breda)
Árbitro: Robin Hensgens
Jogo resumido: Numa partida tensa, o NAC Breda até cresceu no ataque com as alterações, criando um pouco mais de chances. Mas o empate sem gols ficou no placar. O Sparta saiu mais aliviado: afinal, segue na zona da repescagem pela Conference. Já o NAC Breda ainda sofre na penúltima posição

NAC BREDA
Daniel Bielica; Denis Odoi, Fredrik Oldrup Jensen, Rio Hillen (Lewis Holtby, aos 61') e Boy Kemper; Max Balard (Kamal Sowah, aos 55') e Clint Leemans; Charles-Andreas Brym (Juho Talvitie, aos 55'), Raul Paula e Mohamed Nassoh (Pepijn Reulen, aos 77'); Amine Salama (André Ayew, aos 55'). Técnico: Carl Hoefkens

SPARTA ROTTERDAM
Joël Drommel; Lushendry Martes (Shurandy Sambo, aos 46'), Marvin Young, Bruno Martins Indi (Giannino Vianello, aos 46') e Teo Quintero; Julian Baas (Ayoni Santos, aos 46') e Joshua Kitolano; Mitchell van Bergen, Vito van Crooij e Shunsuke Mito (Casper Terho, aos 75'); Tobias Lauritsen. Técnico: Maurice Steijn

domingo, 5 de abril de 2026

A análise do campeão: melhoria contínua

Antes mesmo de poder erguer a taça em campo, o PSV já é o campeão holandês. Ou melhor: tricampeão. Dando toda a impressão de que está pronto para mais (Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

Exagero falar que o PSV é o "campeão da pobreza", apelido pejorativo dado no futebol da Holanda (Países Baixos) a um time que seja campeão nacional com a concorrência em má fase. Desde a chegada de Peter Bosz, há quase três anos, o clube da "Cidade das Luzes" voltou a dominar o Campeonato Holandês, e ser o clube com mais títulos da Eredivisie neste século - o 13º foi confirmado com cinco rodadas de antecipação, como se sabe, neste domingo, 5 de abril - só mostra a constância maior que os Eindhovenaren têm até agora. E tendo em vista que o clube já teve um tetracampeonato neste século, de 2005 a 2008, é muito plausível pensar que isso pode acontecer de novo. 

Basta ter em vista todo o seu ambiente interno, com a dupla Marcel Brands (diretor geral) e Earnie Stewart (diretor de futebol) dando respaldo e condições de trabalho ao técnico Peter Bosz - que tem pleno respeito do grupo, ainda mais com contrato renovado até 2028. Além do mais, o ambiente do PSV costuma ser, e está, bem menos turbulento do que os dos arquirrivais Ajax (preso ao velho dilema do "DNA Ajax", tentando se reconstruir sob o novo diretor geral, Jordi Cruyff) e Feyenoord (com as escolhas cada vez mais criticadas de Dennis te Kloese, acumulando as direções gerais e de futebol, e do técnico Robin van Persie - a permanência de ambas será muito bem avaliada no fim da temporada).

Earnie Stewart (diretor de futebol) e Marcel Brands (diretor geral) deixam o caminho plano, o técnico Peter Bosz sabe o que fazer, os jogadores têm clareza... e o PSV segue no rumo certo (Joris Verwijst/BSR Agency/Getty Images)

Contudo, se o título de 2023/24 teve uma dominância até maior do que agora (vale lembrar do melhor primeiro turno dos 69 anos de profissionalismo do futebol neerlandês, 17 vitórias em 17 jogos) e o bicampeonato de 2024/25 teve a grande emoção como seu trunfo (o PSV chegou a abrir nove pontos de vantagem na liderança, despencou e ficou nove pontos atrás do Ajax, mas arrancou e viu o Ajax cair para confirmar a conquista na última rodada), inegavelmente o 27º título holandês chega à sala de troféus do Philips Stadion com sorrisos amarelos e a sensação de que falta alguma coisa.  Talvez, o que falte seja uma ocasião que mostre esse domínio fora do nicho que acompanha o futebol holandês. Afinal, o PSV até chegou às semifinais da Copa da Holanda, mas caiu para o NEC, já considerado a surpresa mais agradável da temporada holandesa de futebol antes mesmo do fim dela. E na Liga dos Campeões, mostrando fragilidades defensivas e inconstância, ficou na fase de liga - queda decepcionante, para um clube que conseguira ir às oitavas de final na temporada passada. Se é tão dominante na liga, fica a impressão de que poderia tentar a "dupla coroa" que não consegue desde a temporada 2024/25. E se é tão dominante no futebol holandês, falta ao PSV uma campanha marcante em torneio europeu.

Porque, se o bicampeonato teve uma dose de drama tão tormentoso quanto gostoso a qualquer torcedor, o tricampeonato chegou ao natural. Mesmo que a pré-temporada tenha trazido saídas esperadas - Malik Tillman, Noa Lang, Johan Bakayoko, o ídolo Luuk de Jong -, as reposições trouxeram jogadores de qualidade inquestionável para o nível técnico do futebol holandês, como o atacante marfinense Alassane Pléa e o ponta-direita romeno Dennis Man (este, vindo por empréstimo). E de quebra, nomes fundamentais permaneceram em Eindhoven, como a dupla Joey Veerman-Jerdy Schouten, Mauro Júnior, Sergiño Dest (este, de contrato renovado mesmo após séria lesão no joelho), Guus Til, Ismael Saibari. Foi o suficiente para já abrir a temporada vencendo a Supercopa da Holanda, fazendo 2 a 1 no Go Ahead Eagles. Foi o suficiente para estrear no Campeonato Holandês já pespegando 6 a 1 no Sparta Rotterdam. Foi o suficiente para vencer três jogos nas três primeiras rodadas. Nem mesmo o sério problema de perder o recém-contratado Pléa logo na segunda rodada - no 2 a 0 no Twente, fora de casa, o marfinense sofreu grave lesão na cartilagem do joelho - tirou o PSV do prumo.

