segunda-feira, 4 de março de 2024

Fichário das mulheres: os jogos e os vídeos da 16ª rodada da Eredivisie feminina 2023/24

PSV 3x0 Fortuna Sittard (sábado, 2 de março de 2024)

Local: De Herdgang (Eindhoven)
Gols: Indiah-Paige Riley, aos 29', Nina Nijstad, aos 35', e Joëlle Smits, aos 62'
Jogo resumido: O PSV mostrou definitivamente que esta é uma temporada de reação de sua equipe feminina. Dominou plenamente o Fortuna Sittard, abrindo vantagem na terceira posição com a vitória

PSV
Femke Bastiaen; Sara Thrige, Gwyneth Hendriks (Senna Koeleman, aos 82'), Siri Worm (Veerle Buurman, aos 73') e Melanie Bross; Nina Nijstad, Laura Strik e Chimera Ripa (Kealyn Thomas, aos 84'); Zera Hulswit (Fleur Stoit, aos 73'), Joëlle Smits (Maxime Snellenberg, aos 82') e Indiah-Paige Riley. Técnico: Roeland ten Berge

FORTUNA SITTARD
Diede Lemey; Anna Knol, Samantha van Diemen (Maria Catharina Olafsdóttir Gros, aos 46'), Lara Pedersen e Alieke Tuin; Amber van Heeswijk, Féli Delacauw e Hildur Antonsdóttir; Charlotte Hulst (Moïsa van Koot, aos 77'), Tessa Wullaert e Jarne Teulings (Hanna Huizenga, aos 67'). Técnico: Roger Reijners


Zwolle 0x0 ADO Den Haag (sábado, 2 de março de 2024)

Local: Mac³Park Stadion (Zwolle)
Jogo resumido: As duas equipes alternaram chances ao longo dos 90 minutos. Nenhuma delas conseguiu aproveitá-las

ZWOLLE
Inge Tijink; Inske Weiman (Jeva Walk, aos 20'), Kelly Pruim, Mayke Lindner e Jasmijn Dijsselhof; Eef Kerkhof (Tara te Wierik, aos 46'), Nayomi Buikema e Bo Tess van Egmond; Zoe Zuidberg (Naomi Hillhorst, aos 87'), Sterre Kroezen (Britt Udink, aos 73') e Ilse Kemper. Técnico: Olivier Amelink

ADO DEN HAAG
Barbara Lorsheyd; Bo Vonk, Daniëlle Noordermeer, Wiëlle Douma e Kayra Nelemans; Louise van Oosten, Pleun Raaijmakers (Cato Pijnacker Hordijk, aos 87'), Manon van Raaij (Vanessa Susanna, aos 74') e Nikki Ijzerman; Shanique Dessing (Gina Viehoff, aos 90' + 4) e Lobke Loonen. Técnicos: Alex Scholte/Stephan Vos


Feyenoord 2x1 Excelsior (sábado, 2 de março de 2024)

Local: Varkenoord (Roterdã)
Gols: Jada Conijnenberg, aos 9', Romée van de Lavoir, aos 60', e Rachel Kleine, aos 9'
Jogo resumido: No clássico de Roterdã, o gol rápido ajudou o Feyenoord a se estabelecer mais rápido, subindo um pouco na parte baixa da tabela

FEYENOORD
Oliwia Szymczak; Justine Brandau (Lucy Heij, aos 73'), Amber Verspaget, Celainy Obispo e Emma Pijnenburg; Toko Koga (Cheyenne van der Goorbergh, aos 46') e Sisca Folkertsma; Sanne Koopman (Tess van Bentem, aos 90'), Jada Conijnenberg (Noëlle van der Sluijs, aos 73') e Ella van Kerkhoven; Romée van de Lavoir (Zoï van de Ven, aos 84'). Técnica: Jessica Torny

EXCELSIOR
Isa Pothof; Yentl van Goch, Kimberley Smit, Yara Helderman (Lieve van Vliet, aos 88'), Rachel Kleine e Jikke de Raaff; Veerle van Spijk, Kathelyn Hendriks (Robine de Ridder, aos 76') e Lynn Groenewegen; Dana Breewel e Chelsea Homan (Sabrine Ellouzi, aos 46'). Técnico: Richard Mank


Twente 0x3 Ajax (domingo, 3 de março de 2024)

Local: De Grolsch Veste (Enschede) 
Gols: Romée Leuchter, aos 25', Nadine Noordam, aos 39', e Jonna van de Velde, aos 72'
Jogo resumido: No jogo entre líder e vice-líder, o Ajax teve uma atuação perfeita, como precisava. Impôs ao Twente a primeira derrota no campeonato, e reacendeu (ainda levemente, mas reacendeu) as perspectivas de disputa pelo título

TWENTE
Daniëlle de Jong; Marisa Olislagers, Sophie te Brake (Marit Auée, aos 46'), Caitlin Dijkstra e Leonie Vliek; Danique van Ginkel, Wieke Kaptein e Ella Peddemors (Kayleigh van Dooren, aos 62'); Renate Jansen; Liz Rijsbergen (Lieske Carleer, aos 83') e Taylor Ziemer (Eva Oude Elberink, aos 70'). Técnico: Joram Pot

AJAX
Regina van Eijk; Daliyah de Klonia, Sherida Spitse, Kay-lee de Sanders (Isabelle Hoekstra, aos 75') e Isa Kardinaal; Nadine Noordam, Rosa van Gool (Quinty Sabajo, aos 85') e Lily Yohannes (Jonna van de Velde, aos 63'); Chasity Grant, Romée Leuchter (Danique Tolhoek, aos 85') e Bente Jansen (Lotte Keukelaar, aos 63'). Técnica: Suzanne Bakker


