domingo, 7 de setembro de 2025

Alarme verdadeiro

Memphis Depay, abraçado por Gakpo, foi o nome que decidiu a vitória para a Holanda (Países Baixos). Pouco, diante de atuação preocupante (Petras Malukas/AFP/Getty Images)

Na entrevista pré-jogo que concedeu, o técnico da Lituânia, Edgaras Jankauskas, minimizou um pouco o favoritismo que a Holanda (Países Baixos) tinha, na partida deste domingo, pelas eliminatórias da Copa de 2026: "Se a Holanda é pressionada, ela comete erros. Consegui ver isso até contra Malta: mesmo goleando, houve um período do jogo em que a defesa holandesa levou pressão e teve algumas dificuldades". Poderia parecer ridículo esperar que os lituanos fizessem algo em Kaunas. Pois quase fizeram: a Laranja repetiu a história vista contra a Polônia, fazendo uma vantagem inicial e permitindo o empate, com o desleixo defensivo. Houve risco sério de vexame, até. Evitado pela vitória por 3 a 2, mais difícil do que se pensava, mas mantendo a equipe neerlandesa na primeira posição.

Com a defesa lituana previsivelmente fechada em Kaunas (era uma barreira de até cinco jogadores), mais jogadores tentavam ajudar Cody Gakpo. Como Quinten Timber, com quem o camisa 11 tabelou, logo aos 5', antes de chutar para a defesa do goleiro Edvinas Gertmonas. Ou Memphis Depay, que participou bastante. Aos 6', num cruzamento. Aos 10', arrematando por cima do gol, após tabelar com Gakpo. E principalmente, aos 11', fazendo o gol que o isolou como maior goleador da história da Laranja (51 gols, um à frente de Robin van Persie), completando cruzamento de Gakpo na pequena área.

A partir daí, a Holanda voltou a cometer o erro do empate contra a Polônia: mesmo com a maior posse de bola (foram 75% no primeiro tempo), mesmo que Virgil van Dijk tivesse espaço para avançar, as chances eram poucas, diante de um time fechado até para chutes de fora. Só aos 25' se tentou algo, num arremate de Quinten Timber para fora, numa falta ensaiada. Se era impossível nos chutes, o segundo gol surgiu nos passes. Aos 33', Donyell Malen avançou tentando chutar da entrada da área. Sem espaço, preferiu rolar a bola. Deu certo: Timber dominou, chegou à pequena área e finalizou cruzado para o 2 a 0. Poderia estar resolvido.

Não estava. Porque outro defeito constante da Laranja apareceu: a desatenção e lentidão de sua defesa. Foi assim logo aos 36', quando Justas Lasickas superou Jerdy Schouten na corrida, Stefan de Vrij falhou na cobertura, e Lasickas cruzou para Gvidas Gineitis arrematar e diminuir a vantagem neerlandesa. Vantagem que se acabou por completo aos 42', numa bola parada: Gineitis cobrou falta, o zagueiro Edvinas Girdvainis desviou de cabeça, 2 a 2. 

Poderia parecer ridículo imaginar a Lituânia pressionando a Laranja (jogando de azul), mas o empate e o esforço constante fez a seleção da casa merecer aplausos (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images)

Um empate que seria vexaminoso para a Laranja pareceu correr até mais perigo no começo do segundo tempo. Porque os Países Baixos só tinham as tentativas de Gakpo, no ataque (aos 54', um chute dele foi bloqueado por Markas Beneta, zagueiro que recém-entrara em campo; aos 59', o camisa 11 bateu e Gertmonas pegou). E a Lituânia acreditava como nunca numa façanha, logo em seu primeiro jogo contra a Laranja pela história. Tanto que, aos 60', Arthur Dolznikov aproveitou um erro de Jerdy Schouten - atuação ruim do meio-campista, só menos frágil ao recuar para a zaga. Dolznikov dominou a bola pela esquerda, veio até a área, e arriscou o chute - defendido por Bart Verbruggen.

Justamente nesse período de maior risco, Memphis Depay apareceu de novo. Se é contestado pela torcida e imprensa holandeses, se raramente consegue ser decisivo pela Laranja, desta vez o camisa 10 foi decisivo como quer ser. Aos 64', completou de cabeça cruzamento ótimo de Dumfries para fazer o 3 a 2 e desafogar a Laranja, em grande parte. Grande parte, porque o estreante Sem Steijn e Micky van de Ven entraram bem, Malen manteve a atuação razoável (tentou seu gol, aos 78' - Gertmonas pegou), assim como Gakpo (aos 70', mandou a bola no travessão). Mas não completamente desafogada.

Porque a Lituânia insistiu, com vários atacantes em campo. Alguns, mais altos, como Vaidas Magdusauskas. Outros, um pouco mais habilidosos com a bola nos pés, como Paulius Golubickas, que até driblou Van Dijk numa tentativa aos 85'. E a Holanda terminou o jogo com três zagueiros - Matthijs de Ligt entrou nos minutos finais -, totalmente insegura, tentando apenas manter a vitória que afinal conseguiu.

Vitória que, claro, é muito válida. Principalmente por obra e graça de Memphis Depay, dos melhores em campo. Mas cuja atuação manteve os alarmes verdadeiros acesos para a sequência das eliminatórias. Caberá à Laranja apagá-los para alcançar a Copa diretamente.

Eliminatórias para a Copa de 2026 - Europa - Grupo G

Lituânia 2x3 Holanda
Data: 7 de setembro de 2025
Local: Darius e Girénas (Kaunas)
Juiz: Elchin Masiyev (Azerbaijão)
Gols: Memphis Depay, aos 11' e aos 64', Quinten Timber, aos 33', Gvidas Gineitis, aos 36', e Edvinas Girdvainis, aos 42'

LITUÂNIA
Edvinas Gertmonas; Klaudjus Upstas (Markas Beneta, aos 50'), Rokas Lekiatas, Edvinas Girdvainis,  Vilius Armalas e Justas Lasickas; Gratas Sirgedas (Paulius Golubickas, aos 67'), Domantas Antanavicius (Modestas Vorobjovas, aos 46'), Gvidas Gineitis e Romualdas Jansonas (Gytis Paulauskas, aos 46'); Artur Dolznikov (Vaidas Magdusauskas, aos 76'). Técnico: Edgaras Jankauskas

HOLANDA
Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Stefan de Vrij (Jurriën Timber, aos 61') e Nathan Aké (Micky van de Ven, aos 62'); Jerdy Schouten, Tijjani Reijnders (Sem Steijn, aos 62') e Quinten Timber; Donyell Malen (Matthijs de Ligt, aos 88'), Memphis Depay (Wout Weghorst, aos 83') e Cody Gakpo. Técnico: Ronald Koeman


sexta-feira, 5 de setembro de 2025

As críticas voltaram

A Holanda (Países Baixos) achava ter tudo sob controle, no jogo contra a Polônia e nas eliminatórias da Copa de 2026. Não é bem assim... (Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

Por mais contestado que o trabalho de Ronald Koeman seja (e é) à frente da seleção masculina da Holanda (Países Baixos), havia um inegável "cessar-fogo" com as boas atuações contra a Espanha, na Liga das Nações, e o começo seguro nas eliminatórias da Copa de 2026. Porém, o jogo contra a Polônia, nesta quinta, encerrou esse "armistício". O empate em 1 a 1 não chega a ser desastroso, mas foi desnecessário e tira um pouco da "margem de erro" que a Laranja tem para garantir a vaga direta no Mundial.

No começo do jogo, o que se viu foi o que se esperava, mesmo. A Holanda atacando, principalmente pelos lados - e principalmente pela direita, com Denzel Dumfries, que já tentou um cabeceio aos 3', para fora. Pouco depois, aos 6', um passe em profundidade, Memphis Depay ajeitou, mas Virgil van Dijk bateu para fora. E aos 13', duas chances em poucos segundos: na primeira, Tijjani Reijnders mandou a bola na trave, de fora da área (com leve desvio em Jakub Kaminski, verdade), e na segunda, Cody Gakpo arriscou o chute colocado, e o goleiro Lukasz Skorupski pegou a bola, mas quase a deixou escapar.

