O empate por 2 a 2 com o Japão, marcando a estreia da Holanda (Países Baixos) nesta Copa do Mundo, pode ser visto de duas maneiras. Há o lado positivo: ao contrário das preocupações que os amistosos trouxeram, a Laranja cresceu em ambiente competitivo, melhorou, até fez por merecer a vitória. Mas há o lado negativo visto no estádio de Dallas (mais precisamente, de Arlington, subúrbio): ele está focado nas alterações do técnico Ronald Koeman, que tiraram a velocidade neerlandesa e permitiram que o Japão crescesse na reta final, até o empate que conquistou.
Como se pensava, a Laranja começou tendo mais a bola nos pés. Mas como não se pensava, a primeira chance veio rapidamente: Cody Gakpo fez sua jogada habitual pela esquerda aos 3', passou a Donyell Malen, e este só não fez o gol pela excepcional defesa de Zion Suzuki. Além do mais, a equipe neerlandesa logo impôs seu ritmo: não tinha muito espaço para atacar, mas também não dava espaço para os temidos e velozes contragolpes do Japão. Que no início, só teve qualquer coisa parecida com uma oportunidade de gol aos 15', quando Shogo Taniguchi avançou e cruzou, e Daizen Maeda (opção nova no ataque) desviou para fora, acossado por Jan Paul van Hecke. Ou aos 27', quando Hiroki Ito, outro defensor a ter avançado, aproveitou um chute e mandou muito acima do gol.
Só que os holandeses só voltariam a chegar perto do gol aos 30', sem muito perigo (cabeceio desajeitado de Denzel Dumfries). O perigo veio, sim, aos 34': num escanteio, Malen cabeceou e Suzuki rebateu - na sequência da jogada, ainda, Tijjani Reijnders mandou a bola para fora. Aos 36', a chance poderia ter sido perigosa, mas Gakpo escorregou na hora de finalizar, errando a meta. O Japão se continha, ficava nos contra-ataques... mas só ficou perto do gol quando "cortou caminho", com lançamentos longos. Foi assim aos 43', quando Daichi Kamada cruzou, e Keito Nakamura dominou bem, mas chutou para fora. Ou aos 45': a bola saiu dos pés de Taniguchi, chegou a Ayase Ueda, mas o atacante finalizou na rede pelo lado de fora. As duas seleções se protegiam bastante. Faltava alguma ser mais aguda em campo.
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| Summerville e Gravenberch (de frente) foram responsáveis por fazerem a Holanda crescer de produção no segundo tempo. Poderiam ter ficado em campo... (Jose Breton/Pics Action/NurPhoto/Getty Images) |
A Holanda decidiu ser isso, tão logo o segundo tempo começou. Com menos de um minuto de segundo tempo, Summerville tentou uma jogada, cruzou a bola para a área, mas ninguém finalizou. Virgil van Dijk fez isso, da melhor maneira possível para os holandeses: aos 50', Ryan Gravenberch cruzou, e o capitão da Laranja cabeceou para o primeiro gol dela nesta Copa do Mundo. Claro que o Japão teria mais espaço e obrigação para atacar, e também não demorou muito para empatar: já aos 57', com a bola circulando perto da defesa holandesa, Nakamura bateu de média distância, a bola desviou em Daizen Maeda (ou terá sido em Van Hecke?), e o 1 a 1 japonês estava garantido.
De todo modo, mesmo com o empate, a Laranja seguiu calma, sem se abalar. Gravenberch, especialmente, seguia como desafogo na direita. Assim como... Summerville. E os dois teriam participação decisiva no segundo gol holandês, com bola no pé, aos 64'. Primeiro, o meio-campo fez excelente jogada, e deu sequência a ela entregando a pelota para que o camisa 24, praticamente novato - só dois jogos pela Laranja - fizesse 2 a 1, aos 64'. Desde então, a seleção europeia começou a se recuar, gradativamente, para jogar com três zagueiros. Mostras disso foram as alterações no segundo tempo, logo após a pausa para hidratação na etapa final: mesmo jogando bem, ambos, Reijnders e Summerville foram substituídos. E Memphis Depay, enfim entrando em campo, reduziu a velocidade que o ataque tinha com Malen.
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| O excessivo recuo holandês fez com que o Japão crescesse na etapa final. Até conseguir o empate que tanto buscou (Charlotte Wilson/Getty Images) |
Resultado: o Japão voltou a atacar, na reta final do jogo. Começou a criar mais chances, com nomes conhecidos do Campeonato Holandês que vieram a campo. Como o ala Yukinari Sugawara, que chutou para a defesa de Verbruggen, aos 79'. E como, finalmente, Koki Ogawa: no penúltimo minuto do tempo regulamentar, em escanteio, o atacante que se destacou pelo NEC na temporada recente do Campeonato Holandês, sozinho na área, desviou escanteio de cabeça. Daichi Kamada também completou. E o Japão conseguiu o 2 a 2 que buscou bem mais na reta final.
E buscou bem mais porque as mudanças de Ronald Koeman estragaram o que poderia ter sido uma vitória. Mas "agora é continuar", como Van Dijk completou após a partida.
COPA DO MUNDO FIFA 2026 - GRUPO F
Holanda 2x2 Japão
Data: 14 de junho de 2026
Local: Dallas Stadium/AT&T Stadium (Arlington, Dallas)
Árbitro: Ismail Elfath (Estados Unidos)
Gols: Virgil van Dijk, aos 51', Keito Nakamura, aos 57', Crysencio Summerville, aos 64', e Daichi Kamada, aos 89'
HOLANDA
Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Jan Paul van Hecke e Micky van de Ven; Ryan Gravenberch (Nathan Aké, aos 81'), Tijjani Reijnders (Quinten Timber, aos 68') e Frenkie de Jong; Crysencio Summerville (Teun Koopmeiners, aos 68'), Donyell Malen (Memphis Depay, aos 68') e Cody Gakpo (Brian Brobbey, aos 84'). Técnico: Ronald Koeman
JAPÃO
Zion Suzuki; Tsuyoshi Watanabe (Takehiro Tomiyasu, aos 75'), Shogo Taniguchi e Hiroki Ito; Ritsu Doan (Yukinari Sugawara, aos 75'), Kaichi Sano, Daichi Kamada e Keito Nakamura; Takefusa Kubo (Koki Ogawa, aos 75'), Ayase Ueda (Kento Shiogai, aos 84') e Daizen Maeda (Junya Ito, aos 66'). Técnico: Hajime Moriyasu



Esse técnico é uma piada, esse empate foi na conta dele. Não vejo a Orange chegando longe nesta Copa, se chegar às oitavas já vai ser muito. Espero que arrumem um treinador decente para o próximo mundial, pq com esse aí não vai.
ResponderExcluirUma pessoa com dois neurônios já sabia que ia dar ruim depois de tirar os 3 atacantes, mas só ele não sabia disso.