AZ 0x0 Utrecht (domingo, 3 de março de 2023)

Local: AFAS Trainingscomplex (Alkmaar) 
Jogo resumido: O AZ até cresceu na etapa final, só que este foi mais um jogo sem gols na rodada

AZ
Femke Liefting; Camie Mol, Karlijn Woons, Maudy Stoop e Robin Blom; Romaïssa Boukakar (Sanne Peereboom, aos 85'), Isa Colin, Desirée van Lunteren e Annemiek Kruijthof (Bo op de Weegh, aos 70'); Manique de Vette (Mirte van Bentum, aos 70') e Floor Jolijn Spaan (Yael Mollink, aos 85'). Técnico: Wouter de Vogel

UTRECHT
Febe Copier; Amber Visscher, Joni Paliama (Femke Prins, aos 76'), Ilse van der Zanden e Marthe Munsterman; Lena Mahieu, Sam de Jong e Tami Groenendijk (Dieke van Straten, aos 76'); Elisha Kruize, Lotte de Keijzer e Eshly Bakker. Técnica: Linda Helbling 

(Vídeo em https://eyecons.com/videos/az-fc-utrecht-0-0-30527?utm_medium=share)

Telstar 2x1 Heerenveen (domingo, 3 de março de 2023)

Local: 711 Stadion (Velsen-Zuid) 
Gols: Isa Gomez, aos 19' e aos 81', e Dewi Snippe, aos 51'
Jogo resumido: Bem que o Heerenveen se esforçou, mas Isa Gomez foi o destaque de um Telstar que voltou a vencer, após cinco rodadas

TELSTAR
Kelly Steen; Nikki Ridder, Kim Remijnse, Puck Donker e Pauline van de Pol; Chinatsu Kira (Elise Meijerink, aos 86'), Anna Maria van der Vlist e Isa Gómez; Isabelle Nottet, Caroliena Wolters (Jannette van Belen, aos 63') e Mila Lagcher (Lieke Vis, aos 63'). Técnica: Marelle Worm

HEERENVEEN
Jasmijn Resink; Elize van Vilsteren, Merel Bormans, Fenna Meijer e Iris Teijema; Amber Nassette, Hester Algra e Jet van Beijeren; Janneke Ennema, Demi Werther (Chantal Schouwstra, aos 73') e Dewi Snippe. Técnico: Hans Schrijver

(Vídeo em https://eyecons.com/videos/telstar-sc-heerenveen-2-1-30528?utm_medium=share)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

E a Holanda não aguentou

A Holanda tinha problemas. E lamentavelmente, sucumbiu de novo a eles na Liga das Nações: está fora do torneio olímpico feminino de futebol, contra uma Alemanha melhor e mais segura (Olaf Kraak/ANP/Getty Images)

De certa forma, é injusto que a seleção feminina da Holanda (Países Baixos) sempre tenha sido encarada um patamar abaixo, até mesmo em suas melhores fases. Apesar dos pesares, é uma seleção que já tem um título europeu e um vice-campeonato mundial - a mesma coisa que a Inglaterra, por exemplo, conquistou. Contudo, apesar de ter lá sua injustiça, essa imagem também é inquestionável. Porque, na maioria das vezes, em momentos nos quais tem a chance de se superar, de superar expectativas, de provar que é merecedora de mais respeito... a Holanda confirma expectativas pessimistas. Confirma suas dificuldades em cenários adversos. Foi o que aconteceu na decisão de 3º/4º lugares da Liga das Nações (e da última vaga olímpica da Europa no futebol feminino), nesta quarta-feira. As Leoas Laranjas entraram com dificuldades contra a Alemanha, sofreram derrota inquestionável por 2 a 0 e, oito anos depois, estão novamente fora de um grande torneio. Verão o futebol feminino nos Jogos Olímpicos de Paris pela televisão.

Já se sabia que a Holanda encararia dificuldades desde a segunda-feira. Afinal de contas, foi nessa data que tanto Vivianne Miedema quanto Victoria Pelova foram cortadas da delegação, para voltarem ao Arsenal em melhores condições - jogar duas partidas em cinco dias seria demais para Miedema, ainda às voltas com a recuperação de seu ligamento cruzado anterior. Para piorar, na terça-feira, com treinos já no local do jogo, Daniëlle van de Donk ficou de fora, levemente adoentada. Um temor se tornava realidade: de que o cansaço e as machucaduras, que têm vitimado jogadoras holandesas, fizessem com que o time tivesse de ir para a decisão contra a Alemanha à meia força. Ainda mais com a Alemanha sendo um time experiente, que, mesmo eliminado para a França na semifinal da Liga das Nações de mulheres, melhorou no segundo tempo. Enquanto os Países Baixos, por seu lado, passaram os dias seguintes à semifinal ainda se refazendo um pouco da impactante superioridade da Espanha em sua vitória.

O técnico Andries Jonker fez suas escolhas. Algumas, previsíveis: sem Pelova, Kerstin Casparij foi para o jogo contra as alemãs na ala direita. Outras, mais ousadas: no meio-campo (que teve Van de Donk minimamente recomposta), ao invés de Damaris Egurrola Wienke começar jogando, a oportunidade foi dada para Wieke Kaptein, 19 anos incompletos, ter a sua primeira partida como titular da Holanda. Pelo menos para Kaptein, valeu: a meio-campista foi esforçada, jogou coisa que sirva, e até teve uma chance para a Holanda, mandando a bola rente à trave esquerda, aos 7'. E foi só.