Porém, se avançava muito, até mesmo com Van Dijk, a Laranja deixava alguns espaços. E a Polônia, mesmo muito defensiva, dava alguns sinais de vida. Por exemplo, aos 17', quando Jakub Kiwior veio com a bola, passou em contra-ataque, e Matty Cash só não finalizou porque Micky van de Ven (titular na lateral esquerda) bloqueou a tentativa. Ou mesmo aos 32', quando Piotr Zielinski arriscou de fora da área, mandando a bola até perto do gol defendido por Bart Verbruggen. Ou aos 38', quando Sebastian Szymanski, livre, cabeceou para fora. Mas a esta altura, a Holanda já fizera 1 a 0: aos 28', Memphis Depay cobrou escanteio, Skorupski saiu mal do gol, e Dumfries cabeceou para fazer 1 a 0.

Até por isso, a Polônia tentou voltar trocando passes com mais rapidez no segundo tempo. Foi a primeira a alterar em campo, com um atacante (Karol Swiderski, no lugar de Robert Lewandowski). E conseguia se segurar diante da Holanda, que ora tentava cruzamentos - principalmente no começo do segundo tempo -, ora tentava circular com a bola perto da área, mesmo sem muito espaço. Porém, chance de gol, mesmo, só o chute de Xavi Simons, aos 68', para fora. E a Polônia acreditava, dava alguns sinais de vida (Matty Cash arrematou aos 73', a bola desviou em Jan Paul van Hecke e foi para fora)...

Matty Cash é abraçado por Zielinski após o gol de empate: a Polônia teve espaços, e numa hora, os aproveitou (Alex Bierens de Haan/UEFA/Getty Images)

Até que, aos 80', veio o desastre. Numa rara vez que a Polônia saiu para o ataque - pela esquerda, com Pawel Wszolek, conseguindo superar a marcação de Donyell Malen -, a bola passou para Kiwior, que ajeitou para Matty Cash, como já fizera na Liga das Nações 2022/23, brilhar em De Kuip. Há três anos, num empate em 2 a 2, o lateral naturalizado chutou forte, de trivela, para abrir o placar para a Polônia. Agora, o chute de Cash foi forte, no ângulo esquerdo, para estufar as redes no 1 a 1.

A Laranja nem pôde usar todas as alterações para o ataque (com um corte no nariz, Van Hecke teve de sair). E amargou um empate desnecessário. Está na liderança do grupo G das eliminatórias, ainda - em empate triplo com Polônia e Finlândia, tem saldo de gols (bem) maior. Tem adversária muito acessível na Lituânia, no próximo domingo. Ainda assim, a falta de criatividade e de segurança foi duramente punida na quinta-feira. E a torcida voltou a contestar Ronald Koeman. Até porque, de fato, mesmo que haja momentos positivos, só ter ganho de três seleções entre as 40 primeiras do ranking da FIFA até agora não depõe muito a favor. As críticas voltaram. E não sairão tão cedo de cena...

Eliminatórias para a Copa de 2026 - Europa - Grupo G

Holanda 1x1 Polônia
Data: 4 de setembro de 2025
Local: De Kuip (Roterdã)
Juiz: Simone Sozza (Itália)
Gols: Denzel Dumfries, aos 28', e Matty Cash, aos 80'

HOLANDA
Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Jan Paul van Hecke (Stefan de Vrij, aos 87') e Micky van de Ven; Frenkie de Jong (Quinten Timber, aos 83'), Tijjani Reijnders (Justin Kluivert, aos 83') e Ryan Gravenberch; Xavi Simons (Donyell Malen, aos 78'), Memphis Depay (Wout Weghorst, aos 78') e Cody Gakpo. Técnico: Ronald Koeman

POLÔNIA
Lukasz Skorupski; Matty Cash, Przemyslaw Wisniewski (Tomasz Kedziora, aos 83'), Jan Bednarek e Jakub Kiwior; Bartosz Slisz e Piotr Zielinski (Bartosz Kapustka, aos 71'); Jakub Kaminski, Sebastian Szymanski (Kamil Grosicki, aos 71') e Nicola Zalewski (Pawel Wszolek, aos 71'); Robert Lewandowski (Karol Swiderski, aos 63'). Técnico: Jan Urban


quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Guia da Eredivisie feminina 2025/26: tudo novo. De novo?

O Twente comemorou o bicampeonato do Campeonato Holandês feminino, comemorou a Supercopa da Holanda já em 2025/26... qual será o campeão agora? (Stan Oosterhof/Soccrates/Getty Images)

Popularizar o futebol feminino talvez seja uma espécie de "círculo virtuoso": se a seleção de mulheres de qualquer país for bem, haverá mais mulheres interessadas, mais clubes querendo criar departamentos de futebol feminino, possibilitando a revelação de mais jogadoras, que podem chegar à seleção etc. Dito isso, talvez a modalidade tenha sofrido um certo impacto na Holanda (Países Baixos), com a má campanha - previsivelmente má, aliás - das Leoas Laranjas na Eurocopa feminina. Ou talvez não. Porque é meio unânime: a seleção não é propriamente ruim, apenas precisa de alguma reformulação. Além disso, independente de seleção, a aparência é de que, mesmo que lentamente, há um crescimento sustentável do Campeonato Holandês das mulheres. E isso é provado nesta temporada 2025/26 da Vrouwen Eredivisie, a ser iniciada neste sábado, com os seis jogos.

Se o Fortuna Sittard acabou de vez com o investimento ao desativar seu time de mulheres, a vaga aberta já foi prontamente reposta pela estreia do NAC Breda numa liga neerlandesa feminina. Além disso, até mesmo um ponto negativo - a diminuição vindoura de clubes, de 12 para 10 - é contrabalançado por um ponto positivo: a adoção do sistema de acesso e descenso, com dois caindo para a Eerste Divisie (segunda divisão) e dois subindo para 2026/27. O nível técnico do Holandês pode ser baixo, mas é inegável que, pelo menos, boa vontade há por parte da federação. Além do mais, como mostra a afluência de japonesas, por exemplo, a Holanda já começa a ser vista como um destino de "aclimatação" rumo a ligas mais competitivas europeias. Porém, os favoritos seguem os mesmos: o trio Twente-PSV-Ajax. Mesmo com tudo novo, o campeão será o Twente, de novo?

Se algumas velhas conhecidas saíram, a jovem Floortje Bol fica para tentar ajudar o ADO Den Haag (Angelo Blankespoor/Soccrates/Getty Images)

ADO Den Haag

Cidade: Haia  
Equipe feminina fundada em: 2007
Estádio: Bingoal Stadion (capacidade para 15.000 torcedores), em Haia
Apelidos: Hagenaren (nome dado aos habitantes e nativos da cidade de Haia)
Títulos: 1 Campeonato Holandês (três Copas da Holanda)
Patrocínio: Girl Power Radio (webrádio)
Técnicos: Marten Glotzbach
Destaque: Barbara Lorsheyd (goleira)
Fique de olho: Floortje Bol (atacante)
Principais chegadas: Robin Blom (D, AZ), Ziva Henry (M, Feyenoord), Senna Koeleman (M, Feyenoord) e Femke Prins (A, Fortuna Sittard)
Principais saídas: Daniëlle Noordermeer (D, Ajax), Kayra Nelemans (D, Club YLA-BEL), Cheyenne van den Goorbergh (M, encerrou a carreira), Louise van Oosten (M, Ajax) e Manon van Raay (A, OH Leuven-BEL)
Temporada passada: 7º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: terminar entre os seis primeiros

Para um time tão tradicional no futebol feminino da Holanda quanto o Den Haag, o sétimo lugar da temporada passada foi incômodo. Poderia ter sido até pior, diante do mau começo na liga, mas aos poucos o time reagiu. Mas chega a esta temporada com algumas mudanças, principalmente no meio e no ataque (onde Louise van Oosten, destaque do meio-campo das Hagenaren, partiu para o Ajax, e a jovem Manon van Raay preferiu tentar a sorte na Bélgica). 

No mais, o técnico Marten Glotzbach agora começará uma temporada completa contando com a experiência inegável da goleira Barbara Lorsheyd e das defensoras Bo Vonk e Pleun Raaijmakers, mais o promissor reforço da atacante Femke Prins, destaque no extinto time feminino do Fortuna Sittard. É com a juventude de Prins, Iris Remmers, Floortje Bol e Anne van Egmond que o Den Haag conta para voltar a fazer uma campanha mais digna de sua tradição no futebol de mulheres.

