quarta-feira, 21 de maio de 2025

Play-offs pela Conference League: reações e reaparições

Chega a ser até um "milagre": não, esta temporada 2024/25 não terminará com o Utrecht disputando a repescagem que vale um lugar na segunda fase preliminar da Conference League, começando nesta quinta-feira. Sim, é algo notável, tendo em vista que os Utregs a disputam sempre, nas últimas temporadas. O que não quer dizer que os jogos que encerram a temporada no futebol masculino da Holanda (Países Baixos) sejam totalmente renovados. Afinal de contas, o AZ foi o ganhador da vaga em 2021/22; o Twente, em 2022/23; e ambos têm nestes play-offs chances de reagir, após temporadas oscilantes.

Além deles, também há reaparições. Havia algum tempo que NEC e Heerenveen não conseguiam sonhar com participações em torneios europeus - mesmo sendo, ambos, habituais integrantes do meio de tabela na liga neerlandesa, andavam mais do lado de baixo do que do lado de cima. Nesta temporada, em meio a um tremendo equilíbrio na parte baixa da tabela (sempre foram poucos pontos entre a zona da repescagem e a zona da "repescagem de baixo", para evitar o rebaixamento), ambos tiveram desempenho melhor na reta final. E podem surpreender, mesmo que as únicas chances sejam nesta quinta.

Pois é: num calendário cada vez mais povoado, se discute cada vez mais a efetiva necessidade dos play-offs pela Conference. Até porque ele talvez interfira no coeficiente holandês na UEFA: vale lembrar que o Go Ahead Eagles ganhou a repescagem na temporada passada... e já caiu na própria segunda fase, para o SK Brann norueguês. Talvez fosse mais simples dar a vaga diretamente ao quinto colocado da Eredivisie. E o próprio caminho já foi encurtado, com a eliminação dos jogos de volta dentro da repescagem. Ainda assim... o Go Ahead Eagles está aí, campeão da Copa da Holanda, com lugar assegurado na próxima fase de liga da Liga Europa. Quem dirá que ele não mereceu o lugar na Conference? E quem dirá que a repescagem não tem sua utilidade?

Enfim... vale ver como os quatro participantes dela chegarão para os jogos desta quinta. E para a tentativa, em si.

AZ x Heerenveen
22 de maio, às 13h45 de Brasília, em Alkmaar

Numa temporada de altos e baixos, o AZ espera terminar bem, contando com Peer Koopmeiners a comandar a equipe no meio ( Jan Mulder/BSR Agency/Getty Images)

AZ (5º colocado na temporada regular)

Pode-se dizer que o AZ várias vezes ensaiou crescer nesta temporada... mas sempre ficava no mesmo lugar. Um bom começo na Eredivisie (cinco vitórias nas seis primeiras rodadas) foi seguido por três derrotas. Depois, na Liga Europa, os Alkmaarders despacharam o Galatasaray na segunda fase... mas caíram para o Tottenham - campeão do torneio, é verdade - nas oitavas de final. Na Copa da Holanda, a volta à decisão, vantagem por longo tempo... até tomar o empate do Go Ahead Eagles nos acréscimos do 2º tempo, e cair nos pênaltis. De volta à Eredivisie, a reta final trouxe tanto preocupação (seis jogos sem vitória) quanto reação (os três triunfos nas três últimas rodadas, que deixaram o time na quinta posição, com a vantagem de poder ter dois jogos em casa, se passar à final). E há motivos para o AZ ter otimismo. A geração campeã europeia jovem em 2022/23 já tem destaque no time principal, com nomes como o goleiro Rome-Jayden Owusu-Oduro, o zagueiro Wouter Goes e o atacante Mexx Meerdink já titulares. Peer Koopmeiners, por sua vez, já desponta no meio-campo como o irmão Teun um dia fez. E justamente nestes play-offs, voltam dois nomes importantes: o capitão Jordy Clasie e o goleador Troy Parrott, ambos recuperados de contusão. Quem sabe a vaga na Conference complete a reação.

Os fatores conspiravam até contra. Mas o Heerenveen superou tudo, aproveitou o equilíbrio no meio da tabela, cresceu na reta final e pode ter a vaga num torneio continental, após muito tempo (Peter Lous/BSR Agency/Getty Images)

Heerenveen (9º colocado na temporada regular)

As últimas temporadas foram de problemas dentro e fora de campo no clube da Frísia. E ao contrário do que possa parecer, esta não fugiu à regra. A expectativa que chegou com Robin van Persie, em seu primeiro trabalho "para valer" como treinador, foi impactada com a demora de bons resultados - incluindo até um 9 a 1 sofrido justamente para o AZ. A duras penas, o Fean se manteve, foi subindo gradativamente... mas nunca parecia capaz de entrar na repescagem. Além do mais, no começo deste ano, foi novamente impactado pela decisão de Van Persie: cortejado pelo Feyenoord a que sempre esteve ligado, o ex-atacante decidiu encarar o desafio de treinar o clube, após a demissão de Brian Priske. Restou ao time alviazul buscar um novo técnico, enquanto o auxiliar Henk Brugge quebrava o galho... até a chegada de Robin Veldman. Ao mesmo tempo, o grupo de jogadores pareceu ficar mais coeso com esta dificuldade. Jogadores como o meio-campo Levi Smans e o atacante Ion Nicolaescu cresceram de produção. Com o grande equilíbrio no meio de tabela, a chance de ir à repescagem da Conference aumentou. E foi concretizada com quatro vitórias nas sete últimas rodadas, com direito a vencer o Feyenoord na última (2 a 0). A reaparição oferece a chance ao Heerenveen de se firmar, como há muito tempo não faz.

Twente x NEC
22 de maio, às 16h de Brasília, em Enschede

O Twente chega à repescagem amparado nos gols de Steijn. Mas de nada adiantarão se a defesa não colaborar... (Broer van den Boom/BSR Agency/Getty Images)

Twente (6º colocado na temporada regular)

Ver o Twente precisando disputar a repescagem parecia um pouco surpreendente, nesta temporada. Um time que contou com primoroso desempenho do meio-campista Sem Steijn (goleador da Eredivisie regular, com 24 gols - desde Jari Litmanen, em 1993/94, nenhum meio-campista fazia tantos gols na liga holandesa), que tem um armador de jogadas muito razoável em Michel Vlap, pontas úteis em Daan Rots e Sayfallah "Sayf" Ltaief, opções muito decentes no ataque (a experiência de Ricky van Wolfswinkel e a confiabilidade - quando está livre de lesões... - de Sam Lammers). Por quê, então, a necessidade de jogar por um lugar na Conference? Porque a defesa penou mais do que em outros anos. Mees Hilgers, Max Bruns, Alec van Hoorenbeeck, o sueco Gustaf Lagerbielke... nenhum deles trouxe segurança ao miolo de zaga. E até mesmo o goleiro Lars Unnerstall, garantia de segurança em temporadas idas, chega aos play-offs em má fase (sofreu um "frango" clássico no 3 a 2 sofrido, de virada, para o AZ, na penúltima rodada). Além do mais, ainda dói a lembrança dos 6 a 2 tomados do Feyenoord, em pleno De Grolsch Veste. Por tudo isso, o Twente precisará jogar a repescagem. Se serve de consolo, tem plenas condições de vencê-la e ter a vaga na Conference League.

Bryan Linssen, crescendo na reta final, pode abrilhantar ainda mais o fim de temporada do NEC (Broer van den Boom/BSR Agency/Getty Images)

NEC (8º colocado na temporada regular)

O clube de Nijmegen volta à repescagem pela segunda temporada seguida, em clima de despedidas. No banco, o técnico Rogier Meijer se prepara para deixar o clube, após cinco anos - e a saída era considerada natural, já que o trabalho deu sinais de desgaste. Em campo, está encerrando a carreira Lasse Schöne, o jogador estrangeiro com mais partidas na história do Campeonato Holandês. Porém, a despedida é daquelas em alto astral. Porque o NEC tem bons jogadores: atrás, o goleiro Robin Roefs, e na frente, o ponta-direita Sontje Hansen, e os atacantes Kento Shiogai, Koki Ogawa e... Bryan Linssen. Aos 34 anos, o veterano despontou nesta reta final, com excelente atuação na penúltima rodada (dois gols nos 3 a 0 no NAC Breda). Antes dela, merece ainda destaque o triunfo contra o Ajax: 3 a 0 em plena Johan Cruyff Arena. Então, diante deste crescimento na reta final... por quê não imaginar que os Nijmegenaren poderão começar a temporada 2025/26 - com o novo técnico, Dick Schreuder - na Conference League?

terça-feira, 20 de maio de 2025

A análise do campeão: quem diria? E quem não diria?