Porque, já no primeiro tempo, ficou claro que, de fato, a Alemanha estava bem mais segura do que uma Holanda que se ressentia de suas ausências. E que, ao contrário do que o técnico Andries Jonker preconiza, novamente preferia ficar na defesa, esperando a chance de lançar uma bola que Lineth Beerensteyn pudesse pegar no ataque. Mais ofensivas, as Frauen logo começaram a se impor. No arremate de Sjoeke Nüsken na trave, aos 25'. Na cobrança de falta de Klara Bühl (boa atuação), em que Caitlin Dijkstra desviou na barreira e a bola passou perto do gol, aos 27'. No cabeceio de Alexandra Popp, aos 44', defendido por Daphne van Domselaar.

Só Beerensteyn tentou alguma coisa no ataque holandês. Sem sucesso (Olaf Kraak/ANP/Getty Images)

Depois do intervalo, se a etapa inicial havia sido até equilibrada, a Alemanha afirmou de vez sua superioridade. Lea Schüller veio do banco de reservas para mostrar que seria o destaque da partida. Só não fez 1 a 0 aos 49' porque seu gol foi anulado por impedimento. De resto, as visitantes germânicas acuaram cada vez mais a Holanda - que teve até de passar por trocas na defesa, com Dijkstra se machucando (Lynn Wilms a substituiu). Jule Brand teve uma chance aos 60', Schüller voltou a aparecer aos 64'... e enfim, dois minutos depois, Lena Oberdorf ajeitou de cabeça para Bühl bater e fazer o 1 a 0 merecido da Alemanha.

Ficou pior ainda: minutos depois da desvantagem, Damaris substituiu a esgotada Van de Donk. De nada adiantou: a estratégia holandesa seguiu repetitiva, se resumindo a lançamentos que Beerensteyn pudesse dominar para finalizar (só fez isso aos 57' - Frohms defendeu). A Alemanha contava, além da segurança no meio-campo, com Schüller dominando o ataque. Quase marcando, aos 76', após passe de Sarai Linder - outra boa defesa de Van Domselaar. E enfim, Schüller teve o gol que encaminhou a vitória, aos 78', subindo e cabeceando no canto direito de Van Domselaar. Que fez o que pôde, fez algumas defesas, mas nada que impedisse a vitória, o terceiro lugar alemão e a classificação das Frauen aos Jogos Olímpicos.

Só restou a Andries Jonker reconhecer o "choque de realidade", nas declarações pós-jogo à emissora NOS: "Já tinha acontecido na sexta-feira, contra a Espanha. Achei que pudéssemos ganhar da Alemanha, mas ela também sempre foi melhor". Porque, novamente, a Holanda sucumbiu a seus males em campo - cansaço, contusões, fragilidades. A Holanda não aguentou. Raramente ela aguenta.


Liga das Nações da UEFA - decisão de 3º/4º lugares

Holanda 0x2 Alemanha
Data: 28 de fevereiro de 2024
Local: Abe Lenstra (Heerenveen)
Árbitra: Stéphanie Frappart (França)
Gols: Klara Bühl, aos 66', e Lea Schüller, aos 78'

HOLANDA
Daphne van Domselaar; Kerstin Casparij, Caitlin Dijkstra (Lynn Wilms, aos 54'), Sherida Spitse (Shanice van de Sanden, aos 83'), Dominique Janssen e Esmee Brugts; Jackie Groenen, Daniëlle van de Donk (Damaris Egurrola Wienke, aos 68') e Wieke Kaptein; Lieke Martens (Katja Snoeijs, aos 83') e Lineth Beerensteyn. Técnico: Andries Jonker

ALEMANHA
Merle Frohms; Giulia Gwinn, Kathrin Hendrich, Marina Hegering e Sarai Linder; Jule Brand, Sjoeke Nüsken, Lena Oberdorf e Klara Bühl (Vivien Endemann, aos 86'); Sydney Lohmann (Lea Schüller, aos 46') e Alexandra Popp. Técnico: Horst Hrubesch

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Fichário: os jogos e os vídeos da 23ª rodada da Eredivisie 2023/24

Utrecht 1x0 Heracles Almelo (sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024)

Local: De Galgenwaard (Utrecht)
Árbitro: Jochem Kamphuis
Gol: Victor Jensen, aos 79'
Jogo resumido: O Utrecht pressionou o Heracles Almelo desde o começo. Mas só no fim conseguiu o gol da vitória que prolonga a maior invencibilidade de sua história no Campeonato Holandês - 15 jogos sem derrotas, agora

UTRECHT
Mattijs Branderhorst; Hidde ter Avest (Niklas Vesterlund, aos 80'), Mike van der Hoorn, Nick Viergever e Souffian El Karouani; Ryan Flamingo e Oscar Fraulo (Can Bozdogan, aos 80'); Marouan Azarkan (Victor Jensen, aos 65'), Jens Toornstra (Jeppe Okkels, aos 65') e Othmane Boussaïd (Zidane Iqbal, aos 90'); Sam Lammers. Técnico: Ron Jans

HERACLES ALMELO
Michael Brouwer; Jannes Wieckhoff (Kelvin Leerdam, aos 77'), Sven Sonnenberg, Justin Hoogma, Jetro Willems (Sem Scheperman, aos 82') e Fredrik Oppegard; Brian de Keersmaecker, Ajdin Hrustic e Jordy Bruijn (Marko Vejinovic, aos 55'); Mario Engels (Mohamed Sankoh, aos 82') e Jizz Hornkamp. Técnico: Erwin van de Looi


RKC Waalwijk 0x1 Fortuna Sittard (sábado, 24 de fevereiro de 2024)

Local: Mandemakers Stadion (Waalwijk)
Árbitro: Joey Kooij
Gol: Kaj Sierhuis, aos 89'
Jogo resumido: Só mesmo o belíssimo gol de Kaj Sierhuis para dar a vitória aos visitantes e trazer alguma emoção a um jogo monótono (o RKC Waalwijk sequer deu chutes a gol, por exemplo)

