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| Lize Kop teve mais uma partida no gol, com a lesão de Van Domselaar - e fez defesas importantes nestas datas FIFA (Joris Verwijst/BSR Agency/Getty Images) |
terça-feira, 16 de julho de 2024
Ela voltou
quinta-feira, 11 de julho de 2024
Com emoção ou sem emoção?
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| A Euro masculina acabou para a Holanda (Países Baixos). Para a feminina, a vaga pode chegar - e as jogadoras esperam que seja o quanto antes... (Soccrates Images) |
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| Clube novo: Vivianne Miedema ainda começará seu caminho no Manchester City. E na seleção, vida nova, após tanto sofrimento nos últimos dois anos? (BSR Agency) |
terça-feira, 9 de abril de 2024
Por enquanto, elas ficam
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| O gol da vitória da Holanda (Países Baixos) contra a Noruega saiu de uma velha conhecida, Beerensteyn. E a pressão sobre as veteranas foi amenizada (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images) |
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| Na estreia pelas eliminatórias, a Itália comemorou, a Holanda amargou péssima atuação, e Spitse entrou na mira das críticas (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images) |
domingo, 18 de junho de 2023
Nem assim adiantou
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| A seleção da Holanda esperava, pelo menos, que o entrosamento levasse a uma melhor atuação contra a Itália. Só viu uma desorganização que preocupa ainda mais para o futuro (Getty Images) |
Já decepcionada pela derrota na semifinal da Liga das Nações, a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) tinha apenas uma única intenção: tentar ganhar um pouco de entrosamento, diante da Itália, na decisão de 3º e 4º lugares do torneio, para quem sabe minorar um pouco a impressão de desorganização deixada na semifinal contra a Croácia. Por isso, o técnico Ronald Koeman escalou time titular. Nem assim adiantou: mesmo com a melhora progressiva no decorrer do jogo, os erros gritantes cometidos no primeiro tempo - até piores do que contra a Croácia - cobraram o preço. E a derrota por 3 a 2 só aumenta a intensidade das dúvidas sobre o trabalho de Koeman.
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| As entradas de Wijnaldum e Bergwijn ajudaram, pelo menos, a acelerar um pouco mais a Laranja no segundo tempo (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images) |
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
Achou-se um caminho
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| A Holanda ainda teve dificuldades contra a Itália. Mas a expressão de Van de Beek exemplifica bem a evolução da Laranja, mais valente e ofensiva no empate (Getty Images) |
Enfrentar a Itália - ofensiva, motivada, entrosada, há 18 jogos sem perder - era algo temerário para uma seleção da Holanda (Países Baixos) lenta e desatenta, como se mostrara nos dois primeiros jogos sob o comando de Frank de Boer. E obviamente, o técnico da Laranja sabia disso. Arriscou mudanças importantes para o quarto jogo pela Liga das Nações, fora de casa, contra um adversário de respeito. E se a vitória ainda não veio sob o novo técnico, pelo menos a seleção neerlandesa mostrou no 1 a 1 desta quarta-feira que nem tudo está perdido para ela.
Está certo que a principal mudança no esquema holandês de jogo - voltar a usar três zagueiros, com cinco homens na defesa, algo que não acontecia desde 2018 - causou algumas dificuldades no começo. Havia espaço para a Itália avançar. Isso se viu já no primeiro minuto, quando Jasper Cillessen já teve de trabalhar, num chute de Lorenzo Pellegrini. Viu-se, principalmente, na jogada do gol da Azzurra, aos 16', quando um lançamento perfeito de Nicolò Barella (outra boa partida) pegou Nathan Aké e Stefan de Vrij mal posicionados, e Pellegrini ficou livre para entrar na área e fazer 1 a 0. Viu-se pouco depois, aos 23', quando Cillessen fez defesa até mais difícil, num chute de Ciro Immobile.
Entretanto, se se viam problemas, também se notavam crescimentos na Holanda, à medida que a etapa inicial progredia. Frenkie de Jong fazia mais uma de suas ótimas atuações, saindo sempre com segurança e dando o passe certo para desenvolver contra-ataques. Se Georginio Wijnaldum começou falho, Donny van de Beek enfim justificou uma escalação sua, chegando ao ataque como sempre fazia. Até mesmo Daley Blind, "liberado" para avançar com a escalação de Aké (melhorou após o lance do gol italiano), foi opção mais visível no jogo. E o gol do empate sintetizou tudo isso: Frenkie de Jong "achou" Blind na esquerda, este cruzou, Memphis concluiu, e Van de Beek conseguiu acertar o rebote de Gianluigi Donnarumma nas redes.
