quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Parada obrigatória: NEC

Embora o NEC fosse até razoável nas últimas temporadas, a torcida já pedia mais ofensividade. Foi plenamente atendida, com um ótimo primeiro turno (Olaf Kraak/ANP/Getty Images)

Posição: 4º lugar, com 29 pontos (8 vitórias, 5 empates e 4 derrotas)
Técnico: Dick Schreuder
Time-base: Gonzalo; Dasa (Pereira), Kaplan e Sandler (Fonville); Proper, Nejasmic, Ouaissa e Önal; Chery e Linssen; Koki Ogawa
Maior vitória: NEC 5x0 Excelsior (1ª rodada)
Maior derrota: NEC 3x5 PSV (5ª rodada)
Copa da Holanda: enfrentará o De Treffers (terceira divisão), nas oitavas de final
Competição europeia: nenhuma
Artilheiro: Koki Ogawa (atacante), com 6 gols
Objetivo do início: meio de tabela/vaga nos play-offs por vaga na Conference League
Avaliação: As contratações e o próprio estilo de jogo do técnico Dick Schreuder já traziam boas perspectivas à torcida antes da temporada começar. Perspectivas mais do que confirmadas: com ofensividade absoluta - às vezes até demais -, o NEC é a maior e mais agradável surpresa da temporada

Fazia algum tempo que a torcida do NEC andava meio aborrecida com o time. Não exatamente por ter sofrido com ameaça de rebaixamento, mas por ser um time que não parecia cumprir totalmente com seu potencial. Até vinha fazendo boas campanhas (disputou a repescagem por vaga na Conference League nas duas últimas temporadas, só que parecia faltar algo. Foi exatamente para trazer esse "algo" que o técnico Dick Schreuder chegou: o "algo" era mais ofensividade, mais ataque. Bastaram as três primeiras rodadas para que a torcida em Nijmegen se alegrasse imensamente. Logo na estreia, a maior goleada do "Enêissêi" (N-E-C soletrado em holandês) no turno: 5 a 0 no Excelsior. Na segunda rodada, 4 a 1 no Heracles Almelo. E na terceira, "só" 3 a 0 no NAC Breda. Àquela altura, início de Eredivisie, o time de Nijmegen até ocupava o primeiro lugar. Isso acontecia porque Dick Schreuder não só fazia o NEC jogar como ele queria, bem mais ofensivo (com três zagueiros, e um meio-campo só com "meias", sem alas), mas também porque os reforços se entrosavam rapidamente. 

No gol, o argentino naturalizado espanhol Gonzalo Crettaz mostrava agilidade com as mãos e bom jogo com os pés. Emprestado pelo Ajax, o turco Ahmetcan Kaplan ia bem como "líbero" no trio de zaga. No meio, Kodai Sano, Sami Ouaissa e Basar Önal se revezavam bem na criação de jogadas, com Darko Nejasmic e Dirk Proper esforçados na marcação. E no ataque, o japonês Koki Ogawa tinha parceiros experientes e confiáveis em Bryan Linssen e Tjaronn Chery - sem falar em outro japonês, o reserva Kento Shiogai, 7 gols em 12 jogos. Nem mesmo uma sequência em que as fragilidades defensivas foram mais sentidas (entre a 4ª e a 10ª rodadas, só uma vitória - três empates e três derrotas) fizeram a paciência acabar. E quando o NEC voltou ao prumo, justificou o brincalhão apelido de "Dick-taka" que a torcida usa para apelidar o jeito do time sob Dick Schreuder: quatro vitórias seguidas - incluído aí um 4 a 2 no Feyenoord em De Kuip - para trazer o time de volta às primeiras posições. Nas últimas duas rodadas de 2025, dois empates fizeram o time perder a terceira posição (2 a 2 com o Telstar, na 16ª rodada, e com o Ajax, na 17ª). Sem problemas: em quarto lugar, jogando bem, segundo melhor ataque da Eredivisie (43 gols), o NEC é a surpresa da vez. A torcida aguarda ansiosa pelo jogo contra o Utrecht, que marca a retomada da campanha em 2026: é diversão quase garantida.

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