RKC WAALWIJK
Etienne Vaessen; Julian Lelieveld, Shawn Adewoye, Dario van den Buijs e Aaron Meijers; Godfried Roemeratoe (Ilias Takidine, aos 81'), Reuven Niemeijer e Yassin Oukili; Denilho Cleonise (Richonell Margaret, aos 57'), David Min (Michiel Kramer, aos 81') e Chris Lokesa. Técnico: Henk Fräser

FORTUNA SITTARD
Michael Verrips; Ivo Pinto (Nathangelo Markelo, aos 70'), Rodrigo Guth, Dimitrios Siovas e Mitchell Dijks; Arijanet Ferati (Oguzhan Özyakup, aos 46'), Alen Halilovic (Jayden Braaf, aos 78') e Deroy Duarte; Kristoffer Peterson (Ragnar Oratmangoen, aos 70'), Kaj Sierhuis (Siemen Voet, aos 90' + 3) e Iñigo Córdoba. Técnico: Danny Buijs


Zwolle 1x7 PSV (sábado, 24 de fevereiro de 2024)

Local: Mac³Park Stadion (Zwolle)
Árbitro: Alex Bos
Gols: Johan Bakayoko, aos 29' e aos 61', Luuk de Jong, aos 32', aos 51' e aos 71', Eliano Reijnders, aos 41', Sam Kersten (contra), aos 73', e Ricardo Pepi, aos 86'
Jogo resumido: O PSV dominou desde o começo, principalmente nas jogadas pelas pontas. A esperança que o Zwolle teve ao diminuir a desvantagem, no fim do primeiro tempo, foi pulverizada pelos gols do líder do campeonato - que agora tem também o goleador, pelos três gols de Luuk de Jong

ZWOLLE 
Jasper Schendelaar; Bram van Polen, Sam Kersten, Thomas Lam e Anselmo García MacNulty (Damian van der Haar, aos 69'); Anouar El Azzouzi e Davy van den Berg; Eliano Reijnders (Silvester van der Water, aos 69'), Younes Namli e Odysseus Velanas (Filip Krastev, aos 69'); Lennart Thy. Técnico: Johnny Jansen

PSV
Walter Benítez; Jordan Teze, André Ramalho (Mauro Júnior, aos 69'), Olivier Boscagli (Armando Obispo, aos 83') e Sergiño Dest; Jerdy Schouten e Joey Veerman (Tygo Land, aos 83'); Johan Bakayoko (Malik Tillman, aos 69'), Isaac Babadi e Hirving Lozano; Luuk de Jong (Ricardo Pepi, aos 72'). Técnico: Peter Bosz


NEC 2x0 Sparta Rotterdam (sábado, 24 de fevereiro de 2024)

Local: De Goffert (Nijmegen)
Árbitro: Dennis Higler
Gols: Dirk Proper, aos 32', e Calvin Verdonk, aos 35'
Jogo resumido: Dois chutes de fora da área (um, em bola parada) renderam a vantagem que o NEC precisava para se estabelecer de vez na zona dos play-offs por vaga na Conference League. O Sparta Rotterdam tentou atacar no segundo tempo, sem muito sucesso

NEC
Jasper Cillessen; Bart van Rooij, Philippe Sandler (Bram Nuytinck, aos 73'), Youri Baas e Calvin Verdonk; Dirk Proper (Lasse Schöne, aos 73') e Mees Hoedemakers; Rober González (Sontje Hansen, aos 61'), Tjaronn Chery e Kodai Sano (Lars Olden Larsen, aos 85'); Koki Ogawa (Sylla Sow, aos 73'). Técnico: Rogier Meijer

SPARTA ROTTERDAM
Nick Olij; Saïd Bakari (Rayvien Rosario, aos 88'), Bart Vriends (Rick Meissen, aos 46'), Mike Eerdhuijzen e Djevencio van der Kust; Metinho (Pelle Clement, aos 74'), Arno Verschueren e Joshua Kitolano (Hamza El Dahri, aos 90' + 2); Shunsuke Mito (Charles-Andreas Brym, aos 74'), Tobias Lauritsen e Koki Saito. Técnico: Jeroen Rijsdijk


Excelsior 1x2 Vitesse (domingo, 25 de fevereiro de 2024)

Local: Van Donge & De Roo Stadion/Woudestein (Roterdã)
Árbitro: Marc Nagtegaal 
Gols: Lance Duijvestijn, aos 46', Paxten Aaronson, aos 53', e Nicolas Isimat-Mirin, aos 86'
Jogo resumido: O Excelsior foi melhor na primeira metade e abriu o placar no começo da segunda, mas o Vitesse superou sua dificuldade nas finalizações, virando o jogo na reta final, para voltar a vencer na liga após dois meses e realimentar as esperanças de se livrar do rebaixamento (pelo menos, direto).

EXCELSIOR
Stijn van Gassel; Siebe Horemans, Rédouan El Yaakoubi, Casper Widell e Arthur Zagré (Richie Omorowa, aos 87'); Kenzo Goudmijn, Cissé Sandra (Noah Naujoks, aos 83') e Julian Baas; Lance Duijvestijn (Lazaros Lamprou, aos 71'), Troy Parrott e Couhaib Driouech (Derensili Sanches Fernandes, aos 88'). Técnico: Marinus Dijkhuizen

VITESSE
Eloy Room; Carlens Arcus, Nicolas Isimat-Mirin, Dominik Oroz e Mica Pinto; Melle Meulensteen (Toni Domgjoni, aos 75') e Paxten Aaronson; Anis Hadj-Moussa, Gyan de Regt (Mattijs Tielemans, aos 46') e Kacper Kozlowski (Arno van Zwam, aos 89'); Mexx Meerdink (Andy Visser, aos 90' + 3). Técnico: Edward Sturing