O PSV tinha tudo para terminar como terminou: bicampeão holandês. Só não se imaginava que o caminho até o título seria tão tortuoso (ProShots/Getty Images)

Antes mesmo do Campeonato Holandês desta temporada começar, era relativamente unânime que o PSV tinha o melhor e mais técnico grupo de jogadores do futebol da Holanda (Países Baixos). Diante de um Feyenoord que passaria por reformulações com novo técnico e de um Ajax em plena reestruturação, o time de Eindhoven partiria do começo como franco favorito ao bicampeonato, ao 26º título de liga da sua história. E isso aconteceu, de fato. O surpreendente foi que o título tenha acontecido com tantas reviravoltas. Ainda mais quando a referência é o que se viu no primeiro turno. Está certo que o PSV teve duas derrotas nas primeiras 17 rodadas - o 3 a 2 sofrido no clássico para o Ajax (11ª rodada) e 1 a 0 para o Heerenveen (16ª rodada). Ainda assim, de resto, foram 16 vitórias, num domínio quase tão avassalador quanto o da temporada passada, em que o aproveitamento no turno foi 100%. 

Sobravam goleadas, aqui e ali: a campanha já começara com um 5 a 1 no RKC Waalwijk, seguiu-se depois um 7 a 1 no Almere City (3ª rodada), um 6 a 0 no Zwolle (10ª rodada), 5 a 0 no Groningen (13ª rodada)... e a ofensividade típica dos times treinados por Peter Bosz era notável. Já começava nas laterais: pela direita, se Sergiño Dest se machucou, o ponta improvisado Richard Ledezma (outro norte-americano) assumiu o lugar, enquanto Mauro Júnior tinha na esquerda a utilidade muito elogiada por Peter Bosz ("Não é todo time que tem um polivalente como ele"). Num time com a dupla de volantes cada vez mais entrosada - Joey Veerman e Jerdy Schouten eram daqueles pares que se completavam dentro de campo -, as opções de ataque sobravam. Ismael Saibari e Guus Til já eram conhecidos; Malik Tillman ficou de vez para, enfim, começar a cumprir as expectativas sobre ele; Noa Lang, enfim, deixava as lesões que o vitimaram em 2023/24 para ser o nome de técnica insinuante (e de comportamento provocador) que se previa desde que pisou em Eindhoven; se Hirving Lozano ficava em segundo plano, à beira da saída já anunciada para quando 2025 começasse (rumo ao San Diego FC-EUA), o croata Ivan Perisic foi contratação fortuita - sem contrato após deixar o Hajduk Split, Perisic pôde chegar com a temporada já em andamento.

Se havia problema, estava em Ricardo Pepi. Não que o atacante norte-americano estivesse em má fase. Longe, mas muito longe disso: afinal de contas, mesmo vindo da reserva na maioria das vezes, Pepi acumulava 11 gols na Eredivisie. Exatamente por isso, ele queria ser titular. Mas Peter Bosz, embora compreensivo, deixava claro: seu titular era Luuk de Jong. De fato, como deixar de fora aquele que, talvez, seja o mais representativo jogador do PSV até agora no século XXI - e ainda marcando gols (foram sete)? Acabou até sendo providencial, diante da séria lesão no joelho que tirou Pepi de combate pelo resto da temporada. De todo modo, com duas categóricas vitórias no final do 1º turno - 6 a 1 no Twente (15ª rodada) e 3 a 0 no Feyenoord (17ª rodada) -, classificação assegurada na segunda fase da Liga dos Campeões, o PSV parecia rumar para um bicampeonato tranquilo.

Aí tudo mudou.

Porque mais nomes ficaram machucados na virada do ano: Olivier Boscagli (lesão muscular), Jerdy Schouten (lesão no joelho), Malik Tillman (lesão ligamentar), a já citada ausência de Pepi... e a queda foi brusca no começo de 2025. A retomada da Eredivisie teve um empate com o AZ Alkmaar (2 a 2, 18ª rodada). Depois, uma derrota para o Zwolle (3 a 1, 19ª rodada). Aí, um refresco: 3 a 2 no NAC Breda (20ª rodada). Seguido por mais quedas, com o péssimo "hábito" de sofrer gols nos minutos finais: empate em 3 a 3 com o NEC após vencer por 3 a 1 (21ª rodada), empate em casa com o Willem II (1 a 1, gol sofrido aos 38 minutos do segundo tempo), derrota de virada para o Go Ahead Eagles (3 a 2, na 24ª rodada, com dois gols após os 30 minutos da etapa final)... a queda era incontrolável. 

A crise na Eredivisie foi exemplificada na Liga dos Campeões: 7 a 1 sofridos para o Arsenal em plena Eindhoven. Àquela altura, a reviravolta parecia impossível (Marcel ter Bals/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)

E o "estabaco" no chão talvez tenha vindo com os 7 a 1 sofridos do Arsenal, em pleno Philips Stadion, na ida das oitavas de final da Liga dos Campeões, igualando a maior derrota que um clube holandês sofreu por competições europeias. Àquela altura, as críticas se avolumavam a Peter Bosz, pela falta de cuidados defensivos. Sem Schouten, Joey Veerman sofria. Assim como Ledezma, que tinha suas fragilidades na marcação, e Ryan Flamingo, falhando vez por outra nas saídas de bola. Com o Ajax sólido dentro de campo, fazendo 2 a 0 no clássico direto (27ª rodada) e abrindo nove pontos de vantagem na liderança da Eredivisie, parecia que o PSV veria os rivais de Amsterdã, com um grupo mais humilde, conquistarem o título. Só restava manter o vice-campeonato holandês.

Mas só parecia.

Àquela altura, Tillman e Boscagli já estavam de volta. Logo, Dest voltaria. Perisic assumia protagonismo valioso. Por mais que o Feyenoord engatasse uma sequência de vitórias e até sonhasse em tomar a segunda posição, o PSV mantinha em controle. Tinha uma tabela mais difícil do que o Ajax nas sete rodadas restantes, mas foi vencendo: 3 a 1 no Groningen (28ª rodada, fora), 5 a 0 no lanterna Almere City (29ª rodada)... e o 3 a 1 no Twente, primeiro adversário difícil na reta final (30ª rodada), somada a uma surpreendente goleada tomada pelo Ajax em jogo adiantado da 31ª rodada (Utrecht 4 a 0), fez a desvantagem cair para seis pontos. Não era muito, mas era algo - e ficou maior ainda com a goleada por 4 a 1 sobre o Fortuna Sittard, no jogo atrasado da 31ª rodada, fazendo a desvantagem cair para três pontos. O Ajax ainda tinha controle. Mas foi se atrapalhando: 1 a 1 com o Sparta Rotterdam na 30ª rodada, derrota para o NEC na 32ª rodada... e nesta, aliás, o PSV mostrou que estava vivo: no clássico contra o Feyenoord, o desafio mais respeitável, um péssimo começo - 2 a 0 sofridos em De Kuip, em dez minutos do 1º tempo - foi revertido num segundo tempo voluptuoso, com Noa Lang catalisando a reação, concretizada no último minuto dos acréscimos, quando houve a virada (3 a 2).

A goleada no Heracles Almelo já seria celebrada. Foi ainda mais: com o empate do Ajax, a liderança estava retomada. E a reviravolta, consolidada (ProShots/Getty Images)

Àquela altura, o péssimo meio de temporada já estava "perdoado". O time já voltara a ser ofensivo como se sabia que podia ser. Mesmo se a goleada sobre o Heracles Almelo na penúltima rodada (4 a 1) houvesse sido infrutífera, o bom clima já se restabelecera. Só que não foi infrutífera: como os torcedores presentes ao Philips Stadion naquela tarde/noite de 14 de maio de 2025 se lembrarão, o Ajax tomou o empate do Groningen nos acréscimos do 2º tempo (2 a 2). O PSV voltava a ser líder. Só perderia o título se tropeçasse no Sparta Rotterdam, e o Ajax vencesse o Twente, na última rodada. Houve esse risco. Mas o ataque trabalhou quando precisava - com gols de Perisic, o veterano que virou fundamental; de Luuk de Jong, o ídolo confiável de sempre; de Malik Tillman, para muitos o melhor jogador da temporada, mesmo perdendo parte dela. E o PSV fez 3 a 1. E foi campeão.

Quem diria, diante da queda vivida no começo do ano? E quem não diria, diante do fato de que em Eindhoven está o grupo de jogadores mais técnico do futebol da Holanda (Países Baixos) na atualidade?

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Eredivisie feminina 2024/25: definições e (quase) mudanças

Certas coisas nunca mudam: por mais que alguns clubes evoluam, o título do Campeonato Holandês feminino continua sendo para poucos. Principalmente para o Twente bicampeão (Stan Oosterhof/Soccrates/Getty Images)

Engraçado notar como, ao longo dos anos, o Campeonato Holandês feminino de futebol se revela como algo parecido à liga masculina do mesmo país. É um campeonato que revela jovens talentosas (que o digam, para citar apenas três, Daphne van Domselaar, Victoria Pelova e Esmee Brugts), de um país que tem lá sua tradição na modalidade (e tem boa vontade com ela)... mas em que o nível técnico é baixo. Bem baixo. E no qual apenas poucos clubes podem sonhar com o título. Fora deles, quanto mais baixa a posição na tabela, mais difícil é a manutenção no futebol feminino: algumas jogadoras dos últimos colocados precisam se dividir com trabalhos "regulares". Não é à toa o apontamento comum de nomes como Vivianne Miedema: se uma holandesa deseja alcançar todo o seu potencial dentro do futebol, logo precisará sair do país rumo a uma liga mais competitiva. Nem as queixas de nomes como Sherida Spitse, quanto à falta de investimento maior nos clubes fora da elite.

