A Holanda saiu atrás contra a Polônia. Mas insistiu, insistiu... e mereceu a virada, novamente tendo justificada a confiança em Memphis Depay e Wijnaldum (ANP)
Ao sair do gramado na vitória contra a Bósnia, havia uma impressão geral na seleção masculina da Holanda (Países Baixos): ainda havia coisas a serem consertadas, mas um caminho havia sido encontrado. De certa forma, foi o que se viu de novo em Chorzow, neste jogo final pela fase de grupos da Liga das Nações. Como previsto, a classificação às semifinais ficou com a Itália (merecidamente, aliás). E a Laranja novamente teve desatenções pouco recomendadas. Ainda assim, ao longo dos 90 minutos, exibiu maior qualidade técnica. E foi premiada com uma virada em seu último jogo neste 2020. Resultado que deixa, pelo menos, as coisas pacificadas na seleção, com um digno segundo lugar no grupo 1, mantendo o posto na Liga A, a principal da Nations League.
A rigor, não se esperava mesmo a classificação aos "quatro finalistas" da Liga das Nações. Tanto que algumas experiências foram feitas na escalação: Patrick van Aanholt ganhou chance na lateral esquerda, um trio de ataque promissor iniciou a partida (Memphis Depay voltou a jogar no meio da área, com Calvin Stengs e Donyell Malen pelos lados), e Hans Hateboer ganhou a escolha, já que Frank de Boer preferiu poupar Denzel Dumfries. Porém, bastaram cinco minutos para o lateral direito da Atalanta ter um problema - e o técnico também. Afinal, foi após uma perda de bola na direita que Karol Jozwiak teve espaço livre para avançar com a bola, do campo de defesa até a área, superar Davy Klaassen na corrida, fintar Daley Blind e tocar na saída de Tim Krul, fazendo 1 a 0 para a Polônia.
Até surpreendentemente, o gol foi assimilado de modo rápido pelos neerlandeses. Não demorou muito, e logo a posse de bola maior dos visitantes resultou em mais proximidade do ataque. Resultou em mais atividade pelas pontas, com atuações razoáveis de Stengs e Malen. Resultou até em mais chances. Porém, outro defeito holandês que precisa de correção se fez sentir: a falta de eficiência nas finalizações. Pelo pouco espaço deixado pelos poloneses (a zaga com Kamil Glik e Jan Bednarek foi muito esforçada) ou pelo demérito da Laranja nas conclusões, muitas chances de empate foram perdidas. Georginio Wijnaldum chutou fraco aos 11'; Klaassen errou no domínio aos 12'; Malen cabeceou sem rumo aos 13'; Wijnaldum teve a tentativa bloqueada por Glik aos 26'; Depay arriscou fraco aos 39'; Frenkie de Jong chutou em cima do goleiro Lukasz Fabianski aos 40'... enfim, sobraram oportunidades desperdiçadas. Sobravam até escorregões, no gramado molhado do Estádio da Silésia, para atrapalhar o ataque - Klaassen sofreu com isso, uma ou duas vezes.
Na direita, Jozwiak superou Klaassen na corrida, e Blind no drible, para fazer 1 a 0. Na esquerda, Placheta deu trabalho. E a Polônia assustou a Holanda nos contra-ataques (AP)
E perder tantos gols era algo perigoso. Mesmo em vantagem, mesmo atuando à espera de um contra-ataque, a Polônia estava viva. E tinha dois provedores preferenciais dessa "vida": Piotr Zielinski e Przemyslaw Placheta. O primeiro carregava bem a bola, acelerando o jogo diante da lentidão da Holanda em remontar sua defesa após os ataques (era comum ver o "3-contra-2" nos contra-ataques poloneses, com Blind e Stefan de Vrij precisando segurar tudo). Já Placheta foi boa novidade da Polônia: com muito espaço dado por Van Aanholt, avançava e trazia perigo à área. A maior prova disso foi seu chute na trave, aos 19'. Zielinski também tentou, aos 32' - e aí, Krul defendeu.
Quando o segundo tempo começou, a situação seguiu parecida. Um bom exemplo disso veio aos 47': Frenkie de Jong veio pela esquerda, cruzou... mas alto demais para alguém poder aproveitar. Na sequência, a Polônia dominou, criou mais um contra-ataque... e aí, chegou rapidamente à área, com Placheta perdendo boa chance aos 47'. De quebra, Krul ainda evitou que o cruzamento de Arkadiusz Reca tivesse consequências piores para a Holanda, logo depois. Aí entraram alguns méritos - sim, méritos - de Frank de Boer. Se Hateboer outra vez tinha atuação tímida no ataque e frágil na defesa, o técnico decidiu arriscar, colocando Dumfries. Que apareceu mais no ataque do que Hateboer vinha fazendo.