Almere City 0x2 Feyenoord (domingo, 25 de fevereiro de 2024)

Local: Yanmar Stadion (Almere)
Árbitro: Edwin van de Graaf
Gols: Yankuba Minteh, aos 72' e aos 90' + 2
Jogo resumido: O Feyenoord teve dificuldades para superar a defesa do Almere City e criar chances. Coube a Yankuba Minteh salvar o dia do segundo colocado, começando com a finalização estilosa do primeiro gol

ALMERE CITY
Nordin Bakker; Hamdi Akujobi, Damian van Bruggen, Loïc Mbe Soh (Theo Barbet, aos 74') e Sherel Floranus; Jochem Ritmeester van de Kamp (Adi Nalic, aos 60'), Álvaro Peña (Milan Corryn, aos 60') e Yoann Cathline; Kornelius Hansen (Jason van Duiven, aos 60'), Thomas Robinet e Rajiv van la Parra (Yann Kitala, aos 79'). Técnico: Alex Pastoor

FEYENOORD
Timon Wellenreuther; Lutsharel Geertruida, Thomas Beelen, Dávid Hancko e Quilindschy Hartman; Mats Wieffer, Ramiz Zerrouki (Calvin Stengs, aos 69') e Quinten Timber; Igor Paixão (Yankuba Minteh, aos 61'), Santiago Giménez (Ayase Ueda, aos 69') e Luka Ivanusec (Alireza Jahanbakhsh, aos 69'). Técnico: Sipke Hulshoff (auxiliar - Arne Slot ficou fora do jogo, por estar doente)


Twente 3x0 Go Ahead Eagles (domingo, 25 de fevereiro de 2024)

Local: De Grolsch Veste (Enschede)
Árbitro: Jannick van der Laan
Gols: Sem Steijn, aos 12' e aos 36', e Joshua Brenet, aos 60'
Jogo resumido: Dominando a partida desde o começo, o Twente colocou fim à invencibilidade do Go Ahead Eagles fora de casa, e segue com alguma perspectiva de chegar à segunda posição

TWENTE
Lars Unnerstall; Joshua Brenet (Alfons Sampsted, aos 87'), Mees Hilgers, Robin Pröpper e Gijs Smal (Anass Salah-Eddine, aos 70'); Mathias Kjolo, Sem Steijn e Michal Sadílek (Youri Regeer, aos 77'); Daan Rots, Ricky van Wolfswinkel (Myron Boadu, aos 70') e Michel Vlap (Naci Ünüvar, aos 77'). Técnico: Joseph Oosting

GO AHEAD EAGLES
Jeffrey de Lange; Mats Deijl (Luca Everink, aos 70'), Gerrit Nauber, Joris Kramer e Bas Kuipers (Dean James, aos 86'); Evert Linthorst e Enric Llansana (Finn Stokkers, aos 65'); Bobby Adekanye (Soren Tengstedt, aos 64'), Willum Willumsson e Xander Blomme (Thibo Baeten, aos 46'); Victor Edvardsen. Técnico: René Hake


AZ 2x0 Ajax (domingo, 25 de fevereiro de 2024)

Local: AFAS Stadion (Alkmaar)
Árbitro: Allard Lindhout
Gols: Ruben van Bommel, aos 7' e aos 67'
Jogo resumido: Nem mesmo a mudança de esquema (sem Berghuis nem Bergwijn, cinco homens na defesa, algo raríssimo em se tratando de Ajax) fez o time de Amsterdã aumentar sua resistência. O AZ foi melhor em campo, e a vitória o deixa com vantagem segura - seis pontos - na quarta posição

AZ
Mathew Ryan; Yukinari Sugawara, Riechedly Bazoer (Bruno Martins Indi, aos 84'), Wouter Goes (Alexandre Penetra, aos 90' + 3) e David Møller Wolfe; Kristijan Belic (Mayckel Lahdo, aos 67') e Jordy Clasie; Sven Mijnans (Myron van Brederode, aos 83'), Dani de Wit e Ruben van Bommel (Ernest Poku, aos 84'); Vangelis Pavlidis. Técnico: Maarten Martens

AJAX
Diant Ramaj; Anton Gaaei (Ahmetcan Kaplan, aos 36'), Devyne Rensch, Jorrel Hato, Josip Sutalo e Borna Sosa; Benjamin Tahirovic (Chuba Akpom, aos 64'), Branco van den Boomen (Sivert Mannsverk, aos 80') e Kenneth Taylor; Kristian Hlynsson (Julian Rijkhoff, aos 80') e Brian Brobbey. Técnico: John van't Schip


Volendam 0x4 Heerenveen (domingo, 25 de fevereiro de 2024)

Local: KRAS Stadion (Volendam)
Árbitro: Rob Dieperink
Gols: Pelle van Amersfoort, aos 13' e aos 68', Simon Olsson, aos 66', e Thom Haye, aos 90'
Jogo resumido: A goleada dos visitantes da Frísia foi um capítulo a mais, na situação dramática do Volendam, na última colocação, vendo o Vitesse tendo uma importante vitória na rodada

VOLENDAM
Mio Backhaus; Oskar Buur (Déron Payne, aos 79'), Brian Plat, Benaissa Benamar (Axel Guessand, aos 79'), Josh Flint e George Cox; Damon Mirani, Robin Maulun (Safouane Karim, aos 60') e Milan de Haan (Quincy Hoeve, aos 74'); Robert Mühren (Darius Johnson, aos 74') e Zach Booth. Técnico: Regilio Simons

