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| Ayase Ueda é o único ponto que seguiu bom do começo à metade da temporada, num Feyenoord que inspirava otimismo, mas decaiu (Thomas Bakker/EYE4images/NurPhoto via Getty Images) |
Posição: 2º lugar, com 35 pontos (11 vitórias, 2 empates e 4 derrotas)
Técnico: Robin van Persie
Time-base: Wellenreuther; Nieuwkoop (Read), Ahmedhodzic, Watanabe e Smal (Bos); Targhalline (Steijn), Valente e Timber; Hadj-Moussa, Ueda e Sauer
Maior vitória: Heracles Almelo 0x7 Feyenoord (9ª rodada)
Maior derrota: Feyenoord 2x4 NEC (13ª rodada)
Copa da Holanda: eliminado pelo Heerenveen (segunda fase)
Competição europeia: Liga Europa (30º colocado na fase de liga)
Artilheiro: Ayase Ueda (atacante), com 18 gols
Objetivo do início: título
Avaliação: No começo, parecia tudo encaminhado para o Feyenoord disputar o título ponto a ponto com o PSV. Contudo, na hora mais imprópria (reta final do turno), maus resultados e queda de produção levaram o Stadionclub a terminar 2025 em crise. Só Ayase Ueda escapa da pressão crescente
O bom fim de temporada passada já atraía expectativas positivas para o que seria o Feyenoord sob o comando de Robin van Persie, que começaria sua primeira temporada completa como treinador do Stadionclub. Sim, a queda na 3ª fase prelimnar da Liga dos Campeões, para o Fenerbahçe, prejudicou um pouco. Mas nada que afetasse o bom clima de pré-temporada. Até porque haveria ainda a Liga Europa, e o começo na Eredivisie foi bem promissor. Grande contratação para a temporada, Sem Steijn já se entrosou e mostrou importância rapidamente (que o diga seu gol nos 2 a 0 contra o NAC Breda, logo na 1ª rodada). A mesma coisa fez Luciano Valente, vindo para o meio-campo. E Ayase Ueda, enfim recebendo sequência de jogos como nunca tivera em De Kuip, começou a fazer gols. Duas goleadas (4 a 0 no clássico contra o Sparta Rotterdam, fora de casa, na 4ª rodada, e 7 a 0 no Heracles Almelo, na 9ª rodada) simbolizavam isso. O Feyenoord era líder, e prometia ficar forte na disputa do título.
Mas o tempo passou. Na 10ª rodada, no clássico contra o PSV, em casa, a chance de confirmar o favoritismo foi perdida junto com o jogo (PSV 3 a 2). Depois, mais duas derrotas (Go Ahead Eagles 2 a 1, na 12ª rodada; NEC 4 a 2 em pleno De Kuip, na 13ª rodada) fizeram o PSV passar e abrir vantagem na liderança. Algumas lesões inoportunas apareceram: Givairo Read (muito bem na lateral direita) tinha de ficar fora, o tornozelo causou a ausência de Sem Steijn na reta final de 2025. Algumas opções de Robin van Persie na escalação causavam polêmica, principalmente na Liga Europa, em que a campanha era altamente decepcionante (em casa e fora, derrotas para Aston Villa, Celtic, Stuttgart, culminando na incrível virada sofrida para o FCSB na Romênia - o Feyenoord ganhava por 3 a 1 e tomou o 4 a 3). E em que pesassem as atuações de Ueda, cada vez mais esplendorosas - com quatro gols nos 6 a 1 no Zwolle, na 15ª rodada, o japonês disparou como goleador da Eredivisie, com 18 gols -, terminar 2025 tomando 2 a 0 do Ajax no Klassieker e eliminado na Copa da Holanda (Heerenveen 3 a 2, em De Kuip) deu a impressão incômoda de que o Feyenoord perdeu o gás. Para alguns, até, não fosse o técnico Robin van Persie, já teria sido demitido. Será preciso muito mais do que os gols de Ueda para reagir.

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