Mais do que isso: a Holanda seguiu ofensiva. Só que seguia perdendo chances no momento final - como Memphis Depay, que só teve o empate impedido aos 63' pela defesa de Fabianski, se esticando para espalmar chute colocado do camisa 10. Até mesmo com a jogada parada: mesmo impedido, Wijnaldum cabeceou na trave aos 69' - na sequência, com o lance já parado, Klaassen ainda arrematou nas mãos de Fabianski. Parecia até azar. Só restou a De Boer tentar renovar o ataque, com as entradas de Steven Berghuis - e de Donny van de Beek.
Todavia, coube a dois que já estavam em campo desde o apito inicial levarem a Holanda à virada no fim. Por sinal, dois nomes que carregaram a responsabilidade dos ataques laranjas nestas datas FIFA. Aos 77', sofrendo pênalti, enfim Memphis Depay teve espaço para chutar - e o fez muito bem, na cobrança exemplar de pênalti para o 1 a 1. E aos 84', Wijnaldum mostrou preponderância mais uma vez, subindo sozinho para cabecear e garantir a vitória, com seu terceiro gol em dois jogos, seu 13º nos últimos 21 gols que a Laranja marcou. A Holanda escorregou, mas se levantou. E se não terá nova chance nas semifinais da Liga das Nações, pelo menos conseguiu resultados que tornarão o seu fim de ano mais pacificado. E diminuirão mais a pressão sobre Frank de Boer, para que ele possa formar um time com mais calma e mais confiança rumo à Euro 2021-que-era-2020 (se ela efetivamente acontecer). Condições e jogadores para isso, há.
Liga das Nações da UEFA - Liga A - Grupo 1
Polônia 1x2 Holanda Data: 18 de novembro de 2020 Local: Estádio da Silésia (Chorzow) Árbitro:Orel Grinfeld (Israel) Gol:Kamil Jozwiak, aos 6'; Memphis Depay, aos 77', e Georginio Wijnaldum, aos 84'.
Polônia Lukasz Fabianski; Tomasz Kedziora, Kamil Glik, Jan Bednarek e Arkadiusz Reca (Maciej Rybus); Mateusz Klich e Grzegorz Krychowiak (Karol Linetty); Przemyslaw Placheta (Kamil Grosicki), Piotr Zielinski (Jakub Moder) e Kamil Jozwiak; Robert Lewandowski (Krzysztof Piatek). Técnico: Jerzy Brzeczek
Holanda Tim Krul; Hans Hateboer (Denzel Dumfries), Stefan de Vrij, Daley Blind (Luuk de Jong) e Patrick van Aanholt (Owen Wijndal); Davy Klaassen (Donny van de Beek), Georginio Wijnaldum e Frenkie de Jong; Calvin Stengs (Steven Berghuis), Memphis Depay e Donyell Malen. Técnico: Frank de Boer
Wijnaldum personificou o alívio da Holanda: enfim, após algum tempo, uma boa atuação (EPA)
Mesmo se perdesse ou empatasse contra a Bósnia, na penúltima rodada do grupo 1 da Liga das Nações, a seleção masculina da Holanda (Países Baixos) ainda manteria as chances de classificação à semifinal do torneio europeu de amistosos. Só que tais possibilidades, previsivelmente, piorariam a pressão sobre os jogadores - e, principalmente, sobre o técnico Frank de Boer. Mas nada disso preocupou a Laranja ao longo dos 90 minutos em Amsterdã. Enfim, ela voltou a jogar bem. E conseguiu um 3 a 1 duplamente útil: tanto por manter suas chances de classificação aos "Quatro Finais", quanto por confirmá-la como cabeça-de-chave no sorteio das eliminatórias europeias para a Copa de 2022, em dezembro.
E essa boa atuação teve alguns destaques já aparecendo, no primeiro tempo. É claro, o maior deles foi Georginio Wijnaldum. Capitão da seleção enquanto Virgil van Dijk estiver ausente, o meio-campista não só foi seguro em sua posição original, como também "resolveu" um problema renitente desta seleção: a finalização. "Gini" aproveitou os espaços vazios, chegou à área... e assim fez os dois primeiros gols, antes mesmo dos 15 minutos, acalmando a seleção. De certa forma, dava sequência a uma agradável tendência vista em suas atuações vestindo laranja desde o ano passado: marcar gols. Foram sete, nas últimas 12 partidas do time nacional neerlandês.
Porém, nem só de Wijnaldum viveria a seleção no primeiro tempo. Memphis Depay voltou a jogar bem: pela esquerda, o camisa 10 da Laranja atormentou seus marcadores. Darko Todorovic (escalado às pressas no lugar de Branimir Cipetic, lesionado no aquecimento), Dennis Hadzikadunic, Sinisa Sanicanin: quem caiu pela esquerda, sofreu demais com a criação de jogadas de Memphis e com sua movimentação. Ambas características que criaram boas chances - como aos 11', num chute do próprio Depay (defendido por Ibrahim Sehic), e aos 30', quando fez parte de uma triangulação. E enquanto esteve em campo, no segundo tempo, Memphis também fez o que dele se espera: personificou o ataque holandês, trouxe perigo quando teve a bola nos pés, e coroou tudo isso com o terceiro gol, aos 55'.