HEERENVEEN
Mickey van der Hart; Oliver Braude, Sven van Beek, Pawel Bochniewicz e Mats Köhlert; Thom Haye e Simon Olsson (Anas Tahiri, aos 83'); Hussein Ali (Ché Nunnely, aos 85'), Luuk Brouwers (Espen van Ee, aos 76') e Osame Sahraoui (Charlie Webster, aos 85'); Pelle van Amersfoort (Daniel Karlsbakk, aos 76'). Técnico: Kees van Wonderen

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Enfim aconteceu

Na semifinal da Liga das Nações (e primeira chance de ter a vaga olímpica), a Holanda apenas viu a Espanha provar sua superioridade. Pelo menos há a segunda chance (DAX Images/BSR Agency/Getty Images)

De um lado, a seleção feminina da Espanha, que preza pela posse de bola e pela velocidade na troca de passes - e tem uma geração que consegue fazer isso com maestria, como o título mundial do ano passado já mostrou. Do outro, a seleção feminina da Holanda (Países Baixos), que tem sua força, que tem nomes talentosos, mas que só poderia esperar um espaço em contra-ataques - espaço raramente dado pelas espanholas. A superioridade poderia ter sido vista na Copa do Mundo, mas não foi: as Leoas Laranjas se aguentaram, e a vitória da Roja por 2 a 1, então, foi equilibrada. Mas a melhor equipe foi claramente vista, enfim, na semifinal da Liga das Nações. Nesta sexta-feira, o 3 a 0 no estádio La Cartuja, em Sevilha, foi inquestionável: a Holanda nunca passou nem perto de colocar em risco a vaga da Espanha na final da Liga das Nações (enfrentará a França, que superou a Alemanha) - e, portanto, a vaga da Espanha no torneio olímpico de futebol feminino.

Ao entrar com Vivianne Miedema escalada desde o começo, o técnico Andries Jonker possibilitava duas opções táticas. Com a bola, a Holanda poderia ter um trio de atacantes, com muita movimentação de Lieke Martens e Lineth Beerensteyn, enquanto Miedema, mais recuada, faria o papel tático que normalmente é da machucada Jill Roord; sem a bola, Sherida Spitse recuaria do meio-campo para formar o trio de zagueiras com que as neerlandesas normalmente têm jogado. E restaria esperar que a Espanha desse espaço. Pois não deu. Já no primeiro minuto, um chute de Olga Carmona bloqueado por Caitlin Dijkstra mostrou que a Espanha sufocaria a Holanda, se pudesse. É verdade que, àquela altura, houve esperança para as Leoas Laranjas - aos 6', num cruzamento de Daniëlle van de Donk, completado por Esmee Brugts para fora. Porém, depois disso, o que se viu foi quase um "monólogo" espanhol.

Lenta nas divididas, errando passes em demasia, a Holanda fracassava ao tentar conter a pressão da Espanha na saída de bola. Que o diga Daphne van Domselaar: a goleira errou aos 9', dando a bola nos pés de Athenea del Castillo, que cruzou, mas Salma Paralluelo mandou a bola para fora. Aliás, Paralluelo foi um caso à parte. Quase sempre ganhou os contra-ataques, superando na corrida Sherida Spitse e Caitlin Dijkstra. Mas na hora de finalizar... Salma perdeu o gol aos 8' (toque na saída de Van Domselaar), aos 9' (a chance citada), aos 21' (chute colocado agarrado por Van Domselaar), aos 23' (após lançamento em profundidade, sua finalização foi rebatida por Van Domselaar). Após esta última chance, a goleira da Holanda pediu até atendimento. Tanto por sentir dores na coxa, quanto para dar um respiro, já que a dificuldade era grande.

O respiro não veio. A Espanha continuou acuando a Holanda, que só teve espaço para outra chance aos 17' (Miedema ajeitou para Beerensteyn, que finalizou para a defesa de Cata Coll). No mais, a campeã mundial continuava bem. Tanto pela direita, com Ona Batlle, quanto pela esquerda, com Olga Carmona e Mariona Caldentey, as chances apareciam. E o gol, que demorou tanto, apareceu aos 41', numa inversão de jogo de Batlle dominada por Jennifer Hermoso, que superou a marcação de Kerstin Casparij e chutou para o 1 a 0. Vantagem conquistada, foi ampliada logo aos 45', ainda antes do intervalo, em outra jogada inteligente: Caldentey cruzou da esquerda, Paralluelo puxou a marcação para si, e Aitana Bonmatí superou Jackie Groenen na corrida e completou à queima-roupa para o 2 a 0.

Como titular, Miedema poderia ajudar na criação de jogadas. Ou mesmo na finalização. Esforçou-se, mas não teve bola nem espaço para conseguir isso (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images)

Na teoria, ainda havia o segundo tempo. Na prática, a semifinal parecia resolvida. Sem ter o espaço, muito menos a bola, Miedema foi poupada já no intervalo. Damaris Egurrola Wienke a substituiu, e melhorou um pouco o sofrido meio-campo holandês (nem Van de Donk, nem Jackie Groenen foram páreo para o trio espanhol Batlle-Lara Aleixandri-Jennifer Hermoso). A Holanda até criou algumas chances (um cabeceio de Brugts aos 47', um chute de Spitse após escanteio ensaiado aos 58', um cabeceio de Lieke Martens para fora aos 62'). Mas, no geral, o domínio espanhol seguia total. E se houvesse qualquer dúvida, acabou com o terceiro gol, aos 77': Ona Batlle coroou seu ótimo jogo ao cruzar da esquerda (teve muito espaço), e ainda chegar a tempo de pegar a bola que Alba Redondo e Salma Paralluelo tentaram finalizar.