O Ajax tem muitas novatas para tentar se reanimar após a derrocada na reta final da temporada passada. Ranneke Derks é uma das mais promissoras (Divulgação/Ajax.nl)

Ajax

Cidade: Amsterdã 
Equipe feminina criada em: 2012
Estádio: De Toekomst (capacidade para 2.250 torcedores). Para jogos maiores, é usada a Johan Cruyff Arena (56.120 lugares), também em Amsterdã
Apelidos: Ajacieden (nome dado a torcedores e jogadores do clube); Amsterdammers
Títulos: 3 Campeonatos Holandeses (cinco Copas da Holanda)
Patrocínio: ABN-Amro (banco)
Técnica: Anouk Bruil
Destaques: Sherida Spitse (defensora/meio-campista) e Danique Tolhoek (atacante)
Fique de olho: Ranneke Derks (atacante)
Principais chegadas: Daniëlle Noordermeer (D, ADO Den Haag), Louise van Oosten (D, ADO Den Haag), Nurija van Schoonhoven (M, Utrecht), Isa Colin (M/A, AZ), Ranneke Derks (A, PSV) e Joëlle Smits (A, PSV)
Principais saídas: Dionne van der Wal (G, Telstar/HERA United), Inessa Kaagman (D/M, dispensada), Isa Kardinaal (D, London City Lionesses-ING), Kay-Lee de Sanders (D, Milan-ITA), Milicia Keijzer (D, Milan-ITA), Lily Yohannes (M, OL Lyonnes-FRA), Rosa van Gool (M, Everton-ING), Lotte Keukelaar (A, Real Madrid-ESP) e Tiny Hoekstra (A, encerrou a carreira)
Temporada passada: 3º colocado
Copas europeias: Europa Cup (enfrentará o Sturm Graz-AUT, na primeira fase preliminar)
Objetivo: Título

Decepção foi a palavra que cercou o Ajax por toda a temporada passada. Para um clube que vinha rivalizando com o Twente em busca do título nacional, ficou feio ver a derrocada na reta final da liga - sem contar uma ótima aparição na Liga dos Campeões, em 2023/24, para nem passar da segunda fase preliminar em 2024/25. Quando mais precisava mostrar força para ser campeão, o Ajax fracassou, e algumas declarações da treinadora da época, Hesterine de Reus, não ajudaram muito (por exemplo, quando Hesterine comentou que a derrota para o PSV, por 3 a 1, significava o "fim das chances", mesmo com algumas rodadas pela frente. Isto é: era unânime que as coisas precisavam mudar em Amsterdã. A começar por Hesterine de Reus, cuja demissão foi anunciada antes mesmo do campeonato passado acabar.

A renovação continuou notável nas saídas das jogadoras. Lily Yohannes, que já fazia hora extra na Vrouwen Eredivisie, enfim foi para um time europeu de ponta - no caso, o OL Lyonnes (ex-Lyon). E abriu a fila continuada por Isa Kardinaal, Kay-Lee de Sanders, Rosa van Gool, Lotte Keukelaar, até mesmo pela decisão de Tiny Hoekstra em encerrar a carreira. A partir disso, o Ajax foi atrás dos adversários para qualificar sua equipe. Na defesa, aposta na zagueira Daniëlle Noordermeer para a lacuna aberta pela saída de Kardinaal; no meio, Nurija van Schoonhoven é boa opção para ser ponta-de-lança; e no ataque, Joëlle Smits - duas vezes goleadora da Eredivisie em sua carreira - tem competência comprovada. Como técnica, se a questão era renovar, espera-se mais vontade de Anouk Bruil, 31 anos de idade, "promovida" do time B do Ajax para comandar a equipe principal. E as Ajacieden têm jogadoras que seguem firmes e fortes: Regina van Eijk, Sherida Spitse, Danique Tolhoek, Bo van Egmond... elas serão as mais experientes a guiar as mais novas, que deverão fazer um Ajax renovado. E campeão, a torcida espera.

Sabrine Ellouzi, que se destacou no difícil cenário do Excelsior, tem ótima chance no AZ (Divulgação/AZ.nl)

AZ

Cidade: Alkmaar
Equipe feminina criada em: 2007, reativada em 2023
Estádio: AFAS Trainingscomplex/Sportcomplex Kalverhoek (Wijdewormer)
Apelidos: Alkmaarders
Títulos: 3 títulos holandeses (1 Copa da Holanda)
Patrocínio: não tem
Técnico: Wouter de Vogel
Destaque: Floor Jolijn Spaan (atacante) e Desirée van Lunteren (meio-campista)
Fique de olho: Sabrine Ellouzi (atacante)
Principais chegadas: Jet van Beijeren (A, Heerenveen), Sabrine Ellouzi (A, Excelsior) e Shanique Dessing (A, Excelsior)
Principais saídas: Robin Blom (D, ADO Den Haag), Isa Colin (M/A, Ajax), Ilvy Zijp (A, Zwolle) e Romaïssa Boukakar (A, Heerenveen)
Temporada passada: 6º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: Vaga na Europa Cup

Devagar e sempre. Assim está o AZ. Funcionando há duas temporadas, o time feminino de Alkmaar já começa a se firmar como um clube de meio de tabela, com boas perspectivas. Revelando boas jogadoras - que o diga a goleira Femke Liefting, já no Chelsea após ter sido eleita a melhor goleira do Mundial Sub-20 feminino passado, ainda jogando em Alkmaar. E tendo um time com nomes promissores a ponto de já receberem apostas dos três grandes no futebol feminino neerlandês, como a meio-campista Isa Colin, agora no Ajax.

Se algumas promessas saem, outras chegam. Nem só formadas em Alkmaar, como foi a atacante Floor Jolijn Spaan, já um símbolo das Alkmaarders. Mas também encontradas em outros clubes, tendo no AZ a chance de despontarem em definitivo. Como a atacante Jet van Beijeren, também participante do Mundial Sub-20 de mulheres pela Holanda no ano passado, que já mostrava talento no Heerenveen. Ou mais uma da posição, a tunisiana Sabrine Ellouzi, que conseguia se destacar mesmo nas constantes dificuldades que o Excelsior vive, e terá no time de Alkmaar uma boa oportunidade. Assim como é boa a oportunidade do AZ se firmar no meio de tabela, nesta temporada.

Isa Gómez mudou de clube (de Telstar para o Excelsior), mas não mudou de dificuldades: as Kralingers se esforçarão para não ficarem outra vez na lanterna (Divulgação/Excelsior)

Excelsior

Cidade: Roterdã
Equipe feminina criada em: 2017
Estádio: Woudestein (capacidade para 4.500 torcedores) 
Apelido: Kralingers (de Kralingen, o bairro da cidade de Roterdã onde fica o Excelsior)
Títulos: nenhum 
Patrocínio: Caru (empresa de contêiners)
Técnico: Mathijs Kreugel
Destaque: Katelyn Hendriks (meio-campista)
Fique de olho: Isa Gómez (atacante)
Principais chegadas: Djennah Cherif (D, Racing Genk-BEL), Mahiro Yamamoto (M, Haarlem), Anna Maria van der Vlist (M, Telstar), Isa Gómez (A, Telstar) e Naomi Hilhorst (A, Zwolle)
Principais saídas: Robine de Ridder (D, Racing Genk-BEL), Yaël Mollink (D, Warbeyen-ALE), Dechamaily Lont (A, Feyenoord - voltando de empréstimo) e Sabrine Ellouzi (A, AZ)
Temporada passada: 12º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: não terminar em último

Chega até a ser triste. O Excelsior tem boa vontade, dá respaldo ao seu time feminino, as jogadoras são visivelmente esforçadas... mas há duas temporadas, o time não sai da última colocação da Vrouwen Eredivisie, mesmo que se alterne com o antigo Telstar (e que até o Zwolle tenha frequentado a lanterna). Pois bem, agora isso será proibitivo, pela adoção do rebaixamento na liga neerlandesa feminina. E o pior é que a atacante Sabrine Ellouzi, dos raros destaques que a equipe tinha, tomou o rumo do AZ. Como sói acontecer, contudo, o clube de Roterdã não se entregará sem luta. 

Nas contratações, vale prestar atenção na meio-campista Anna Maria van der Vlist e na atacante Isa Gómez, destaques de um Telstar que também sofria no fundo da tabela antes de se transmutar no HERA United. Sem muito espaço no Zwolle (costumava vir da reserva), a atacante Naomi Hilhorst terá sua chance no clube do bairro de Kralingen. Assim como a meio-campista japonesa Mahiro Yamamoto, que buscará seu lugar ao sol. Como outra meio-campista, Lynn Groenewegen, que começou no Excelsior e hoje tem seu espaço no campeão Twente. Como a própria Sabrine Ellouzi terá agora, no AZ. Quem sabe o próprio Excelsior não tenha o seu lugar ao sol, desta vez.