Dribles, jogadas, o gol: Memphis Depay foi outro destaque na vitória da Laranja (AFP)
Além de Wijnaldum e Memphis Depay, mais nomes apareceram bem. Se a lateral esquerda ainda sofre com a falta de opções - ou de opções defensivas demais -, Owen Wijndal já começa a sinalizar que pode resolver esses problemas. O jovem lateral do AZ não só foi opção constante de jogadas com Depay e cruzamentos, mas também teve sua boa chance: logo aos 3', um cruzamento seu foi sinuoso até bater na trave. Pela direita, o mesmo valeu para quem ajudou no ataque por ali. Denzel Dumfries mostrou sua superioridade em relação a Hans Hateboer na lateral, com força física e precisão nos cruzamentos. Já Steven Berghuis se fortaleceu como opção a ser escalado na frente: trocou de posição com Memphis Depay, acelerou jogadas, chutou (principalmente no segundo tempo) até cruzou para uma jogada que poderia ser de gol - mas não foi, com a tentativa erradamente anulada de Luuk de Jong (única nota negativa do ataque) aos 26'.
Mais frágil, a Bósnia só teve espaço para chegar aos ataques a partir de chutes, no primeiro tempo - como fizeram Miralem Pjanic, aos 13', e Rade Krunic, aos 33'. Nem mesmo nos contra-ataques havia espaço: coordenado por um Davy Klaassen que justificou plenamente sua escalação, a Holanda voltava a tempo de evitá-los. Só no segundo tempo, com mais cansaço, os visitantes trouxeram mais perigo. Ainda mais com a entrada de Ismail Prevljak: o atacante reserva fez um gol aos 63', tão logo entrara em campo, e quase diminuiu ainda mais a vantagem holandesa, aos 77'. Enquanto esteve em campo, Edin Visca também deu algum trabalho (nada demasiado, mas trabalho) pela direita.
Mas nada que perturbasse a primeira vitória da Laranja sob o comando de Frank de Boer. Tenha chances maiores ou menores contra a Polônia, na última rodada da Liga das Nações, na próxima quarta-feira, enfim, a seleção masculina deu um sinal positivo. Era necessário.
Liga das Nações da UEFA - Liga A - Grupo 1
Holanda 3x1 Bósnia Data: 15 de novembro de 2020 Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã) Árbitro:François Letexier (França)
Gol: Georginio Wijnaldum, aos 6' e 14'; Memphis Depay, aos 55', e Ismail Prevljak, aos 63'
Holanda Tim Krul; Denzel Dumfries (Hans Hateboer), Stefan de Vrij, Daley Blind e Owen Wijndal (Patrick van Aanholt); Davy Klaassen, Frenkie de Jong e Georginio Wijnaldum (Donny van de Beek); Steven Berghuis (Calvin Stengs), Luuk de Jong e Memphis Depay (Quincy Promes). Técnico: Frank de Boer
Bósnia Ibrahim Sehic; Darko Todorovic, Dennis Hadzikadunic, Sinisa Sanicanin e Sead Kolasinac; Gojko Cimirot, Miralem Pjanic (Almedin Ziljkic) e Rade Krunic (Amar Rahmanovic); Edin Visca (Benjamin Tatar), Armin Hodzic (Ismail Prevljak) e Amer Gojak (Vladan Danilovic). Técnico: Dusan Bajevic
O gol de Van de Beek foi o começo de um bom segundo tempo da Holanda contra a Espanha. Ainda é pouco (BSR Agency)
O amistoso contra a Espanha serviria para duas coisas na seleção masculina da Holanda (Países Baixos): dar chance a reservas e tentar se aproximar da garantia da vaga no pote 1 do sorteio das eliminatórias da Copa de 2022. Porém, o mau nível técnico mostrado pela Laranja nos três jogos sob o comando de Frank de Boer tornava a possibilidade de uma derrota muito grande e preocupante. Pois bem: a derrota não veio. E a reação vista no segundo tempo foi até promissora. Só que a melhora vista no empate em 1 a 1 foi leve. Até demais.
Porque, no primeiro tempo, o que se viu foi uma Holanda repetindo o principal erro visto até aqui sob Frank de Boer: a lentidão excessiva na defesa. Prato cheio para a Espanha atacar - e nem era necessário contar com o apoio do meio-campo: bastava o trio Gerard Moreno-Álvaro Morata-Marco Asensio acelerar os ataques com a bola nos pés para colocar sob riscos a defesa holandesa. Piorando a situação, Nathan Aké foi mais uma vítima da roda-viva de jogos na Europa, sofrendo lesão muscular com cinco minutos de jogo.