Depois do jogo, só restou a Andries Jonker reconhecer, no pós-jogo da emissora NOS: "Ainda continuamos sendo uma boa seleção, só que a Espanha mostrou que segue melhor do que nós". É verdade que o consolo era grande: com a vitória da França na outra semifinal da Liga das Nações (2 a 1), a Holanda terá contra a Alemanha uma segunda chance de conquistar vaga olímpica no futebol feminino, na decisão do 3º lugar, em casa - o estádio Abe Lenstra, em Heerenveen. Por outro lado, se tiver as fragilidades vistas em Sevilha, terá motivo para temer também as alemãs.

Porque, enfim, aconteceu: a Espanha afirmou a ampla superioridade que tem sobre a Holanda.


Liga das Nações da UEFA - semifinal

Espanha 3x0 Holanda
Data: 23 de fevereiro de 2024
Local: La Cartuja (Sevilha)
Árbitra: Rebecca Walsh (Inglaterra)
Gols: Jennifer Hermoso, aos 41', Aitana Bonmatí, aos 45', e Ona Batlle, aos 77'

ESPANHA
Cata Coll; Ona Batlle, Irene Paredes, Laia Codina e Olga Carmona (Oihane Hernández, aos 73'); Laia Aleixandri, Aitana Bonmatí e Jennifer Hermoso (Vicky López, aos 73'); Athenea del Castillo (Alba Redondo, aos 62'), Salma Paralluelo (Lucia García, aos 83') e Mariona Caldentey (Eva Navarro, aos 83'). Técnica: Montserrat "Montse" Tomé

HOLANDA
Daphne van Domselaar;  Kerstin Casparij, Caitlin Dijkstra, Dominique Janssen (Lynn Wilms, aos 68') e Esmee Brugts (Renate Jansen, aos 79');  Jackie Groenen, Sherida Spitse e Daniëlle van de Donk (Wieke Kaptein, aos 86'); Lieke Martens, Vivianne Miedema (Damaris Egurrola Wienke, aos 46') e Lineth Beerensteyn (Katja Snoeijs, aos 68'). Técnico: Andries Jonker

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Muitos leões por datas FIFA

Sob o sol do balneário espanhol de Marbella, a Holanda treinou para superar os desafios e conseguir o que quer: a vaga no torneio olímpico feminino - e, de quebra, o título da Liga das Nações (KNVB Media)

Depois de uma classificação tão eletrizante às fases finais da Liga das Nações, superando a favorita Inglaterra no saldo de gols dentro do grupo (sendo que o gol decisivo foi feito aos 48 minutos do segundo tempo, na goleada por 4 a 0 sobre a Bélgica), a seleção feminina da Holanda (Países Baixos) esperava que a sorte lhe sorrisse mais, a começar pelo sorteio das semifinais, em dezembro do ano passado. Só que a sorte continua de mal com as Leoas Laranjas. Porque é a Espanha, campeã mundial, algoz das holandesas nas quartas de final da recente Copa do Mundo de mulheres, cheia de craques, que as esperará, nesta sexta-feira, às 17h de Brasília, no estádio La Cartuja, em Sevilha. Se quiser conquistar o grande objetivo - a vaga no torneio olímpico feminino de futebol - a equipe laranja precisa vencer para ir à final da Nations League. E se perder, restará a "torcida" pela França, país-sede dos Jogos Olímpicos (portanto, já garantida no futebol feminino neles): se as francesas ganharem da Alemanha na outra semifinal, alemãs e neerlandesas farão da decisão de 3º/4º lugares da Liga das Nações uma "final pelas Olimpíadas". E esta será nos Países Baixos, mais precisamente no estádio Abe Lenstra, em Heerenveen, que também será a sede da final em caso de vitória neerlandesa. Ou de um "amistoso de luxo" sem nada em disputa, caso Espanha e Alemanha façam a final da Nations League - e a fariam já garantidas em Paris-2024.

Se fosse só isso, tudo bem, a Holanda pode mudar sua sorte em caso de vitórias. Só que os problemas tornaram a "ladeira" ainda mais inclinada para cima. Mais um destaque da seleção fará falta, pelo rompimento de ligamento cruzado anterior que tanto medo traz ao futebol feminino atual: Jill Roord foi a vítima da vez da temível lesão, num jogo da Copa da Inglaterra, pelo Manchester City, justamente quando vivia um dos melhores momentos da carreira, titular absoluta como ponta-de-lança em clube e seleção. Um fato que teve reação tristemente resignada do técnico Andries Jonker, à ESPN da Holanda: "De novo você pensa 'parece sério'. Aí vem a confirmação: ligamento rompido, operação. Isso faz mal, é a quarta vez que vivo isso como técnico [lembrando as lesões de Kayleigh van Dooren, Vivianne Miedema e Aniek Nouwen]".

Bastou para Jonker crescer a voz, ao diário Algemeen Dagblad, contra um tema cada vez mais falado no futebol feminino: o excesso de jogos - e a propensão maior a lesões sérias, decorrente dele: "Não podemos estender indefinidamente o calendário no futebol feminino. Todos sabem disso faz tempo, mas aí inventam uma Liga das Nações e um mundial feminino de clubes". O técnico ainda apregoou: "Isso passou do limite, precisamos nos manifestar e vamos nos manifestar, a curto prazo" - à emissora NOS, ele confirmou que um manifesto será emitido após a partida contra a Espanha, e que ele se reunirá com UEFA e FIFA, ao lado de Nigel de Jong, diretor de futebol da federação. E Jonker concluiu: "Há jogadoras que vêm me dizer: 'Estou esgotada, mas preciso jogar uma partida da Liga dos Campeões pelo meu clube, mesmo que na verdade eu queira ficar em casa. O que faço?' Não pode ser assim. Existe uma diferença entre boa forma e bem estar: você pode estar bem preparada, mas... você está calma? O ponto de partida não deve ser o crescimento do futebol feminino, deve ser o bem-estar das jogadoras".