Se serve de consolo, mesmo com essa "definição" de perfil, pouco a pouco a Vrouwen Eredivisie muda. Clubes como Feyenoord e AZ, de temporada digna, indicam que suas equipes femininas chegaram para ficar - para nem dizer do Utrecht, novamente elogiável. E será interessante ver o que fará em 2025/26 o Hera United, primeiro clube profissional do Reino dos Países Baixos dedicado somente ao futebol feminino. Porém, o cenário ainda não mudou: o título foi assunto privativo de Twente, PSV e Ajax, mesmo com a emocionante reta final - principalmente do Twente, quatro títulos em cinco anos. E fatores como a desativação da equipe feminina do Fortuna Sittard indicam que o caminho até a estabilização é longo. Pelo menos, como já dito, há talento e boa vontade. É algo. Mas não é tudo. Que o cenário do futebol feminino neerlandês seja ajustado nos próximos anos. 

Por ora, vejamos como foi este campeonato em 2024/25.

O Twente ficou discreto por muito tempo na disputa do título. Mas quando o coletivo se fortaleceu, nomes como Ravensbergen despontaram, e as Tukkers arrancaram para o bicampeonato (Vincent Jannink/ANP/AFP via Getty Images)

1º - TWENTE

Campanha: 57 pontos (18 vitórias, 3 empates e 1 derrota - campeão pelo melhor saldo de gols, +50)
Time-base: De Jong; Vliek, Carleer, Knol e Tuin; Te Brake (Groenewegen), Van Dooren e Van Ginkel; Ravensbergen (Ivens), Van Dijk e Hulst
Técnico: Joran Pot
Competição continental: Liga dos Campeões (eliminado na fase de grupos)
Copa nacional: campeão
Artilheira: Jaimy Ravensbergen (atacante), com 20 gols
Quem deu mais passes para gol: Alieke Tuin (ala esquerda), com 11 passes
Quem mais jogou: Alieke Tuin (ala esquerda) e Danique van Ginkel (meio-campista), ambas com 21 partidas
Destaque: Jaimy Ravensbergen (atacante) 

O Twente já se acostumava às perdas, temporada após temporada, mesmo com os títulos: a conquista da Vrouwen Eredivisie 2023/24, por exemplo, foi a despedida definitiva da zagueira Caitlin Dijkstra e da atacante Renate Jansen (esta, indo justamente para um rival, o PSV). E quando esta temporada começou, com a disputa da liderança ficando entre o PSV (e seus vultosos investimentos na equipe feminina) e o Ajax (tentando seguir em frente, mesmo com a queda de produção ficando visível), aparentemente era o fim do período de longo domínio das Tukkers no futebol feminino do Reino dos Países Baixos. Também aumentava essa impressão a participação apenas protocolar na fase de grupos da Liga dos Campeões feminina: esperava-se que o clube participasse apenas para ganhar experiência, sem fazer frente aos favoritos Chelsea e Real Madrid, e foi exatamente o que ocorreu. O clima de "fim de ciclo" era tão grande que justificou o anúncio da saída do técnico Joran Pot, assim que a temporada acabasse. Somente o grupo de jogadoras poderá dizer o que aconteceu na virada de ano. O fato é que, desde o começo de 2025, o Twente começou a mostrar mais regularidade. 

Nada que desafiasse PSV ou Ajax, ainda, mas havia a impressão de que, ao menor tropeço de ambos, o time aproveitaria. Da solidez coletiva foram despontando os destaques da equipe. Na defesa, Daniëlle de Jong voltava a ser a goleira titular com a saída da galesa Olivia Clark, enquanto Alieke Tuin era sempre garantia de ataques perigosos na esquerda. No meio-campo, enfim livre de lesões, Kayleigh van Dooren criava as jogadas de ataque, enquanto a capitã Danique van Ginkel era combativa. E no ataque, a norte-americana Charlotte Hulst atacava bastante pelas pontas, enquanto Jaimy Ravensbergen, aos poucos, se convertia na "mulher-gol", tendo a escudá-la sempre Nikée van Dijk, a revelação da temporada. Na reta final, o Twente brilhou. Já seria bom passar à segunda posição, na 18ª rodada, com a derrota do Ajax para o PSV. Só que o time de Eindhoven tinha saldo de gols maior. Nada que não fosse resolvido com a maior goleada da temporada (10 a 1 no Excelsior, na 19ª rodada), fazendo as Tukkers superarem o saldo de gols com um só jogo. Mais duas rodadas, e os 5 a 1 no Ajax, na penúltima rodada, deixaram o título na alça de mira. No meio do caminho, ainda veio uma "preparação" agradável, com o título da Copa da Holanda. E na última rodada, nem mesmo o susto do AZ abrir 2 a 0 tirou o Twente do prumo. Com três gols de Ravensbergen, veio a virada para 3 a 2. O bicampeonato - 10º título na liga. A tríplice coroa nacional (liga, copa e supercopa na mesma temporada). E a sequência da impressão: Ajax e PSV podem tentar, mas o Twente domina o futebol feminino na Holanda (Países Baixos).

Renate Jansen cumpriu as expectativas: foi líder de um ótimo time do PSV. Tão ótimo que terminou com o mesmo número de pontos do campeão. Só faltaram mais gols... (Marcel Bonte/Soccrates/Getty Images)

2º - PSV

Campanha: 57 pontos (18 vitórias, 3 empates e 1 derrota - segundo colocado pelo pior saldo de gols, +45)
Time-base: Evrard; Thrige, Hendriks, Buurman e Bross (Frijns); Folkertsma, Nijstad e Xhemaili; Ripa (Dessing/Jacobs), Smits (Kalma) e Renate Jansen
Técnico: Roeland ten Berge
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: vice-campeão
Artilheira: Renate Jansen (atacante), com 11 gols
Quem deu mais passes para gol: Renate Jansen (atacante), com 11 passes
Quem mais jogou: Nicky Evrard (goleira), Gwyneth Hendriks (zagueira), Melanie Bross (lateral esquerda), Riola Xhemaili (meio-campista) e Renate Jansen (atacante), todas com 21 partidas
Destaque: Renate Jansen (atacante)

Era de se impressionar. Uma boa geração de novatas, capitaneadas pela zagueira Veerle Buurman, a meio-campista Nina Nijstad e a atacante Chimera Ripa. Nomes já experientes, como a volante Sisca Folkertsma e a atacante Joëlle Smits. A esse grupo, somaram-se reforços de qualidade considerável para os padrões do futebol feminino holandês, como a meio-campista suíça Riola Xhemaili e, principalmente, Renate Jansen, atacante de tanta experiência (enfraquecendo até um rival direto pelo título sonhado, o Twente). E a partir da 5ª rodada, com o Twente meio abatido então e o Ajax começando a dar sinais de queda, o PSV assumiu a liderança da Vrouwen Eredivisie. Parecia que não mais a perderia. Primeiro, porque rapidamente o time se entrosou, sob a liderança do técnico Roeland ten Berge. Os destaques despontaram, como Ripa, na primeira metade da temporada, e Renate Jansen. Segundo, porque nos jogos diretos contra o Ajax, considerado então o adversário mais árduo pelo título, o PSV fez seu papel. Em Amsterdã, na 9ª rodada, 2 a 0 PSV; na 18ª rodada, em Eindhoven, no que era considerada a primeira "decisão do título", PSV 3 a 1.

Como se faltassem reforços, um nome de grosso calibre veio para o ataque: se sua experiência no Wolfsburg não saiu a contento, Fenna Kalma voltou à Eredivisie, chegando a Eindhoven para ser a garantia de gols que sempre foi, nos tempos de Twente. Entretanto, olhares mais cuidadosos alertavam que o PSV não vencera as Tukkers (0 a 0 na 2ª rodada, 2 a 2 na 14ª). Se o time de Enschede conseguisse chegar à disputa do título para valer, poderia ser um ponto contrário. Pois chegou, na 18ª rodada, justamente após a vitória no clássico sobre o Ajax. Chegou e passou, porque dois dias depois, o extravagante 10 a 1 no Excelsior tirou do PSV justamente a sua vantagem diante do Twente: o saldo de gols. Só restava vencer os quatro jogos restantes na liga e tentar descontar a desvantagem de cinco gols para o Twente - isso, sem contar a final da Copa da Holanda feminina, justamente entre ambos. Nela, o PSV até começou melhor, mas uma infelicidade (a zagueira Gwyneth Hendriks rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito) abateu as Boeren, e o Twente conseguiu o título. De volta à Vrouwen Eredivisie, o PSV até conseguiu vencer nas quatro últimas rodadas, teve pontuação igual à do campeão... mas o saldo de gols foi menor. Restou engolir em seco a decepção. E resta ao PSV a certeza: voltou a ter força no futebol feminino dentro da Holanda (Países Baixos). Merece atenção.