Restou a Daley Blind entrar, para fazer a dupla de zaga com Joël Veltman. Uma dupla de zaga lenta demais. E que ainda errou no gol de Sergio Canales, aos 18': o passe de Morata em profundidade enganou Veltman, que deixou o lado direito completamente aberto para Canales entrar na área e finalizar cruzado ao gol. De quebra, Asensio tinha pleno espaço pela esquerda, em outra má atuação de Hans Hateboer no aspecto de marcação.
Aké se lesionou com apenas cinco minutos de jogo: como se já não faltassem zagueiros à Holanda (AP)
No meio-campo, Georginio Wijnaldum estava sem espaço para avançar, diante da rápida volta espanhola para a defesa. Frenkie de Jong também via poucos lugares para lançar em profundidade. Resultado: restavam só cruzamentos, de Owen Wijndal (já melhor na esquerda) ou de Hateboer (mais raros). E o ataque quase não causou problemas à Espanha - só se viu um chute a gol da Holanda nos primeiros 45 minutos, com Luuk de Jong. A Espanha rondou bem mais a área. Teve uma boa chance com Morata, aos 34', rebatida por Marco Bizot, goleiro estreante. E a desvantagem de momento deixava claro: ou a Holanda melhorava, acelerava, ou a derrota era praticamente inevitável.
Frank de Boer notou tudo isso: a fragilidade defensiva, a lentidão do meio-campo, a inação do ataque. E as quatro mudanças feitas no intervalo foram precisas. Principalmente no ataque: no lugar de Steven Berghuis, Calvin Stengs se mexeu mais na frente. Atraiu mais a marcação. E isso já ajudou no lance do empate neerlandês em Amsterdã, aos 47': no meio da área, junto a Depay, Stengs possibilitou que Donny van de Beek estivesse livre para ajeitar a bola cruzada por Wijndal, chutando rasteiro para o 1 a 1.
Na defesa, Stefan de Vrij mostrou mais firmeza ao lado de Veltman, no miolo de zaga, permitindo que Blind avançasse ao meio-campo para auxiliar o setor. Foi necessário, porque o ar mais ofensivo da Holanda causou o efeito colateral esperado: mais espaço para os contra-ataques da Espanha. Aí, Bizot mostrou algum serviço, defendendo chutes de Hector Bellerín (aos 61') e Adama Traoré (aos 66'). E quando nem Bizot conseguiu pegar, Koke errou a finalização, aos 60'.
De quebra, no meio-campo, Klaassen mostrou ser promissor, com muitos lançamentos precisos para acelerar contra-ataques. Pela direita, Stengs e Denzel Dumfries também aumentava o ritmo de jogo da Holanda. E tudo isso levou a pelo menos três chances valiosas que a Holanda teve para ganhar. Aí, houve demérito de quem poderia colocar a esférica no filó adversário. Tanto Memphis Depay (aos 69') quanto Luuk de Jong (aos 88') ficaram na frente do gol, sozinhos na área, após cruzamentos bem medidos de Dumfries. Mas faltou força ao arremate de Memphis, e Unai Simón fez boa defesa. Luuk de Jong fez pior ainda: dominou, quis driblar Simón... e perdeu ângulo para chutar.
De todo modo, essa reação vista no segundo tempo ainda foi pouca para evitar que a Holanda seguisse sem vitórias, no quarto jogo sob Frank de Boer (marca histórica). E já deixa preocupação sobre o que será feito na Liga das Nações, com duas rodadas em que a vitória é necessária para manter alguma chance de avanço às semifinais.
Amistoso
Holanda 1x1 Espanha Data: 11 de novembro de 2020 Local: Johan Cruyff Arena (Amsterdã) Árbitro:Davide Massa (Itália) Gols: Sergio Canales, aos 18'; Donny van de Beek, aos 47'
Holanda Marco Bizot; Hans Hateboer (Denzel Dumfries), Joël Veltman, Nathan Aké (Daley Blind) e Owen Wijndal; Georginio Wijnaldum (Davy Klaassen), Donny van de Beek e Frenkie de Jong (Stefan de Vrij); Steven Berghuis (Calvin Stengs), Luuk de Jong e Memphis Depay (Ryan Babel). Técnico: Frank de Boer
Espanha Unai Simón; Héctor Bellerín, Eric García, Iñigo Martínez (Sergio Ramos) e José Luis Gayà (Sergio Reguilón); Koke, Rodri e Sergio Canales (Marcos Llorente); Gerard Moreno (Ferrán Torres), Álvaro Morata (Dani Olmo) e Marco Asensio (Adama Traoré). Técnico: Luis Enrique
Frank de Boer está mais liberado para dar sua cara à seleção. Mas tem muitos problemas nestas datas FIFA (BSR Agency)
Quando Frank de Boer assumiu a seleção masculina da Holanda (Países Baixos), muito se comentou que sua contratação se dera porque ele se mostrara disposto a seguir a linha de trabalho que Ronald Koeman deixara na Laranja. Há algumas semanas, perguntado sobre isso pelos jornalistas Maarten Wijffels e Mikos Gouka, do diário Algemeen Dagblad, o próprio Koeman se mostrou farto disso: "Falam que a seleção precisa prosseguir na minha linha. Isso me enche um pouco o saco. Sim, é bom que a união siga, mas agora eles têm outro técnico, com outra visão. Aconselharia Frank a se focar". Pois bem: é exatamente assim que a Laranja tentará superar seus desafios nestas próximas datas FIFA - começando nesta quarta-feira, no amistoso contra a Espanha, em Amsterdã, e continuando para tentar voltar à semifinal da Liga das Nações, nas duas rodadas finais: contra Bósnia (próximo domingo, em Amsterdã) e Polônia (na quarta, 18, em Chorzow).