Akari Takeshige tenta seguir os passos da compatriota Toko Koga, na zaga do Feyenoord, que tenta emplacar outra temporada consistente (Divulgação/Feyenoord.nl)

Feyenoord

Cidade: Roterdã 
Equipe feminina fundada em: 2021
Estádio: Varkenoord (capacidade para 2.000 torcedores). Para jogos maiores, há o De Kuip (47.500 lugares)
Apelidos: Stadionclub (em holandês, "o clube do estádio" - referência a De Kuip, considerado o mais tradicional estádio do país); Feyenoorders; Rotterdammers
Títulos: nenhum
Patrocínio: Prijsvrij (agência de viagens)
Técnica: Jessica Torny
Destaque: Ella van Kerkhoven (atacante) 
Fique de olho: Fleur Stoit (atacante) e Kirsten van de Westeringh (atacante)
Principais chegadas: Claire Dinkla (G, Fortuna Sittard), Akari Takeshige (D, Telstar), Kokona Iwasaki (M, Verdy Beleza-JAP), Eva van Deursen (M, Eibar-ESP), Dechamaily Lont (A, Excelsior - voltando de empréstimo) e Fleur Stoit (A, PSV)
Principais saídas: Oliwia Szymczak (G, Zwolle - empréstimo), Toko Koga (D, Tottenham-ING), Jarne Teulings (M, Eintracht Frankfurt-ALE) e Ziva Henry (M, ADO Den Haag)
Temporada passada: 5º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: Vaga na Europa Cup

Após duas temporadas em que havia escorregado (7º em 2022/23, 8º em 2023/24), o Feyenoord pareceu retomar o caminho para figurar no "subtopo" do Campeonato Holandês feminino, com o bom 5º lugar em 2024/25. Melhor do que a posição foi notar que algumas jogadoras já chamaram a atenção ao longo da temporada, como as atacantes Ella van Kerkhoven e Esmee de Graaf, muito confiáveis no Stadionclub. E notar que o Stadionclub já serve de time em que as jogadoras podem pegar "cancha" rumo a centros mais competitivos. Que o diga a zagueira japonesa Toko Koga, que se aprimorou por dois anos em Roterdã antes de rumar, agora, para o Tottenham.

A renovação do contrato da técnica Jessica Torny, por mais dois anos, foi uma inequívoca prova de confiança da diretoria feminina - por sua vez, também comandada cuidadosamente pela ex-jogadora Gabriella Maria "Manon" Melis. Até por isso, a equipe de Roterdã vira um "meio de caminho" cada vez mais interessante entre os clubes de baixo e de cima da tabela. Ou mesmo como um clube que oferece espaço a quem esteja sem possibilidades nos três grandes favoritos habituais. No primeiro caso, estão reforços como a goleira Claire Dinkla, boa reserva para a titular Jacintha Weimar, e a zagueira japonesa Akari Takeshige. No segundo, a atacante Fleur Stoit, sem espaço no PSV. Por tudo isso, o Feyenoord tem como objetivo se firmar no "subtopo" que se constrói com Utrecht e AZ. Para, quem sabe, um dia, sonhar com o título.

Na foto estilosa de divulgação, Romaïssa Boukakar foi apresentada no Heerenveen, onde terá a chance da titularidade que não teve no AZ (Divulgação/Heerenveen.nl)

Heerenveen

Cidade: Heerenveen  
Equipe feminina criada em: 2007
Estádio: Sportpark Skoatterwâld (capacidade para 3.000 torcedores). Para jogos maiores, é usado o Abe Lenstra (26.100 lugares)
Apelidos: Fean (corruptela de "Hearrenfean", nome do time no idioma frísio - falado na província de Frieslândia, onde fica a cidade de Heerenveen), Frísios, Time da Frísia, "De Superfriezen" ("os superfrísios") 
Títulos: nenhum
Patrocínio: Moofpeople (empresa de pagamentos)
Técnico: Niklas Tarvajärvi
Destaque: Evi Maatman (atacante)
Fique de olho: Romaïssa Boukakar (atacante)
Principais chegadas: Hanna Stallmann (M, Zwolle), Sterre Kroezen (M, Twente), Romaïssa Boukakar (A, AZ)
Principais saídas: Iris Teijema (D, encerrou a carreira), Chantal Schouwstra (D/M, Meppen-ALE), Sanne van der Velde (M, Groningen), Jet van Beijeren (M/A, AZ) e Lyanne Iedema (A, Zwolle)
Brasileiras no grupo de jogadoras: nenhuma
Temporada passada: 9º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: não terminar em último

Trata-se de mais um time tradicional no futebol feminino holandês, mas que não consegue demonstrar sua força nos tempos atuais. Pelo menos, até agora. Porque, pelo menos, o técnico Niklas Tarvajärvi terá uma temporada de sequência para trabalhar. E nesta sua segunda temporada, alguns reforços que chegaram são mais qualificados tecnicamente. Principalmente na parte ofensiva.

Nela, chegaram a meio-campista Sterre Kroezen, vinda do Zwolle com certo talento, e uma boa aposta: a atacante Romaïssa Boukakar, que sempre entrava nos jogos do AZ, vinda do banco, sem nunca ser a titular da vez. No Fean, a marroquina Boukakar poderá jogar, enquanto na defesa, a goleira Jasmijn Resink e a zagueira Fenna Meijer procuram dar estabilidade ao time. Tudo para que o clube da Frísia, como o ADO Den Haag, tome algum impulso e volte a ficar no meio da tabela da Vrouwen Eredivisie.


Barbara Barend, Marieke Visser e Susan van Geenen: dessas três surgiu o HERA United, o primeiro clube profissional holandês dedicado só ao futebol feminino (Divulgação)

HERA United

Cidade: Amsterdã
Equipe criada em: 2025
Estádio: Sportpark Goed Genoeg (25.000 lugares), em Amsterdã
Apelidos: De Witte Leeuwinnen ("As Leoas Brancas", derivação de "Witte Leeuwen", "leões brancos", apelido do time masculino)
Títulos: nenhum
Patrocínio: booking.com (site de agenciamento de viagens)
Técnico: Ed Engelkes
Destaque: Samya Hassani (atacante)
Fique de olho: Lizz Forshaw (atacante)
Principais chegadas: Dionne van der Wal (G, Ajax), Rachel van Herk (G, sem clube), Nicole Stoop (D, Fortuna Sittard), Isabel Kopp (D, Fortuna Sittard), Hitomi Tanaka (M, Sporting de Huelva-ESP) e Lizz Forshaw (A, Universidade de Columbia-EUA)
Principais saídas: Mei Wei Rispens (G, OH Leuven-BEL), Felice Hermans (D, Utrecht), Akari Takeshige (D, Feyenoord) e Isa Gomez (A, Excelsior)
Temporada passada: 11º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: não terminar em último

Embora já não seja mais o Telstar, o HERA United ainda o é. Mas é novo: por obra e graça da escritora Marieke Visser, da empresária Susan van Geenen e da jornalista Barbara Barend, nasceu o HERA United, o primeiro clube profissional dedicado somente ao futebol feminino dentro da Holanda (Países Baixos). Porém, era um clube profissional sem grupo nem jogadoras. Resolveu isso com a aliança ao Telstar, participante do Campeonato Holandês feminino até a temporada passada. Se a licença profissional não fosse dada até o início da liga, o time a disputaria como Telstar. Mas ela foi dada exatamente na quarta-feira em que este guia é publicado - 3 de setembro de 2025 -, e por isso ele já consta como HERA United.

O técnico Ed Engelkes foi contratado na temporada passada já como parte da estruturação, algumas jogadoras chegaram - como a zagueira Nicole Stoop e a lateral esquerda Isabel Kopp, ambas egressas do desativado time feminino do Fortuna Sittard... mas mesmo com nome diferente, o status do clube não muda: ainda tentando escapar das últimas posições do Campeonato Holandês. Pelo menos, agora começa uma nova fase da história. Que pode ser interessante.

O NAC Breda foi o primeiro clube a comemorar o acesso dentro do Campeonato Holandês feminino, na história (Gino van Outheusden/Pix4Profs)

NAC Breda

Cidade: Breda
Equipe feminina criada em: 2024
Estádios: Sportpark Heksenwiel. Para jogos maiores, é usado o Rat Verlegh (20.500 lugares)  
Apelidos: 
Títulos: 1 título da segunda divisão (2024/25)
Patrocínio: Trinamics (soluções em tecnologia)
Técnico: Jan de Hoon
Grupo de jogadoras ainda não disponível
Destaque: July Schneijderberg (atacante)
Fique de olho: Kim Hendriks (meio-campista)
Principais chegadas: Manoah van Houwelingen (D, Excelsior), Emely van der Vliet (M, VIFK-FIN), Indi van Dalen (M, Sparta Rotterdam), Josje Visser (OJC Rosmalen), Michelle Buitendijk (Jong Sparta Rotterdam)
Principais saídas: Donna van der Meulen (G, dispensada), Kamar Laamouz (A, dispensada), Shannon Tabi (A, dispensada)
Brasileiras no grupo de jogadoras: nenhum
Temporada passada: Campeão da primeira metade da segunda divisão (2024/25)
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: não terminar em último

Eis a grande novidade desta Eredivisie. Tão "novidadeira" que simboliza duas coisas em sua presença. A primeira: a adoção do acesso e do descenso no Campeonato Holandês feminino, já que foi um vencedor no sistema "dois turnos, dois campeões" da segunda divisão passada, sendo, portanto, promovido. A segunda: o NAC Breda se tratar de mais um estreante holandês no futebol feminino. Até por isso, estar ainda em estruturação de sua equipe. A começar pelo técnico: se Richard Mank, ex-Excelsior, comandou o time na segunda divisão, agora se foi para a federação dos Países Baixos. E Jan de Hoon chega às pressas. Tem algumas contratações, como a zagueira Manoah van Houwelingen. Mas é uma incógnita.

O PSV já tinha um time forte, quase campeão... quer sê-lo em definitivo, agora. Por isso, não só manteve os destaques, como repatriou a "filha da terra" Aniek Nouwen. Tudo pelo título (Divulgação/PSV)

PSV

Cidade: Eindhoven  
Equipe feminina criada em: 2012
Estádio: Sportcomplex De Herdgang (capacidade para 2.500 lugares). Para jogos maiores, é usado o Philips Stadion (35.000 lugares)
Apelidos: Boeren (em holandês, "fazendeiros" - referência ao grande número de fazendas e áreas verdes na região onde fica Eindhoven); Eindhovenaren (nativos de Eindhoven) 
Títulos: nenhum Campeonato Holandês (uma Copa da Holanda)
Patrocínio: Brainport Eindhoven (conglomerado formado por cinco empresas de Eindhoven)
Técnico: Roeland ten Berge
Destaque: Riola Xhemaili (meio-campista/atacante) e Renate Jansen (atacante) 
Fique de olho: Liz Rijsbergen (atacante)
Principais chegadas: Aniek Nouwen (D, Chelsea-ING), Riola Xhemaili (M/A, Wolfsburg-ALE - transferência definitiva após empréstimo) e Liz Rijsbergen (A, Twente)
Principais saídas: Veerle Buurman (D, Chelsea-ING), Siri Worm (D/M, encerrou a carreira), Fleur Stoit (M/A, Feyenoord), Shanique Dessing (A, AZ), Joëlle Smits (A, Ajax) e Ranneke Derks (A, Ajax)
Temporada passada: Vice-campeão
Copas europeias: Liga dos Campeões (eliminado pelo Manchester United-ING, na segunda fase preliminar) e Copa Europa (enfrentará o Rosenborg-NOR, na primeira fase preliminar)
Objetivo: Título

De agora não pode passar. Bem, o PSV já era guiado por esta frase para a temporada passada nas mulheres: afinal de contas, os investimentos foram pesados para a criação de um time capaz de ser, enfim, campeão holandês feminino. E quase foi: vale lembrar que o clube de Eindhoven teve o mesmo número de pontos do Twente, só perdendo o título no saldo de gols, primeiro critério de desempate. De certa forma, perder o título assim era só mais um motivo para as Boeren chegarem com ainda mais pressão a esta temporada. E mais investimentos também. Para a zaga, outra repatriada experiente do futebol holandês/neerlandês: nascida e criada "futebolisticamente" no PSV, Aniek Nouwen está de volta, após uma grave lesão no joelho atrapalhar sua passagem pelo Chelsea - com um rápido empréstimo ao Milan no meio. E no meio-campo, o reforço não é uma chegada, é uma permanência: das melhores do time, das melhores do campeonato passado, a meio-campista suíça Riola Xhemaili (titular da digna campanha de sua seleção na Eurocopa) fica em definitivo no PSV.

Além da chegada de Nouwen e da permanência de Xhemaili, é notável que as Eindhovenaren têm um time muito entrosado. Várias das titulares já são conhecidas. Na defesa, a goleira Nicky Evrard, titular da seleção da Bélgica, e as laterais Sara Thrige (na direita) e Emma Frijns (na esquerda) - fará falta Gwyneth Hendriks, ainda em recuperação de grave lesão no joelho. No meio-campo, há Nina Nijstad, Sisca Folkertsma, Robine Lacroix. E no ataque, Renate Jansen - começando a última temporada de sua carreira -, Fenna Kalma, Chimera Ripa. É um time tão confiável que até sobravam jogadoras, vendidas sem muito drama aos adversários: a meia Fleur Stoit ao Feyenoord, a atacante Shanique Dessing ao AZ, mais outra atacante (Joëlle Smits) ao Ajax. Talvez o PSV só pudesse ter cuidado melhor de sua base: a atacante Ranneke Derks, melhor jogadora do Europeu sub-19, destaque da Holanda (Países Baixos) campeã(ões), foi cedida ao Ajax. De todo modo, seria difícil para Derks ter espaço num time que parece tão maduro. E que chega muito forte para tentar, enfim, ser campeão da liga. Até porque já perdeu para o Twente na Supercopa da Holanda desta temporada...

Jill Roord poderia seguir jogando fora da Holanda. Mas a vontade a fez voltar à terra natal - e ao Twente, onde capitaneará a tentativa do tricampeonato (Divulgação/Twente)

Twente

Cidade: Enschede
Equipe feminina criada em: 2007
Estádio: Het Sportpark Schreurserve (2.000 lugares). Para jogos maiores, é usado o De Grolsch Veste (30.000 lugares)
Apelidos: Tukkers (gíria para nativos do Twenthe, região da província de Overijssel onde fica a cidade de Enschede)
Títulos: 9 Campeonatos Holandeses (quatro Copas da Holanda, uma Supercopa da Holanda e duas BeNeLigas)
Patrocínio: Reggeborgh (fundo de investimentos)
Técnica: Corina Dekker
Destaque: Jill Roord (meio-campista/atacante)
Fique de olho: Jaimy Ravensbergen (atacante)
Principais chegadas: Inge Tijink (G, Zwolle), Sterre Kroezen (M, Zwolle - retornando de empréstimo) e Jill Roord (M/A, Manchester City-ING)
Principais saídas: Daniëlle de Jong (G, Juventus-ITA), Merel Bormans (D, Utrecht - transferência em definitivo após empréstimo), Kim Everaerts (D, OH Leuven-BEL), Kayleigh van Dooren (M, Milan-ITA), Sterre Kroezen (M, Heerenveen), Nikée van Dijk (A, Internazionale-ITA) e Liz Rijsbergen (A, PSV)
Temporada passada: Campeão
Copas europeias: Liga dos Campeões (enfrentará o GKS Katowice-POL, na terceira fase preliminar)
Objetivo: Título

Ganhar o bicampeonato holandês, com um time predominantemente jovem, superando um Ajax mais badalado e um PSV mais estruturado, demonstrou como o Twente é forte no futebol feminino da Holanda (Países Baixos). Aliás, forte e histórico, pela revelação de jogadoras - como uma certa Jill Roord, que lá começou sua carreira, em 2015. Cujo pai, René Roord, é o diretor do futebol feminino no clube. E que, desejosa de voltar à terra natal por motivos particulares, se transformou na contratação mais badalada para o Campeonato Holandês desta temporada, oito anos após deixar as Tukkers. Poucas provas de manutenção de força poderiam ser maiores para o atual bicampeão. Em termos de tática, a chegada de Roord também ajuda bastante: afinal, repôs uma lacuna que estava aberta pela saída de Kayleigh van Dooren. 