Mesmo com a grata revelação de Lotte Keukelaar, o Ajax foi pesada decepção na temporada: jamais diretoria, técnica e jogadores se entenderam (Jeroen van den Berg/Soccrates/Getty Images)

3º - AJAX
Campanha: 53 pontos (17 vitórias, 2 empates e 3 derrotas)
Time-base: Van Eijk; De Klonia, Spitse, Kardinaal e Van de Velde; Noordman (Kaagman), Van Gool e Yohannes; Keukelaar, Tolhoek e Hoekstra
Técnica: Hesterine de Reus
Competição continental: Liga dos Campeões (eliminado pela Fiorentina-ITA, na primeira fase preliminar) 
Copa nacional: eliminado pelo Twente, nas oitavas de final
Artilheira: Danique Tolhoek (atacante), com 19 gols
Quem deu mais passes para gol: Lotte Keukelaar (atacante), com 11 passes
Quem mais jogou: Regina van Eijk (goleira), Sherida Spitse (zagueira) e Danique Tolhoek (atacante), todas com 21 partidas
Destaque: Lotte Keukelaar (atacante)

Uma participação inesperadamente honrosa na Liga dos Campeões em 2023/24, indo às quartas de final após atuações surpreendentes na fase de grupos. Jogadoras promissoras, como a goleira Regina van Eijk, a lateral esquerda Isa Kardinaal, a meio-campista Lily Yohannes e a atacante Danique Tolhoek - todas, sob a liderança inquestionável de Sherida Spitse em campo. Para treiná-las, como Suzanne Bakker se foi para o Milan, chegou a experiente Hesterine de Reus. Enfim, tinha tudo para dar certo. Deu muito errado. A começar pela decepção nesta Liga dos Campeões: o Ajax não passou da primeira fase preliminar, eliminado pela Fiorentina. Logo depois dela, o sinal ficou mais amarelo ainda por uma declaração de Hesterine de Reus, à ESPN holandesa: "Na verdade, não liguei (...) A verdade é que priorizamos a liga [Vrouwen Eredivisie]. A Liga dos Campeões pesa no calendário, e o Ajax viveu isso na temporada passada. Para ser franca, eu gosto de ter controle sobre a carga semanal de trabalho". No mínimo, a declaração indicava falta de ambição nada saudável ao Ajax.

Começou a Vrouwen Eredivisie, e mesmo com as goleadas previsíveis sobre os adversários mais fracos (nas primeiras oito rodadas, sete vitórias), o Ajax passava longe de mostrar o jeito agradável de jogar mostrado em 2023/24. E na nona rodada, a derrota no jogo direto pela liderança contra o PSV decepcionou ainda mais: em plena Johan Cruyff Arena, as Ajacieden foram dominadas. Mesmo com a sequência da boa fase de Lily Yohannes e o crescimento da atacante Lotte Keukelaar, as decepções seguiam em Amsterdã, com fatores como a eliminação já nas oitavas de final da Copa da Holanda para mulheres. Fora de campo, também prejudicou as coisas a decisão de Daphne Koster, diretora do futebol feminino no clube, decidir tirar um período sabático. E na 18ª rodada, a derrota para o PSV em outra partida direta pelo título (3 a 1) fez Hesterine de Reus dar outra declaração criticada: "Acho que podemos jogar a toalha". Bastou: dias depois, sua saída ao fim da temporada era anunciada. E se havia algum resto de ânimo no Ajax, acabou na 21ª e penúltima rodada, quando o time de Amsterdã tomou inapeláveis 5 a 1 do Twente. O símbolo perfeito de como o Ajax decepcionou nesta temporada.

Sorte de principiante? O Utrecht de Lotje de Keijzer mostrou que não: outra ótima temporada (Roy Lazet/Soccrates/Getty Images)

4º - UTRECHT

Campanha: 40 pontos (12 vitórias, 4 empates e 6 derrotas)
Time-base: Bastiaen; Mahieu, Op den Kelder, Van der Zanden e Paliama (Koopman); Van Schoonhoven, Munsterman e Van Straten (Snellenberg); Tromp (Roosjen), De Keijzer e Loonen (Groenendijk)
Técnica: Linda Helbling
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado pelo AZ, nas oitavas de final
Artilheira: Nikita Tromp (atacante) e Lotje de Keijzer (atacante), ambas com 6 gols
Quem deu mais passes para gol: Nurija van Schoonhoven (meio-campista), com 6 passes
Quem mais jogou: Femke Bastiaen (goleira), Nurija van Schoonhoven (meio-campista) e Marthe Munsterman (meio-campista), todas com 21 partidas
Destaque: Lotje de Keijzer (atacante)

O Utrecht já tivera um excelente começo em 2023/24, sua temporada de estreia no Campeonato Holandês feminino. Caiu no decorrer da temporada, terminou na sétima posição... mas deixou impressão elogiável. Até aí, poderia ser sorte de principiante. Só que os destaques seguiram nos Utregs, como a meio-campista Marthe Munsterman e a atacante Nikita Tromp. Se o trabalho da técnica Linda Helbling já fora bom na temporada passada, nesta, mais acostumada ao grupo de jogadoras... de fato, foi melhor ainda. O Utrecht começou bem (chegou mesmo a liderar o campeonato, na 2ª e na 4ª rodadas), e assim continuou. Só desgarrou da disputa pelo título no returno, ao perder do Twente (2 a 1, 13ª rodada) e do PSV (1 a 0, 16ª rodada). Contudo, até interferiu na disputa, ao empatar com o Ajax (1 a 1, 14ª rodada), diminuindo as chances das Ajacieden. E tendo em vista que já contrata nomes bons, como a atacante Lobke Loonen, vinda do ADO Den Haag; que nomes como Lotje de Keijzer cresceram nesta temporada; que vêm aí revelações, como a meio-campista Rosalie Renfurm, capitã da seleção feminina holandesa campeã europeia sub-17... sim, o Utrecht chegou para ficar no futebol de mulheres.

 O Feyenoord cresceu nesta temporada. Em grande parte, pelos gols de Van Kerkhoven (Feyenoord/Divulgação)

5º - FEYENOORD

Campanha: 38 pontos (12 vitórias, 2 empates e 8 derrotas)
Time-base: Weimar; Van Bentem (Verspaget), Koga, Obispo e Van der Sluijs; Waldus, Koopman e Teulings; Van de Lavoir (Van de Westeringh), Van Kerkhoven e De Graaf
Técnica: Jessica Torny 
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado nas semifinais, pelo PSV
Artilheira: Ella van Kerkhoven (atacante), com 13 gols
Quem deu mais passes para gol: Jarne Teulings (meio-campista) e Romée van de Lavoir (atacante), ambas com 9 passes
Quem mais jogou: Jacintha Weimar (goleira), Celainy Obispo (zagueira), Maruschka Waldus (meio-campista), Sanne Koopman (meio-campista), Jarne Teulings (meio-campista) e Romée van de Lavoir (atacante), todas com 21 partidas
Destaque: Ella van Kerkhoven (atacante)

O projeto do Feyenoord no futebol feminino vive as oscilações típicas do começo. E em 2024/25, elas foram para cima. Se a temporada anterior foi de dificuldades no time feminino do Stadionclub, desta vez o clube foi um pouco melhor. Um pouco, porque ainda falta algo para superar o trio de ferro do futebol feminino holandês, que não é o mesmo do masculino (neste o Feyenoord é membro): entre turno e returno, contra Twente, PSV, Ajax e Utrecht, o Feyenoord só conseguiu um empate (0 a 0 contra o Ajax, na 4ª rodada). Ainda assim, o trabalho da técnica Jessica Torny já foi favorecido por boas atuações. Principalmente no ataque: a belga Ella van Kerkhoven e Esmee de Graaf foram das melhores atacantes no campeonato - e Kirsten van de Westeringh, enfim livre dos problemas no joelho, ganhou alguma sequência de jogos. Mais atrás, no meio-campo, Jarne Teulings foi contratação bem vinda para a criação de jogadas. E na defesa, se a goleira Jacintha Weimar mostrou insegurança vez por outra (até por isso, perdeu a vaga de terceira goleira na seleção feminina da Holanda/Países Baixos para Daniëlle de Jong), a japonesa Toko Koga mostrou talento efetivo na zaga. Enfim, o Feyenoord mostrou evolução. Espera mostrar mais em 2025/26, até porque Jessica Torny já renovou seu contrato.

O AZ também revelou boas jogadoras. Mas ainda depende demais da veterana Van Lunteren (Pim Waslander/Soccrates Images/Getty Images)

6º - AZ

Campanha: 36 pontos (11 vitórias, 3 empates e 8 derrotas)
Time-base: Booms (Liefting); Mol, Woons, Stoop (Groot/De Ridder) e Caprino; Colin (Van Uden), Van Lunteren e De Vette (Op de Weegh); Boukakar, Kroese e Jolijn Spaan
Técnico: Wouter de Vogel (ausente na 20ª rodada, por motivos de saúde - o auxiliar Kelvin Jansen foi o técnico)
Competição continental: nenhum
Copa nacional: eliminado pelo PSV, nas quartas de final
Artilheira: Desirée van Lunteren (meio-campista), com 10 gols
Quem deu mais passes para gol: Desirée van Lunteren (meio-campista), com 4 passes
Quem mais jogou: Camie Mol (lateral direita), Karlijn Woons (zagueira), Desirée van Lunteren (meio-campista), Romaïssa Boukakar (atacante) e Floor Jolijn Spaan (atacante), todas com 21 partidas
Destaque: Desirée van Lunteren (meio-campista)

Assim como o Feyenoord, também o AZ mostra evolução lenta e gradual, mas notável, em seu time feminino. Na sua segunda temporada na Vrouwen Eredivisie, o time de Alkmaar raras vezes ficou fora do sexto lugar. Mostrou bem mais talentos, a começar por uma jogadora que nem está mais no clube: a goleira Femke Liefting, que vinha bem, foi a melhor goleira do Mundial feminino sub-20 e foi contratada pelo Chelsea na pausa de inverno. Houve mais, como a ponta Romaïssa Boukakar, a atacante Fieke Kroese (outra que se destacou no Mundial sub-20 de mulheres), a meio-campista Isa Colin (já contratada pelo Ajax para a próxima temporada)... mas todas elas ainda parecem depender demais da líder que é a meio-campista Desirée van Lunteren, capitã, goleadora, quem mais passes deu para gol e uma das que mais partidas fez pelo AZ. Se os talentos conseguirem tirar a equipe da "Van Lunteren-dependência", o time pode seguir evoluindo nas próximas temporadas, sustentando o projeto.