Se fosse só jogar as partidas, a situação neerlandesa seria mais fácil. Porém, do 1 a 1 com a Itália até agora, muitas coisas aconteceram. A maioria delas, influindo negativamente na seleção. Para começo de conversa, uma ausência presente, marcante, dolorosa: três dias depois de jogar contra a Azzura pela Oranje, capitaneando a equipe como habitual, Virgil van Dijk se viu com o ligamento cruzado anterior rompido no Everton x Liverpool do Campeonato Inglês. Não jogará pela seleção, nem nestas datas FIFA, nem nas próximas, e talvez fique de fora da Euro 2021-que-era-2020. Numa defesa já combalida pela falta de Matthijs de Ligt, ainda se recuperando de cirurgia na clavícula, era talvez o pior cenário, a perda mais lamentável que poderia acontecer no grupo de convocados habituais.
Claro, o impacto de não ter o sustentáculo da zaga, a voz de comando dentro de campo, ainda pesa entre os 23 convocados. A começar por alguém que viveu o mesmo drama que Van Dijk: Memphis Depay. Recuperado do problema em seu joelho, o atacante foi sincero à FOX Sports holandesa: "Quando vi a falta [do goleiro Jordan Pickford em Van Dijk], eu usei umas palavras que não posso falar agora. Como pode? Machucar alguém daquela maneira? É maluco para mim". À NOS, Memphis estendeu as óbvias condolências - e seu apoio - ao zagueiro: "Eu sei como ele se sente. Falei com ele, acho que todos aqui fizeram o mesmo. É muito duro que tenha acontecido, mas sei que ele é mentalmente forte, e que isso o fará mais forte ainda".
Porém, Van Dijk não foi a única ausência na lista desde que ela foi anunciada, na sexta-feira passada, originalmente com 25 convocados. Para começo de conversa, o novo capítulo dos problemas foi o mais temerário: nesta terça, Tonny Vilhena (que voltava às convocações) testou positivo para o novo coronavírus. Foi imediatamente desligado do grupo que treina no centro da federação, na cidade de Zeist, mas deixou a pergunta previsível: como ficam os 23 jogadores que tiveram contato com ele? Antes de Vilhena, já viera uma pequena lesão que tirou Steven Bergwijn de combate, uma leve gripe que forçou o corte de Mohamed Ihattaren...
Krul, Bizot (de costas), Drommel... e continua a desconfiança sobre os goleiros da seleção masculina (BSR Agency)
Mas pouca coisa simboliza tão bem o azar vivido pela seleção da Holanda quanto o ocorrido com os goleiros. Titular sob Frank de Boer (pelo menos por enquanto), Jasper Cillessen sofreu uma lesão muscular no sábado. Foi cortado, e seu substituto, prontamente anunciado: Justin Bijlow, subindo de produção no Feyenoord, presença frequente nos goleiros da seleção sub-21. Pois a infelicidade do jovem Bijlow (21 anos) veio logo no domingo: uma lesão no tornozelo sofrida no aquecimento pré-jogo entre Feyenoord e Groningen, pelo Campeonato Holandês, e Bijlow também foi cortado. Restou a Frank de Boer chamar Joël Drommel, outro jovem arqueiro, do Twente.
Tais lesões ressuscitaram o assunto da falta de confiança nos arqueiros à disposição da seleção principal, hoje em dia. Para tentar minorar a desconfiança, os dois principais nomes da camisa 1 serão postos à prova: Marco Bizot - se recuperando no AZ, após mau começo de temporada - estreará pela Laranja contra a Espanha, ao passo que Tim Krul será o nome debaixo das traves nos jogos da Liga das Nações. Capacidade, ambos já provaram que têm. E diante do que Frank de Boer comentou sobre as condições de Cillessen, com ou sem lesão ("É esperar como ele volta. Espero que volte jogando. Se ele ficar no banco, e ficar assim por quatro meses..."), os jogos podem ser chances para que um ou outro tome a camisa 1 da seleção e não largue mais. Já para Drommel, só estar na seleção adulta já é um feito, para um goleiro que chegou a ser multado pela federação no ano passado, ao largar a seleção sub-21 para ficar no Twente. "Eu nem me toquei ainda do significado", exultou o arqueiro ao site do clube em que atua.