No mais, a curiosidade fica em ver como será o trabalho da nova treinadora, Corina Dekker, que se tornou a quinta holandesa a ter o diploma da UEFA para técnicos, e tem a responsabilidade de comandar um Twente que teve o trabalho vitorioso do antecessor Joran Pot. Para isso, Dekker ficou sem jogadoras experientes, como a goleira De Jong (terceira arqueira da Holanda/Países Baixos na Eurocopa feminina) e a atacante Liz Rijsbergen, que tentará no PSV o ritmo de jogo que já não tinha após grave lesão no joelho. De toda forma, há uma base já consolidada no time: a ala esquerda Alieke Tuin, as meio-campistas Danique van Ginkel e Sophie te Brake, as atacantes Jaimy Ravensbergen (goleadora da Vrouwen Eredivisie passada) e Nikée van Dijk... já seria um grupo de jovens talentosas, como foi na campanha do título passado. Com Jill Roord como líder, as condições para o tri - e para outra participação na fase de grupos da Liga dos Campeões de mulheres - estão mantidas.

A jovem Renfurm poderá ajudar o Utrecht a tentar outra campanha elogiável (Divulgação/FC Utrecht)

Utrecht

Cidade: Utrecht 
Equipe feminina criada em: 2023
Estádio: Sportcomplex Zoudenbach (1.000 lugares). Para jogos maiores, é usado o De Galgenwaard (23.750 lugares)
Apelidos: Utregs
Títulos: nenhum
Patrocínio: T-Mobile (empresa de telefonia e comunicações)
Técnica: Linda Helbling
Destaque: Nikita Tromp (atacante) 
Fique de olho: Rosalie Renfurm (meio-campista)
Principais chegadas: Felice Hermans (D, HERA United/Telstar) e Merel Bormans (D, Twente - transferência em definitivo após empréstimo)
Principais saídas: Liza van der Most (D, encerrou a carreira), Ilse van der Zanden (D, Fiorentina-ITA), Nurija van Schoonhoven (M, Ajax), Judith Roosjen (A, Zwolle)
Temporada passada: 4º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: vaga na Europa Cup

Talvez o Utrecht seja o clube que melhor tenha se aproveitado do crescimento que o Campeonato Holandês vive. O começo da temporada 2023/24, primeira da história do time feminino das Utregs, foi fabuloso, mas aos poucos o fôlego acabou, e o time terminou na sétima posição. Já na temporada passada, o fôlego não acabou, e o começo ótimo teve sequência, terminando na quarta posição. Mais do que isso: o Utrecht mostra um time muito sólido. Linda Helbling é mais um caso de treinadora que tem pleno respaldo do departamento feminino para trabalhar. O que resulta num time com base consolidada. 

No gol, a belga Femke Bastiaen; na zaga, se Ilse van der Zanden saiu, Merel Bormans é capaz de liderar o miolo de zaga; no meio-campo, as titulares são tantas - de Marthe Munsterman a Tami Groenendijk, passando por Dieke van Straten, Sam de Jong, a revelação Rosalie Renfurm. E no ataque, a dupla Lobke Loonen-Nikita Tromp é uma das melhores do campeonato. Já tem sido o suficiente para perturbar Twente, PSV e Ajax. Se o Utrecht crescer, pode ser suficiente até para mais.

Já que um clube com jogadoras formadas na base fez campanha decepcionante em 2024/25, o Zwolle contratou alguns nomes, como a atacante Zijp, para melhorar (Divulgação/PECzwolle.nl)

Zwolle

Cidade: Zwolle  
Equipe feminina criada em: 2010
Estádio: Sportpark De Vegtlust (2.000 lugares). Para jogos maiores, é usado o Mac³Park (13.250 torcedores) 
Apelidos: Zwollenaren, Dedos Azuis (em holandês, "Blauwvingers")
Títulos: nenhum 
Patrocínio: Zonneplan (fornecedora de energia sustentável)
Técnico: Gert Peter de Gunst
Destaque: Zoë Zuidberg (atacante)
Fique de olho: Lyanne Iedema (meio-campo/atacante)
Principais chegadas: Oliwia Szymczak (G, Feyenoord - por empréstimo), Lyanne Iedema (A, Heerenveen), Ilvy Zijp (A, AZ) e Judith Roosjen (A, Utrecht)
Principais saídas: Inge Tijink (G, Twente), Tess van der Flier (G, encerrou a carreira), Vita van der Linden (M, dispensada), Hanna Stallmann (M, Heerenveen), Sterre Kroezen (M, Twente) e Naomi Hilhorst (A, Excelsior)
Temporada passada: 10º colocado
Copas europeias: nenhuma
Objetivo: ficar entre os seis primeiros

O técnico antecessor, Olivier Amelink, migrando para a seleção sub-21 de mulheres da Holanda (Países Baixos). Vários nomes presentes nessa mesma seleção. Sexto lugar em quatro temporadas seguidas. O Zwolle começou a temporada passada sonhando em surpreender... e surpreendeu negativamente, ficando em 10º lugar, vendo um trabalho decepcionante do técnico Jim Brinkhof (não por acaso, sua saída foi anunciada antes mesmo da temporada acabar) e alguns talentos saírem do clube para poderem despontar de vez, como a volante Nayomi Buikema, atualmente no Ajax.

Assim, realmente a pré-temporada foi de reformulação. A começar pelo técnico, com a chegada de Gert Peter de Gunst. Alguns nomes promissores de outros clubes foram contratados, como as atacantes Ilvy Zijp e Judith Roosjen. E a polonesa Oliwia Szymczak é boa contratação para preencher no gol a lacuna aberta pela saída de Inge Tijink, titular nos últimos anos. E alguns destaques ficam, como as atacantes Hanna Huizenga e Zoë Zuidberg. Enfim, o Zwolle perdeu o destaque de sua base na equipe principal. Mas se fortaleceu. A ver se volta a frequentar o meio da tabela.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

A gente não quer só vitória

A seleção masculina da Holanda (Países Baixos) está em plenas condições de se aproximar da Copa de 2026. Nem isso tira a exigência de renovação das convocações de Koeman (Ben Gal/BSR Agency/Getty Images)

Dois jogos, duas vitórias, dez gols marcados, nenhum sofrido. Está certo que a campanha da seleção masculina da Holanda (Países Baixos) nas eliminatórias da Copa de 2026 ainda está no início, mas este é muito promissor. E caso venham as vitórias contra Polônia (nesta quinta, 4, às 15h45 de Brasília, em Roterdã) e Lituânia (no próximo domingo, 7, às 13h de Brasília, na cidade lituana de Kalmas), a vaga direta no Mundial do ano que vem estará muito bem encaminhada. Até porque são duas vitórias bem possíveis. Só que a torcida não parece se contentar muito com elas, somente.

Motivos para crise, não há. Ronald Koeman terá os 25 jogadores convocados à disposição, todos eles se apresentaram no centro de treinamentos da federação holandesa (na cidade de Zeist), todos eles estão treinando desde a segunda-feira passada, muitos deles jogando agora na Premier League (são 35 holandeses ao todo, mais do que brasileiros - 34). Entretanto... é exatamente na convocação repetida de Koeman que estão as maiores reclamações. Está certo que uma das novidades mais pedidas, enfim, aconteceu: Sem Steijn, convocado pela primeira vez para a Laranja. Goleador do Campeonato Holandês passado (24 gols pelo Twente - desde Jari Litmanen, em 1993/94, nenhum meio-campista marcava tantos gols numa só temporada da Eredivisie), Steijn já tem dois gols em três partidas pelo Feyenoord. É meio-campo de origem, mas de tanto avançar para finalizar, parece até atacante. Só que não convencia Koeman, pelo menos enquanto estava no Twente - o treinador sempre alegava que preferia ver Sem num time maior.

Viu o bom começo do ainda jovem - 23 anos, a fazer 24 em novembro - Steijn no Feyenoord. E bastou para chamá-lo. E mostrar ansiedade na entrevista coletiva: "Eu quero vê-lo, eu quero falar com ele, eu quero ver como ele se dá no grupo". Ainda assim, com o voto de confiança, Koeman manteve o tom cauteloso: "Sem é um jogador com muito rendimento, que escolhe bem o posicionamento, que tem senso de gol. [Mas] ainda há algumas coisas que ele precisa mostrar em alto nível. É o próximo passo que ele terá de dar. Nesse sentido, é ruim que o Feyenoord não tenha alcançado a [fase de liga da] Liga dos Campeões".