O ADO Den Haag teve problemas nesta temporada, mas nomes como Manon van Raay ajudaram a não deixar a peteca cair (Angelo Blankespoor/Soccrates/Getty Images)

7º - ADO DEN HAAG

Campanha: 21 pontos (5 vitórias, 6 empates e 11 derrotas)
Time-base: Lorsheyd; Vonk, Noordermeer, Pijnacker Hordijk (Raaijmakers) e Nelemans; Van Oosten (Glotzbach), Van den Goorbergh e Van Raay; Van Egmond, Bol e Viehoff (Remmers)
Técnico: Stephan Vos (até a 8ª rodada), Sandra van Tol (interina, na 9ª e na 10ª rodadas) e Marten Glotzbach (a partir da 11ª rodada)
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo Twente
Artilheira: Manon van Raay (meio-campista/atacante), com 7 gols
Quem deu mais passes para gol: Manon van Raay (meio-campista/atacante) e Floortje Bol (atacante), ambas com 4 passes
Quem mais jogou: Barbara Lorsheyd (goleira), Daniëlle Noordermeer (zagueira) e Manon van Raay (meio-campista/atacante), que jogaram todas as 22 partidas
Destaque: Manon van Raay (meio-campista)

Um dos clubes mais tradicionais do futebol feminino na Holanda (Países Baixos) teve dificuldades a que estava desacostumado nesta temporada. Entrosamento, havia: muitas das jogadoras estavam juntas há alguns anos. Talento técnico, também: as atacantes Floortje Bol e Iris Remmers mostram algum talento. E finalmente, havia experiência, com a goleira Barbara Lorsheyd e a meio-campista Cheyenne van den Goorbergh. Contudo, o mau começo do Den Haag (chegou a estar em penúltimo lugar, entre a 7º e a 8ª rodadas) levou a decisões drásticas, como a demissão do técnico Stephan Vos. Enfim, jogadoras como a citada Van den Goorbergh e a atacante Manon van Raay ajudaram a controlar os danos. Mas com algumas mudanças - como o fim da carreira de Van den Goorbergh -, quem sabe o Den Haag passe pela reformulação de que mostrou precisar ao longo da temporada.

Diante das ameaças, a temporada podia ter sido pior para o Fortuna Sittard... mas o que pode ser pior do que ver o time feminino desativado? Ficam as lembranças... (Angelo Blankespoor/Soccrates/Getty Images)

8º - FORTUNA SITTARD

Campanha: 20 pontos (5 vitórias, 5 empates e 12 derrotas)
Time-base: Dinkla; Van Koot, Vijfhuizen, Stoop e Kopp; Van Wershoven e Van Heeswijk; Eijken, Dekker (Peereboom) e Arons; Prins
Técnico: Glenda van Lieshout
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo SV Saestum (amador)
Artilheira: Isa Dekker (meio-campista), com 5 gols
Quem deu mais passes para gol: Isa Dekker (meio-campista), com 4 passes
Quem mais jogou: Claire Dinkla (goleira), Isabel Kopp (lateral esquerda), Rosa van Wershoven (meio-campista), Amber van Heeswijk (meio-campista) e Femke Prins (atacante), todas com 21 partidas
Destaque: Isa Dekker (meio-campista)

O corte brusco de investimentos no fim da temporada passada - e a saída de várias jogadoras decorrente deles, como a atacante belga Tessa Wullaert, eleita a melhor jogadora do Campeonato Holandês feminino passado, além de goleadora dele - já indicava uma temporada difícil para as Fortunezen. Se serve de consolo, podia ser pior: uma vitória aqui, outra ali, e o clube de Sittard nunca chegou a ficar nas últimas posições, embora tenha caído para a 10ª posição na 13ª rodada. Além do mais, pelo menos uma jogadora, a meio-campista Isa Dekker, mostrou o talento esperado ao chegar do AZ. O que não teve consolo foi a decisão anunciada a poucas rodadas do fim da temporada: a equipe feminina do Fortuna Sittard seria desativada, pela "falta de condições de dar o alto nível de que as jogadoras precisam" (nas palavras da diretoria). E o fim teve até alguma dignidade, com duas vitórias nas últimas quatro rodadas, ajudando o time auriverde a terminar mais acima da temporada. Contudo, de certa forma, o triste fim foi a consequência de um clube que investiu demais em temporadas anteriores, apenas pelo imediatismo, sem a intenção de dar sequência à sua equipe feminina. Uma pena gigante.

O Heerenveen, de tanta tradição no futebol feminino, precisa melhorar. Até para ter mais jogadoras que ajudem nomes como Van Beijeren (Stan Oosterhof/Soccrates/Getty Images)

9º - HEERENVEEN

Campanha: 15 pontos (4 vitórias, 3 empates e 15 derrotas)
Time-base: Resink; Van Vilsteren, Meijer, Smits e Schouwstra (Nassette); Van Beijeren, Kerkhof e Maass (Stockmar); Kerkhof, Maatman e Iedema (Udink)
Técnico: Niklas Tarvajärvi
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo Feyenoord
Artilheira: Evi Maatman (atacante), com 9 gols
Quem deu mais passes para gol: Evi Maatman (atacante), com 4 passes
Quem mais jogou: Jasmijn Resink (goleira), Fenna Meijer (zagueira), Chantal Schouwstra (lateral esquerda), Elfi Maass (meio-campista), Slije Stockmar (meio-campista), Eef Kerkhof (meio-campista/atacante) e Evi Maatman (atacante), todas com 21 partidas
Destaque: Evi Maatman (atacante)

O Fean era outro clube que poderia mostrar mais capacidade de ficar no meio de tabela. Só que começou mal (apenas uma vitória e sete derrotas, nas primeiras dez rodadas), rondando as últimas posições. Pelo menos, isso não levou a decisões drásticas: o técnico Niklas Tarvajärvi seguiu trabalhando, continuou a aposta em algumas boas jogadoras - como a ponta-de-lança Jet van Beijeren, bem no Mundial feminino sub-20 pela Holanda -, e uma sequência de três vitórias entre a 13ª e a 15ª rodadas ajudou a içar o time para posições acima. Mas de nada adiantou diante do péssimo fim: seis derrotas nas seis últimas rodadas. Mesmo com alguns talentos, um clube de tanta tradição - o Heerenveen revelou nomes como Lieke Martens e Vivianne Miedema - precisa apresentar mais.

O Zwolle decepcionou. Tanto pelos problemas internos, quanto pela falta de rendimento de algumas jogadoras. Poucas, como Hanna Huizenga, saíram a contento (Stan Oosterhof/Soccrates/Getty Images)

10º - ZWOLLE
Campanha: 14 pontos (3 vitórias, 5 empates e 14 derrotas)
Time-base: Tijink; Dijsselhof, Rutgers, Pruim e Weiman; Van der Linden (Kemper) e Van de Velde; Zuidberg (Hilhorst), Van Vugt e Kroezen; Huizenga  
Técnico: Jim Brinkhof
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado pelo Heerenveen, nas oitavas de final
Artilheira: Zoë Zuidberg (atacante), com 4 gols
Quem deu mais passes para gol: Sterre Kroezen (meio-campista) e Hanna Huizenga (atacante), ambas com 2 passes
Quem mais jogou: Inge Tijink (goleira), Jasmijn Dijsselhof (lateral direita), Maud Rutgers (zagueira), Senne van de Velde (meio-campista), Sophie van Vugt (meio-campista), Sterre Kroezen (meio-campista) e Hanna Huizenga (atacante), todas com 21 partidas 
Destaque: Hanna Huizenga (atacante)

Com muitos nomes presentes na seleção feminina da Holanda (Países Baixos) quarta colocada no Mundial feminino sub-20 do ano passado, o Zwolle causava algumas expectativas pelo que poderia fazer nesta temporada. Expectativas frustradas: mesmo com só uma mudança substancial (o técnico Jim Brinkhof, substituindo Olivier Amelink, agora na seleção holandesa sub-21), as Zwollenaren frustraram. Pior: na fase inicial da temporada, chegaram a estar na última posição do campeonato. Nomes que poderiam despontar, como a lateral esquerda Inske Weiman e a atacante Zoë Zuidberg, pouco mostraram. E quem mostrou, saiu rapidamente do clube - como a volante Nayomi Buikema, que tomou o rumo do Ajax na metade da temporada. Não é de se impressionar que a saída de Jim Brinkhof tenha sido anunciada. O Zwolle pode não estar no mesmo status de Feyenoord e AZ, mas tem capacidade e jogadoras para mostrar mais.