Resta a Frank de Boer apostar em voltas - como Davy Klaassen, retornando à seleção após três anos, graças às atuações seguras no meio-campo do Ajax, ao qual mal voltou e já virou titular absoluto. Ou apostar numa postura mais ofensiva do que a vista contra a Itália. Na entrevista coletiva desta terça, o treinador apregoou: voltará a escalar a seleção com três atacantes, já contra a Espanha. "A Itália jogou contra nós com Barella quase como um segundo atacante, de tão avançado. Então, para [Frenkie] De Jong não ficar sobrecarregado, cinco na defesa. Será desnecessário contra a Espanha”. Resta, também, esperar que nomes importantes e promissores se deem melhor do que vêm se dando em seus clubes - e De Boer citou o exemplo de Donny van de Beek, numa reserva incompreendida para muitos no Manchester United: "Ele está bem lá. É difícil, mas ainda acho que ele jogará tempo suficiente". E finalmente, esperar que os destaques ajudem: Stefan de Vrij - o único zagueiro confiável, fora os lesionados -, Georginio Wijnaldum - o capitão, na ausência de Van Dijk -, Frenkie de Jong ("Posso jogar na zaga se o treinador quiser, mas sou um meio-campista"), Memphis Depay ("Sempre quero mostrar meu melhor lado: se é como centroavante, é como centroavante, se é na esquerda, tudo bem").
Afinal, se Ronald Koeman hoje tem sua cabeça focada no Barcelona e disse para a seleção holandesa deixar essa história de "linha Koeman" de lado, Frank de Boer assumiu na coletiva: "Então, agora, é a versão De Boer 1.0". Resta à seleção, ainda sem vitórias sob o novo técnico, esperar que seja uma versão de qualidade do programa, sem necessitar de atualizações demais, muito menos de formatações.
Fortuna Sittard 2x2 Zwolle (sexta-feira, 6 de novembro)
Entre dois times pressionados (o Fortuna Sittard era o lanterna; e com goleada sofrida na rodada passada, alguns torcedores foram questionar o técnico John Stegeman no Zwolle), o Fortuna se aliviou primeiro. Aos 6', Zian Flemming passou, e Emil Hansson chutou para o 1 a 0 dos mandantes auriverdes. E o time da casa até pressionou mais ao longo do primeiro tempo, com George Cox (aos 20') e Hansson (aos 28'). Mas o time a fazer foi o Zwolle - com sorte: aos 35', o zagueiro Jaroslaw Jach cometeu gol contra, de cabeça. Aí, Cox comprovou sua importância no Fortuna Sittard: ele, que já marcara contra o Ajax, fez 2 a 1 ainda antes do intervalo. Coube ao bode expiatório do Zwolle na rodada passada salvar os visitantes no segundo tempo: em cobrança de falta perfeita, Thomas Lam - que falhara contra o Twente - fez 2 a 2. Dali por diante, as chances foram poucas: a maior delas, para o Zwolle: Mike van Duinen cabeceou na trave, aos 77'. Mas o empate ficou no placar.
ADO Den Haag 2x4 Twente (sábado, 7 de novembro)
Bem que o ADO Den Haag tentou superar a crise que viveu nesta semana - incluindo demissão de auxiliares técnicos (Rick Hoogendorp e Michele Santoni). Mas o Twente impôs sua superioridade no primeiro tempo: rondou a área, criou chances... até Queensy Menig fazer 1 a 0, aos 41'. Já no segundo tempo, quando Danilo marcou o 2 a 0 aos 59', aproveitando falha de Shaquille Pinas, parecia o tiro de misericórdia no time da casa em Haia. Até porque os Tukkers seguiam criando chances - como com Menig e Tyrone Ebuehi, aos 72'. Em busca da reação, o Den Haag teve a entrada de vários atacantes. Um deles, Bilal Ould-Chikh, ajudou no primeiro gol, aos 76': seu chute bateu no travessão, ricocheteou no zagueiro Julio Pleguezuelo e foi para as redes. Quando Samy Bourard fez 2 a 2, aos 86', parecia vir um empate surpreendente para premiar o esforço do ADO Den Haag. Danilo não deixou: aos 88', virou goleador da Eredivisie com o 3 a 2. Nos acréscimos, Thijs van Leeuwen ainda marcou o quarto.