Entretanto, a primeira derrota da temporada já deixou claro o principal problema do PSV dentro de campo: suas desatenções defensivas, e a dificuldade para encarar equipes boas no contra-ataque. O Telstar, que não jogava a Eredivisie desde 1978, deixou tudo isso a nu em pleno Philips Stadion, na quarta rodada, fazendo 2 a 0 em 30 de agosto de 2025, no que foi considerado o jogo mais surpreendente da temporada atual. Pelo menos, o PSV contrabalançou sobrepujando, fora de casa, o supracitado NEC: em jogo muito ofensivo, digno dos dois melhores ataques do campeonato, os visitantes de Eindhoven fizeram 5 a 3 em Nijmegen, controlando o tranco na quinta rodada da Eredivisie, em 13 de setembro. Contudo, o começo na fase de liga da Champions exemplificou até melhor este PSV inconstante: o mesmo time que estreava tomando 3 a 1 do Union Saint-Gilloise belga em casa impunha 6 a 2 ao Napoli, também em Eindhoven.

Momentos como as duas derrotas para o Telstar deixam claro que o PSV ainda tem problemas a melhorar. Isso, sem contar a eliminação precoce na Liga dos Campeões... (ProShots/Getty Images)

Pelo menos no Campeonato Holandês, o PSV logo deixou esse problema para trás no decorrer da campanha. Se permitiu o empate do Ajax na 6ª rodada - 2 a 2, em 21 de setembro de 2025 -, fazer 3 a 2 no Feyenoord, outro clássico, na 10ª rodada, em 26 de outubro, já indicou a abertura de vantagem na liderança. Assim como já fora na temporada passada, golear de novo o AZ em Alkmaar - 5 a 1, na 12ª rodada, em 9 de novembro - deixou claro que o Campeonato Holandês tinha um favorito ao título. E mesmo em jogos com atuações inferiores, o PSV fazia o que um time campeão precisa fazer: vencer, compensar dias ruins com o resultado. Exemplos assim sobraram: na 13ª rodada, na única chance fora de casa contra o NAC Breda, 1 a 0, e assim o placar ficou. Nas duas últimas partidas de 2025 pela Eredivisie, o PSV também superou suas dificuldades (fez 2 a 0 no Heracles Almelo, tomou o empate e ainda fez 4 a 3, na 16ª rodada, em 13 de dezembro; e virou para 2 a 1 no Utrecht, fora de casa, na 17ª rodada, fechando o turno).

2025 terminou, 2026 começou, e ficava a dúvida lembrando de 2025: se o PSV despencara na virada de temporada passada ao perder muitos jogadores machucados, como seria agora, vendo nomes como Ricardo Pepi novamente fora de combate (vítima de fratura no braço)? Simples: seria melhor. A primeira rodada do returno começou com 5 a 1 no Excelsior, fora de casa, em 10 de janeiro. Em 17 de janeiro, fora de casa, um jogo mais difícil do que se pensava contra o Fortuna Sittard teve vitória (2 a 1). Mesmo quando a vitória não vinha, pelo menos um ponto acontecia - contra o NAC Breda, em casa, na 20ª rodada, o zagueiro Armando Obispo foi buscar o gol do empate em 2 a 2 nos acréscimos.

Paralelamente, tentativas do técnico Peter Bosz tinham mais sucesso. Se os atacantes "de ofício" (Alassane Pléa, Ricardo Pepi, Myron Boadu) estavam machucados, Guus Til era improvisado no meio da área... e chegava a 11 gols. Se o miolo de defesa sofria, Jerdy Schouten era recuado para ele - e dava certo. Assim como dava certo contar com os avanços de Ismael Saibari, forte candidato a melhor jogador do Campeonato Holandês. E se dava certo, era pela segurança habitual que traziam nomes como Mauro Júnior (o brasileiro com mais partidas na história do PSV, um ídolo do clube) e Perisic. Enquanto o NEC oscilava, enquanto Feyenoord e Ajax mergulhavam na crise, o PSV seguia. E quando fez 3 a 0 ainda no primeiro tempo do clássico contra o Feyenoord, na 21ª rodada, em 1º de fevereiro, abrindo dezessete pontos de vantagem na liderança, o título virou questão de tempo. E pouco tempo: começou a se falar da possibilidade de quebrar o recorde de maior precocidade na conquista do título holandês, coisa que o PSV mesmo fizera, em abril de 1978.

