quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Parada obrigatória: Heerenveen

O Heerenveen teve medo no começo de temporada, mas conseguiu se aprumar a tempo e terminou a primeira parte da temporada com uma boa sensação (Rico Brouwer/Soccrates/Getty Images)

Posição: 9º lugar, com 23 pontos (6 vitórias, 5 empates e 6 derrotas) - atrás pelo pior saldo de gols
Técnico: Robin Veldman
Time-base: Klaverboer; Braude, Kersten, Willemsen (Hopland) e Zagaritis; Van Overeem e Linday (Meerveld); Trenskow, Brouwers e Rivera; Vente (Sejk)
Maiores vitórias: Sparta Rotterdam 0x3 Heerenveen (16ª rodada) e Heracles Almelo 0x3 Heerenveen (17ª rodada) 
Maiores derrotas: Fortuna Sittard 2x0 Heerenveen (12ª rodada) e Heerenveen 0x2 PSV (15ª rodada) 
Copa da Holanda: enfrentará o RKC Waalwijk (segunda divisão), nas oitavas de final
Competição europeia: nenhuma
Artilheiro: Jacob Trenskow (atacante) e Dylan Vente (atacante), ambos com 6 gols
Objetivo do início: meio de tabela/vaga nos play-offs pela Conference League
Avaliação: O Fean reagiu paulatinamente, após um mau começo. Com os reforços se encaixando e atendendo o que se esperava deles, mais duas vitórias na Eredivisie para terminar 2025, as expectativas da torcida foram aumentadas para o returno

O Heerenveen é mais uma equipe que tem sofrido nas temporadas recentes do Campeonato Holandês. Não sofre exatamente com ameaças de rebaixamento - embora, de vez em quando, olhe para as posições baixas da tabela -, mas também deixa a torcida com a incômoda impressão de que poderia render mais em campo. Quando a temporada começou, o alarme foi grande: nas cinco primeiras rodadas, três derrotas e dois empates. Pelo menos no time do Fean, um nome famoso virou bode expiatório: recomeçando como titular nesta temporada, o goleiro Andries Noppert (titular da Holanda na Copa de 2022, sempre vale lembrar) voltou ao banco de reservas que anda frequentando desde 2023. A primeira vitória na temporada - 3 a 2 no badalado NEC, na 6ª rodada - foi amplamente comemorada. Não só pelos jogadores, mas também pelo técnico Robin Veldman, que é cria do clube da região da Frísia (começou a treinar nas categorias de base, para depois seguir carreira em outros lugares), mas já estava pressionado, porque o time estava na penúltima posição àquela altura.

Se o Heerenveen não embalou definitivamente desde então, foi subindo paulatinamente. Entre a 7ª e a 11ª rodadas, foram três empates (um deles contra o Ajax, em Amsterdã - 1 a 1, na 11ª rodada) e duas vitórias. Alguns nomes começaram a superar as desconfianças do começo da temporada: o meia-direita Jacob Trenskow, o meio-campo Joris van Overeem - bem, como volante -, o recuperado ponta-de-lança Luuk Brouwers, o atacante Dylan Vente. Se houve preocupação com duas derrotas (tomar 2 a 1 do Zwolle, na 14ª rodada, e ver o PSV ser eficiente e fazer 2 a 0, na rodada seguinte), o time da Frísia encerrou 2025 com duas vitórias fora de casa - dois 3 a 0, no Sparta Rotterdam e no Heracles Almelo, avançando à nona posição na tabela. De quebra, no meio delas, eliminou o Feyenoord da Copa da Holanda, fazendo 3 a 2 em pleno De Kuip. E deixou a torcida com a positiva impressão de que o pior já passou. Uma boa retomada de Eredivisie não só confirmará isso, como também deixará o Heerenveen com a sensação de que é possível voltar à repescagem por vaga na Conference League.

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