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| Se a Holanda chegou mais ao ataque em Bérgamo, boa parte disso se deveu às saídas de bola sempre precisas de Frenkie de Jong. Só faltou acertar as chances de gol (BSR Agency) |
Porém, é claro, houve coisas a consertar, mesmo numa atuação promissora como a que viu da Oranje em Bérgamo. Na defesa, Hans Hateboer novamente deixou a desejar: lento, o lateral direito errou muito em suas tentativas de ajudar a defesa - o pior erro, no segundo tempo, deixou Immobile na cara do gol aos 57', e a Itália só não fez 2 a 1 pela providencial saída de Cillessen, que defendeu com os pés. Aliás, com esta e mais duas boas defesas no primeiro tempo (aos 39', em chutes de Leonardo Spinazzola e Danilo D'Ambrosio), o goleiro valorizou um pouco seu nome, que andou questionado. No ataque, Luuk de Jong até apareceu mais do que contra a Bósnia. Mas aparecer mais não quis dizer "jogar bem": quis dizer apenas que o De Jong "mais velho" perdeu boas chances de gol - principalmente no primeiro tempo, de cabeça, aos 36'.
Finalmente, houve os momentos que fizeram crer que nem tudo está perdido para a Holanda. O início do segundo tempo foi um desses, com chances se empilhando (Wijnaldum aos 49', Depay aos 55') e um time com muita gente no ataque. A Holanda conseguiu trocar passes, ser perigosa, pressionar a Itália. Faltou só a "eficiência", um velho problema neerlandês: ter gente capaz de acertar o gol - algo necessário, diante de outra atuação segura dos destaques italianos na zaga (Gianluigi Donnarumma e, principalmente, Giorgio Chiellini). E, na reta final do jogo, talvez tenha faltado mais ambição de Frank de Boer para ganhar um jogo que poderia ter sido ganho. O técnico demorou para mudar - e quando o fez, preferiu proteger a defesa com a entrada de Joël Veltman. Ryan Babel só entrou quando já quase não havia tempo para mais nada.
E ficou no placar o 1 a 1. Que dificulta a Holanda de repetir o vice-campeonato na Liga das Nações. Que faz crescer ainda mais a importância dos jogos contra Bósnia (em casa) e Polônia (fora), em novembro, nos quais nem mesmo vencer pode ser suficiente, tendo em vista a superioridade da Itália na tabela do embolado grupo 1 da Liga A. Mas a médio prazo, pelo menos o empate em Bérgamo deu a aliviante impressão de que a Laranja achou um caminho promissor de jogo. Que invista nele, então.
Liga das Nações da UEFA - Liga A - Grupo 1
Itália 1x1 Holanda
Data: 14 de outubro de 2020
Local: Atleti Azzurri d'Italia (Bérgamo)
Árbitro: Anthony Taylor (Inglaterra)
Gols: Lorenzo Pellegrini, aos 16', e Donny van de Beek, aos 25'
Itália
Gianluigi Donnarumma; Danilo D'Ambrosio, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini e Leonardo Spinazzola; Marco Verratti (Manuel Locatelli), Jorginho e Nicolò Barella; Federico Chiesa (Moise Kean), Ciro Immobile e Lorenzo Pellegrini (Alessandro Florenzi). Técnico: Roberto Mancini
Holanda
Jasper Cillessen; Hans Hateboer, Virgil van Dijk, Stefan de Vrij, Daley Blind (Joël Veltman) e Nathan Aké; Donny van de Beek, Frenkie de Jong e Georginio Wijnaldum; Luuk de Jong e Memphis Depay (Ryan Babel). Técnico: Frank de Boer
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
É boa mas não são duas
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| A Itália foi bem mais rápida, assumiu o destaque... e deixou a Holanda de Van Dijk para trás, bem para trás (European Press Agency) |
A seleção (masculina) da Itália vive sob desconfiança constante, desde a ausência na Copa de 2018. A da Holanda (Países Baixos) também, após as ausências na Euro 2016 e também no Mundial de dois anos atrás. Mas a Laranja conseguiu minorar as desconfianças de lá para cá, porque tem uma boa geração que desabrochou: Virgil van Dijk, Matthijs de Ligt, Frenkie de Jong, Memphis Depay, Steven Bergwijn... só que a Itália também tem uma geração capaz de fazer uma seleção decente. E a Azzurra lembrou isso, da pior maneira possível para os holandeses, sobrepujados até com facilidade no 1 a 0 transalpino em Amsterdã, na segunda rodada da Liga das Nações da UEFA.
Para a partida, o técnico Dwight Lodeweges fez uma alteração pedida por muitos: enfim, Donny van de Beek começaria um jogo como titular, com Georginio Wijnaldum destinado para a ponta-direita, "sacrificando" Steven Bergwijn, iniciando entre os reservas. Poderia ter sido ofensivamente atraente... se desse certo. Porque a Itália começou a partida na Johan Cruyff Arena muito bem definida no que desejava fazer. Primeiro, manteve mais a posse de bola. Se tinha mais a bola, trocava mais passes. E se trocava mais passes, não só impedia os Países Baixos de jogarem como gostam (principalmente em relação a destaques neerlandeses, como Frenkie de Jong), mas também conseguia atacar mais. E estar mais atenta às falhas holandesas - como a que Joël Veltman cometeu na saída de bola, aos 12', dando ao meio-campista Nicolò Barella espaço para dominar e arrematar, para fora (com desvio). Barella, por sinal, já despontava como destaque, chegando com velocidade ao ataque.
Mais perigoso ainda era ver que, na esquerda, com Van de Beek e Wijnaldum - ou mesmo Marten de Roon no lugar de qualquer um dos dois - tendo de acompanhar Manuel Locatelli. Com dois meio-campistas perdendo na marcação e Hans Hateboer mal escalado (o ala da Atalanta vai bem melhor no apoio do que na marcação, coisa que teria de fazer como lateral), havia espaço à farta na esquerda para a Itália atacar. E a dupla Leonardo Spinazzola-Ciro Immobile percebeu isso. Spinazzola, aos 17', cruzando para Nicolò Zaniolo tentar um gol de voleio (para fora); Immobile, aos 19', quando chutou cruzado, perto do gol.
Sem espaço nem tempo para impor a pressão na marcação nem para atacar, a Holanda estava presa. No primeiro tempo, só um lance digno de nota - aos 32', quando Wijnaldum recebeu de Nathan Aké, trouxe a bola até a entrada da área e chutou rasteiro, para Gianluigi Donnarumma pegar. De resto, a superioridade da Itália era clara. Lorenzo Insigne se uniu a Spinazzola, Barella e Immobile como destaque, chutando novamente perto do gol, aos 35'. Nem mesmo a lesão (aparente e lamentavelmente grave) no joelho de Zaniolo, forçando a primeira alteração da Azzurra já aos 42', minorou o ânimo e a superioridade italianos. Que chegaram ao 1 a 0 no fim do primeiro tempo, em jogada que exemplificou como os dois times estavam em velocidades diferentes: a defesa holandesa foi totalmente envolvida pela troca de passes de Immobile e Insigne, e Aké só viu Barella subir sozinho na pequena área para fazer 1 a 0, de cabeça.
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| Memphis Depay tentou, como sempre tenta. Mas a defesa italiana se aguentou bem (Pro Shots) |
Pelo menos no começo do segundo tempo, a Itália continuou francamente superior. Teve pelo menos duas chances boas para ampliar. Uma por erro holandês, aos 53', quando Hateboer errou na saída de bola e Immobile dominou (Hateboer conseguiu voltar à área a tempo e desarmou o "Chuteira de Ouro" na hora certa); outra por mérito italiano, momentos depois (Insigne arriscou chute de fora, e Cillessen espalmou bem). Até que os italianos cansaram, passando a apostar mais nos contra-ataques - natural, num cenário de longa inatividade.
Só por isso a Holanda melhorou. Já aos 55' o empate poderia ter vindo, num desvio de Van de Beek espalmado por Donnarumma. Depois, tentando reeditar a escalação e o jeito de jogar contra a Polônia, Bergwijn veio ao lugar de Van de Beek (meio despercebido neste jogo). Memphis Depay seguiu chamando a responsabilidade, com domínios e chutes (como aos 61', que passou por cima, perto do travessão). Mas a criatividade da Holanda não ia muito longe: nem a entrada de Denzel Dumfries na lateral direita - um pouco melhor do que Hateboer -, nem a força de Luuk de Jong no jogo aéreo, nem a já previsível ida de Virgil van Dijk ao ataque no "abafa final", nada disso perturbou a vitória da Itália. Que até perdeu chances de ampliar - como aos 67' e nos acréscimos, ambas com Moise Kean.
Porque a Itália pode até ter empatado contra a Bósnia, mas tem um time tão promissor quanto a Laranja. Que é capacitada, mas ainda não é uma seleção tão forte quanto possa parecer. Trocando em miúdos: a Holanda é boa, sim. Mas não são duas.
Liga das Nações da UEFA - Liga A - Grupo 1
Holanda 0x1 Itália
Data: 7 de setembro de 2020
Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã)
Árbitro: Felix Brych (Alemanha)
Gols: Nicolò Barella, aos 45' + 1
Holanda
Jasper Cillessen; Hans Hateboer (Denzel Dumfries), Joël Veltman, Virgil van Dijk e Nathan Aké (Luuk de Jong); Marten de Roon, Donny van de Beek (Steven Bergwijn) e Frenkie de Jong; Georginio Wijnaldum, Memphis Depay e Quincy Promes. Técnico: Dwight Lodeweges
Itália
Gianluigi Donnarumma; Danilo D'Ambrosio, Giorgio Chiellini, Leonardo Bonucci e Leonardo Spinazzola; Nicolò Barella, Jorginho e Manuel Locatelli (Bryan Cristante); Nicolò Zaniolo (Moise Kean), Ciro Immobile e Lorenzo Insigne (Federico Chiesa). Técnico: Roberto Mancini
sábado, 29 de junho de 2019
Já ganhou (o respeito)
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| O gol de Van der Gragt fechou o placar - e abriu o caminho das semifinais para uma Holanda que merece respeito (FIFA/Getty Images) |
A seleção feminina da Holanda avançava na Copa do Mundo. Mas, mesmo seguindo no torneio, com quatro vitórias em quatro jogos, era notável que as Leoas Laranjas tinham problemas preocupantes. É certo que não há seleções que não sigam com erros, mesmo durante uma Copa do Mundo. No entanto, há um momento em grandes torneios em que a equipe necessita impor respeito, mostrar por que chegou tão longe. Na melhor hora possível, a Oranje mostrou isso: teve sua melhor atuação na Copa, superou a Itália, e chegou aos seus objetivos iniciais - a semifinal do torneio, e à vaga no torneio olímpico de futebol feminino, nos Jogos de Tóquio, em 2020.
A rigor, desde que a bola rolou em Valenciennes, a Holanda já fazia por merecer elogios. Por opção tática da Itália (deixando deliberadamente a posse de bola nos pés laranjas) e por mérito próprio, as holandesas tiveram mais força ofensiva. Os méritos próprios residiram, principalmente, no meio-campo. Nem tanto por Daniëlle van de Donk: a camisa 10 seguiu aparecendo bastante no ataque, mas quase sempre fez opções erradas de jogada no primeiro tempo - com exemplo claro nos acréscimos do 1º tempo, quando um erro de passe de Elena Linari abriu espaço para um contra-ataque de quatro holandesas contra três italianas, e Van de Donk escolheu a jogada individual. Entretanto, Jackie Groenen e Sherida Spitse compensavam plenamente no meio. Groenen era precisa nos desarmes, e mostrava velocidade na direita, enquanto Spitse ditava o ritmo do jogo: ora recuava para ajudar a defesa, ora avançava para auxiliar o ataque.
Porém, algo ainda preocupava, na Holanda. O ataque tinha a bola nos pés, mas raramente causava problemas à goleira da Itália, Laura Giuliani - que, a rigor, só apareceu aos 29', num arremate fraco de Vivianne Miedema, e aos 43', numa cobrança de falta de Spitse, que mandou a bola diretamente às suas mãos. Shanice van de Sanden tentava as jogadas individuais, mas não tinha espaço - ou era precipitada nos avanços. Miedema mostrava lentidão. O único ponto notável do trio ofensivo da Laranja era Lieke Martens: superando dores num dedo do pé que quase a tiraram do jogo, a camisa 11 buscava a bola, tentava jogadas pela esquerda, ia para o meio-campo ajudar Van de Donk. Ainda assim, cabia prestar muita atenção ao ataque italiano. Mesmo enfraquecidas pela ausência de Cristiana Girelli, as Azzurre começaram a bloquear o espaço da Holanda. E em poucos passes, tiveram chances mais perigosas - como aos 18', quando Valentina Bergamaschi cabeceou fracamente para a defesa de Sari van Veenendaal, e aos 36', num chute cruzado de Valentina Giacinti, que passou rente à trave.
O calor fortíssimo em Valenciennes (33º, forçando duas paradas técnicas para refresco) deixava o jogo mais lento. Mas era também muito equilibrado. Quem acertasse mais no segundo tempo, provavelmente levaria a vaga nas semifinais. E a Holanda começou a se aproximar disso, com muita velocidade. Só que as chances perdidas se avolumavam: era Miedema cabeceando fraco após cruzamento de Van de Sanden aos 49', era um chute de Groenen que batia em duas italianas - e nela própria - e saía aos 51', era um cruzamento de Desiree van Lunteren (bem no jogo) que Miedema furava aos 52', era a bola na travessão de Daniëlle van de Donk aos 58'. Tantas chances perdidas poderiam custar caríssimo.
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| A Holanda perdia chances demais contra a Itália, mesmo superior no segundo tempo. Até que Miedema aproveitou e acalmou o time (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images) |
Só restava a Sarina Wiegman fazer as mudanças que podia: por exemplo, colocar Lineth Beerensteyn no lugar da cansada Van de Sanden, aos 56'. E só restava à Holanda ter a paciência que a treinadora pedira na entrevista pré-jogo, e manter a posse de bola. Vinham as chances - como outro chute de Spitse, mandando a bola rente à trave, aos 66'. Mas faltava aproveitá-las. Não faltou mais a partir dos 70', com o gol do alívio: Miedema, desviando de cabeça para marcar seu terceiro gol na Copa.
Ainda cabia ter todo o cuidado com as italianas, até pela entrada de Anna Maria Serturini, veloz meio-campista. Mas a Holanda nem precisava desse conselho: mostrava serenidade, mantinha a posse de bola no campo de ataque (méritos a Van de Donk, boa na retenção), tinha superioridade clara. E o gol de Van der Gragt, aos 80', em outra bola aérea - sexto gol de bola alta da Holanda na Copa - foi o início da festa e da comemoração.
Sim, comemoração. Porque a Holanda já alcançou coisas neste Mundial, termine em quarto lugar ou seja campeã. Já ganhou o respeito de quem acompanha o futebol feminino no mundo. Já provou que o título da Euro 2017 não foi sorte de principiante. Só não ganhou ainda a semifinal, seja contra Alemanha ou contra Suécia. E talvez, saber que não ganhou nada seja a chave para as Leoas Laranjas fazerem ainda mais história do que já fizeram.
Itália
Laura Giuliani; Alia Guagni, Sara Gama, Elena Linari e Elisa Bartoli (Lisa Boattin); Valentina Bergamaschi (Anna Maria Serturini), Aurora Galli, Manuela Giugliano e Valentina Cernoia; Valentina Giacinti e Barbara Bonansea (Daniela Sabatino). Técnica: Milena Bertolini
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Pouco tempo, muito a resolver
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| O empate de Aké (15) foi bom. E melhor ainda será a Holanda ter rapidez para melhorar, após a atuação deficiente contra a Itália (AFP) |
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| Van Dijk voltou do descanso. E foi lento no gol italiano, de Zaza (Getty Images) |
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Últimos ajustes
| Pröpper, Van Dijk, Aké, De Roon: a Holanda já tem novas caras sob Ronald Koeman. A hora é de ajustes finais rumo à Liga das Nações, nos últimos amistosos antes dela (ANP) |
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Top 10: holandeses na Serie A
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| Quando éramos reis: o domínio do trio Gullit-Van Basten-Rijkaard no Milan simbolizou grande momento do futebol holandês (AP) |
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| Bergkamp até ganhou Copa da UEFA pela Inter, mas não deixou em Milão tantas saudades quanto no Arsenal (Bob Thomas/Getty Images) |
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| Winter viveu relação de amor e ódio na Lazio, e encontrou a paz na Inter (inter.it) |
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| Dá para cravar: antes de Maradona, Krol foi o mais conhecido nome da história do Napoli (spazionapoli.it) |
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| Faas Wilkes teve de escolher entre clube italiano e seleção holandesa. Ficou com a Inter (alchetron.com) |
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| Davids ensaiou um fracasso no Milan. Mas na Juventus, tornou-se um dos grandes volantes de seu tempo (Reuters) |
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| Quando era um dos melhores jogadores do mundo, Sneijder estava na Internazionale (US Presswire) |
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| Seedorf viveu mais uma história de recuperação: ruim na Inter, virou antológico no Milan (AP) |
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| A força física se aliava à qualidade técnica. E Gullit brilhou no Milan (acmilan.it) |
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| Quando jogava pelo Milan, Rijkaard parecia cobrir todos os cantos do campo: volante ou meio-campista (Leo Vogelzang) |
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| Van Basten quase alcançou a unanimidade no Milan: para a maioria, era o melhor atacante do mundo na época (Getty Images) |


