Ismael Saibari - talvez o melhor do campeonato - brilhou nos 3 a 0 contra o Feyenoord, na 21ª rodada. E o tricampeonato virou questão de pouco tempo (Marcel ter Bals/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)

Se as eliminações na Liga dos Campeões e na Copa da Holanda decepcionavam, também deixavam mais tempo para o PSV se concentrar no título que viria. Se havia mais derrotas no caminho - 2 a 1 tomados do Volendam, na 23ª rodada; 3 a 2 do NEC, na 27ª rodada, em outro jogo altamente equilibrado; e os 3 a 1 do Telstar, na 28ª rodada, que já poderia ter terminado com o título -, elas pareciam apenas adiar um pouco a conquista.

Mas o PSV fez sua parte para que ela viesse com o recorde. Contra o Utrecht, ficou com 2 a 0 atrás, buscou a virada, e ainda tomou mais um empate antes de que Couhaib Driouech - coadjuvante útil sempre - fizesse o gol do 4 a 3. No dia seguinte, o Feyenoord fracassou contra o Volendam (0 a 0). E o título veio. Como provavelmente viria, tamanha era a confiança interna no PSV. Em campo, segundo disse Jerdy Schouten - ausência nesta reta final e nos próximos meses, com lesão ligamentar no joelho: "Em nenhum momento pensei que não seríamos campeões". Fora dele também, com o diretor de futebol Earnie Stewart apregoando: "Trabalho todos os dias é para isso mesmo".

Vêm aí mais desafios: as prováveis saídas de Schouten, de Veerman, de Saibari. Mas o PSV parece estar pronto para elas. Típico de um campeão em melhoria contínua, em que todo mundo - diretoria, técnico, jogadores - parece saber exatamente o que fazer. Para fazer o que sempre dá prazer: erguer a taça.

terça-feira, 31 de março de 2026

Como em 2022

As intenções da Holanda (Países Baixos) no amistoso contra o Equador foram atrapalhadas pela expulsão precoce de Dumfries. Se houve teste, foi apenas para segurar o empate por 1 a 1 (Maurice van Steen/ANP/Getty Images)

Não era bem a intenção do técnico Ronald Koeman que a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) tivesse um teste tão duro. Ao trocar sete jogadores da escalação contra a Noruega para a escalação contra o Equador, nesta terça, o desejo era "só" observá-los, no último amistoso antes da convocação para a Copa do Mundo de 2026. Contudo, o destino se impôs, na forma de uma expulsão precoce de Denzel Dumfries. E a Laranja "lembrou" o encontro contra La Tri, na Copa de 2022: um adversário muito mais intenso, uma atuação difícil, o empate por 1 a 1. E um teste forçosamente jogado no lixo.

Parecia que seria útil, ainda mais depois de um rápido gol para começar. Acelerando contragolpe, Donyell Malen (desta vez, jogando na ponta direita) passou a Xavi Simons, que ajeitou para Cody Gakpo bater cruzado - e nem foi ele quem fez 1 a 0, mas sim Willian Pacho, em quem a bola desviou antes de entrar. Só que um cruzamento de Enner Valencia, chutado por Gonzalo Plata na trave, já aos 8', sinalizou que o Equador seria adversário respeitável, ainda que o segundo gol holandês quase tenha saído no momento seguinte, quando Malen aproveitou falha do goleiro Gonzalo Valle na saída de bola e tentou, quase do meio-campo, encobri-lo - Valle voltou a tempo de espalmar a bola para fora.

Mas qualquer aspiração ofensiva que a Laranja tivesse no amistoso em Eindhoven se acabou aos doze minutos. Stefan de Vrij falhou ao tentar cabecear a bola para a frente, ela voltou para o campo de defesa, Gonzalo Plata (boa atuação do atacante do Flamengo) ganharia a corrida de Denzel Dumfries, um dos quatro titulares absolutos escolhidos... e Dumfries puxou Plata pelas pernas. Como último homem da defesa antes do goleiro em chance clara e manifesta de gol, o lateral direito holandês foi expulso. Se haveria teste, seria de como a Laranja poderia se defender com um homem a menos. De ataque, nada mais.

O começo da Laranja foi altamente promissor, com o rápido gol. Mas a expulsão inviabilizou tudo isso (Robin van Lonkhuijsen/ANP/Getty Images)

E o Equador logo se impôs, lembrando o que fez no 1 a 1 entre ambas na Copa de 2022. Com Pervis Estupiñán muito bem na esquerda, com um ataque intenso, bloqueando todas as tentativas holandesas de saída de bola... o empate ficou maduro. E foi "colhido" aos 24', quando Plata recebeu a bola em lançamento de Moisés Caicedo em profundidade, e foi derrubado por Mark Flekken, titular holandês do gol (houve quem achasse Flekken precipitado). Pênalti marcado, Enner Valencia cobrou, gol dele no 1 a 1 - como há quatro anos, por sinal. Se servia de consolo, a Laranja seguia firme na defesa, só possibilitando chutes equatorianos de fora da área (Enner Valencia, aos 30', e Pedro Vite, aos 34'). Chance real de gol, La Tri só teve aos 43', quando Caicedo cruzou, Nathan Aké falhou no rebote, e John Yeboah bateu. Mas aí, Flekken se recompôs, fechando bem o gol e rebatendo a bola com o peito.

