sexta-feira, 26 de junho de 2026

Uma última facilidade

A seleção da Holanda (Países Baixos) teve poucos sustos, e dominou a Tunísia como se esperava. Vitória tranquila, antes do desafio grande contra Marrocos, nos 16-avos de final da Copa do Mundo (Robin van Lonkhuijzen/ANP/Getty Images)

A seleção masculina da Holanda (Países Baixos) já estava tranquila antes mesmo da bola rolar, nesta última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Estava praticamente classificada para os 16-avos de final, com os quatro pontos que já tinha. Enfrentaria a Tunísia, alquebrada por problemas dentro e fora de campo, já eliminada previamente. Facilitou ainda mais sua tarefa ao abrir vantagem precoce, como já fizera contra a Suécia. E conseguiu terminar o grupo F ainda tranquila, na liderança, com vitória por 3 a 1, com certo "respiro" para consertar os problemas que precisam de arrumação até a próxima segunda-feira, quando a exigência será bem maior. Primeiro, por já ser jogo eliminatório na Copa. Segundo, porque o adversário é altamente capacitado para causar problemas: Marrocos.

Quando Ismael Gharbi recebeu a bola, em cruzamento rasteiro, e finalizou para fora, por cima do gol, aos 3', pareceu que a lentidão insistente holandesa no recuo para contra-ataques adversários anteciparia esses problemas. Mas só pareceu, porque no minuto seguinte, a rapidez da Laranja em ataques fez outra vítima - e nem foi necessário finalizar: Donyell Malen ajeitou, Denzel Dumfries cruzou, e antes que a bola chegasse a Brian Brobbey, Ellyes Skhiri desviou e cometeu gol contra. Mais quatro minutos, e outro gol, surgido de bola parada - Tijjani Reijnders cobrou falta, Virgil van Dijk ajeitou de cabeça, e Brobbey arrematou firme para o 2 a 0. Tranquilidade muito bem vinda para a Laranja.

Até porque, fragilizada, a Tunísia só trouxe perigo relativo aos 12', num cabeceio de Anis Ben Slimane. No mais, as possibilidades maiores de gol foram neerlandesas. Só poderiam ter sido melhor aproveitadas: o gol só esteve perto, de verdade, aos 19' (Reijnders tentou, após lançamento de Dumfries, e o goleiro Aymen Dahmen espalmou para escanteio), aos 28' (Malen - outra má atuação, sem conseguir superar a marcação -, arrematou para fora, após escanteio) e aos 41' (Reijnders deixou Cody Gakpo em boas condições para finalizar, mas Dahmen desviou a bola e impediu que o atacante holandês o driblasse).

De novo colaborando com gol (além de estar na jogada do gol contra de Skhiri que abriu o placar), Brian Brobbey cada vez mais atrai confiança (Richard Pelham/Getty Images)

Não, os Países Baixos não sofriam, nem mesmo após a pausa para hidratação. Mas tantas chances perdidas voltaram a trazer desconforto no começo do segundo tempo, pior momento neerlandês no gramado do estádio Arrowhead. Porque, se Brobbey e Dumfries tentaram aos 51', a Tunísia teve espaço para tentar avançar, com a bola nos pés, aos 53'. Foi quando Yan Valery avançou, chutou, a bola foi bloqueada para escanteio... e na cobrança da sequência, Hazem Mastouri (titular nesta quinta) subiu sozinho para cabecear e diminuir a vantagem holandesa. Que estava segura, mas precisava de cuidados, até porque o Japão saíra na frente do placar contra a Suécia - e, com mais um gol, ou mesmo com o empate tunisiano, "empurraria" a Laranja para o segundo lugar, com o Brasil a esperar nos 16-avos de final.

Contudo, essa complicação foi mitigada quando a Holanda "pagou na mesma moeda", aos 62': escanteio cobrado por Reijnders, e Jan Paul van Hecke desviou de cabeça - Ben Slimane tentou afastar, sem sucesso -, para fazer seu primeiro gol com a camisa da seleção. A partir dali, a Tunísia estava abatida: só teve chances em chutes de fora, com Mastouri, aos 65', e Hannibal Mejbri, aos 76', ambos defendidos por Verbruggen. Mais soltos, os holandeses cresceram, até. Reijnders teve a chance de minimizar sua frágil atuação defensiva ao finalizar com toque sutil, por cobertura, aos 66', mandando a bola no travessão (na sequência, Dumfries perdeu a chance em cabeceio). Aos 78', Van Dijk quase fez de cabeça - Dahmen pegou. Até mesmo Memphis Depay, ainda retomando o ritmo de jogo, quase marcou em estiloso voleio.

Momentos relaxados, numa vitória holandesa previsivelmente tranquila. Uma última facilidade, antes do desafio gigante que a espera com Marrocos, adversário da próxima segunda-feira.

COPA DO MUNDO FIFA 2026 - GRUPO F

Holanda 3x1 Tunísia

Data: 25 de junho de 2026
Local: Kansas City Stadium/Arrowhead Stadium (Kansas City, Missouri)
Árbitra: Katia García (México)
Gols: Ellyes Skhiri (contra), aos 3', Brian Brobbey, aos 7', Hazem Mastouri, aos 54', e Jan Paul van Hecke, aos 62'

HOLANDA
Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Jan Paul van Hecke e Nathan Aké; Ryan Gravenberch, Tijjani Reijnders (Justin Kluivert, aos 72') e Frenkie de Jong (Teun Koopmeiners, aos 72'); Donyell Malen (Crysencio Summerville, aos 72'), Brian Brobbey (Memphis Depay, aos 77') e Cody Gakpo (Noa Lang, aos 84'). Técnico: Ronald Koeman

TUNÍSIA
Aymen Dahmen; Yan Valery, Montassar Talbi, Rani Khedira (Mohamed Hadj Mahmoud, aos 67'), Mohamed Amine Ben Hmida (Mortadha Ben Ouanes, aos 67') e Ali Abdi; Anis Ben Slimane  (Elias Achouri, aos 67'), Ellyes Skhiri, Hannibal Mejbri e Ismael Gharbi (Firas Chaouat, aos 76'); Hazem Mastouri (Sebastian Tounekti, aos 90'). Técnico: Hervé Renard

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