Sem Steijn é o único sinal das novidades pedidas (Ben Gal/BSR Agency/Getty Images)

Porém, de novidade, quase que foi só isso. É certo que também há como estreante o goleiro Robin Roefs, recém-chegado ao Sunderland, titular da Laranja Jovem que alcançou a semifinal do Europeu sub-21 (e nem seria - Roefs substituiu o machucado Rome-Jayden Owusu-Oduro). Começando bem no clube novo, Roefs, surgido no NEC, está exultante com a convocação de estreia ("Não poderia desejar muita coisa melhor para os últimos meses", comemorou à emissora NOS). Mas tem papel terciário na convocação, terceiro goleiro da Laranja que é - o titular seguirá Bart Verbruggen, de volta após uma lesão deixá-lo de fora das primeiras rodadas.

E pelo que Koeman indicou, as novidades serão raras nas convocações da seleção masculina dos Países Baixos. "Acho que, quanto mais tempo você trabalha com os mesmos jogadores, mais chances de sucesso você tem. Quanto menos mudanças, melhor". Por isso, Koeman segue sem dar chances a nomes pedidos para o ataque, como Joël Piroe, Thijs Dallinga ou Emanuel Emegha. O que leva a crer que Cody Gakpo, Wout Weghorst e Memphis Depay (já na convocação, mesmo recém-retornado de lesão muscular no Corinthians) terão novamente tempo de jogo.

Para alguma chateação da torcida, que não quer só vitória. Quer vitória e novidade. Bem, se as vitórias vierem contra Polônia e Lituânia, a vaga na Copa fica mais perto, e quem sabe essas novidades apareçam...

Os 25 convocados da Holanda (Países Baixos) para as datas FIFA

Goleiros: Bart Verbruggen (Brighton-ING), Mark Flekken (Bayer Leverkusen-ALE) e Robin Roefs (Sunderland-ING).

Defensores: Denzel Dumfries (Internazionale-ITA), Nathan Aké (Manchester City-ING), Virgil van Dijk (Liverpool-ING), Jan Paul van Hecke (Brighton-ING), Matthijs de Ligt (Manchester United-ING), Jurriën Timber (Arsenal-ING), Micky van de Ven (Tottenham Hotspur-ING) e Stefan de Vrij (Internazionale-ITA).

Meio-campistas: Ryan Gravenberch (Liverpool-ING), Frenkie de Jong (Barcelona-ESP), Teun Koopmeiners (Juventus-ITA), Tijjani Reijnders (Manchester City-ING), Jerdy Schouten (PSV), Sem Steijn (Feyenoord) e Quinten Timber (Feyenoord).

Atacantes: Memphis Depay (Corinthians), Cody Gakpo (Liverpool-ING), Justin Kluivert (Bournemouth-ING), Noa Lang (Napoli-ITA), Donyell Malen (Aston Villa-ING), Xavi Simons (Tottenham Hotspur-ING) e Wout Weghorst (Ajax).

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Fichário: os jogos e os vídeos da 4ª rodada da Eredivisie 2025/26

Groningen 4x0 Heracles Almelo (sexta-feira, 29 de agosto de 2025)

Local: Euroborg (Groningen)
Árbitro: Rob Dieperink
Gols: Brynjólfur Willumsson, aos 9' e aos 40', Younes Taha, aos 30', e David van der Werff, aos 90' + 1
Jogo resumido: Com destaque do islandês Willumsson, o atual goleador deste início de Eredivisie, o Groningen goleou o Heracles, impondo aos visitantes de Almelo o pior começo de sua história no Campeonato HolandÊs

GRONINGEN
Etienne Vaessen; Marco Rente, Thijmen Blokzijl, Dies Janse e Marvin Peersman; Tika de Jonge (Oskar Zawada, aos 74') e Stije Resink; Jorg Schreuders, Younes Taha (Tygo Land, aos 74') e Thom van Bergen (Mats Seuntjens, aos 82'); Brynjólfur Willumsson (Mark Hoekstra, aos 82'). Técnico: Dick Lukkien

HERACLES ALMELO
Fabian de Keijzer; Mimeirhel Benita, Damon Mirani, Ivan Mesik e Djevencio van der Kust; Sem Scheperman e Jan Zamburek; Bryan Limbombe (Yvandro Borges Sanches, aos 65'), Ajdin Hrustic (Thomas Bruns, aos 65') e Tristan van Gilst; Luka Kulenovic. Técnico: Bas Sibum


Volendam 1x1 Ajax (sábado, 30 de agosto de 2025)

Local: KRAS Stadion (Volendam)
Árbitro: Alex Bos
Gols: Henk Veerman, aos 16', e Ko Itakura, aos 61'
Jogo resumido: O Ajax teve mais a bola, mas atacou menos vezes até do que poderia. O Volendam aproveitou, abrindo o placar em belo chute do veterano Veerman. Tomou o empate, mas a pressão Ajacied pela virada foi infrutífera. E os donos da casa saíram do empate com mais sorrisos

VOLENDAM
Kayne van Oevelen; Precious Ugwu, Mawouna Kodjo Amevor (Xavier Mbuyamba, aos 46'), Nick Verschuren e Yannick Leliendal; Nordin Bukala e Gibson Yah (Alex Plat, aos 80'); Aurelio Oehlers (Joel Ideho, aos 70'), Anthony Descotte e Ozan Kökcü (Brandley Kuwas, aos 80'); Henk Veerman (Robert Mühren, aos 70'). Técnico: Rick Kruys

AJAX
Vitezslav Jaros; Lucas Rosa, Ko Itakura (Josip Sutalo, aos 62'), Youri Baas e Owen Wijndal; Steven Berghuis, Kian Fitz-Jim (Davy Klaassen, aos 62') e Kenneth Taylor (Rayane Bounida, aos 90' + 1);  Raúl Moro (Mika Godts, aos 62'), Wout Weghorst e Oscar Gloukh (Oliver Edvardsen, aos 46'). Técnico: John Heitinga


Heerenveen 2x2 Go Ahead Eagles (sábado, 30 de agosto de 2025)

Local: Abe Lenstra (Heerenveen)
Árbitro: Allard Lindhout
Gols: Melle Meulensteen, a 1', Nikolai Hopland, aos 45' + 2, Jacob Trenskow, aos 48', Finn Stokkers, aos 90' + 3
Jogo resumido: O primeiro gol saiu de um zagueiro, completando escanteio; o gol de empate, também. Bons sinais de um jogo equilibrado na província da Frísia, que teve um final até compreensível: quando o Heerenveen já parecia tranquilo para segurar a vantagem, o Go Ahead empatou nos acréscimos

HEERENVEEN
Andries Noppert; Oliver Braude, Sam Kersten, Nikolai Hopland (Hristiyan Petrov, aos 83') e Vasilis Zagaritis; Joris van Overeem e Marcus Linday; Jacob Trenskow, Ringo Meerveld e Maxence Rivera; Dylan Vente (Vaclav Sejk, aos 78'). Técnico: Robin Veldman

GO AHEAD EAGLES
Jari de Busser; Mats Deijl, Gerrit Nauber, Joris Kramer e Dean James (Finn Stokkers, aos 80'); Evert Linthorst (Milan Smit, aos 71') e Melle Meulensteen (Calvin Twigt, aos 46'); Richonell Margaret (Thibo Baeten, aos 46'), Mathis Suray (Aske Adelgaard, aos 71') e Jakob Breum; Victor Edvardsen. Técnico: Melvin Boel


PSV 0x2 Telstar (sábado, 30 de agosto de 2025)

Local: Philips Stadion (Eindhoven)
Árbitro: Robin Hensgens
Gols: Tyrone Owusu, aos 21', e Patrick Brouwer, aos 65'
Jogo resumido: Com muita eficiência nos contra-ataques, e numa atuação defensivamente perfeita, os Leões Brancos impressionaram Eindhoven, vencendo pela primeira vez na Eredivisie após a volta - e logo o PSV, atual bicampeão, com dificuldades no ataque. Ainda assim, os méritos são todos do Telstar

PSV
Matej Kovar; Kiliann Sildillia, Ryan Flamingo (Armando Obispo, aos 74'), Yarek Gasiorowski (Joey Veerman, aos 46') e Sergiño Dest; Jerdy Schouten, Ismael Saibari e Guus Til (Paul Wanner, aos 83'); Dennis Man (Esmir Bajraktarevic, aos 46'), Ivan Perisic e Ruben van Bommel (Ricardo Pepi, aos 46'). Técnico: Peter Bosz