No segundo tempo, tentando dar mais velocidade à saída para o ataque, Koeman colocou Micky van de Ven e Jeremie Frimpong. Mas não só o Equador chegou mais rápido, com ligação direta (só a boa saída de gol de Flekken impediu a chegada de Enner Valencia, aos 50'), como tal tentativa foi frustrada com a saída de Frimpong, com apenas treze minutos de bola rolando no segundo tempo. Pelo menos, os toques equatorianos eram bloqueados: a única oportunidade de gol foi aos 63', quando Estupiñán lançou, Caicedo chutou e De Vrij bloqueou. Ainda assim, nas divididas, só dava Equador. O único espaço holandês para sair ao ataque foi aos 66': Quinten Timber manteve a bola, lançou Brian Brobbey, mas o atacante demorou a dominar, demorou a finalizar... e quando o fez, Anthony Valencia o bloqueou.

E o empate ficou no placar, sem muitas chances mais. Pela Holanda, teria sido diferente. Mas a expulsão de Dumfries propiciou o teste de suportar pressão - que até foi suportada. Todavia, foi outro resultado ruim, contra uma seleção entre as primeiras 25 do ranking da FIFA. Outra virá, na estreia na Copa, em 14 de junho: o Japão, cada vez mais embalado. A Laranja estará pronta?


Amistoso

Holanda 1x1 Equador
Data: 31 de março de 2026
Local: Philips Stadion (Eindhoven)
Juiz: Sascha Stegemann (Alemanha)
Gols: Willian Pacho (contra), aos 3', e Enner Valencia, aos 17'

HOLANDA
Mark Flekken; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk (Micky van de Ven, aos 46'), Stefan de Vrij e Nathan Aké (Jorrel Hato, aos 76'); Jerdy Schouten, Xavi Simons (Luciano Valente, aos 77') e Quinten Timber (Teun Koopmeiners, aos 76'); Donyell Malen (Lutsharel Geertruida, aos 17'), Brian Brobbey (Wout Weghorst, aos 77') e Cody Gakpo (Jeremie Frimpong, aos 46') (Jan Paul van Hecke, aos 59'). Técnico: Ronald Koeman

EQUADOR
Gonzalo Valle (David Cabezas, aos 58'); Joel Ordóñez, William Pacho, Félix Torres (Ángelo Preciado, aos 74') e Pervis Estupiñán; Moisés Caicedo, Gonzalo Plata, Pedro Vite (Jordy Alcívar, aos 89') e Alan Franco (Anthony Valencia, aos 46'); John Yeboah (Jeremy Arévalo, aos 89') e Enner Valencia (Jordy Caicedo, aos 89'). Técnico: Sebastián Beccacece

segunda-feira, 30 de março de 2026

Fichário das mulheres: os jogos e os vídeos da 17ª rodada da Eredivisie feminina 2025/26

Ajax 1x0 Zwolle (domingo, 29 de março de 2025)

Local: De Toekomst (Amsterdã)
Árbitro: Demir Guberinic
Gol: Xanne Kip, aos 19'
Jogo resumido: O Ajax passou longe de brilhar, mas conseguiu manter o controle sobre o Zwolle (que até pressionou aqui e ali, mas sem chutar muito a gol) e garantiu a vitória, se segurando na disputa pelo título

AJAX
Regina van Eijk; Jonna van de Velde, Sherida Spitse, Renée van Asten (Daniëlle Noordermeer, aos 64') e Amber Visscher; Mirte van Koppen (Joëlle Smits, aos 79'), Danique Noordman (Kiki Horvath, aos 72') e Nurija van Schoonhoven; Ranneke Derks (Jade van Hensbergen, aos 64'), Elisa van Dijk (Ilayah Dostmohammed, aos 90' + 1) e Xanne Kip. Técnica: Anouk Bruil

ZWOLLE
Oliwia Szymczak; Jasmijn Dijsselhof, Maud Rutgers, Mayke Lindner e Inske Weiman; Ilse Kemper e Chihiro Ishida (Maureen van Drogen, aos 90'); Kely Pruim, Sophie van Vugt (Jeva Walk, aos 76') e Ragnheidur Jonsdóttir (Senne van de Velde, aos 76'); Hanna Huizenga. Técnico: Gert Peter van de Gunst


PSV 4x1 NAC Breda (domingo, 29 de março de 2025)

Local: De Herdgang/TenCate Stadion (Eindhoven) 
Árbitro: Tim Visser
Gols: Emma Frijns, aos 20', Nina Nijstad, aos 22', Liz Rijsbergen, aos 23', Indi van Dalen, aos 54', e Renate Jansen, aos 69'
Jogo resumido: Três gols antes mesmo de meia hora de jogo ajudaram o PSV a manter a liderança da liga feminina, uma semana antes do clássico decisivo contra o Ajax

PSV
Nicky Evrard; Anissa Chibani (Sara Thrige, aos 76'), Janice Cayman e Emma Frijns; Sisca Folkertsma (Myrthe Kemper-Moorhees, aos 79'), Nina Nijstad, Riola Xhemaili e Liz Rijsbergen (Laura Strik, aos 76'); Lore Jacobs (Robine Lacroix, aos 80'), Fenna Kalma e Renate Jansen. Técnico: Roeland ten Berge

NAC BREDA
Nikki de Haan; Lynn Verhoef, Nikki van den Burg (Manoah van Houwelingen, aos 46'), Sarina Heijblom e Yentl van Goch (Minke Goutier, aos 63'); Emely van der Vliet (Suus de Blij, aos 86'), Stephanie Coelho Aurélio, July Schneijderberg e Indi van Dalen (Ela Yetim, aos 87'); Kim Hendriks e Brigitte Franken (Josje Visser, aos 63'). Técnico: Jan de Hoon


Twente 3x0 HERA United (domingo, 29 de março de 2025)

Local: Het Sportpark Schreurserve (Enschede) 
Árbitra: Sterre Bijlsma
Gols: Katelyn Hendriks, aos 13', Eva Oude Elberink, aos 56', e Anne Gelevert, aos 82'
Jogo resumido: Após a queda contra o Feyenoord, causando a perda da liderança, o Twente se recompôs, venceu com autoridade e segue firme para tentar o tricampeonato

TWENTE
Diede Lemey; Imre van der Vegt, Anna Knol, Danique van Ginkel e Sophie te Brake; Lynn Groenewegen, Jill Roord (Anne Gelevert, aos 62') e Sophie Proost (Alieke Tuin, aos 62'); Katelyn Hendriks (Liv Pennock, aos 71'), Jaimy Ravensbergen e Eva Oude Elberink (Rose Ivens, aos 71'). Técnica: Corina Dekker

HERA UNITED
Kelly Steen; Suus de Bakker (Puck Donker, aos 81'), Nicole Stoop, Hitomi Yama e Yesmine Khanchouch; Yasmin Kleef e Nicci Berrevoets (Esmee Daalman, aos 68'); Eline Oudejans (Corina Luijks, aos 81'), Dominique Bruinenberg e Inessa Kaagman (Lieke Vis, aos 46'); Samya Hassani (Ina Booms, aos 81'). Técnico: Ed Engelkes


Heerenveen 2x1 Feyenoord (domingo, 29 de março de 2025)

Local: Abe Lenstra (Heerenveen) 
Árbitro: Alwin Steeg
Gols: Evi Maatman, aos 25', Mao Itamura, aos 35', e Roos de Haas, aos 90'
Jogo resumido: Surpreendendo o Feyenoord com gol no último minuto, o Heerenveen superou o AZ na tabela, se aproximou do Zwolle e deu um golpe duro no Stadionclub, na disputa pelo título. A grande surpresa da rodada

HEERENVEEN
Jasmijn Visser; Lisanne Venema, Indy Appelmann, Fenna Meijer e Elize van Vilsteren; Elfi Maass (Roos de Haas, aos 87'), Ana Nassette e Bente Vermeer (Romaïssa Boukakar, aos 71'); Sterre Kroezen, Evi Maatman (Marjolein Smit, aos 90' + 2) e Aymée Altena (Hester Algra, aos 71'). Técnico: Niklas Tarvajärvi

FEYENOORD
Claire Dinkla; Noëlle van der Sluijs (Tori DellaPeruta, aos 87'), Akari Takeshige, Celainy Obispo e Justine Brandau; Talia DellaPeruta, Kokona Iwasaki (Sanne de Paus, aos 63') e Mao Itamura; Zera Hulswit (Fleur Stoit, aos 78'), Esmee de Graaf e Romée van de Lavoir (Kirsten van de Westeringh, aos 63'). Técnica: Jessica Torny


AZ 1x1 Utrecht (domingo, 29 de março de 2025)

Local:  AFAS Trainingscomplex (Wijdevormer)
Árbitro: Bram Leeflang
Gols: Eshly Bakker, aos 8', e Nikita Tromp, aos 80'
Jogo resumido: O Utrecht buscou o empate na reta final, evitando a aproximação do AZ e seguindo firme no meio da tabela, mesmo com a vitória surpreendente do Heerenveen

AZ
Febe Copier; Camie Mol, Karlijn Woons, Maudy Stoop e Jasmijn van Uden; Kealyn Thomas (Desirée van Lunteren, aos 64'), Jet van Beijeren, Manique de Vette e Esme de Vries (Djoeke de Ridder, aos 86'); Eshly Bakker e Fieke Kroese (Ayah Eloualidi, aos 60'). Técnico: Wouter de Vogel

UTRECHT
Femke Bastiaen; Kyra Koopman, Felice Hermans (Rochelity Dap, aos 76'), Merel Bormans e Carmen Werkhoven (Claudia Scheunemann, aos 61'); Rosalie Renfurm; Sam de Jong (Tami Groenendijk, aos 61'), Joni Paliama (Aline Weerelts, aos 82') e Maxime Snellenberg (Soraya Verhoeve, aos 45'); Lobke Loonen e Nikita Tromp. Técnica: Linda Helbling


ADO Den Haag 3x2 Excelsior (domingo, 29 de março de 2025)

Local: WerkTalent Stadion (Haia) 
Árbitra: Lizzy van der Helm
Gols: Janneke Verheijen, aos 22', Yuna Sonoda, aos 36', Isa van Schaik, aos 46', June Burgers, aos 65', e Femke Prins, aos 81'
Jogo resumido: Com a vitória no fim, o Den Haag superou adversário direto para tentar fugir do rebaixamento. E o benefício foi duplo: aspira à permanência no meio de tabela, afundando o Excelsior na última posição

ADO DEN HAAG
Barbara Lorsheyd; Bo Vonk (Robin Blom, aos 64'), Senna Koeleman, Jet van Mierlo e Jill van den Ende (Deau den Turk, aos 80'); Dania Boussatta (Victoria Boerboom, aos 80'), Nienke Mulder (Isa van Schaik, aos 13'), Quinty Dupon e Yuna Sonoda; Anne van Egmond e Floortje Bol (Femke Prins, aos 64'). Técnica: Sandra van Tol

EXCELSIOR 
Anouk van der Klooster; June Burgers (Lieke de With, aos 83'), Yara Helderman, Mare Westerink e Djennah Cherif; Veerle van Spijk, Janneke Verheijen e Shi-Jona Martina (Jikke de Raaff, aos 46'); Naomi Hilhorst (Dina Haizoun, aos 64'), Hajar Balkhir (Floor van der Eijk, aos 64') e Isa Gomez (Esmee van de Stolpe, aos 46'). Técnico: Mathijs Kreugel

sexta-feira, 27 de março de 2026

Um bom teste para começar

O gol de Reijnders - um camisa 14, logo em meio a homenagens a Johan Cruyff - coroou uma atuação digna da Holanda (Países Baixos) na vitória contra a Noruega. Foi um bom começo de ano de Copa (Pim Ras)

Amistosos de começo de ano normalmente são enfadonhos - bem, amistosos de seleções são enfadonhos na maioria das vezes, mesmo que necessários. A menos que sejam em ano de Copa do Mundo, o que já causa mais expectativa sobre as seleções. Eis que as seleções masculinas de Holanda (Países Baixos) e Noruega fizeram um dos melhores jogos destas datas FIFA, com velocidade, boas jogadas e espírito competitivo. E o bom teste que a Laranja teve para começar 2026 foi coroado com uma atuação decente e uma vitória por 2 a 1.

Quando a bola rolou, a intenção da escalação da Holanda (Países Baixos) era fazer Teun Koopmeiners, escalado como "falso ponta", abrir espaços para Denzel Dumfries ser a opção habitual de ataques na direita. Mas foi pela esquerda que a Laranja mais chegou. Primeiro, numa bola parada, aos 6': Tijjani Reijnders cobrou a falta para a área, e Jorgen Strand Larsen desviou acidentalmente para fora. Depois, com bola rolando, principalmente nos pés de Cody Gakpo, que chutou para fora (com desvio) aos 12', após passe de Donyell Malen, sempre veloz em campo. Gakpo ainda fez boa jogada aos 17', quando inverteu a bola, Dumfries ajeitou na segunda trave, e Malen só não completou porque foi impedido por Kristoffer Ajer na pequena área

Contudo, com tantos avanços, a Noruega também começou a atacar. E praticamente na primeira chance que teve, a seleção visitante fez 1 a 0, em grande estilo: Andreas Schjelderup dominou a bola na esquerda da grande área, driblou facilmente Dumfries e concluiu colocado, no cano esquerdo de Bart Verbruggen, com a bola ainda batendo na trave antes de entrar. Mas é justo reconhecer: nem mesmo o gol contrário tirou os Países Baixos de seu prumo. Continuaram atacando. Tiveram ótimas chances de empate aos 29' (chute de Gakpo, e o goleiro Orjan Nyland rebateu) e aos 33' (Gakpo cruzou, Malen desviou na pequena área e Nyland rebateu). Por fim, aos 35', um escanteio rendeu o empate já previsível: Koopmeiners cruzou, Virgil van Dijk cabeceou sem defesa, 1 a 1. E o primeiro tempo terminou animado, com chances das partes dos visitantes de preto (logo após o empate, aos 36', Strand Larsen cruzou, Schjelderup completou, mas Dumfries bloqueou) e dos mandantes laranjas (o estreante Kees Smit arriscou chute aos 43', de fora, e para fora).

Como sempre, Gakpo mostrou qualidades e foi opção constante de ataque - e de perigo para a Noruega (Pieter van der Woude/Marcel ter Bals/DeFodi Images/Getty Images)

Mas se o equilíbrio dava a tônica pouco antes do intervalo, a Holanda voltou muito bem para a etapa final. O gol da virada poderia ter saído já aos 48': Gakpo acelerou contragolpe após Smit lhe passar a bola, passou a Malen, e este chutou rente à trave direita de Nyland. Saiu, afinal, três minutos depois, quando Alexander Sorloth perdeu a bola, Gakpo passou à direita, Dumfries cruzou e Reijnders dominou antes de finalizar. E o terceiro quase veio pouco tempo após, quando Malen passou, Reijnders cruzou esticado demais, e Nyland saiu do gol para defender antes mesmo de Gakpo chegar.

Na reta final, com as alterações, o jogo ficou menos movimentado. O que não quer dizer que as chances escassearam. A Noruega voltou a ter espaços para tentar, e o empate quase chegou aos 81', quando Antonio Nusa, um dos vindos do banco de reservas, cruzou, e Strand Larsen quase fez golaço tocando de letra - Verbruggen pegou meio no susto, com a bola batendo em seu braço antes da defesa firme. A Holanda seguiu tentando aqui e ali. Aos 75', mais um escanteio de Koopmeiners, e Brian Brobbey, outro reserva que entrou, cabeceou para fora, rente à trave direita. 

E no fim das contas, o amistoso foi mais animado do que parecia. E a vitória holandesa trouxe testes mais úteis do que possa parecer para a preparação rumo à Copa. A ver se o bom ritmo de jogo seguirá na próxima terça, em Eindhoven, contra o Equador.