VVV-Venlo 3x2 Heracles Almelo (sábado, 7 de novembro)
O Heracles Almelo teve dois méritos no primeiro tempo em Venlo. Aguentou a pressão na defesa, e viu o VVV-Venlo perder grandes chances. Primeiro, aos 20': Evert Linthorst chutou por cima. Logo depois, aos 24', o goleiro Koen Bucker (terceiro arqueiro dos Heraclieden, titular com as lesões de Janis Blaswich e Michael Brouwer) pegou pênalti batido por Georgios Giakoumakis. E no ataque, o segundo mérito dos visitantes foi ser eficiente: aos 38', numa das únicas chances, Silvester van der Water fez 1 a 0. Porém, um demérito anulou tudo isso, ainda na etapa inicial: Adrián Szöke levou o cartão vermelho, desnecessariamente. Claro, o VVV-Venlo voltou com toda a pressão na etapa final. E virou o placar em 20 minutos - Jafar Arias fez 1 a 1 aos 61', Vito van Crooij virou aos 67'. Outro lance desnecessário trouxe o Heracles de volta ao jogo: aos 78', em outro pênalti, Rai Vloet fez 2 a 2. Mas Giakoumakis se refez do erro do pênalti do melhor jeito possível: fazendo o 3 a 2 da vitória, aos 88'.
RKC Waalwijk 0x2 Sparta Rotterdam (sábado, 7 de novembro)
Em mais um jogo entre dois clubes cada vez mais afligidos pela última posição, a arbitragem freou a alegria de ambos na etapa inicial. Para o Sparta, o gol de Bart Vriends foi anulado (falta sobre o goleiro Kostas Lamprou); para o RKC Waalwijk, quase houve um pênalti - Vitalie Damascan alegou ter sido empurrado -, mas o juiz Ingmar Oostrom pediu que o jogo seguisse. Além disso, os dois times também trocavam chances vez por outra. Só no segundo tempo os Spartanen despontaram. Começando pelo 1 a 0, aos 59', em cabeceio de Lennart Thy - o juiz ainda ouviu o VAR sobre possível impedimento, mas validou o gol. Sim, os mandantes de Waalwijk ainda assustaram. Principalmente aos 78', quando Morad El Kaddouti cruzou para Richard van der Venne perder ótima chance, de cabeça. Mas Abdou Harroui carregava os contra-ataques do time visitante. E foi ele, nos acréscimos, que decretou o alívio com o 2 a 0: o Sparta Rotterdam poderia comemorar a primeira vitória na Eredivisie, após oito rodadas.
Utrecht 0x3 Ajax (domingo, 8 de novembro)
Tendo mais a posse de bola, o Ajax rondava mais a área do Utrecht (que tinha o auxiliar René Hake comandando interinamente, após a saída de John van den Brom para o Racing Genk belga). Porém, as finalizações dos Ajacieden eram impedidas pela postura fechada dos Utregs em casa. Só aos 20' veio um momento perigoso, num chute de Zakaria Labyad, defendido pelo goleiro Maarten Paes com os pés. Aos 37', o Ajax foi ainda mais perigoso: Dusan Tadic mandou a bola no travessão. No entanto, nada de gol. E todo cuidado era pouco, porque o Utrecht podia até ser mais retraído, mas não estava morto. Uma prova disso veio no primeiro tempo - aos 44', André Onana rebateu com os pés chute rasteiro de Gyrano Kerk. Outra, já na etapa final, aos 56': Mimoun Mahi cruzou, e Kerk só não fez 1 a 0 porque finalizou errado. O desafogo dos visitantes de Amsterdã só veio aos 63': David Neres cruzou, a defesa do Utrecht falhou, e Tadic pôde desviar de cabeça para Davy Klaassen fazer 1 a 0. A partir de então, os Godenzonen deslancharam. Fizeram 2 a 0 aos 71', quando Lassina Traoré sofreu pênalti e Tadic converteu. Poderiam até ter marcado o terceiro aos 79', quando Paes fez grande defesa em chute de Klaassen. Sem problema: nos acréscimos, quase sem ângulo, Quincy Promes confirmou a vitória que manteve o Ajax na liderança.
Feyenoord 2x0 Groningen (domingo, 8 de novembro)
Na fase inicial do jogo, com rapidez nas laterais, o Groningen até que assustou o Feyenoord em De Kuip. Quase os visitantes do norte holandês fizeram o primeiro gol, no espaço de um minuto. Aos 18', Gabriel Gudmundsson cruzou, a bola encobriu o goleiro Nick Marsman (novamente no lugar de Justin Bijlow, lesionado no aquecimento) e atingiu o travessão; aos 19', Damil Dankerlui lançou Remco Balk em profundidade, e o atacante chutou na área - Marsman evitou o gol com os pés. Os Feyenoorders só reagiram na reta final da etapa inicial. E até conseguiram balançar as redes com Mark Diemers, aos 41' - mas o gol foi anulado: o VAR alertou que Bryan Linssen, impedido, atrapalhara o goleiro Sergio Padt. Pelo menos, tão logo o segundo tempo começou, o gol do Feyenoord foi para valer: aos 50', Steven Berghuis cobrou escanteio, e de cabeça, Lutsharel Geertruida fez seu segundo gol na semana (marcara pela Liga Europa). O Groningen até buscou o ataque vez por outra, mas o Stadionclub ficou bem mais perigoso com a vantagem. Padt espalmou chute de Ridgeciano Haps aos 58'; Malacia acertou a bola na trave aos 69'; e finalmente, aos 82', Haps foi derrubado por Dankerlui quando iria escorar o cruzamento de Berghuis. Danny Makkelie marcou pênalti, Dankerlui foi expulso, e Berghuis fez o 2 a 0 que mantém a invencibilidade do Feyenoord na Eredivisie sob o comando de Dick Advocaat.