Penúltima posição, derrotas... o Telstar nem se importa com isso. Já está rumando para o futuro, como Hera United (Stan Oosterhof/Soccrates/Getty Images)

11º - TELSTAR

Campanha: 11 pontos (2 vitórias, 5 empates e 15 derrotas)
Time-base: Steen; Donker, Takeshige, Ridder e Daalman (Tiebie); Kira e Berrevoets; Vis, Nottet (Hassani) e Lagcher; Van Belen
Técnicos: Marelle Worm (até a 15ª rodada) e Ed Engelkes (a partir da 16ª rodada)
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo ADO Den Haag
Artilheira: Jannette van Belen (atacante), com 5 gols
Quem deu mais passes para gol: Jannette van Belen (atacante), com 4 passes
Quem mais jogou: Kelly Steen (goleira), Puck Donker (lateral direita), Chinatsu Kira (meio-campista) e Lieke Vis (atacante), todas com 21 partidas
Destaque: Jannette van Belen (atacante)

O Telstar mostrou a fragilidade costumeira, embora com algum entrosamento entre as jogadoras - muitas delas, conhecidas das "Leoas Brancas" há algumas temporadas. Tanto que houve mudança de comando no meio da temporada, com Marelle Worm dando lugar a Ed Engelkes. E esta mudança foi um indício de que 2025/26 era mais uma temporada "de passagem". Afinal de contas, na próxima temporada o clube passará seu departamento de futebol feminino para o Hera United, o primeiro clube profissional dedicado especificamente à modalidade na Holanda (Países Baixos). Então, a temporada foi de mudanças estruturais, como a citada chegada de Ed Engelkes, técnico acostumado ao futebol feminino, com passagem pelo Ajax. Mesmo com somente duas vitórias, com poucos destaques técnicos - como a meio-campista japonesa Chinatsu Kira e a atacante Jannette van Belen... nada disso perturbou o Telstar. Que nem será mais Telstar, na próxima temporada. A ver como o Hera United se sai. 

Ellouzi fazendo o gol da vitória sobre o Utrecht: o único momento feliz, em outro ano difícil do Excelsior (Milan Rinck/Soccrates /Getty Images)

12º - EXCELSIOR

Campanha: 10 pontos (1 vitória, 7 empates e 14 derrotas)
Time-base: Van der Klooster; Van Goch, De With (Vrij), Westerink, Helderman e Mollink; Martina (Breewel), Hendriks e Lammers; Ellouzi e Homan
Técnico: Mathijs Kreugel
Competição continental: nenhuma
Copa nacional: eliminado pelo Feyenoord, nas oitavas de final
Artilheira: Sabrine Ellouzi (atacante), com 6 gols
Quem deu mais passes para gol: Katelyn Hendriks (meio-campista), com 3 passes
Quem mais jogou: Anouk van der Klooster (goleira) e Chelsea Homan (atacante), ambas com 21 partidas
Destaque: Sabrine Ellouzi (atacante)

Quando o Excelsior venceu o Utrecht por 1 a 0, na 15ª rodada do Campeonato Holandês feminino, a comemoração entre as jogadoras foi parecida à de um título. Também, pudera: havia quase dois anos que o time do bairro de Kralingen, em Roterdã, não vencia uma só partida pela liga. Algo até triste, porque o Excelsior, pelo menos, demonstra raça em campo. Entretanto, sofre com o que quase todos os times holandeses que não sejam do Trio de Ferro feminino sofrem: a alternância do semiamadorismo, as falhas defensivas gritantes, a fragilidade que tornou o Excelsior lanterna pela segunda temporada seguida. Se serve de consolo, há um talento inegável na atacante Sabrine Ellouzi. E uma mostra às jogadoras de que há um caminho: no começo da temporada, a meio-campista Lynn Groenewegen também sofria no Excelsior. Seguiu jogando bem, foi contratada pelo Twente... e é campeã holandesa feminina.

Fichário das mulheres: os jogos e os vídeos da 22ª e última rodada da Eredivisie feminina 2024/25

ADO Den Haag 2x0 Fortuna Sittard (sexta-feira, 16 de maio de 2025)

Local: Bingoal Stadion (Haia)  
Árbitro: Kylian Walthuis
Gols: Cheyenne van den Goorbergh, aos 41', e Floortje Bol, aos 90' + 6
Jogo resumido: A última rodada começou com uma partida cercada por despedidas. O ADO Den Haag abriu o placar com um gol de Van den Goorbergh, que anunciara o fim da carreira no futebol horas antes. E venceu o Fortuna Sittard, no último jogo antes da desativação de sua equipe de mulheres...

ADO DEN HAAG
Barbara Lorsheyd (Isa Grimmius, aos 76'); Bo Vonk, Daniëlle Noordermeer, Jet van Mierlo e Kayra Nelemans (June Burgers, aos 77'); Lauren Glotzbach (Pleun Raaijmakers, aos 59') e Manon van Raay (Vanessa Susanna, aos 76'); Louise van Oosten (Quinty Dupon, aos 90' + 2), Anne van Egmond e Cheyenne van den Goorbergh (Iris Remmers, aos 60'); Floortje Bol. Técnico: Marten Glotzbach

FORTUNA SITTARD
Claire Dinkla; Moïsa van Koot, Sara Vijfhuizen (Maud van Berlo, aos 77'), Nicole Stoop e Isabel Kopp; Rosa van Wershoven (Nienke Mulder, aos 88') e Amber van Heeswijk; Lakeesha Eijken (Ilse van Walsem, aos 46'), Isa Dekker (Diana Hilhorst, aos 81') e Femke Prins (Sanne Arons, aos 77'); Venla Lindfors (Sanne Peereboom, aos 88'). Técnica: Glenda van Lieshout


Twente 2x3 AZ (sábado, 17 de maio de 2025)

Local: De Grolsch Veste (Enschede) 
Árbitro: Nicholas Henan
Gols: Karlijn Woons, aos 5', Desirée van Lunteren, aos 9', Jaimy Ravenbergen, aos 39', aos 58' e aos 83'
Jogo resumido: O AZ assustou, começando com uma blitz ofensiva, fazendo 2 a 0 e ameaçando frustrar a torcida em Enschede. Mas o Twente começou a contar com Ravensbergen. Aprumou-se com as mudanças no intervalo. E teve mais gols da goleadora para virar, vencer e ser bicampeão

TWENTE
Daniëlle de Jong; Leonie Vliek, Lieske Carleer, Anna Knol e Alieke Tuin (Imre van der Vegt, aos 80'); Lynn Groenewegen (Sophie Proost, aos 57'), Kayleigh van Dooren (Nikée van Dijk, aos 46') e Danique van Ginkel; Liz Rijsbergen, Jaimy Ravensbergen e Charlotte Hulst (Kim Everaerts, aos 46). Técnico: Joran Pot

AZ
Trinette Booms; Ginia Caprino (Robin Blom, aos 87'), Djoeke de Ridder, Karlijn Woons e Camie Mol (Pleun Groot, aos 87'); Isa Colin, Floor Jolijn Spaan (Ilvy Zijp, aos 70') e Jasmijn van Uden (Daphne Stoop, aos 87'); Desirée van Lunteren, Fieke Kroese e Bo op de Weegh (Romaïssa Boukakar, aos 19'). Técnico: Wouter de Vogel


PSV 3x2 Feyenoord (sábado, 17 de maio de 2025)

Local: De Herdgang (Eindhoven) 
Árbitro: Sander Brito de Roque
Gols: Shanique Dessing, aos 10' e aos 41', Mao Itamura, aos 22', Emma Frijns (contra), aos 78', e Fenna Kalma, aos 87'
Jogo resumido: Com Shanique Dessing despontando como possível destaque, o PSV teve o título por algum tempo, na rodada, enquanto o Twente sofria. Só que o Feyenoord também pressionou, sendo até melhor no 2º tempo. Um gol contra de Frijns, a virada do Twente... e o sonho praticamente acabou, mesmo com a vitória. Mas o PSV fez o que lhe cabia, e teve excelente temporada

PSV
Nicky Evrard; Sara Thrige, Emma Frijns, Veerle Buurman e Melanie Bross; Nina Nijstad (Robine Lacroix, aos 84'), Riola Xhemaili e Sisca Folkertsma; Shanique Dessing (Fleur Stoit, aos 65'), Fenna Kalma e Renate Jansen. Técnico: Roeland ten Berge

FEYENOORD
Jacintha Weimar; Tess van Bentem, Toko Koga, Celainy Obispo e Noëlle van der Sluijs; Mao Itamura (Kirsten van de Westeringh, aos 62'), Maruschka Waldus e Jarne Teulings (Sanne Koopman, aos 77'); Romée van de Lavoir (Zera Hulswit, aos 62'), Ella van Kerkhoven (Amber Verspaget, aos 87') e Esmee de Graaf. Técnica: Jessica Torny