Amistoso

Holanda 2x1 Noruega
Data: 27 de março de 2026
Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã)
Juiz: Lawrence Visser (Bélgica)
Gols: Andreas Schjelderup, aos 24', Virgil van Dijk, aos 35', e Tijjani Reijnders, aos 51'

HOLANDA
Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Jan Paul van Hecke (Stefan de Vrij, aos 82') e Micky van de Ven; Teun Koopmeiners, Ryan Gravenberch (Jerdy Schouten, aos 82') e Tijjani Reijnders (Xavi Simons, aos 70'); Kees Smit (Quinten Timber, aos 70'); Donyell Malen (Brian Brobbey, aos 69') e Cody Gakpo (Wout Weghorst, aos 82'). Técnico: Ronald Koeman

NORUEGA
Orjan Nyland; Julian Ryerson, Kristoffer Vassbakk Ajer, Torbjørn Heggem (Fredrik André Bjørkan, aos 78') e David Möller Wolfe (Leo Skiri Østigård, aos 64'); Oscar Bobb (Kristian Thorstvedt, aos 64'), Sander Berge e Patrick Berg (Felix Horn Myhre, aos 64'); Alexander Sørloth (Jens Petter Hauge, aos 64'), Jorgen Strand Larsen e Andreas Schjelderup (Antonio Nusa, aos 64'). Técnico: Stale Solbakken

terça-feira, 24 de março de 2026

Ainda em manutenção

Nos primeiros jogos de 2026 - e últimos antes da convocação para a Copa -, a Holanda bem que preferia estar pronta. Mas as lesões de vários destaques forçam a manutenção (Wart Brinkerhof/Marcel ter Bals/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)

Como tantas seleções que estão se preparando para a Copa do Mundo, a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) esperava ter todos os seus principais nomes à disposição, para poder chegar o mais perto possível do time titular desejado para a estreia, contra o Japão, em Dallas (Estados Unidos), no dia 14 de junho. Contudo, como tantas seleções que estão se preparando para a Copa do Mundo, a Laranja terá de seguir observando possíveis novidades - e afinar o entrosamento entre os jogadores disponíveis - nos seus primeiros jogos amistosos neste 2026, contra Noruega (próxima sexta-feira, 27, às 16h45 de Brasília, na Johan Cruyff Arena de Amsterdã - prometem-se celebrações pelo homenageado do nome do estádio, na lembrança pelos 10 anos de sua morte, dia 24 passado) e Equador (terça-feira, 31, às 15h45 de Brasília, em Eindhoven).

Também, pudera. Dos quatro nomes considerados fundamentais na escalação de Ronald Koeman, só Denzel Dumfries e Virgil van Dijk estarão em campo - e Dumfries, ainda voltando de cirurgia no tornozelo. Frenkie de Jong? Lesão muscular na coxa, sofrida no final do mês passado, da qual ainda se recupera - e embora deva se recuperar no próximo mês, o meio-campista teria pedido ao Barcelona que a equipe médica o ajude ao máximo a acelerar o processo, para não correr o risco de repetir o drama da Euro passada, quando ficou de fora. Memphis Depay? Deste, se sabe: no último dia antes da viagem aos Países Baixos, o atacante do Corinthians sofreu estiramento muscular de grau 2, ficando sem condições de participar dos amistosos - mas viajando assim mesmo, para que os médicos da comissão ajudem no tratamento. Isso, sem contar outro titular, Jurriën Timber, já sofrendo com problemas leves no Arsenal. E nem contando outros ausentes machucados, como Matthijs de Ligt (suas dores lombares já trazem temores até quanto à participação na Copa), Justin Kluivert, a promessa de ataque Emmanuel Emegha, o terceiro goleiro Robin Roefs...

Com o diretor de seleções Nigel de Jong (à esquerda) e o recém-chegado Van Nistelrooy, mais um auxiliar que terá na Copa, Ronald Koeman até testa - mas menos do que os torcedores queriam (Stefan Koops/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images)

Com relação a alguns jogadores, Koeman fechou a porta para testes. Por exemplo, nada de novos nomes para preencher a lacuna da ausência de Memphis Depay: "Ele até poderia vir para o segundo jogo, talvez. Mas se ele não conseguir, tudo bem, nem precisa. E não chamarei substituto [em caso de corte]. Nem saberia quem chamar”. Postura assim só aumentou as críticas sobre a falta de criatividade do técnico, sem prestar muita atenção a nomes como Zian Flemming, 8 gols pelo Burnley no atual campeonato inglês. O que não quer dizer que o treinador da Laranja esteja totalmente refratário a testes - até porque eles teriam de acontecer, com tantas lesões. 

Um desses testes era até desejo pessoal do técnico: Kees Smit, 20 anos completados em janeiro, meio-campista do AZ, melhor jogador do Europeu sub-19 vencido pelos holandeses no ano passado, chamado pela primeira vez para a seleção principal, fortíssimo candidato a jovem presença na convocação para a Copa (algo comum, no caso neerlandês - basta lembrar Memphis Depay, 20 anos em 2014, e Xavi Simons, 19 anos em 2022). Mesmo tendo até se machucado no decorrer da temporada e sem números impressionantes - são 22 jogos, 3 gols e dois passes para gol pelo AZ no Campeonato Holandês -, Smit de fato tem talento para acelerar jogadas com passes longos, e já era a "menina-dos-olhos" de Koeman desde o ano passado ("Sobre ele, eu nem queria falar muito, porque vão fazer uma confusão. Mas eu vejo nele coisas do Pedri, a quem treinei. O que ele mostra com pouca idade é ótimo", frase de novembro passado à ESPN holandesa). 