Andries Jonker tem de aturar mais uma lesão de ligamento de joelho em um nome importante das titulares que escala na Holanda. Mas, agora, decidiu tomar atitudes (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images)

Sobraram forças para Jonker criticar também a mudança tardia de local da semifinal. Ela estava inicialmente prevista para o estádio Nuevo Mirandilla, em Cádiz. Contudo, com o jogo importante que o Cádiz fará neste domingo, contra o Celta de Vigo, pelo Campeonato Espanhol masculino, o começo do mês teve alteração às pressas para o La Cartuja, em Sevilha. A demora na mudança (o alerta foi feito já no fim de janeiro, sem que a federação espanhola se mexesse a princípio) foi o que causou irritação de Andries Jonker: "É uma bagunça... acho que a Espanha tem uma seleção maravilhosa, com ótimas jogadoras e um estilo de jogo muito bom, mas em organização eles ainda têm o que aprender".

Porém (ai, porém), nenhum desses problemas significa, nem de longe, que a vontade de chegar à vaga olímpica - e ao título da Liga das Nações - diminuiu. O próprio Andries Jonker reconheceu isso: "Quando eu indaguei se elas realmente queriam ir aos Jogos Olímpicos, aí elas me perguntaram: 'Você está bem, professor? É um ponto alto na nossa carreira'". Se é assim, a motivação para pegar a Espanha é tão grande quanto as reclamações, como o treinador indica: "Queremos estar nos Jogos Olímpicos, movemos céus e terras para chegar às semifinais. Agora queremos que dê certo, é matar ou morrer. A confiança cresceu nos últimos jogos - por exemplo, nos jogos contra a Inglaterra [Liga das Nações]. Estamos de novo entre as seleções do topo".

Talvez não no topo, mas sem dúvida tendo uma atacante de topo: Vivianne Miedema. Desfalque no duelo da Copa passada (sua falta foi sentida, nas chances perdidas naquele jogo em Wellington, na Nova Zelândia), ainda no processo de volta de sua grave lesão no ligamento cruzado anterior (vem e vai entre titulares e reservas do Arsenal), Miedema se mostrou muito motivada nos treinos da Holanda, no balneário espanhol de Marbella: "Tenho a sensação de que estou de novo perto de ser a velha 'Viv', e isso é muito bom". Mas não significa que o principal destaque técnico da Holanda está garantida entre as titulares. Claro que é sua expectativa: "A princípio, espero estar em forma. E para jogar 90 minutos nas duas partidas". Mas ela logo é acompanhada de cautela: "Veremos dia a dia".

A mesma cautela que Andries Jonker mostra para outra grande pergunta: qual será a substituta de Jill Roord nas titulares? O técnico mostrou três possibilidades à emissora NOS: "Poderia ser Miedema, mas isso também depende da forma física dela. Damaris e Casparij também são opções". A primeira citada preferiu se focar na lamentação por Roord, sua amiga pessoal: "Não depende de mim dizer se sou a substituta lógica de Jill. Mas para ela isso [lesão] é duro, e é um baque para o time". Podendo entrar para fazer uma dupla de volantes com Jackie Groenen, Damaris Egurrola também lembrou mais a colega ausente: "Primeiro, quero expressar meu apoio a Jill. É difícil perder uma jogadora como ela". Finalmente, Kerstin Casparij - que iria para a ala direita, liberando Victoria Pelova para o meio-campo - já falou mais confiante: "Acho que crescemos como time. Temos mais opções, e isso só faz bem. Não temos medo, não entramos em pânico".

E a cautela foi justificada pelos treinos na chegada a Sevilha, nesta quinta-feira: Miedema e Pelova ficaram fora, a lateral Marisa Olislagers foi chamada às pressas para se juntar ao grupo de convocadas, e há poucas expectativas de que as duas citadas acima começarão jogando contra a Espanha. É mais um leão que a Holanda continua tendo de matar a cada data FIFA: jogadoras machucadas, adversários favoritos... Mas tudo vale a pena se a intenção não é pequena. E a da Holanda não é, como Andries Jonker deixou claro às jogadoras: "Se ganharmos da Espanha, estaremos nas Olimpíadas. É possível? Para mim, é. Se perdermos da Espanha e precisarmos enfrentar a Alemanha, ainda teremos uma chance. Mas a primeira coisa que temos de fazer é ganhar da Espanha. É isso que importa". E também deixou claro nesta frase: "Ganhar a vaga olímpica significa algo, mas não é um título. E eu quero um título".

As 25 convocadas da Holanda (Países Baixos) para as datas FIFA

Goleiras: Daphne van Domselaar (Aston Villa-ING), Lize Kop (Leicester City-ING) e Barbara Lorsheyd (ADO Den Haag)

Laterais: Kerstin Casparij (Manchester City-ING), Lynn Wilms (Wolfsburg-ALE), Merel van Dongen (Rayadas de Monterrey-MEX) e Marisa Olislagers (Twente)

Zagueiras: Caitlin Dijkstra (Twente), Sherida Spitse (Ajax) e Dominique Janssen (Wolfsburg-ALE)

Meio-campistas: Jackie Groenen (Paris Saint Germain-FRA), Daniëlle van de Donk (Lyon-FRA), Victoria Pelova (Arsenal-ING), Damaris Egurrola Wienke (Lyon-FRA), Jill Baijings (Bayern de Munique-ALE) e Wieke Kaptein (Twente)

Atacantes: Lineth Beerensteyn (Juventus-ITA), Lieke Martens (Paris Saint Germain-FRA), Renate Jansen (Twente), Vivianne Miedema (Arsenal-ING), Esmee Brugts (Barcelona-ESP), Katja Snoeijs (Everton-ING),  Shanice van de Sanden (Liverpool-ING) e Romée Leuchter (Ajax)