quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Parada obrigatória: Excelsior

O Excelsior teve péssimo começo, e não se pode considerar plenamente recuperado ainda. Mas momentos como a vitória contra o Ajax, empurrado por Naujoks (foto), animam para que o time se segure na Eredivisie (Ben Gal/BSR Agency/Getty Images)

Posição: 12º lugar, com 19 pontos (6 vitórias, 1 empate e 9 derrotas) - um jogo a menos
Técnico: Ruben den Uil
Time-base: Van Gassel; Bronkhorst, Widell, Meissen e Zagré; Carlén e Naujoks; Sanches Fernandes, Yegoian e De Regt; Van Duinen (Bergraaf)
Maiores vitórias: Volendam 1x2 Excelsior (6ª rodada), Ajax 1x2 Excelsior (13ª rodada) e Excelsior 2x1 Zwolle (17ª rodada)
Maior derrota: NEC 5x0 Excelsior (1ª rodada)
Copa da Holanda: eliminado pelo Excelsior Maassluis (terceira divisão), na primeira fase
Competição europeia: nenhuma
Artilheiro: Noah Naujoks (meio-campista), com 5 gols
Objetivo do início: escapar do rebaixamento
Avaliação: Os Kralingers começaram a temporada, de fato, tentando escapar das últimas posições. Chegaram até a ser lanternas, mesmo. Porém, com o ataque fazendo algumas boas partidas (e uma vitória histórica sobre o Ajax), o time de Roterdã ensaia subir para tentar se estabilizar no meio de tabela

Até agora, a história do Excelsior neste Campeonato Holandês é de uma reação ainda cercada de dificuldades. A começar pela primeira rodada: nela, sofreu 5 a 0 do NEC. Era só o começo para um time que perdeu as três primeiras rodadas, ficando entre a última e a penúltima posições (ambas, causando o rebaixamento). Só deu sinal de vida na quarta rodada: venceu o Twente (1 a 0), viu Heracles Almelo e Heerenveen caírem para as duas últimas posições e foi para a 16ª posição, que ainda garante uma "segunda chance" na repescagem. Não melhorava muito, mas já era um pouco mais confortável. Ainda que nada fosse garantido, como lembram duas derrotas na 7ª (PSV 2 a 1) e 8ª (Heerenveen 2 a 1) que jogaram os Kralingers de volta à penúltima posição. Também, pudera: se defensivamente até que o Excelsior está se aguentando - 27 gols sofridos, menos do que o NEC, quarto colocado -, trata-se do pior ataque do campeonato até agora, somente tendo 16 gols em 17 rodadas.

Até curioso, porque nomes como Gyan de Regt têm lá sua técnica. Jerolldino Bergraaf, mais veloz, começou até a ser experimentado no ataque. Contudo, momentos como a eliminação para o homônimo Excelsior - só que da cidade de Maassluis, na terceira divisão - deixavam claro que as dificuldades seguiam ali. Se houve um momento em que o Excelsior ganhou mais autoconfiança, e até fez história, ele veio na 13ª rodada, sem dúvida: com altíssima eficiência nos contra-ataques, os Kralingers fizeram 2 a 1 no Ajax em plena Johan Cruyff Arena, vencendo o time de Amsterdã fora de casa pela primeira vez na história do Campeonato Holandês. Se tivesse ficado só nisso, já seria algo para a torcida se lembrar. Ficou melhor ainda com duas vitórias sobre outros dois times que tentam escapar das últimas posições (1 a 0 no NAC Breda, na 14ª rodada, e 2 a 1 no Zwolle, na 17ª). Foi aí que o Excelsior se desgarrou um pouco das três últimas posições, ficando no 12º lugar, com um jogo a menos. Será difícil ganhar do AZ, mas se conseguir - e retomar a campanha mantendo a reação -, a equipe terá esperanças de que seu final de Eredivisie não será difícil como foi o começo.

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