Kees Smit: o sorriso típico de um garoto de 20 anos, na primeira convocação para a seleção principal, mostrando boas chances de ir à Copa (ProShots/Divulgação)

Enfim convocado, o novato foi recebido por Denzel Dumfries com cordialidade. Foi cumprimentado por Ruud van Nistelrooy, auxiliar técnico convidado pela federação para a Copa. Recebeu recomendações positivas de Koeman na coletiva ("É o último período em que estaremos juntos antes da convocação definitiva, então, quero vê-lo. Eu já disse para ele ficar de olhos e ouvidos abertos, que tem de estar feliz, e aí brilhar, fazer bem as coisas dele. Quero vê-lo nos jogos"). E, enfim, com alguns minutos de jogo confirmados nos amistosos, Smit disse palavras típicas de um jovem jogador que desponta: "Dá nervoso, mas também dá muita vontade de me mostrar. Já cumprimentei todo mundo. É maluco saber que estou no mesmo vestiário de Van Dijk".

Há outros novatos que ainda têm a porta aberta para a Holanda na reta final, caso do ponta Crysencio Summerville, do West Ham ("Ele ainda pode vir, seria convocado, foi azar estar machucado. Mas se estiver em forma, eu o vejo como um nome para a convocação. Joga pela direita, e não temos tanta gente ali", explicou Ronald Koeman). Há quem esteja redivivo e voltando, como o atacante Brian Brobbey, fazendo gols aqui e ali no Sunderland e retornando à Laranja após exatamente um ano sem jogar por ela ("Comparando com como ele estava no Ajax, que foi a última vez em que foi convocado, ele está em forma muito melhor"). Há gente em boa fase, como Donyell Malen, (muito) provável titular nos amistosos, 7 gols em 10 jogos pela Roma ("Eu já sabia que ele podia jogar bem como 'camisa 9', foi assim que estreou comigo aqui [na seleção]", lembrou Koeman). Há até veteranos que pareciam com o capítulo fechado na Laranja, mas que, em condições especiais, quem sabe... ("Marten de Roon [volante que esteve na Copa de 2022, recentemente se tornou recordista de jogos pela Atalanta] às vezes passa pela minha cabeça. Trata-se de levar o melhor time, e ele não está nisso. Mas nunca digo nunca"). Talvez a Copa só não seja mais assunto para Joey Veerman: o meio-campo do PSV foi assunto de palavras claras e duras de Koeman. "Falei com Joey, disse que ele não é minha primeira nem minha segunda opção. Se todo mundo estiver em forma, ele está fora das opções para a Copa."

Todos esses nomes podem ser considerados dentro de uma lista que "com os machucados, pode chegar a 35 nomes", explicou Ronald Koeman sobre quem está no radar e pode sonhar com uma convocação para a Copa. Alguns dos presentes, praticamente garantidos, como Dumfries, Van Dijk, Ryan Gravenberch, Tijjani Reijnders e Cody Gakpo. Outros disputam vaga, como Noa Lang, que brincou com o gravíssimo corte no polegar sofrido em Liverpool x Galatasaray, pela Liga dos Campeões ("Como sou destro, não estou conseguindo jogar com o PlayStation, e fica difícil ir ao banheiro. Mas o dedo está aqui, conseguiram costurar a parte de cima, e vai ficar tudo bem"). Mas a impressão é de que a Laranja ainda está em manutenção, nos últimos amistosos antes da convocação para a Copa. Só a preparação na reta final poderá indicar se o time tem capacidade de chegar às semifinais, objetivo traçado pela federação e compreendido pelo técnico, que encerrou com otimismo cauteloso: "Acho legal ter metas ambiciosas, mas tudo tem de estar encaixado. A França tem uns oitenta jogadores que poderia convocar, nós não temos essa variedade. Mas se estivermos completos [para a Copa], teremos um time muito forte".

Os 26 convocados da Holanda (Países Baixos) para as datas FIFA

GOLEIROS
Bart Verbruggen (Brighton-ING), Mark Flekken (Bayer Leverkusen-ALE) e Justin Bijlow (Genoa-ITA)

DEFENSORES
Denzel Dumfries (Internazionale-ITA), Jeremie Frimpong (Liverpool-ING), Virgil van Dijk (Liverpool-ING), Jan Paul van Hecke (Brighton-ING), Lutsharel Geertruida (Sunderland-ING), Stefan de Vrij (Internazionale-ITA), Micky van de Ven (Tottenham Hotspur-ING), Nathan Aké (Manchester City-ING) e Jorrel Hato (Chelsea-ING)

MEIO-CAMPISTAS
Tijjani Reijnders (Manchester City-ING), Ryan Gravenberch (Liverpool-ING), Xavi Simons (Tottenham Hotspur-ING), Luciano Valente (Feyenoord), Teun Koopmeiners (Juventus-ITA), Jerdy Schouten (PSV), Quinten Timber (Olympique de Marselha-FRA) e Kees Smit (AZ)

ATACANTES
Donyell Malen (Roma-ITA), Cody Gakpo (Liverpool-ING), Brian Brobbey (Sunderland-ING), Noa Lang (Galatasaray-TUR) e Wout Weghorst (Ajax)