Vitesse 3x1 Emmen (domingo, 8 de novembro)
O primeiro gol do Vitesse já poderia ter vindo aos 3': Armando Broja até colocou a bola nas redes, mas estava impedido. Sem problemas: aos 7', Oussama Tannane coroou sua volta ao time de Arnhem (de suspensão e de infecção pelo novo coronavírus) fazendo 1 a 0, de pênalti. Tirando o atraso e confirmando sua importância na equipe de Arnhem, Tannane marcou seu segundo no jogo - e o segundo do Vitesse, aos 26'. Porém, como já ocorrera contra o ADO Den Haag, uma atuação tranquila do Vites foi levemente ameaçada por uma expulsão: aos 28', Riechedly Bazoer cometeu dura falta em Sergio Peña, e o VAR fez o juiz Jeroen Manschot transformar o cartão amarelo inicial em vermelho. Porém, com dez ou com onze, o Vitesse era francamente superior ao Emmen. E fez 3 a 0 ainda no primeiro tempo, com Loïs Openda. Ao Emmen, restou só o consolo do gol de honra de Michael de Leeuw, aos 58'. Nota de rodapé, na sétima vitória do Vitesse em oito jogos - melhor começo da história do time de Arnhem na Eredivisie.
Heerenveen 0x3 AZ (domingo, 8 de novembro)
Bem que o Heerenveen, sonhando em quebrar o seu recorde histórico de pontos após oito rodadas da Eredivisie, quis assustar no começo: teve uma chance para isso, aos 15', quando o chute de Henk Veerman foi rebatido, e Benjamin Nygrén mandou a sobra por cima. Todavia, com mais velocidade, o AZ foi dominando o ataque ao longo do primeiro tempo. Já deu um primeiro sinal de força num chute de Jesper Karlsson, aos 26'. E a primeira estocada para valer foi aos 29': com o zagueiro Jan Paul van Hecke colocando a mão na bola, foi marcado o pênalti - e pênalti, nos pés de Teun Koopmeiners, quase sempre vira gol dos Alkmaarders, como virou. De outra confiável válvula de escape ofensiva dos visitantes - os avanços de Owen Wijndal, na esquerda - veio o 2 a 0 do AZ, aos 40': Wijndal cruzou, e o lateral esquerdo Lucas Woudenberg cometeu gol contra. Já encaminhada, a vitória ficou praticamente garantida logo que o segundo tempo se iniciou: aos 47', Karlsson chutou colocado, acertando o canto. Depois, o AZ só se assustou com uma bola na trave de Mitchell van Bergen, aos 89'.
PSV 3x0 Willem II (domingo, 8 de novembro)
Só o lance do primeiro minuto em Eindhoven já deixou claro que o PSV teria facilidade para se recompor, após a goleada sofrida para o PAOK na Liga Europa: Ibrahim Sangaré deixou Donyell Malen livre, e o atacante chutou, para o goleiro Jorn Brondeel rebater. Sempre com a bola, sempre no ataque, os Boeren prensaram o Willem II no campo de defesa. E o primeiro gol, aos 14', comprovou a boa fase de Philipp Max: o lateral esquerdo alemão dominou o lançamento de Pablo Rosario e tocou na saída do goleiro. Já o 2 a 0, aos 21', foi um prêmio à insistência de Denzel Dumfries: novamente titular após infecção pelo novo coronavírus, o lateral direito manteve a bola na direita, até o cruzamento para Mario Götze concluir cruzado. Só em desvantagem já grande é que os visitantes de Tilburg tiveram mais espaço para atacar. Ainda assim, atacaram pouco no primeiro tempo: só um arremate de Ché Nunnely, aos 29'. Na etapa final, os Tricolores assustaram mais - principalmente aos 57', quando Yvon Mvogo defendeu dois chutes em sequência (um de Ole Romeny, outro de Nunnely no rebote). Mas essa pressão tomou um duro golpe com a expulsão de Derrick Köhn, aos 63', deixando o Willem II com dez. E o PSV não só manteve a vantagem que já tinha, sem problemas, como a ampliou: aos 82', de novo com Dumfries cruzando da direita, Malen completou para definir o triunfo.