TELSTAR
Ronald Koeman Jr.; Devon Koswal, Guus Offerhaus e Danny Bakker; Tyrese Noslin, Nils Rossen, Tyrone Owusu (Dion Malone, aos 68') e Jeff Hardeveld; Patrick Brouwer (Dylan Mertens, aos 68') e Jochem Ritmeester van de Kamp (Milan Zonneveld, aos 60'); Soufiane Hetli (Kay Tejan, aos 60'). Técnico: Anthony Correia


Excelsior 1x0 Twente (sábado, 30 de agosto de 2025)

Local: Woudestein (Roterdã)
Árbitro: Ingmar Oostrom
Gol: Mike van Duinen, aos 83'
Jogo resumido: Mesmo após ficar com um homem a menos no primeiro tempo - Henderikx expulso -, o Excelsior conseguiu se organizar contra o Twente. Bastou um contra-ataque fortuito, na reta final, para que Van Duinen fizesse o gol de vitória muito comemorada em Roterdã

EXCELSIOR
Stijn van Gassel; Ilias Bronkhorst (Nolan Martens, aos 78'), Stan Henderikx, Casper Widell e Arthur Zagré; Rick Meissen e Adam Carlén (Stijn Middendorp, aos 90'); Derensili Sanches Fernandes, Gyan de Regt (Jerolldino Bergraaf, aos 64') e Irakli Yegoian; Szymon Wlodarczyk (Mike van Duinen, aos 46'). Técnico: Ruben den Uil

TWENTE
Lars Unnerstall; Bart van Rooij (Lucas Vennegoor of Hesselink, aos 74'), Max Bruns, Robin Pröpper e Mats Rots (Bas Kuipers, aos 59'); Ramiz Zerrouki e Thomas van den Belt (Naci Ünüvar, aos 40'); Daan Rots (Arno Verschueren, aos 75'), Kristian Hlynsson e Taylor Booth (Sondre Orjasaeter, aos 59'); Ricky van Wolfswinkel. Técnico: Joseph Oosting


Fortuna Sittard 3x2 NEC (domingo, 31 de agosto de 2025)

Local: Fortuna Sittard Stadion (Sittard)
Árbitro: Erwin Blank
Gols: Mohamed Ihattaren, aos 4' e aos 35', Vito van Crooij, aos 28', Sami Ouaissa, aos 67', e Paul Gladon, aos 90' + 4
Jogo resumido: No primeiro tempo, coube a Mohamed Ihattaren capitanear a vantagem do Fortuna. No segundo tempo, o NEC cresceu com as alterações, atacou bem mais, conseguiu o empate... só que um rápido contra-ataque, nos acréscimos, fez o time de Sittard vencer o último clube a estar 100% na tabela

FORTUNA SITTARD
Mattijs Branderhorst; Ivo Pinto, Iván Márquez (Houboulang Mendes, aos 88'), Shawn Adewoye e Jasper Dahlhaus; Ryan Fosso, Justin Lonwijk (Justin Hubner, aos 73') e Phillip Brittijn; Dimitris Limnios (Luka Tunjic, aos 73'), Mohamed Ihattaren (Paul Gladon, aos 64') e Kristoffer Peterson (Marko Kerkez, aos 88'). Técnico: Danny Buijs

NEC
Gonzalo Crettaz; Brayann Pereira, Dirk Proper e Calvin Verdonk; Róber González (Youssef El Kachati, aos 57'), Sami Ouaissa, Basar Önal (Virgil Misidjan, aos 46') e Kodai Sano; Tjaronn Chery e Vito van Crooij; Bryan Linssen (Kento Shiogai, aos 57'). Técnico: Dick Schreuder


Sparta Rotterdam 0x4 Feyenoord (domingo, 31 de agosto de 2025)

Local: Het Kasteel (Roterdã)
Árbitro: Serdar Gözübüyük
Gols: Jordan Bos, aos 29', Ayase Ueda, aos 48' e aos 65', e Quinten Timber, aos 90' + 3
Jogo resumido: O Feyenoord dominou o clássico da cidae de Roterdã sem muitos problemas. Dominando no ataque, teve ainda mais espaços na etapa final, com a expulsão de Martins Indi, e chegou à goleada e à liderança, com um jogo a menos

SPARTA ROTTERDAM
Joël Drommel; Shurandy Sambo (Saïd Bakari, aos 73'), Marvin Young, Bruno Martins Indi e Patrick van Aanholt (Mike Kleijn, aos 53'); Joshua Kitolano (Julian Baas, aos 89'), Jens Toornstra e Pelle Clement; Sayf Ltaief (Teo Quintero, aos 53'), Tobias Lauritsen e Mitchell van Bergen (Nókvvi Thórisson, aos 89'). Técnico: Maurice Steijn

FEYENOORD
Timon Wellenreuther; Bart Nieuwkoop (Givairo Read, aos 59'), Anel Ahmedhodzic, Tsuyoshi Watanabe e Jordan Bos; Quinten Timber, Sem Steijn e Luciano Valente (Thijs Kraaijeveld, aos 81'); Anis Hadj-Moussa (Gonçalo Borges, aos 76'), Ayase Ueda (Casper Tengstedt, aos 76') e Leo Sauer (Jaden Slory, aos 46'). Técnico: Robin van Persie


Zwolle 0x2 Utrecht (domingo, 31 de agosto de 2025)

Local: MAC³Park Stadion (Zwolle)
Árbitro: Jannick van der Laan
Gols: Davy van den Berg, aos 41', e Derry John Murkin, aos 44'
Jogo resumido: O Zwolle atacava mais, e parecia até mais perto do primeiro gol. Mas bastou o Utrecht abrir vantagem no placar, com Derry John "DJ" Murkin se destacando (um passe para gol e um gol dele mesmo), para dominar o jogo e garantir a vitória

ZWOLLE
Tom de Graaff; Olivier Aertssen, Simon Graves, Anselmo García MacNulty e Sherel Floranus (Jadiel Pereira da Gama, aos 86'); Kaj de Rooij e Ryan Thomas; Dylan Mbayo (Samir Lagsir, aos 71'), Thijs Oosting (Gabriel Reiziger, aos 71') e Jamiro Monteiro (Nick Fichtinger, aos 71'); Koen Kostons (Thomas Buitink, aos 46'). Técnico: Henry van der Vegt

UTRECHT
Vassilis Barkas; Siebe Horemans, Mike van der Hoorn, Matisse Didden (Mike Eerdhuijzen, aos 84') e Souffian El Karouani; Davy van den Berg (Sébastien Haller, aos 54'), Gjivai Zechiël e Alonzo Engwanda; Miguel Rodríguez (Adrian Blake, aos 54'), David Min (Can Bozdogan, aos 83') e Derry John Murkin (Emirhan Demircan, aos 54'). Técnico: Ron Jans


NAC Breda 0x1 AZ (domingo, 31 de agosto de 2025)

Local: Rat Verlegh (Breda)
Árbitro: Jeroen Manschot
Gol: Sven Mijnans, aos 89'
Jogo resumido: Com um a mais desde o primeiro tempo (Van Hooijdonk expulso), o AZ insistiu no ataque, mas parou em defesas importantes do goleiro Bielica. De quebra, até um pênalti o NAC Breda teve, mas Brym perdeu. E no minuto final, o AZ enfim conseguiu quebrar a barreira e levar a vitória

NAC BREDA
Daniel Bielica; Boyd Lucassen (Clint Leemans, aos 90' + 1), Leo Greiml (Enes Mahmutovic, aos 67'), Rio Hillen e Boy Kemper; Max Balard e Lewis Holtby (Dion Versluis, aos 90' + 1); Juho Talvitie (Cherrion Valerius, aos 46'), Kamal Sowah e Mohamed Nassoh (Charles-Andreas Brym, aos 46'); Sydney van Hooijdonk. Técnico: Carl Hoefkens

AZ
Rome-Jayden Owusu-Oduro; Denso Kasius (Lequincio Zeefuik, aos 81'), Wouter Goes, Alexandre Penetra e Mees de Wit (Wesley Patati, aos 60'); Jordy Clasie e Peer Koopmeiners; Ibrahim Sadiq (Sven Mijnans, aos 60'), Kees Smit (Matej Sín, aos 85') e Ro-Zangelo Daal (Isak Jensen, aos 81'); Mexx Meerdink. Técnico: Maarten Martens