Excelsior 1x3 Ajax (sábado, 17 de maio de 2025)

Local: Woudestein/Van Donge & De Roo Stadion (Roterdã) 
Árbitro: Aron Ulijn
Gols: Dana Breewel, aos 30', Lily Yohannes, aos 52', Bo van Egmond, aos 90' + 1, e Rosa van Gool, aos 90' + 5
Jogo resumido: Empatar com o Excelsior seria um encerramento decepcionante, de uma temporada também decepcionante do Ajax na Eredivisie. Pelo menos, no acréscimo vieram os gols da vitória. Agora, em Amsterdã, será tempo de reavaliação, de chegadas e saídas rumo a 2025/26

EXCELSIOR
Anouk van der Klooster; Chelsea Homan, Yara Helderman, Mare Westerink, Robine de Ridder e Yentl van Goch; Shi-Jona Martina (Lieke de With, aos 71'), Dana Breewel (Floor van der Eijk, aos 71'), Nikki Vrij e Katelyn Hendriks (Dechamaily Lont, aos 46') (Yael Mollink, aos 80'); Bonny Lammers. Técnico: Mathijs Kreugel

AJAX
Regina van Eijk; Milicia Keijzer (Jonna van de Velde, aos  46'), Deau den Turk, Sherida Spitse e Isa Kardinaal (Roos van de Veen, aos 46'); Inessa Kaagman (Lily Yohannes, aos 46'), Rosa van Gool e Danique Noordman (Lotte Keukelaar, aos 46'); Tiny Hoekstra (Bente Jansen, aos 59', Danique Tolhoek e Bo van Egmond. Técnica: Hesterine de Reus


Utrecht 0x0 Zwolle (sábado, 17 de maio de 2025)

Local: Het Sportpark Zoudenbalch (Utrecht) 
Árbitra: Manon Plandsoen
Jogo resumido: Na única partida da última rodada sem gols, o Utrecht deu fim a uma boa temporada. E o Zwolle, pelo menos, evitou a última posição

UTRECHT
Femke Bastiaen; Liza van der Most (Dieke van Straten, aos 46'), Ilse van der Zanden, Gera op den Kelder e Merel Bormans (Lena Mahieu, aos 78'); Nurija van Schoonhoven, Nikita Tromp (Sophie Cobussen, aos 90' + 2), Marthe Munsterman e Amber Visscher; Tami Groenendijk (Lobke Loonen, aos 69') e Lotje de Keijzer. Técnica: Linda Helbling

ZWOLLE
Tess van der Vlier; Jasmijn Dijsselhof, Mayke Lindner, Kelly Pruim e Inske Weiman; Vita van der Linden (Tara te Wierik, aos 80') e Sterre Kroezen (Ilse Kemper, aos 67'); Senne van de Velde, Sophie van Vugt (Iris Stiekema, aos 80') e Zoë Zuidberg (Van Drogen, aos 89'); Hanna Huizenga (Maud Rutgers, aos 80'). Técnico: Jim Brinkhof 

Telstar 2x0 Heerenveen (sábado, 17 de maio de 2025)

Local: 711 Stadion (Velsen-Zuid) 
Árbitro: Hennie de Graaf
Gols: Nicci Berrevoets, aos 72', e Jannette van Belen, aos 82'
Jogo resumido: No seu último jogo como Telstar, o time da casa conseguiu a vitória para a despedida, diante do Heerenveen, e escapou da última colocação, mesmo sem rebaixamento. A partir de 2025/26, é novidade, como Hera United

TELSTAR
Kelly Steen; Puck Donker (Nikki Ridder, aos 90' + 2), Felice Hermans, Lieke Vis (Jannette van Belen, aos 61') e Soraya Verhoeve; Nicci Berrevoets e Akari Takeshige; Yasmin Kleef (Joy Vader, aos 46'), Chinatsu Kira e Samya Hassani (Anna Maria van der Vlist, aos 82'); Ina Booms (Mila Lagcher, aos 61'). Técnico: Ed Engelkes

HEERENVEEN
Jasmijn Resink; Elize van Vilsteren, Eef Smits, Fenna Meijer e Jet van Beijeren (Chantal Schouwstra, aos 73'); Ana Nassette (Slije Stockmar, aos 79'), Eef Kerkhof, Elfi Maass e Hester Algra (Lyanne Iedema, aos 62'); Aymée Altena (Britt Udink, aos 62') e Evi Maatman. Técnico: Niklas Tarvajärvi

Fichário: os jogos e os vídeos da 34ª e última rodada da Eredivisie 2024/25

Sparta Rotterdam 1x3 PSV (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: Het Kasteel (Roterdã)
Árbitro: Serdar Gözübüyük
Gols: Ivan Perisic, aos 27', Gjivai Zechiel, aos 52', Luuk de Jong, aos 58', e Malik Tillman, aos 84'
Jogo resumido: O PSV pressionou no ataque (sem pressa) até abrir o placar que lhe fazia bicampeão. Só que voltou do intervalo com uma desatenção que trouxe o empate do Sparta, e pôs o título em risco. Aí, o ídolo Luuk de Jong voltou a aparecer, marcando e acalmando os Boeren. E o gol de Tillman confirmou de vez o 26º título holandês da história do PSV. Título inesperado - e por isso, agradável

SPARTA ROTTERDAM
Nick Olij; Saïd Bakari, Marvin Young, Mike Eerdhuijzen (Nökvvi Thórisson, aos 86') e Patrick van Aanholt (Mike Kleijn, aos 86'); Gjivai Zechiel, Kristian Hlynsson (Pelle Clement, aos 86') e Joshua Kitolano; Mitchell van Bergen, Tobias Lauritsen e Shunsuke Mito (Mohamed Nassoh, aos 46'). Técnico: Maurice Steijn

PSV
Walter Benítez; Sergiño Dest, Ryan Flamingo, Olivier Boscagli (Armando Obispo, aos 72') e Mauro Júnior; Joey Veerman, Ismael Saibari (Guus Til, aos 72') e Malik Tillman; Ivan Perisic, Luuk de Jong e Noa Lang. Técnico: Peter Bosz


Ajax 2x0 Twente (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: De Grolsch Veste (Enschede)
Árbitro: Danny Makkelie
Gols: Jordan Henderson, aos 28', e Wout Weghorst, aos 90'
Jogo resumido: Com a tensão rondando a Johan Cruyff Arena, só restava ao Ajax atacar para vencer e fazer sua parte na disputa do título. O Ajax atacou, fez o gol, mas também abriu espaços que o Twente aproveitou, vez por outra, para ameaçar empatar. Mesmo assim, os Ajacieden conseguiram terminar a temporada com vitória, para diminuir um pouco a pesada decepção pela perda de um título tão próximo

AJAX
Remko Pasveer; Lucas Rosa (Jorthy Mokio, aos 55'), Josip Sutalo, Jorrel Hato e Owen Wijndal (Mika Godts, aos 65'); Davy Klaassen, Jordan Henderson e Youri Regeer (Dies Janse, aos 75'); Steven Berghuis (Bertrand Traoré, aos 75'), Brian Brobbey (Wout Weghorst, aos 55') e Kenneth Taylor. Técnico: Francesco Farioli

TWENTE
Przemyslaw Tyton; Bart van Rooij, Mees Hilgers (Alec van Hoorenbeeck, aos 46'), Max Bruns e Bas Kuipers (Lucas Vennegoor of Hesselink, aos 82'); Mathias Kjolo e Michal Sadílek (Arno Verschueren, aos 64'); Younes Taha (Sayf Ltaief, aos 76'), Sem Steijn e Michel Vlap; Ricky van Wolfswinkel (Daan Rots, aos 76'). Técnico: Joseph Oosting


Heerenveen 2x0 Feyenoord (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: Abe Lenstra (Heerenveen)
Árbitro: Jeroen Manschot
Gols: Hristiyan Petrov, aos 4', e Milos Lukovic, aos 29'
Jogo resumido: Diante de sua torcida, o Heerenveen mostrou a volúpia que se esperava de um clube com chances de figurar na repescagem por vaga na Conference League. O Fean dominou um Feyenoord em dia pouco inspirado, e conseguiu a última vaga desejada. Nada mal para uma "vingança" contra o técnico Robin van Persie, que largou a equipe da Frísia no meio da temporada...

HEERENVEEN
Andries Noppert (Mickey van der Hart, aos 16'); Oliver Braude, Sam Kersten, Hristiyan Petrov e Mats Köhlert; Marcus Linday (Amara Condé, aos 82'), Luuk Brouwers (Espen van Ee, aos 72') e Levi Smans; Jacob Trenskow, Milos Lukovic (Ion Nicolaescu, aos 82') e Eser Gürbüz (Dimitris Rallis, aos 82'). Técnico: Robin Veldman

FEYENOORD
Plamen Andreev; Givairo Read, Gernot Trauner (Julián Carranza, aos 81'), Dávid Hancko e Gijs Smal (Hugo Bueno, aos 76'); Hwang In-beom (Oussama Targhalline, aos 68'), Antoni Milambo (Calvin Stengs, aos 68') e Jakub Móder; Anis Hadj-Moussa (Aymen Sliti, aos 46'), Ayase Ueda e Igor Paixão. Técnico: Robin van Persie


Fortuna Sittard 0x0 Utrecht (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: Fortuna Sittard Stadion (Sittard)
Árbitro: Martijn Vos
Jogo resumido: O placar pode até ter ficado sem gols (o único na última rodada), mas o dois times já estavam aliviados. O do Utrecht, mais do que isso: celebrando a volta a uma competição europeia, após seis anos, com o recorde histórico de pontos do clube na história da Eredivisie

FORTUNA SITTARD
Mattijs Branderhorst; Ivo Pinto (Tristan Schenkhuizen, aos 90'), Syb van Ottele, Rodrigo Guth e Jasper Dahlhaus; Loreintz Rosier (Darijo Grujcic, aos 81') e Édouard Michut; Luka Tunjic, Ezequiel Bullaude (Kaj Sierhuis, aos 76') e Kristoffer Peterson (Josip Mitrovic, aos 76'); Bojan Radulovic (Owen Johnson, aos 90'). Técnico: Danny Buijs

UTRECHT
Michael Brouwer; Niklas Vesterlund (Kolbeinn Finnsson, aos 46'), Matisse Didden, Nick Viergever e Souffian El Karouani; Alonzo Engwanda e Oscar Fraulo (Paxten Aaronson, aos 72'); Miguel Rodríguez (Jens Toornstra, aos 72'), Victor Jensen e Yoann Cathline (Adrian Blake, aos 57'); David Min (Noah Ohio, aos 46'). Técnico: Ron Jans


AZ 1x1 Almere City (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: AFAS Stadion (Alkmaar)
Árbitro: Ingmar Oostrom
Gols: Thomas Robinet, aos 28', David Möller Wolfe, aos 64'
Jogo resumido: Mesmo já começando a rodada rebaixado, até que o lanterna Almere City mostrou mais animação do que o AZ, por algum tempo. Mas o AZ conseguiu o empate, e vai para a repescagem por vaga na Conference League em boas condições

AZ
Rome-Jayden Owusu-Oduro; Denso Kasius (Seiya Maikuma, aos 58'), Alexandre Penetra, Wouter Goes e David Möller Wolfe; Peer Koopmeiners e Zico Buurmeester (Kees Smit, aos 59'); Ernest Poku (Mayckel Lahdo, aos 74'), Sven Mijnans e Ruben van Bommel (Ro-Zangelo Daal, aos 81'); Mexx Meerdink (Ibrahim Sadiq, aos 59'). Técnico: Maarten Martens

ALMERE CITY
Nordin Bakker (Jonas Wendlinger, aos 81'); Marvin Martins, Ricardo Visus, James Lawrence e Théo Barbet (Joey Jacobs, aos 69'); Thom Haye e Anas Tahiri; Junior Kadile (Emanuel Poku, aos 69'), Thomas Robinet e Ali Jasim (Kornelius Hansen, aos 69'); Charles-Andreas Brym (Baptiste Guillaume, aos 81'). Técnico: Jeroen Rijsdijk


RKC Waalwijk 5x3 Go Ahead Eagles (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: Mandemakers Stadion (Waalwijk)
Árbitro: Alex Bos
Gols: Finn Stokkers, aos 4', Tim van de Loo, aos 26', Michiel Kramer, aos 48', Yassin Oukili, aos 70' e aos 90' + 2, Jakob Breum, aos 73', e Mohamed Ihattaren, aos 81'
Jogo resumido: Sem dúvida, a partida mais animada entre as "anônimas" da última rodada. Mesmo com seu rebaixamento praticamente sacramentado (além de vencer, precisava tirar dez gols de desvantagem no saldo), o RKC Waalwijk se esforçou. Chegou a sofrer empate do Go Ahead Eagles, mas buscou a virada. Está rebaixado, após seis anos de Eredivisie. Pelo menos, "caiu em pé".

RKC WAALWIJK
Mark Spenkelink; Fayssal Al Mazyani, Roshon van Eijma (Chris Lokesa, aos 46'), Liam van Gelderen e Juan Familia-Castillo (Aaron Meijers, aos 76'); Julian Lelieveld, Tim van de Loo e Yassin Oukili; Mohamed Ihattaren (Silvester van der Water, aos 84'); Michiel Kramer e Richonell Margaret (Kévin Felida, aos 84'). Técnico: Henk Fräser

GO AHEAD EAGLES
Luca Plogmann; Mats Deijl, Gerrit Nauber, Joris Kramer e Luca Everink (Dean James, aos 59'); Enric Llansana e Evert Linthorst; Finn Stokkers (Jakob Breum, aos 46'), Victor Edvardsen e Mathis Suray (Ofosu Boakye, aos 87'); Oscar Pettersson (Oskar Sivertsen, aos 59'). Técnico: Paul Simonis


Heracles Almelo 1x2 NEC (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: Polman/Asito Stadion (Almelo)
Árbitro: Martijn van de Kerkhof
Gols: Sem Scheperman, aos 47', Sontje Hansen, aos 55', e Basar Önal, aos 63'
Jogo resumido: Mesmo com um gol anulado pouco antes do intervalo, o NEC saiu atrás quando a etapa final começou. Aí, o time de Nijmegen cresceu, virou, e terá a chance de encerrar a temporada tentando a vaga na Conference League. Bom fim de trabalho para o técnico Rogier Meijer, de saída

HERACLES ALMELO
Fabian de Keijzer; Mimeirhel Benita, Damon Mirani, Ivan Mesik e Mats Rots; Brian de Keersmaecker (Luka Kulenovic, aos 67') e Sem Scheperman; Juho Talvitie (Mario Engels, aos 62'), Thomas Bruns (Jannes Wieckhoff, aos 71') e Suf Podgoreanu; Jizz Hornkamp. Técnico: Erwin van de Looi

NEC
Robin Roefs; Brayann Pereira (Lefteris Lyratzis, aos 81'), Philippe Sandler, Iván Márquez e Calvin Verdonk; Kodai Sano, Sami Ouaissa (Lars Olden Larsen, aos 89') e Vito van Crooij; Sontje Hansen (Mees Hoedemakers, aos 61'), Bryan Linssen (Kento Shiogai, aos 81') e Thomas Ouwejan (Basar Önal, aos 61'). Técnico: Rogier Meijer


NAC Breda 1x1 Willem II (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: Rat Verlegh (Breda)
Árbitro: Sander van der Eijk
Gols: Elias Már Ómarsson, aos 24', Raffael Behounek, aos 45'
Jogo resumido: Numa partida entre dois times que sofreram quedas bruscas no returno, os gols vieram no primeiro tempo. Para o NAC Breda, o medo acabou: agora, férias. Para o Willem II, será necessário jogar a permanência na repescagem de acesso, entrando na segunda fase, contra o Dordrecht

NAC BREDA
Daniel Bielica; Cherrion Valerius, Leo Greiml, Jan van den Bergh e Boy Kemper; Maximilien Balard, Dominik Janosek (Saná Fernandes, aos 64') e Clint Leemans (Fredrik Oldrup Jensen, aos 75'); Kamal Sowah, Elias Már Ómarsson (Sydney van Hooijdonk, aos 75') e Leo Sauer (Raul Paula, aos 86'). Técnico: Carl Hoefkens

WILLEM II
Thomas Didillon-Hödl; Tommy St. Jago (Jens Mathijsen, aos 46'), Raffael Behounek, Erik Schouten e Rob Nizet; Boris Lambert (Miodrag Pivas, aos 85'), Ringo Meerveld (Dennis Kaygin, aos 73') e Amine Lachkar (Jesse Bosch, aos 73'); Nick Doodeman, Kyan Vaesen e Emilio Kehrer (Per van Loon, aos 73'). Técnico: Kristof Aelbrecht


Zwolle 2x0 Groningen (domingo, 18 de maio de 2025)

Local: MAC³Park Stadion (Zwolle)
Árbitro: Bas Nijhuis
Gols: Younes Namli, aos 44', e Dylan Mbayo, aos 68'
Jogo resumido: Era jogo direto entre dois times que ainda sonhavam com lugar na repescagem por vaga na Conference League. E o Zwolle conseguiu fazer sua parte. Só que ficou de fora, pelas vitórias de NEC e Heerenveen. Pelo menos, os dois times terminaram estáveis, no meio da tabela

ZWOLLE
Jasper Schendelaar; Eliano Reijnders, Simon Graves, Anselmo García MacNulty e Sherel Floranus (Damian van der Haar, aos 89'); Younes Namli (Kaj de Rooij, aos 82'), Anouar El Azzouzi e Ryan Thomas (Davy van den Berg, aos 82'); Dylan Mbayo (Jamiro Monteiro, aos 82'), Odysseus Velanas e Filip Krastev (Samir Lagsir, aos 90' + 1). Técnico: Johnny Jansen

GRONINGEN
Hidde Jurjus; Marco Rente (Noam Emeran, aos 70'), Hjalmar Ekdal, Thijmen Blokzijl e Wouter Prins (Marvin Peersman, aos 56'); Leandro Bacuna (Tika de Jonge, aos 70') e Stije Resink; Jorg Schreuders, Romano Postema e Dave Kwakman (Brynjólfur Willumsson, aos 56'); Thom van Bergen. Técnico: Dick Lukkien