Posição: 3º lugar, com 30 pontos (8 vitórias, 6 empates e 3 derrotas)
Técnico: John Heitinga (até a 13ª rodada) e Fred Grim (interino, desde a 14ª rodada)
Time-base: Jaros (Pasveer); Lucas Rosa (Gaaei), Sutalo (Itakura), Baas (Bouwman) e Wijndal; Regeer, Klaassen e Taylor; Gloukh (Raúl Moro), Weghorst (Dolberg) e Godts
Maior vitória: Ajax 3x1 Zwolle (5ª rodada) e Fortuna Sittard 1x3 Ajax (15ª rodada)
Maior derrota: Ajax 0x2 AZ (9ª rodada)
Copa da Holanda: enfrentará o AZ nas oitavas de final
Competição europeia: Liga dos Campeões (34º colocado na fase de liga)
Artilheiro: Mika Godts (atacante), com 7 gols
Objetivo do início: título
Avaliação: Só faltava estar nas últimas posições da Eredivisie, porque a crise foi quase a mesma vista na temporada passada. Com indefinições táticas e fragilidades expostas, os Ajacieden fizeram um turno muito enfraquecido na liga. Mas a reação vista na reta final de 2025 trouxe esperanças gerais
Quando John Heitinga foi anunciado como novo técnico do Ajax, antes da temporada atual começar, o ponto de interrogação da torcida em Amsterdã só aumentou. Porque alguns jogadores importantes em 2024/25 saíram (Jordan Henderson, por exemplo), porque a demissão do técnico Francesco Farioli forçaria o time a recomeçar um trabalho, não havia lá muitos nomes de destaque... a impressão de que poderia dar errado era gigantesca. E pelo menos em grande parte desta primeira metade de temporada, de fato deu errado. Já na segunda rodada da Eredivisie, um tropeço - 2 a 2 com o Go Ahead Eagles, incômodo Ajacied há algumas temporadas - foi o primeiro sinal. Pior ainda foi amargar 1 a 1 com o Volendam (desde sempre candidato ao rebaixamento), fora de casa, na 4ª rodada. Na Liga dos Campeões, bastou a fase de liga começar para as derrotas se avolumarem, em casa (Internazionale, Galatasaray, Benfica) e fora (Olympique de Marselha, Chelsea). No duro, só um momento reanimou o combalido ânimo da torcida: a digna atuação nos 2 a 2 contra o PSV, no clássico da 6ª rodada da Eredivisie. Por mais que John Heitinga quisesse ver o Ajax jogando dominante como gosta, o fato é que nem a defesa dava muita margem para isso (a começar pelo gol, onde nem o tcheco Vitezslav Jaros, nem o veteraníssimo Remko Pasveer davam confiança), nem o ataque se destacava (nomes habituais, como Davy Klaassen ou Kenneth Taylor, tinham desempenhos medianos em 2025/26; e contratações como Raúl Moro e Oscar Gloukh começavam em baixa). A única exceção ao baixo astral generalizado no clube era o belga Mika Godts, com atuações confiáveis na ponta esquerda.
Algumas derrotas em casa deixaram clara a crise, como o AZ fazendo 2 a 0 em Amsterdã (9ª rodada). E quando houve sequência de quatro derrotas - duas na Champions, duas na Eredivisie, incluído aí um Excelsior 2 a 1 em plena Johan Cruyff Arena, na 13ª rodada, primeira vitória fora de casa do time de Roterdã contra o Ajax na história da liga masculina neerlandesa -, ficou claro que era o ponto final para Heitinga, que foi demitido. Diretor de futebol, Alex Kroes também anunciou sua saída. E Fred Grim, na comissão técnica, ficou como interino, pegando um time que estava na sexta posição. Era quase questão de sobrevivência ser mais humilde, para a crise não piorar. E não é que o Ajax conseguiu? Jogando com três zagueiros (o japonês Ko Itakura virou titular, como um "falso volante"), dando mais tempo de jogo e paciência a Oscar Gloukh, os Ajacieden recomeçaram a vencer no 2 a 0 contra o Groningen, pela 14ª rodada, em jogo começado num domingo, interrompido (foguetório exagerado) e retomado na terça. Na rodada seguinte, contra o Fortuna Sittard, mesmo jogando mal, o Ajax venceu tendo a sorte de dois gols contra (3 a 1). Na Champions, enfim, a primeira vitória: 4 a 2 no Qarabag azeri, fora de casa. Já havia até condição de abrir mais espaço para jovens testados e relativamente aprovados, como o zagueiro Aaron Bouwman e o ponta Rayane Bounida. Mika Godts seguia como destaque, e Oscar Gloukh crescia de produção, enfim. Vencer o Klassieker contra o Feyenoord (2 a 0 em casa, 16ª rodada) foi o empurrão de que o Ajax precisava, retomando a terceira posição. E contra a surpresa NEC, mesmo fora de casa - Ajax frágil aqui, é só o sétimo colocado em jogos fora -, segurar o 2 a 2 valeu para seguir a reconstrução. E com o fim de 2025 trazendo a confirmação de Jordi Cruyff, com um sobrenome que dispensa apresentações, como seu diretor de futebol a partir de fevereiro, o Ajax terminou o ano com uma esperança típica de quem espera um feliz ano novo. Pode ter isso. Mas precisa seguir reagindo, para voltar a um círculo virtuoso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário